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O meu vizinho Canetti

por Pedro Correia, em 16.04.18

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 Livraria Bertrand, Avenida de Roma (Lisboa), ontem de manhã

 

Encontrar livros nossos à disposição do público nos postos de venda tem destas ironias saborosas: a minha mais recente obra, 2017 - As Frases do Ano, surge junto A Língua Resgatada, de Elias Canetti. Que figura há anos entre os meus autores de culto.

Por uma vez somos vizinhos, caro Elias. Nem imaginas como me satisfaz.

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E vão cinco

por Pedro Correia, em 14.04.18

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Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico (Guerra & Paz, 2013)

Novo Dicionário da Comunicação (coordenação, Chiado Editora, 2015)

Presidenciáveis (Topbooks, 2015)

Política de A a Z (em co-autoria, Contraponto, 2017)

2017 - As Frases do Ano (Contraponto, 2018)

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Viver as escolhas que fazemos

por João André, em 02.05.17

Li hoje o enésimo post sobre aquilo que as pessoas, ao chegarem ao fim das suas vidas, lamentavam. Em quase todos os casos se fala em lamentar o que não se fez e não aquilo que se fez. Lamentamos não ter passado mais tempo com a família, não ter aceite aquela oportunidade do outro emprego, não ter feito uma certa viagem, etc.

 

Confesso que ainda me falta algum tempo para poder ser considerado como estando "no final da minha vida", mas este raciocínio, como descrito acima, parece-me conter uma falácia. É normal que lamentemos aquilo que não fizemos precisamente porque não o fizemos. Envolve um desconhecido que podemos glamorizar e imaginar como perfeito. Aquilo que fizemos é conhecido, dissecado e esquecido, fora um ou outro elemento mais memorável. O que não fizemos pode ser construído como queremos.

 

Infelizmente, quando este tipo de posts (ou estudos) surgem, nunca há ninguém a fazer a mais simples das perguntas: porquê? Porque razão lamenta não ter feito viagem X quando fez viagens A, B e C. Porque razão lamenta não ter aceite posição A em vez de B? Fiz ocasionalmente esse exercício. A resposta é invariavelmente dada no condicional: «poderia ter sido...», «se calhar teria...», «quem sabe se não teria...». Não há uma certeza absoluta sobre o melhor desfecho dessa escolha. A única excepção é o lamento de não ter passado mais tempo com família.

 

Pessoalmente opto por outra forma de pensar ou viver: aceitar e perguntar a mim mesmo o que posso retirar daquilo que fiz, de que maneira aprendi, cresci. As escolhas definem-nos, não só pelo que demonstram sobre nós quando as fazemos mas também pela forma como nos influenciarão no futuro. Aceitá-las, mais que lamentar tê-las feito, parece-me melhor filosofia do que esperar pelos últimos anos e reimaginar uma história pessoal contrafactual. Especialmente quando a factual pode e deve ser tão interessante como a outra.

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Retratos da minha viagem ao Egipto

por João André, em 28.01.17

Depois de todos estes apontamentos da viagem do Luís, decidi ir ao meu baú e ir procurar as minhas fotografias preferidas das que tirei quando estive no Egipto, em 2011. Nessa viagem comecei em Luxor, desci até Ashwan e depois fui de comboio para o Cairo. Não deixo notas sobre os locais, que o Luís já deixou bastantes e melhores que as minhas (aproveito e deixo links apenas para os posts dele). Apenas as ditas fotografias e os locais onde foram tiradas (esperando não fazer asneiras). Quem tenha curiosidade, pode sempre perguntar alguma coisa mais sobre elas.

 

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Vista a partir da entrada do templo de Edfu (creio).

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Voltando do templo de Hatchepsut (estaria nas costas).

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Nilo.

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Nilo.

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Nilo.

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Nilo.

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Crianças a brincar num ramo do Nilo.

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A caminho da ilha de Philae.

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No templo de Ísis, ilha de Philae.

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Templo de Karnak.

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Cairo, visto da mesquita de Mohammed Ali.

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 Pirâmides de Gizé, Cairo.

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Templo de Kom Ombo.

 

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E vão quatro

por Pedro Correia, em 28.01.17

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Vogais e Consoantes Politicamente Incorrectas do Acordo Ortográfico (Guerra & Paz, 2013)

Novo Dicionário da Comunicação (coordenação, Chiado Editora, 2015)

Presidenciáveis (Topbooks, 2015)

Política de A a Z (Contraponto, 2017)

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Tempo, amigos e família

por João André, em 09.08.16

Foi na universidade que terei feito mais amizades para a vida. No sentido de amizades que durarão a vida inteira e em que, independentemente do tempo de separação, cada reencontro é vivido como com o calor associado ao retomar da conversa do dia anterior. No final dos estudos cada pessoa segue para seu lado, como é evidente. Nalguns casos as escolhas profissionais serão parcialmente influenciadas pela proximidade geografica a amigos, mas nem sempre isto é possível. Com a vida, os horários de trabalho e desfasamento na escolha de períodos de férias, a chegada de filhos e mil outros afazeres, o contacto reduz-se a uns telefonemas, um fim de semana ou outro e ocasiões não planeadas. Quanto maior a distância entre amigos, maior será a oportunidade para o reencontro.

