Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 15.11.18

 

Nascer velho e morrer jovem é a utopia de alguns.

 

Este pensamento acompanha o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por jpt, em 11.11.18

tardi.jpg

 

Como não desprezar toda esta pompa comemorativa se lendo Jacques Tardi, décadas de magistral vasculha da história sem fim da I Guerra Mundial, no mostrar da desgraça de cada poilu, milhões de Varlots, subjugados ao miserando militarismo alimentado do mais torpe e ávido dos nacionalismos, na mais ignóbil das guerras, a do estertor suicidário dos velhos impérios?

E como não resmungar diante do nosso empertigamento falsário, esquecendo aquela república logo-trôpega vendo a guerra como única forma de se sustentar, gulosa da presença no festim dos despojos? Escamoteando um país agressor, na volúpia de mais um pedaço de terra longínqua, subtraída aos que também já dela se haviam apropriado? Glorificando a pobre tropa da Europa, ali indesejada pois inútil no desequipada e impreparada que era, mera má carne para canhão? E falsificando a guerra de África, dizendo-a ainda, com impudicícia neste XXI, "campanhas de pacificação" indígena? Escamoteando a incompetência das expedições, nas quais a pobre soldadesca arregimentada, ali obrigada, tão vítima foi da inexistência de comando, conhecimento de terreno ou material adequado, este aldrabado pelas corrupções da administração militar? E de ter sido aquilo ainda uma tropa de antigo regime, de oficiais privilegiados, com rações e equipamentos superiores, deixando os meros praças morrer à míngua diante da inclemência dos elementos? E o silêncio sobre o descalabro demográfico que foi a hecatombe dos arrebanhados carregadores africanos? Como aceitar tantos meneios contextualizadores quando se refere a "guerra colonial" de 1961-74 e tantos encómios embrutecidos a esta mera guerra colonial de 1915-1918? Como compreender que surjam políticos, ignorantes ou malévolos, apenas netos herdeiros daquele malvado republicanismo, chamar a tudo isto "patriotismo"? 

E diante deste cerimonial patético, alarido de sociedade disfucional, como esquecer Pemba, a antiga Porto Amélia, lá no Cabo Delgado, onde Von Lettow-Vorbeck se cumulou de glória face aos britânicos, diante da total irrelevância inepta do corpo expedicionário português, devastado pelas doenças, palmilhando a selva incapaz até de combater? Como esquecer, ainda para mais vendo as encenações lisboetas d'agora, aquele cemitério militar? 

 

pemba 1.jpeg

pemba 2.jpeg

Ali a irritar-me até envergonhado, no verdadeiro patriotismo, não este de pacotilha, vigente no "Terreiro do Paço", de Belém a São Bento ... A descer destes talhões militares até à baixa da cidade, ao comerciante português residente, "arranja lá uns homens, deixo-te aqui 100 dólares, eles que vão lá capinar aquilo, que é uma vergonha", ainda para mais separado por um mero murete, tão mero que se cruza no alçar da perna, do talhão da Commonwealth, esse arranjado todos os meses, impecável, túmulos à antiga, que os britânicos andaram a recolher os corpos do mato e ali os sepultaram: uma ala de europeus, uma outra de indianos, uma outra de africanos. Todos com uma lápide, um nome, posto, regimento de pertença e datas. Sim, era um império, diferenciavam raças e religiões, hierarquizavam-nas. Mas, pelo menos na morte, cada um era um. Com nome, túmulo e respeito. Até hoje. E os nossos? Anónimos e desgraçados na vida, anónimos e desengraçados na morte.

E depois em Maputo ao adido de defesa, "ó comandante, vá lá ver aquilo, sff, que é uma vergonha". E ele, mar-e-guerra como deve ser, a tomar-se de brios, a visitar, a informar. E, meses depois, "ó doutor, Lisboa diz que não pode ser, em trabalho de arquivo para identificar mortos e arranjo de túmulos seriam para aí mil contos (5 mil euros agora) e não há dinheiro". Mil contos?, "mas isso não são 2 ou 3 bilhetes de executiva para essas missões que cá vêm fazer nada?" avanço eu, no sarcasmo desiludido de quem vai a sul do Equador (ou será do Tejo?). E o comandante, sábio, "ó Zé Teixeira, o que é que quer que eu lhes faça?" e a gente a saber que nada se pode, doutor de gabinete posto é doutor. E uma década depois, numa visita do PR Cavaco Silva, eu a aprumar-me comendador e a avançar para o homem da casa militar, e a explicar ao "nosso" tenente-coronel disto tudo e ele, simpático, que "sim, já estamos informados", até porque este nem é caso único. Pois não, sei bem.

