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Delito de Opinião

A natureza está sempre lá

Paulo Sousa, 10.01.21

Há perto de vinte anos, um vizinho aqui da freguesia limpou uns quilómetros de mato perto de sua casa e lançou a que designa como sendo a primeira prova de trail do país.

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O Cross Laminha foi sempre disputado no inverno e logo após a primeira edição esgotou consecutivamente as inscrições. A zona escolhida, entre o IC2 e a EN8, não faz parte do Parque Natural Serra d'Aire e Candeeiros, apenas porque o IC2 os divide. A paisagem é predominantemente calcária, mas é muito mais arborizada que o PNSAC. O mato só não é mais cerrado porque todos os invernos, e por ocasião da prova, é religiosamente limpo à medida de um ser humano em deslocação.

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A pandemia interrompeu a já clássica prova de atletismo, mas o novo formato abriu-se a um público muito mais abrangente. A identidade da prova continua a basear-se no atletismo trail, mas este ano ajustou-se, e em vez de tudo acontecer numa manhã de domingo, a prova está a decorrer de 1 de Janeiro até 21 de Fevereiro. Quem quiser competir tem de seguir as indicações do site. Vale a pena para os aficionados do trail. Para quem quiser apenas usufruir de um trajecto maravilhoso, excelentemente marcado ao ponto de não deixar a menor margem para dúvidas em termos de navegação, então esta é uma excelente oportunidade para fazer menos de 10 quilómetros em cerca de três horas de caminhada num recanto abençoado do nosso território. Calçado adequado, um reforço energético e uma garrafa de água resumem a logística necessária. Faz-se bem em família, ou individualmente. Cada um ao seu ritmo. 

Estão todos convidados.

Coisas que as estatísticas não revelam

Paulo Sousa, 08.11.20

No domingo passado regressei a um restaurante que visito desde que a nova gerência tomou conta dele.

Na primeira visita, há pouco mais de um ano, confesso que foi com esforço que entrei naquele sitio inventado há quase uma década por alguém que do alto do seu generoso orçamento autárquico e após várias semanas a vasculhar nos recantos do seu serôdio e escasso espólio de neurónios, inventou um restaurante para “rentabilizar” as piscinas municipais, de que é anexo. Infelizmente aprender a distiguir investimento de despesa não é condição de acesso a cargos autárquicos.

Olhando apenas pelo espaço que é, e sem ninguém competente para o explorar, talvez tivesse sido viável na versão inicial do Simcity, que nos anos 80 corria em Comodore 64. Como a realidade não funciona a 8 bits, acabou por andar de mão em mão, sem nunca encontrar a fórmula certa.

Ora como não é um espaço vazio que cria um negócio, mas sim alguém que o queira e saiba preencher, foram necessários demasiados episódios até que finalmente, e depois de correr meio mundo sempre à volta dos tachos, o Chef Nuno Ribeiro chegou a Porto de Mós.

Num raio de poucos quilómetros a oferta de restauração é respeitável, mas mesmo assim e desde a primeira hora que, pela elaboração e qualidade da sua oferta, o Pescatore marcou a diferença e conquistou o seu público. Se a identidade se refere a peixe, o mote – Mar à Serra – garante oferta para todos os gostos. O estacionamento cheio foi sempre um indicador do sucesso noutras paragens e também aqui se repetiu até a filha da mãe da pandemia ter entrado em cena.

Frequentar o mais possível restaurantes honestos é uma forma nobre de contrariar os nefastos efeitos do Covid. Essa é uma luta para a qual podem contar comigo.

Foi com a fúria dessa batalha em mente que no passado domingo regressei ao Pescatore. Observar a carta exige sempre uma capacidade de escolha de impulso, pois só assim se pode abdicar de Chanfana de bocheca de porco com puré de castanhas ou de Cabrito à padeiro, por outra coisa qualquer. Abracei-me ao arroz de lingueirão, e acertei pois estava divinal.

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Triste foi saber que a nossa era a segunda mesa a ser servida naquele dia.

Tendo já lançado para trás das costas a primeira vaga da pandemia, ninguém sabe o que aí vem.

Desde que os números voltaram a subir que a afluência de clientes caiu significativamente, e as medidas anunciadas pelo governo não auguram nada de bom.

Por detrás das estatísticas despejadas pela boca dos políticos e comentadores escondem-se as dores dos casos particulares, de negócios assentes em pessoas com valor e com a coragem necessária para fazerem pela vida, sem a rede que o estado dá apenas a alguns.

Salvar a memória

Paulo Sousa, 02.10.20

Em Novembro de 2018, por ocasião do centenário do fim da Grande Guerra, o Município de Porto de Mós editou um livro de homenagem aos 214 portomosenses identificados até essa data como tendo estado nela envolvidos como combatentes. O lançamento do livro coincidiu com a inauguração de um memorial junto aos Paços do Concelho.