 

No meu caso, que saí de Portugal há quase 13 anos, as oportunidades são bastante reduzidas. As minhas escolhas profissionais e pessoais reduzem-me a frequência de viagens a Portugal e a diferença de rendimentos entre Portugal e o centro da Europa também conspira para limitar a possibilidade de visitas de amigos - quando há menos dinheiro, é-se mais criterioso na selecção de destinos de férias e um amigo numa pequena cidade holandesa mais conhecida por um tratado que pelas vistas não figura muito alto na lista.

 

Instrumentos como o Facebook, Instagram, blogues e afins ajudam a ir mitigando a saudade. Acompanhamos melhor ou pior as aventuras e desenvolvimentos, vemos as crianças crescer - que grandes que estão!, deixa-me estar calado que detestava quando os amigos dos meus pais me diziam isso! estou igual a eles! - lemos sobre as opiniões, ideias, viagens e outras coisas do género. Comentamos, gostamos, reagimos, retweetamos, partilhamos, reencaminhamos. E no final deixamos sempre a mesma promessa: da próxima vez digo qualquer coisa a ver se vamos beber um café/jantar/sair.

 

A maior dificuldade surge quando temos que equilibrar as pessoas que mais estimamos com aquelas que mais nos estimam. Há pessoas que gostaríamos imenso de rever, mas que não têm exactamente o mesmo apreço por nós e outras haverá que têm saudades mortais nossas mas que nós colocaríamos num segundo patamar. Quando recentemente escrevi a um destes amigos «temos que nos encontrar», dei por mim a pensar que isso será improvável. Não que não tivesse prazer em fazê-lo, mas darei sempre prioridade, no meu tempo limitado, ao encontro com outras pessoas, sejam família ou amigos.

 

Foi uma sensação profundamente inquietante pensar que provavelmente já vi pela última vez com vida certas pessoas e que, se acaso lhes sobreviver, possivelmente não os voltarei a ver ou só lhes verei uma campa, no meio do cemitério, e a conversa será apenas um monólogo onde as respostas serão perfeitas porque imaginadas. Mais inquietante ainda quando este pensamente surge não no final da vida, quando começamos a ver amigos e conhecidos a ficar pelo caminho, mas no meio dela, quando ainda guiamos os nossos filhos e temos legítimas aspirações a ver muito do mundo (geografica e sensorialmente).

 

É nestes momentos que recordo uma frase de um dos meus mais velhos (em idade) amigos: não tenho tempo para ter amizades, só família. Não o compreendi verdadeiramente, quando lhe ouvi essa frase há tanto tempo. Hoje compreendo-a melhor. Tanto melhor porque não mais a ouvirei da sua voz e sem saber que assim o era até 5 segundos antes do telefonema que de tal me informou. Agora, com tal conhecimento - que estará sempre aquém do dele - tento orientar a minha vida nesse sentido. Guardo o meu tempo para a minha família, de sangue e de vida. E espero, desejo, que um dia a mesma vida me atire um rebuçado pelo caminho e eu o possa comer, juntamente com uns camarões e uma cerveja, com esses amigos que eu, cinicamente, vou descartando.

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Equipas de Sonho - Dream Team 1992

por João André, em 14.04.16

Relembrando uma equipa de sonho. Fora do futebol

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Equipas de sonho

por João André, em 27.01.16

Quando perguntamos a cada um qual o clube preferido recebemos habitualmente um (ou mais) nome(s). Essa resposta será igual qualquer que seja a altura em que se faça a pergunta. O clube escolhe-se relativamente cedo e raramente (não conheço um único caso) muda para o resto da vida.

 

Aquilo que é curioso é que ninguém é realmente capaz de explicar de forma objectiva porque razão é desse clube. Há as influências habituais dos pais, irmãos, amigos ou sucessos em determinadas alturas. Isso explica as origens da preferência, mas quando se pede a explicação para o porquê de essa preferência se manter, a resposta tende a ser quase igual em todos os casos: «os adeptos são os melhores do mundo», «somos um clube diferente», «este clube representa o/a/um povo/cidade/classe/região/mentalidade/etc [à escolha]» entre outras. Raramente são justificações intemporais, ou seja, que sejam verdade tanto hoje como há 20 anos ou dentro de 30.