Patriotismo, dizem estes, agora, em festividades encenadas. E lembro, a la Tardi, aquela pobre geração, camponeses arrancados às courelas, operários e serviçais conscritos em nome de uma madrasta, a sorte que lhes coube, "putain". Para serem húmus de capim. E da vaidade de gerações.

Pensamento da semana? Estes d'agora cantam mal e não me encantam.

  

Adenda: escrevi este postal sem saber do conteúdo do discurso de ontem do PR, para o qual um comentário logo me chama a atenção (excerto aqui. Ainda não está colocado no sítio presidencial mas decerto que em breve o estará). Não vale a pena alimentar grandes debates sobre isso, pois as coisas são simples: o que o PR disse é absolutamente crível sobre a II Guerra Mundial. Recaindo sobre a I Guerra Mundial é pura ignorância. Ou, pior, é falsificar a história. 

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por José Navarro de Andrade, em 04.11.18

"E agora, José?"

 

Dá esta pergunta título a duas obras da Atlântica lingua de todos nós que valeria a pena reler, ou ler, caso ainda não se tenha feito.

A primeira é o magnífico poema de Carlos Drummond de Andrade, 68 versos de curtíssima métrica, tamanho e extensão mais do que suficiente para nos trazer à boca um amargo de fim de festa.

A outra é a colecção de ensaios de José Cardoso Pires, editada em 1977, que reúne textos de antes e durante o 25 Abril, entendendo-se aqui "durante" o tempo que durou uma esperança do autor em qualquer coisa que afinal não foi o que ele esperava.

Muito a-propósito um "e agora, José?" no dia em que o Brasil não mais será o que tem sido. 

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por José António Abreu, em 28.10.18

Consideremo-nos felizes ou infelizes, bonitos ou feios, inteligentes ou estúpidos, ou, como é mais habitual, tudo isto em momentos diferentes, a nossa vida parece quase sempre ter menos significado e ser mais incongruente do que a dos outros, em particular se não existir uma qualquer crença (na maioria das vezes religiosa) que simultaneamente a relativize e lhe dê sentido. Seja como for, o principal objectivo da vida de qualquer pessoa é torná-la real; conferir-lhe significado. Quase toda a gente o atinge apenas durante momentos dispersos - entre os quais o que precede a própria morte.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Luís Menezes Leitão, em 21.10.18

"O velho mundo está a morrer. O novo tarda a aparecer. E neste lusco-fusco nascem os monstros." (António Gramsci).

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Diogo Noivo, em 14.10.18

 

Em regra, a soberba é a expressão de um conjunto de misérias íntimas.  

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 07.10.18

A impaciência e o seu contrário têm-me (a)parecido por estes dias como que em alto relevo, mas imagino que sempre tenham estado por aí à vista. À minha vista estão agora mais, pode ser apenas isso. A capacidade de alguns trabalhadores/as de atendimento ao público aguentarem a pressa, ou o vagar, a conflitualidade ou a sem-noção de tantos clientes é um clamoroso exemplo diário de paciência. Outro bem rotineiro é a capacidade que a generalidade dos condutores mantêm de tolerar no trânsito os que se estão a borrifar para a alternância de passagem em hora de ponta - uma das mais bonitas invenções da civilidade urbana - e aí vão eles. 

Mas e a falta de paciência? Para onde foi o dom de aceitarmos o que não controlamos, previmos ou desejámos? Que é esta agitação que há agora à flor de quase tudo? Dá-se por ela ou sente-se ao fim de poucos minutos numa fila, em qualquer ajuntamento inopinado de pessoas, ante mudanças de planos, frente a um sítio em obras, nos lugares com má receção de rede, na saída do estacionamento, em eventos de celebração ritual. Nos mais simples momentos de silêncio. 

Que é que se passa connosco?