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No prefácio, pela pena do actual Presidente da Câmara Jorge Vala, o concelho descreve-se como “Um município de paz, que não esquece os que lutaram por ela”.

Cada um destes combatentes mereceu uma página inteira deste livro onde consta toda a informação que foi possível reunir. A recolha de dados foi extensa. No arquivo militar existe bastante informação, como o nome, data de nascimento, filiação, data de incorporação e de regresso, teatro de operações, ramo das Forças Armadas, posto, eventuais baixas hospitalares, condecorações entre outros detalhes. A estes dados acrescentaram-se algumas fotos cedidas pelos descendentes, postais enviados à família, alguns com fotos de corpo inteiro e escritos com caneta de aparo.

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No verso desta foto está escrito: “Mando esta fotografia junto a este grupo de moços vizinhos e meus amigos para as nossas famílias ver a nossas caras retratadas neste cartão.”

Pegando no livro encontram-se pequenos relatos como o de um louvor a alguém que durante um raid inimigo terá comandado um pelotão e, pela coragem e sangue frio terá incutido valentia aos subordinados suficiente para que o inimigo fosse repelido. Noutra página conta-se uma história de um combate marítimo que se fosse passada noutras latitudes daria um filme. Há também o registo de pelo menos uma deserção.

A maioria dos homenageados não têm fotografia, e de alguns conseguiu-se apenas a foto da respectiva lápide no cemitério militar em França. De outros conseguiu-se a cópia do assento do campo onde foram feitos prisioneiros.

De uma forma bastante ligeira tive oportunidade de colaborar na identificação dos descendentes de alguns destes soldados. Passou-me pela mão uma caderneta militar de um conterrâneo meu com o registo de dois castigos aplicados por ter sido apanhado a jogar às cartas.

Os números mecanográficos dos arquivos militares quase que esvaziam a humanidade de cada um destes nossos compatriotas. São 214 universos de vivências, de expectativas, de sujeição, de sacrifício e de vontade de sobreviver, de quem, tal como nós, não escolheu o país ou a época que lhes foi dada a viver. O entendimento que hoje temos da história é diferente do de há algumas décadas atrás, mas é uma tremenda perda que não se tenham registado relatos contados na primeira pessoa feitos por estes portugueses que, quase anonimamente, vestiram as ásperas fardas que lhes foram entregues e que reduziu cada um deles a um número.

É fácil de concluir que a falta de memória que caracteriza o nosso país é já um mal antigo. Recordo-me que na apresentação do livro, José Conteiro, o obreiro maior da recolha de dados na qual assentou a edição deste livro, acertadamente citou o Padre António Vieira: “Se servistes à pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.”

Mas se já não é possível entrevistar estes combatentes, ainda é possível fazê-lo aos soldados que serviram na Guerra do Ultramar, e que foram muitos mais. Já existem alguns documentários mas é urgente registar os relatos dos combatentes ainda vivos do último grande conflito armado em que o nosso país esteve envolvido.

É comum que cada regime faça por esquecer o anterior, mas se nada for feito, a cada dia que passa, serão cada vez menos os que podem relatar o que foi para eles estar envolvido nesse enorme esforço feito pelo país e pelos seus cidadãos, sem juízos de valor sobre a justeza da guerra à luz dos dias de hoje. Qualquer telefone ou computador pode gravar uma conversa, mais ou menos formal, com ou sem guião, a cada um destes seres humanos que voluntariamente ou contra a sua vontade por lá andaram. O que viram, o que comiam, onde dormiam, o que lhes foi dado a fazer, o que se lembram das paisagens, das pessoas, da natureza, das deslocações, o que aprenderam?

Segundo o Talamude, quem salva uma vida, salva o mundo inteiro. Na mesma linha atrevo-me a acrescentar que quem salvar as memórias de uma vida, salva a memória do mundo inteiro.

Quem puder que o faça.

Muros que unem

Paulo Sousa, 05.09.20

Há um concurso televisivo em curso que se correr bem será uma excelente promoção para o meu concelho e para o maravilhoso e pouco conhecido Parque Natural da Serra d'Aire e Candeeiros. Não que eu o queira ver atulhado de gente, mas não consigo ficar indiferente à sua paisagem entrecortada pelos muros, erguidos geração após geração, numa relação milenar de equilíbrio entre o homem e o ambiente.
Há um número de valor acrescentado para apoiar esta candidatura. Quem gostar desta foto e/ou do Parque e dos seus muros, sabe bem o que pode fazer.

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Aquela concavidade na foto é a Fórnea de Alvados, também conhecida por Cova da Velha e tem um diâmetro de mais de 600 metros.

É, sem dúvida, mais um motivo para amar Portugal.