 

Vejo o meu caso: sou adepto (cada vez mais passivo) do Benfica. É um clube que precisou de uma Assembleia Geral para aprovar a contratação do primeiro jogador estrangeiro mas que entretanto já teve jogos em que nem um terá jogado. O FC Porto representou, sem qualquer margem para dúvidas, o Porto e a região do norte do país, mas no plantel actual só se encontram 5 jogadores portugueses e apenas um joga com regularidade. Isto não pretende menorizar estas equipas, apenas fazer notar que as identidades são mutáveis ao longo do tempo. Os casos mais claros vêm de Inglaterra, onde os clubes eram uma forma de unificar comunidades locais e são hoje em dia essencialmente veículos de merchandising futebolístico.

 

Por isso preferi fazer um exercício diferente. Em vez de dizer qual a "minha" equipa (Benfica desde pequeno por influência do pai, Académica por ter estudado em Coimbra) prefiro referir equipas que me marcaram no seu período temporal. Exemplos seriam (para ir para uma altura em que não era nascido) o Ajax de 1970-73; o Real Madrid de 1956/60 ou a Wunderteam austríaca de Sindelar e Meisl dos anos 30 (não posso invocar estas equipas porque não as vi jogar a não ser, no melhor dos casos, em pequenos clips no YouTube). Vou referir umas quantas equipas que me fizeram sonhar. Equipas com as quais criei algum tipo de laço emocional por uma razão ou outra, mesmo que não compreenda como surgiu. Nalguns casos poderão ser adversárias do Benfica, mas tentarei não deixar que isso me distraia.

 

Deixo ainda uma sugestão: se os nossos comentadores quiserem fazer o mesmo exercício, que cada um me faça chegar um texto e tentarei publicá-lo. Este tipo de actividade em torno das memórias é normalmente mais agradável quando em grupo.

 

A seguir aqui.

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Memória de um jovem de 90 anos

por João André, em 03.04.15

manoel de oliveira nos caminhos.jpg

© - Caminhos do Cinema Português

 

Tal como o Pedro, também eu tive uma pequena experiência com Manoel de Oliveira. Em 1999, estava eu em Coimbra, fiz parte da equipa que organizou os Caminhos do Cinema Português VI. Nessa altura convidámos Manoel de Oliveira para a cerimónia abertura, onde, se a memória não me falha, passámos a versão restaurada de Douro Faina Fluvial.

 

Nessa altura ainda ele tinha uns muito verdes 90 anos de idade, mas para os jovens que éramos, ele parecia já uma figura venerada, um ancião cuja saúde física víamos como necessário cuidar. Assim, no dia em que chegou a Coimbra, de comboio, fomos buscá-lo e lá o levámos, de táxi, para ir jantar à baixa. No momento de pedir a comida, Manoel de Oliveira começa por nos surpreender. Ao invés de pedir um simples peixe grelhado (que era o tipo de comida que esperaríamos de alguém com a sua idade) decidiu-se por outro prato, o qual não recordo mas que seria algo do género de um cozido, uma chanfana ou algo de semelhante.

 

- E para acompanhar, mestre?

- Ora essa. Isto não se come sem vinho. Escolho eu?

 

No final do jantar, durante o qual ele assumiu as despesas da conversa, falando do cinema em geral, do cinema em Portugal, contando inúmeras histórias de vida (tenho dois colegas que a seguir ao jantar pegaram em blocos de apontamentos e escreveram tudo de que se recordaram), tínha bebido o equivalente a três quartos de uma garrafa de vinho e comido uma bela pratada, além da sobremesa.

 

No momento de regressar pedimos-lhe que nos desse uns minutos para ir chamar o táxi.

 

- Ora essa. Então depois deste jantar não vamos de carro. Não podemos ir a pé?

- Claro mestre, mas o caminho ainda é íngreme (a Avenida Sá da Bandeira era capaz de desencorajar a maioria dos jovens).

- Estamos com pressa?

- Não, ainda temos muito tempo até a cerimónia começar.

- Vamos então a pé. A noite está bonita e temos de fazer a digestão.

 

A cerimónia de abertura estava, a meu ver, algo vazia. Esperava algo de mais concorrido dada a presença de Manoel de Oliveira. O Manuel de Oliveira. Senti-me algo triste por isso e por ele, por aquela figura que tinha vindo de tão longe, aos 90 anos, num acto de gentileza, para participar numa iniciativa feita por amadores de vinte e poucos anos.

 

Foi no final dessa cerimónia, onde aceitou uma recordação nossa, que notei o quanto lhe agradou a viagem. Uma actividade destas, organizada precisamente por amadores de vinte e poucos anos era o que lhe dava a energia que precisava. Viu-se depois o enorme prazer que teve em todos os contactos e que lhe davam o aspecto de ter não mais que uns 50 ou 60 anos de idade. Na energia e na bonomia, contudo, era mais jovem que nós.