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 30.09.18

 

Em política, não há bons e maus extremismos. São todos maus.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Bandeira, em 23.09.18

“Save the plane”, leio na t-shirt da empregada de balcão. Um ligeiro movimento das pregas converte a frase num menos ofegante “Save the planet”. Se perguntar “Que avião?” ainda há pouco me parecia pertinente, perguntar agora “Que planeta?” será talvez tolice—um bocadinho como perguntar “Que avião?” a partir do lugar à janela, sobre a asa, que é onde mais gosto de voar.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Alexandre Guerra, em 16.09.18

Na ressaca de um dos períodos mais esquizofrénicos da nossa imprensa e da história do clubismo em Portugal, lembrei-me do que me disse alguém que em tempos já foi presidente de um dos "três grandes". À luz daquilo que é mentalidade (ou falta dela) instalada na generalidade dos adeptos portugueses de futebol, por melhor gestor que um líder desportivo seja, por melhores resultados financeiros que obtenha ou por melhor estratégia que implemente ao nível da formação e das ditas modalidades amadoras, se a bola teimar em não entrar na baliza do adversário, mais cedo ou mais tarde, a massa associativa perde a paciência e vai colocar em causa o seu trabalho. Daí, a clássica promessa fácil dos títulos imediatos para alimentar as hostes, mesmo que isso em nada contribua para a estabilidade e sustentabilidade a longo prazo de um projecto. Infelizmente, em várias áreas da nossa sociedade portuguesa costuma ser assim, privilegia-se o amanhã e descura-se o médio e longo prazo. 

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 09.09.18

Optimismo e pessimismo são resultado estatístico. Em regra, as pessoas optam por um ou outro aplicando ao seu histórico o cálculo de probabilidades. A maior ou menor incidência da variável sorte  na sua experiência de  vida determinará a atitude predominante.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Sérgio de Almeida Correia, em 02.09.18

Ao longo da vida tenho tido alguma dificuldade em distinguir os cínicos dos hipócritas. Das vezes com que tenho sido confrontado com esses espécimes, normalmente concluo que os primeiros são mais petulantes, mais atrevidos, menos escrupulosos.

Os hipócritas são mais do tipo cobardola, não assumem, disfarçam.

Os cínicos riem muito, gostam da gargalhada fácil, gostam de fazer uma espécie de humor. Por vezes tornam-se mal educados, ordinários, em especial com os que consideram inferiores, porque também gostam de dar nas vistas, de impressionar. E depois riem-se.

Os segundos são mais do tipo sorriso amarelo, sem nunca se comprometerem, gente de meias-palavras, de acordo mas nada de os incluir na lista. Estes não costumam perder a compostura e de preferência silenciam. Que diabo, um tipo tem de ganhar a vida.

Numa linguagem crua e sem rodeios os cínicos são os do género "filho da puta". Não olham a meios para atingirem os seus fins. Os hipócritas assemelham-se mais ao "chico-esperto". Se puderem lá chegar também chegam procurando com todas as suas forças disfarçar a moscambilha. E evitam prejudicar. Os outros não.

São ambos igualmente nojentos, mas só os cínicos são perigosos. Em termos sociais e políticos.

Os cínicos são inteligentes. Os hipócritas normalmente devem pouco à inteligência. Há sempre um pormenor que lhes escapa.

Os hipócritas, como pobres diabos, toleram-se. Os cínicos são insuportáveis. Pela petulância. Devem ser desmascarados, sempre que possível. Sem contemplações. E se possível com alguma perfídia.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 26.08.18

 

Podemos escolher os inimigos. Mas convém nunca esquecer quem são os adversários.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Rui Rocha, em 19.08.18

Vamos lá ver se esta coisa dos incêndios acalma para o Costa organizar uma photo session para nos mostrar como está a gerir os comboios.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Francisca Prieto, em 12.08.18

“As mulheres são feitas de raparigas. Aos quarenta ainda deitam a língua de fora como aos quinze.” (Herman de Conick)

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Fernando Sousa, em 05.08.18

"[...] É impossível examinar os problemas assustadoramente complexos da vida pública se estivermos simultaneamente preocupados em, por um lado, discernir a verdade, a justiça e o bem público e, por outro, em conservar a atitude que convém a um membro de um determinado grupo. A faculdade humana de atenção não é capaz de ter ao mesmo tempo esses dois cuidados. De facto, qualquer pessoa que se prenda a um deles abandona o outro. [...]"

Simone Weil, "Nota sobre a supressão geral dos partidos políticos", Antígona, 2017. 