 

Prioridades

Paulo Sousa, 12.04.20

Ontem no facebook, tropecei neste vídeo sobre o meu concelho. A mensagem é positiva e apelativa. O concelho tem paisagens incríveis, o que também ajuda.

Enquanto munícipe confesso que gosto de ver o concelho de Porto de Mós a aparecer cada vez mais vezes nos media e, pouco a pouco, a marcar posição no mapa cerebral dos portugueses. Nessa linha de raciocínio é uma promoção bem conseguida.

Mas enquanto ia vendo desfilar as paisagens, o castelo, os ofícios, entendi que havia ali qualquer coisa de institucional mas um bocado em bicos dos pés. Por que raio é que a Câmara, que se tem desdobrado na aquisição de equipamentos de protecção individual (EPI) para os Lares e Centros de Saúde, que criou uma linha apoio Covid, que tem emitido comunicados claros e sucintos quase diariamente à população, por que raio é que foi gastar dinheiro numa coisa bonita mas totalmente supérflua quando o país se encontra em estado de emergência, com circulação limitada, com proibição de ajuntamento de pessoas, com a economia quase parada, e perante tanta incerteza? Não têm mais nada onde gastar o dinheiro? Onde é que esta gente tem a cabeça?

Felizmente nos últimos segundos pude respirar de alívio. Era apenas uma vaidade da oposição.

Ainda gostava de saber quanto é que isto custou. Podiam ter simplesmente poupado o dinheiro, ou tê-lo gasto na aquisição de EPI para uma qualquer instituição de terceira idade, mas preferiram fazer uma coisa bonita para mostrar às pessoas. De caminho e sem se aperceberem disso acabaram também por mostrar o que acham que é realmente importante.

Oiçam este tipo

Paulo Sousa, 11.03.20

Ao ouvir esta excelente intervenção do Carlos Guimarães Pinto no âmbito das Convenções do Movimento Europa e Liberdade, lembrei-me da Escola da Minha Terra, de que já aqui vos falei, e das voltas que foram dadas até ser necessário o seu alargamento.
O caso que ele relata é de maior gravidade e por isso deveria causar mais vergonha aos nossos governantes. Mas isso só seria possível se a tivessem.
Recomendo que oiçam todo o discurso, mas este é o excerto em que CGP fala da escola da terra dele.

 

A escola da minha terra

Paulo Sousa, 22.01.20

Como disse ontem, frequentei a Escola Secundária de Porto de Mós, aquela que continua cheia de amianto.

O autocarro deixava-me à porta da escola mais de uma hora antes das aulas. Depois disso ia fazer uma segunda volta para a serra a recolher mais alunos. A escola ainda estava fechada e os cafés mais perto da escola ficavam logo cheios. Haviam os grupos que se juntavam atrás do pavilhão 3 ou 4 e haviam os grupos que se juntavam no café A ou B. Eram como uma extensão do espaço escolar. No meu grupo do café todos fumavam menos eu. Confesso que tentei repetidamente travar sem tossir mas apesar de muito empenho nunca consegui. Felizmente era um grupo de mente aberta e apesar de fazerem piadas sobre isso nunca me excluíram por não fumar.

O Instituto Educativo do Juncal (IEJ) foi inaugurado pouco depois disto e desde há mais de 30 anos, foram muitas as centenas de alunos que deixaram de ter de acordar de noite para ir à escola.

Desde o primeiro momento o IEJ conseguiu, e graças à liderança do seu fundador Dr. João Martins, ter um ambiente caloroso onde se aprendia quase em família. Já se sabe que são os clientes satisfeitos que fazem a melhor publicidade e, ano após ano, a procura aumentava. O quadro pedagógico era estável e sintonizado com a identidade da escola.

Muito antes do Ministério de Educação inventar as AEC's para o primeiro ciclo já o IEJ proporcionava aos seus alunos actividades extra-curriculares como o Basquetebol, Futsal, Voleibol, Ténis, Ténis de Mesa, Ginástica, Atletismo, Xadrez, Ciências Experimentais, Pintura, Laboratório de Matemática, Jornalismo, Teatro, Cinema, Culinária (havia alunos que aprendiam a cozinhar!!), Canto Coral, Banda, Italiano, Programação, Horta Pedagógica, entre outros que me estarei a esquecer.

Quando começaram a ser comparadas as classificações dos alunos das várias escolas, o IEJ obteve desde logo uma boa classificação. Ano após ano, os critérios foram sendo afinados de acordo com a sensibilidade do Ministério de Educação, e a boa classificação inicial acabou por não se conseguir manter.

Claro que a procura crescente de alunos fazia concorrência à Escola Secundária do amianto. Os país dos alunos sabiam que as aulas dos seus filhos não eram perturbadas pelas frequentes greves dos professores. O alivio dos pais era simétrico ao desapontamento sentido pela Fenprof.