 

O cinema de Manoel de Oliveira pertence à história. Não será consensual nem ele o desejaria. Em mim deixa por vezes impressão e por vezes indiferença. A pessoa, o homem, esse não deixará a minha memória. Viverá sempre como aquele jovem que um dia espantou os velhos ao pedir vinho e querer subir a Sá da Bandeira.

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Uma vivência pessoal do tsunami de 2004

por João André, em 28.12.14

Faz agora dez anos estava eu a completar um ano de doutoramento e vida na Holanda. Chegada a época de Natal segui para Portugal, como de costume. Foi entre a família que ouvi falar do tsunami na Indonésia. Na altura não lhe prestei muita atenção. Um tsunami era algo que me tinha impressionado na altura da descrição do terramoto de Lisboa de 1755, mas tinha sido no passado, com construções mais fracas e limitado na destruição a uma cidade. Na forma como o imaginava com as primeiras informações disponíveis, este tsunami provavelmente seria uma tragédia para as pessoas na cidade afectada mas não mais.

 

Passadas umas horas começaram a chegar as informações que seria bastante mais grave. Muitos milhares estariam em risco. O tsunami teria atingido uma enorme frente costeira e atingido mais do que "simplesmente" a Indonésia. Com o tempo ficou claro que centenas de milhares de pessoas teriam morrido. Era uma tragédia enorme, uma das maiores alguma vez registadas. Era, no entanto, mais uma tragédia no outro lado do mundo, que me provocava pena e pouco mais. Não existia a sensação de proximidade.

 

Foi no dia 29, salvo erro, que tudo mudou. Nesse dia recebi - eu e os restantes membros do grupo de investigação - um e-mail que indicava que o Saiful, um nosso colega indonésio, tinha partido para a Indonésia em busca da família, a qual incluía a mulher e a filha de um ano de idade. Sem disso termos noção, o Saiful vinha precisamente da província de Aceh, a mais afectada pelo tsunami. Naquele momento a tragédia deixou de ser algo que tinha afectado um enorme grupo de pessoas a meio mundo de distância para afectar alguém que conhecíamos e com quem convivíamos todos os dias.

 

Depois da sua partida, não recebemos quaisquer notícias do Saiful por vários dias. Não sabíamos se teria conseguido chegar à zona afectada ou se teria encontrado os membros da família. A espera era angustiante, especialmente à medida que os vídeos iam chegando às nossas televisões.

 

Passados uns dias recebi um SMS do Saiful. Tinha pedido a um australiano para o enviar. Dizia que estava bem e que tinha encontrado a mulher e a filha e que o resto da família dele estava bem. Daria mais informações quando pudesse. Mais umas semanas e o Saiful estava finalmente de volta. Trazia a mulher e a filha e uma história de enorme sorte. A mulher e a filha tinham sido apanhadas pelas vagas, mas foram salvas por um vizinho que as puxara para a sua casa e as acolheu (bem como a muitas outras pessoas) no telhado da sua casa. O resto da família do Saiful tinha sobrevivido graças a um funeral: tinham-se deslocado ao interior do país, mais elevado, para as cerimónias fúnebres. Apenas um primo, que tinha ficado a trabalhar, tinha morrido. Perante as tragédias em volta o Saiful tinha tido bafejado pela fortuna.

 

Era no entanto uma sorte relativa. A filha ficou naturalmente traumatizada pela experiência e ficava em pânico perante ruídos súbitos ou movimentos rápidos. Quando o Saiful teve o segundo filho explicou-me que a filha acordava a gritar quando o irmão chorava à noite. Demorou vários anos a habituar-se a essas experiências e, quando o Saiful terminou o doutoramento e regressou à Indonésia para ser professor na universidade local, a filha insistia que não queria regressar. Não compreendia o porquê, mas associava instintivamente o local a algo de mau.

 

Falei recentemente com o Saiful. Tem uma vida calma e simples na Indonésia. Construiu a sua vida e ajudou a família a reconstruir as suas. A filha é agora uma criança - quase adolescente - feliz, mas que fica ainda algo carregada quando o tema passa pelo mar e ondas. Pelo que descreve, a zona onde vive é um repositório de esperança e tristeza. Um local onde o passado e o futuro convivem diariamente e o presente é apenas um ponto de passagem.

 

Não posso de forma nenhuma imaginar aquilo que as pessoas que estavam nas zonas afectadas ou lá tinham família terão sentido. Esta foi no entanto uma tragédia que, por uma vez, me afectou um pouco de forma pessoal. Isso torna-a também como menos irreal aos meus olhos.

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