 

                                Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Diogo Noivo, em 29.07.18

"Há pessoas, dentro e fora da academia, que são impenetráveis a um conhecimento actualizado sobre história da escravatura porque usam uma couraça chamada ideologia. Ideologicamente falando, e no que se reporta especificamente a esta área da História, essas pessoas habitam um edifício rígido, estanque, feito de dogmas e de certezas absolutas. Se se lhes mostra, com conhecimento apoiado num conjunto ponderado de documentos e numa bibliografia extensa, que estão enganadas e que o seu rei vai nu, o edifício pura e simplesmente desmorona-se."

João Pedro Marques, "Não, Portugal não foi a maior potência esclavagista", Diário de Notícias, 21.6.18

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Bandeira, em 22.07.18

Não me recordo onde li (mas isso pouco importa) que, se os livros académicos nos fazem mais cultos, os de ficção fazem-nos mais sábios.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Ana Vidal, em 15.07.18

Algumas pessoas perguntam o segredo do nosso longo casamento. É simples, nós damo-nos tempo de ir a um restaurante duas vezes por semana. Jantar à luz das velas, música de fundo e dança. Ela vai às quartas e eu às sextas.


Henny Youngman

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 08.07.18

A Michel de Montaigne (1533-1592) desagradava a arte de convencer os outros, particularmente para obter controlo, lealdade e admiração - poder.  

 

Relembrando a sua obra, proponho para estes primeiros dias de Julho o seguinte excerto:

 

«Aríston definiu sabiamente a retórica como a ciência de persuadir o povo; Sócrates e Platão, como a arte de enganar e lisonjear; e aqueles que isto negam na sua definição genérica, confirmam-no por toda a parte nos seus preceitos. [...]

[A arte retórica] É um instrumento inventado para manipular e agitar turbas e multidões desordenadas, e que, à maneira da medicina, só se emprega nos Estados doentes.»

Montaigne, Ensaios, c.1588.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Alexandre Guerra, em 01.07.18

Uns glorificam-se, outros choram e lamentam-se e há aqueles que se posicionam, depois de um deplorável e degradante processo, onde ninguém esteve bem. Dos defensores do "status quo" estilo norte-coreano aos "challengers" que cobardemente nunca verdadeiramente o são, passando pelos intelectuais e "notáveis" que tiveram uma espécie de revelação e mudaram de agulhas, tudo foi muito mau. Os dementes chamam-lhe "golpe", já aqueles que estão inebriados pela ilusória vitória, chamam-lhe "democracia". A verdade é que pouco importa o lado do lamaçal, é tudo gente sem elevação e verticalidade, cidadãos pouco recomendáveis. O que se leu, o que se viu e o que se ouviu, sobretudo daquelas pessoas que se têm em conta como seres esclarecidos e sábios (e algumas com responsabilidades na sociedade), é revelador de como as nossas pseudo elites rapidamente embarcam na sua própria vaidade em direcção ao disparate. A contribuir para este espectáculo de cabaret esteve a comunicação social, com o seu jornalismo e comentário de sarjeta. Dizem que as elites acabam por ser um reflexo do povo. Mas será mesmo assim? Curiosamente, quando se convive com o cidadão comum, aquele que todos os dias apanha o comboio às oito da manhã no Cacém para entrar ao serviço, fica-se com a sensação de que uma grande maioria do povo se esteve literalmente a marimbar para uma querela intestina, estilo bizantino, entre Alvalade, as redacções e os "índios" das redes sociais. Deixa-se à reflexão...

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Adolfo Mesquita Nunes, em 24.06.18

A democracia liberal foi uma das maiores conquistas políticas da humanidade, e os países que a adoptaram dispõem de uma sociedade mais aberta, mais plural, com mais oportunidades, com mais qualidade de vida. Ao contrário do que é opinião comum, esses países vivem hoje, como aliás o Mundo vive, melhor do que nunca: os níveis de pobreza, subnutrição, analfabetismo, exploração no trabalho ou mortalidade infantil estão a ser reduzidos a uma velocidade nunca vista, ao mesmo tempo que o PIB per capita e os níveis de qualidade de vida crescem sustentadamente (para os que duvidam deste diagnóstico recomendo a leitura de Progress: Ten Reasons to Look Forward to the Future, de Johan Norberg).