Alguns anos mais tarde houve quem quisesse comparar os custos por aluno nestas escolas com as demais e os resultados que obteve foram novamente perturbadores para a Fenprof e para os defensores do status quo público. E não é que este tipo de ensino tinha o atrevimento de custar menos ao OE do que a chamada escola pública?

Não sei relatar em detalhe, mas algum tempo mais tarde foram feitas mudanças nas carreiras dos professores de modo a que em pouco tempo o corpo docente passou a ser como os da escola pública, ou seja, mudava com frequência e isso criou, como acontece em todo o lado, instabilidade na escola.

No governo da Troika, ainda antes da Geringonça, o valor assumido pelo estado por cada aluno baixou significativamente o que teve impacto imediato no dia a dia da escola. Era mais fácil cortar ali do que na escola pública.

A narrativa contra os directores que iam de Porche para a escola foi lançada já no tempo da Geringonça, e bem sabemos qual é a última palavra dos Lusíadas. Nessa altura o incómodo acumulado desencadeou o pogrom.

Se em algumas regiões as escolas em contrato de associação eram demasiadas, todas levaram por tabela. Não eram necessários quaisquer estudos pois a decisão já estava tomada. E o resto já sabemos. Ano após ano deixaram de entrar novas turmas, foram acabados apenas os ciclos em curso e algumas já fecharam.

Não fosse ter-se transformado numa escola profissional e o IEJ teria seguido o mesmo caminho.

O meu filho foi aluno do IEJ e agora anda na escola pública. Nos primeiros dias após a mudança chegou a casa espantado dizendo que em cada pavilhão havia 3 funcionários... e na secretaria havia mais de 10!! Isso era impensável no IEJ, onde tudo funcionava com muito menos gente. Lembrei-me novamente disso quando já este ano lectivo ano houve uma greve a denunciar a falta de pessoal não docente.

Se o bom senso fosse para aqui chamado tudo isto seria diferente.

O discurso com que eu me sentiria representado

Paulo Sousa, 21.01.20

Há dias, a Dra Olga Silvestre, ilustre deputada do meu concelho, eleita pelo círculo eleitoral de Leiria nas listas do PSD, usou da palavra na Assembleia da República para reivindicar a requalificação e alargamento da Escola Secundária de Porto de Mós, que eu próprio frequentei.

Ao ouvi-la achei que alguns aspectos que contam ficaram por referir. Por isso, propus-me a reescrever o discurso com que eu me sentiria representado. Aqui vai:

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Senhor Presidente,

Senhor Ministro,

Senhores Secretários de Estado,

A educação é um dos maiores pilares de uma sociedade desenvolvida.

Pretendia hoje aqui lembrar o Senhor Ministro que, no meu concelho, é urgente requalificar a Escola Secundária de Porto de Mós.

É uma escola com mais de 40 anos, com amianto nas coberturas e nos pilares, sem isolamento térmico ou acústico e é ladeada por muros de sustentação de terras em risco de ruir.

A intervenção é urgente.

Se vivêssemos num Portugal mais equilibrado esta seria a minha reivindicação de hoje.

Há, no entanto, uma outra questão que não posso deixar de a referir aqui.

Esta escola, além da requalificação, necessita agora também de ser ampliada pois a lotação actual ronda 130% da sua capacidade.

E não senhor Ministro, a população escolar do nosso concelho não aumentou nessa proporção.

O que explica este fenómeno foi o pogrom ideológico que o seu governo promoveu contra as escolas com contrato de associação.

A sete quilómetros de Porto de Mós, no Instituto Educativo do Juncal existem doze salas de aula vazias e em silêncio. Todas já pagas pelos impostos do portugueses.

Estão totalmente equipadas, com quadros e projectores, dentro de um edifício moderno e confortável, mas o seu governo, e os amigos do seu governo, decidiram transferir os alunos dali para a agora superlotada e cheia de amianto Escola Secundária de Porto de Mós.

Assim, além da mais que necessária qualificação, esta escola tem agora de ser também aumentada.

Os contribuintes portugueses vão ser mais uma vez chamados a pagar as novas salas porque a outras, que não são velhas, não servem os interesses de quem decide a Educação.

 

Vou terminar Senhor Presidente –

 

Senhor ministro,

Os fundos à disposição do estado, não são do governo, mas sim dos portugueses.

O lugar que hoje ocupa é seu mas é de turno.

No seu legado político ficará inscrita esta perseguição ideológica e os portugueses lembrar-se-ão de como o seus impostos foram desbaratados.

Termino com um pedido.

Apelo à sua noção de ética republicana para que não use esta minha intervenção como desculpa para continuar a adiar a requalificação e a remoção do amianto da Escola Secundária de Porto de Mós.

Disse.