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Em diálogo comigo mesmo

por Pedro Correia, em 04.02.20

Se o primeiro homo sapiens existiu no continente africano, como a teoria prevalecente na paleoantropologia contemporânea vem acentuando, somos todos afrodescendentes. Ou não?

O único poder dos jornalistas

por Pedro Correia, em 24.01.20

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É um disparate considerar o jornalismo o "quarto poder". Os jornalistas não exercem nenhuma função que possa equivaler-se aos poderes clássicos dos políticos que legislam, governam e definem as normas destinadas a ser aplicadas pelos magistrados nos tribunais.

Um jornalista só tem um poder ao seu alcance: o poder da pergunta. Cabe-lhe suscitar questões, desfazer dúvidas, interrogar-se sobre tudo quanto não sabe. O simples poder da pergunta, quando bem exercido, tem um inegável valor social, permitindo aferir o comportamento dos agentes políticos e sedimentar a cidadania. Naturalmente, as perguntas que se impõem só podem ser feitas em sociedades livres - por isso os sistemas ditatoriais elegem sempre os jornalistas como inimigos principais. Acertam no alvo ao proceder assim.

Infelizmente, muitos profissionais da informação demitem-se do seu direito - que é também um dever deontológico - de questionar os poderosos. É, de facto, uma missão muitas vezes incómoda - mas da qual nenhum jornalista digno da profissão que exerce deve demitir-se sob pretexto algum.

Há que continuar a interrogar, a interpelar, a questionar ministros, deputados, autarcas, gestores públicos, líderes partidários. Mesmo quando muitas portas se fecham nas caras, quando o assessor do assessor manda dizer que Sua Excelência não está, quando as ameaças de represálias surgem com a insídia recomendada nos manuais do ramo, há que continuar a fazer perguntas. Incomode-se quem se incomodar.

Este é o único poder dos jornalistas. E não se iludam: não existe mais nenhum.

Perguntas que gostava de fazer (4)

por Paulo Sousa, em 03.10.19

Prof. Marcelo,

Como é que gostava de ser lembrado no próximo regime?

Pergunta ao deputado André Silva

por Pedro Correia, em 27.09.19

 

Qual é a posição do PAN perante a vespa asiática?

 

Perguntas que gostava de fazer (3)

por Paulo Sousa, em 25.09.19

Eng. André Silva,

Dado que a ADSE é a versão premium do SNS, não acha que devia ter sido mais ambicioso sugerindo uma ADSE para os animais de companhia?

Perguntas que gostava de fazer (2)

por Paulo Sousa, em 16.09.19

Drª Catarina Martins,

Em tempos disse que o Syriza era a "possibilidade de esperança e de que na Europa se possa sorrir".
Poucos meses depois o governo de Alexis Tsipras usou gás lacrimógenio para dispersar uma manifestação de reformados.

Acha que o gás lacrimogénio faz sorrir?

Perguntas que gostava de fazer (1)

por Paulo Sousa, em 13.09.19

Dr. António Costa,

Disse-nos que, mesmo após muitos anos de uma relação próxima com José Socrates, ficou surpreendido com as revelações levantadas pelo processo Marquês.

Podemos confiar na sua capacidade de avaliar pessoas?

A pergunta que ainda falta fazer

por Pedro Correia, em 23.01.19

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A propósito dos distúrbios que têm ocorrido nos últimos dois dias em quatro concelhos - Lisboa, Setúbal, Loures e Odivelas - assisto a inúmeras peças jornalísticas que procuram associar a pobreza à delinquência, o que é uma injúria lançada a todos os pobres. Lamentavelmente, em muitas destas peças sobra em propaganda política rasca o que falta em jornalismo. No tal "bairro da Jamaica" pertencente ao município do Seixal, de onde virão alguns destes alegados desordeiros, vivem 600 pessoas em condições miseráveis, ocupando prédios que se encontram inacabados há quase meio século.

Não será esta a ocasião de questionar a Câmara Municipal do Seixal - que desde 1976 tem sido gerida ininterruptamente pela CDU - por que motivo não realoja estas pessoas, atribuindo-lhes habitação condigna? É uma pergunta simples. Mas que, no entanto, continua por fazer. 

A pergunta que falta fazer

por Pedro Correia, em 23.07.18

Se ainda houvesse jornalismo político digno desse nome em Portugal, e se o PCP não recebesse um tratamento de excepção por parte dos jornais, que nunca o tratam como aos restantes partidos, já alguém seguramente tinha feito a Jerónimo de Sousa esta pergunta singela:

- O que pensa das propostas de alteração à Constituição cubana?

A pergunta inútil de Dezembro

por Pedro Correia, em 03.12.17

« Já começaste a fazer as compras de Natal»

Duas perguntas em Aveiro.

por Luís Menezes Leitão, em 27.11.17

Querido Líder e Primeiro-Ministro:
 
Quero em primeiro lugar agradecer a oportunidade que V. Exª deu a humildes cidadãos como eu, de virem aqui a Aveiro confrontar V. Exª com uma simples pergunta, que seguramente o seu superior génio não terá qualquer problema em responder. A minha pergunta é apenas como é possível que, perante o extraordinário sucesso do seu governo, continue a haver portugueses que não vêem a luz? Afinal de contas os fogos já estão todos apagados, as armas de Tancos já foram restituídas e, se o Porto não ganhou a EMA, pelo menos vai receber o Infarmed. Tudo graças a V. Exª e ao seu magnífico governo, que vai de vento em popa no seu segundo aniversário, apesar do que alguns maldizentes andam por aí a dizer.
 
Penso que já fiz aquilo para que fui contratado. Agora permita-me ainda uma segunda pergunta. Já posso ir buscar o vale e ir-me embora?

A pergunta inútil de Novembro

por Pedro Correia, em 05.11.17

« Não te aborrece que às seis já seja de noite»

 

A pergunta inútil de Outubro

por Pedro Correia, em 30.09.17

 

« Já reparaste que os dias estão mais pequenos»

A pergunta inútil de Setembro

por Pedro Correia, em 03.09.17

 

« Então as férias foram boas»

 

A pergunta inútil de Agosto

por Pedro Correia, em 05.08.17

« Já foste de férias ou ainda não»

A pergunta inútil de Julho

por Pedro Correia, em 04.07.17

« Consegues dormir bem com tanto calor»

A pergunta inútil de Junho

por Pedro Correia, em 05.06.17

« Já comeste sardinhas assadas»

A pergunta inútil de Maio

por Pedro Correia, em 07.05.17

 

« O dia 13 é feriado nacional »

 

A pergunta inútil de Abril

por Pedro Correia, em 03.04.17

« Em que dia do mês calha a Páscoa »

A pergunta inútil de Março

por Pedro Correia, em 04.03.17

« Já viste como os dias estão a ficar maiores »


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