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 17.06.18

 

Num mundo cada vez mais virtual, alimentamo-nos de percepções.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 10.06.18

A capacidade para ser feliz revela-se cedo na vida, porque resulta de um conjunto de competências que se herdam por via genética e/ou aprendem em idade precoce através do exemplo de pessoas próximas. Nunca é uma escolha. Se fosse, o negócio dos livros de autoajuda seria honesto, a existência de oradores motivacionais justificada e a Psicologia Positiva um assunto sério.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Sérgio de Almeida Correia, em 03.06.18

Com a paulatina e inexorável transformação em curso da face de Macau de uma cidade pacífica – de gente empreendedora, em que o jeito de fazer chinês se misturava com as diversas heranças, dos jesuítas aos portugueses, em que sem perder cada parcela da sua identidade cultural cada um exibia as características próprias das suas tradições num ambiente de feição mediterrânica, sem medo de se perder porque sempre se reencontraria, em que, por vezes, parecia que o tempo tinha parado mal se punha o pé na região – num espaço com características próprias de um estado policial autoritário, em que se pretende através de uma reforma da lei de bases da organização judiciária, afastar (assim se desprezando e humilhando os que ainda cá estão e que se a lei for avante nos termos previstos não se deverão importar com a forma como forem tratados) os juízes estrangeiros de julgarem processos que as autoridades entendam classificar como relativos à “segurança interna”, com a gente em surdina desconfiando que já é escutada a toda a hora e que todos são alvos potenciais de escuta, com milhares de câmaras de televisão instaladas pelas ruas, passadeiras, escadas interiores de edifícios de escritórios e de habitação, centros de saúde, à porta de gabinetes médicos, com fiscais escondidos atrás de arbustos para verem se o indivíduo que espera o autocarro está a fumar dentro da linha azul marcada no pavimento que assegura os dez metros até à paragem, como se o fumo não passasse a linha e não fosse levado pelo vento, até à admissão da instalação de câmaras de reconhecimento facial, de recolha de dados biométricos e de monitorização em tempo real de tudo o que se escreve ou diz na Internet, para o que o senhor Secretário para a Segurança do Governo de Macau quer aprovar uma nova lei de cibersegurança, já sem falar no crescente endurecimento de muitas penas em relação a crimes menores e sem dignidade para fazerem oscilar o equilíbrio social, e enquanto se aguarda a sentença do inacreditável “caso Sulu Sou”, em que o atropelo ostensivo da lei e de direitos fundamentais por parte da Assembleia Legislativa levou ao banco dos réus, com a não menos importante chancela da justiça, um dos poucos deputados eleitos por sufrágio directo, dei comigo a pensar, também a propósito de uma reportagem sobre os últimos meses que ontem passou no canal português da televisão de Macau (TDM), e a perguntar para mim se é legítima, em abstracto, a aceleração dos processos históricos.

 

Que a história, isto é, o passado pode ser falsificado, deturpado, escondido, até humilhado, apropriado, por países, pessoas, associações, por qualquer agremiação, todos sabemos. E tivemos vastos exemplos ao longo de anos de facínoras, de tiranos grandes e pequenos, de ditadores, e até de tipos que se dizem “historiadores”, “democratas” e se assumem como “maçons” (assim mesmo, entre aspas, porque os canalhas não se podem apropriar do que não lhes pertence), por vezes nas mais insuspeitas organizações, dessa acção cirúrgica de refazer os factos, desfazendo a realidade.

 

Mas será legítima a aceleração do processo histórico, colocando-se em causa valores, princípios, leis, modos de viver, segurança, tranquilidade, paz social, culturas, legítimas aspirações e sossego? E qual o preço que a um cidadão normal, ciente dos seus direitos e deveres, será legítimo pedir para pagar pela pacífica oposição a essa aceleração?

 

Convido-vos, a todos, a pensarem comigo. Ajudando-me também a pensar. Se possível deixando aqui registadas, na caixa de comentários, que é para isso que devem servir e não para outras coisas, as vossas reflexões. E se algum dos meus companheiros e amigas do Delito também me quiser acompanhar, aqui rabiscando os seus textos ou desenhos (esta é mais para o Bandeira), ficar-lhes-ei agradecido. Pensa-se melhor em conjunto, mais ainda quando se está triste, também pelos que hão-de vir, e se tem medo de estar a perder alguma parte do filme que se continuar a rodar a este ritmo acabará por obscurecer a História. A nossa. A de todos. Nesta semana que começa a 28 de Maio.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 27.05.18

 

O Sporting é um clube impróprio para cardíacos.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 20.05.18

 

Pinho promete ser a madeira mais inflamável este ano.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 13.05.18

 

Quem se diz vítima de "assassinato de caráter" é porque não tem carácter.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 06.05.18

 

Depois do caso Manuel Pinho restam-me poucas dúvidas: Portugal transformou-se no Brasil dos Pequeninos.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por jpt, em 29.04.18

Face a esta recidiva da notabilite do que o PSD precisa é de um Bruno de Carvalho.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Ana Cláudia Vicente, em 22.04.18

Para pensamento da semana, deixo-vos uma percepção e várias perguntas de quem trabalha no ensino há alguns anos.

Parece-me que estamos a assistir a uma mudança significativa em boa parte de quem nos chega para aprender. Não presumo saber se esta alteração é mais ou menos duradoura. Qual? A que se traduz no avolumar das reacções de espanto e de frustração ante o processo de tentativa/erro, de rascunho, de repetição. Para os mais pequenos que nos chegam, o lado mais oficinal do aprender, o fazer muitas vezes até sair melhor, até acertar, gera agora perplexidade e embaraço, acompanhados muitas vezes da recusa em recomeçar, por vergonha de falhar outra vez. Não me refiro a casos pontuais, antes à generalização de um modo de estar. 

O que é que está a acontecer na forma como lidamos com os mais novos para que, quando chegam à escola, lidem tão mal com o erro e a falha, tão inevitáveis quanto indispensáveis para se ganhar qualquer conhecimento e habilidade? O que é que andamos colectivamente a fazer para que uma criança (ou jovem) julgue ser possível dominar instantaneamente uma técnica, um conteúdo, uma ciência?

Aceito lições.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 15.04.18

 

Nascemos cidadãos, tornamo-nos algoritmos.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

A óptica do utilizador

por Ana Cláudia Vicente, em 14.04.18

Bola e escola: estes devem ser os dois mundos profissionais sobre os quais mais gente teima em achar que alguma experiência de juventude chega para formar opinião especializada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Ana Vidal, em 08.04.18

 

Conselho para troianas incautas

 

Se lhe aparecer pela frente um macho alfa fi da mãe com uma conversa beta e kapa de bonzinho, csi arma em parvo, traz a gama completa de vícios e se comporta como um iota, esqueça os teta têtes e tau, não o sigma. Vá por mi: fuja delta a sete pis ou corra-o à lambda, antes khi ele lhe faça a vita num omega inferno, se veja grega e ainda acabe no psi.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Bandeira, em 01.04.18

O golfe é a prova acabada de que o Homem é incapaz de andar umas centenas de metros sem dar com um pau em qualquer coisa.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Diogo Noivo, em 25.03.18

Tinha estatuto. Cultivava-o diariamente com altivez e soberba. Sem qualquer esforço para disfarçar a pedantice, disse-me em tempos que não confiava em homens que andassem com os sapatos por engraxar, mesmo que fossem pobres coitados sem outros para calçar. Um dia, a vida na sua impiedosa sabedoria tirou-lhe o estatuto de supetão e no meio da rua. Sobraram-lhe apenas uns sapatos mal-amanhados e baços.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por Francisca Prieto, em 18.03.18

Num carro, enquanto percorremos quilómetros lado a lado, atingimos um grau de intimidade que, noutras circunstâncias, só seria possível após anos de convivência. Muito rapidamente e de forma quase instintiva aprendemos o ritmo de cada um, respeitamos os silêncios e lançamos gargalhadas desbragadas num uníssono cúmplice. Muito facilmente nos tornamos amigos para a vida de pessoas com quem jamais nos cruzaríamos se não tivéssemos embarcado na mesma viagem.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Joana Nave, em 11.03.18

Evoluímos dos sacos de pano para os sacos de plástico, do que é reutilizável para o que é descartável, e agora, no auge da evolução humana, em que fazemos compras sem sair de casa, voltamos aos sacos de pano, porque é ecológico e sustentável e a reutilização é afinal a melhor alternativa.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por José António Abreu, em 04.03.18

Nos sonhos, como nas utopias, não existem compromissos. Quando os sonhos ficam demasiado intensos, acordamos. Estar acordado (mais do que apenas estar vivo) implica aceitar compromissos.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por José Navarro de Andrade, em 25.02.18

Melhorar é diferente, se não contrário, de incrementar.

Melhorar será acrescentar qualidade para que mais pessoas atinjam e ultrapassem a fasquia.

Incrementar é baixar a fasquia para que mais pessoas passem por ela.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por João André, em 18.02.18

Um mundo completamente ligado electronicamente permite-nos partilhar a nossa vida. Mostramos viagens, sorrisos, festas, roupas, carros, concertos, sucessos profissionais. Fazemos likes aos outros na esperança que façam o mesmo a nós e invejamos. Invejamos o sucesso, o dinheiro, os parceiros, os amigos, a disponibilidade, os corpos, os brinquedos, a família. Invejamos a vida.

 

A vida toda? Não. Apenas metade dela. A outra, a que não vemos e que nos ajuda a crescer para podermos, saibamos aprender e tenhamos sorte, ter aquela que mostramos aos outros. Pena então que a vida que mostramos não seja aquela que melhor serviria os outros. Que tragédia tão electrónica. Que tragédia tão humana.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por João Campos, em 10.02.18

Conseguimos eliminar doenças que há não muito tempo dizimavam populações inteiras. Conseguimos viver muito mais tempo, e com mais saúde, do que os nossos antepassados; e mesmo que o nosso tempo de vida nos pareça sempre curto, temos a possibilidade de viajar e de conhecer mais mundo do que alguma vez foi possível. Conseguimos criar uma rede de comunicação instantânea que une todos os pontos do globo e que coloca praticamente todo o conhecimento da Humanidade disponível à distância de alguns cliques. Conseguimos sequenciar o genoma humano. Conseguimos explorar os abismos oceânicos. Conseguimos quebrar as barreiras e colocar uma missão permanente na órbita baixa do planeta. Conseguimos pisar a Lua, conseguimos levar o engenho humano até aos limites do Sistema Solar, e conseguimos, através desse mesmo engenho, vislumbrar distâncias incompreensíveis no tempo e no espaço. Sim: isto não chega a todos, infelizmente, mas o potencial existe. E eis que chegámos ao prodigioso ano de 2018: à era da pós-verdade, dos factos alternativos, da equiparação do método científico a palpites orgulhosamente ignorantes, de um orgulho nacionalista tão absurdo como perigoso, do regresso do ódio pela diferença, de um fanatismo religioso que envergonharia populações medievais.

 

Se estivesse a ver isto de fora talvez fosse capaz de apreciar a ironia. 

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por João Pedro Pimenta, em 03.02.18

A justiça é cega. Todos os homens são iguais, mas uns são mais iguais do que outros. A aplicação simultânea destas duas máximas em países lusófonos provoca sempre um tufão de protestos.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da Semana

por João Villalobos, em 27.01.18

 

Antes prefiro uma cabra sapadora do que uma ovelha doutora. 

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 20.01.18

No tempo de Lenine havia esquerda a sério. Agora a "esquerda" faz compras no supermercado do Corte Inglés, lancha na Versailles e janta no Belcanto. Se a revolução saísse à rua, a "esquerda" corria a casa para salvar as pratas.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 13.01.18

"A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra só se pode ser morto uma vez, mas na política muitas vezes" (Winston Churchill). Penso que se trata de um pensamento adequado a esta semana.

 

Este pensamento do grande estadista inglês acompanhou os leitores do Delito durante a semana.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Luís Naves, em 06.01.18

A riqueza nunca perdeu a menor ocasião para se mostrar estúpida”. Esta frase de Honoré de Balzac, retirada do romance A Prima Bette, mantém toda a sua actualidade nestes tempos hipócritas e frívolos.

 

O pensamento do grande escritor francês acompanhou os leitores do Delito durante toda esta semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Marta Spínola, em 29.12.17

Quem dera pudéssemos meter o espírito de Natal em frascos e abrir um em cada mês do ano.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Patrícia Reis, em 23.12.17

A justiça portuguesa é cega, injusta, atrasada e está repleta de preconceitos.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 15.12.17

 

Os extremos socam-se.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

Autoria e outros dados (tags, etc)


O nosso livro





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D