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Pensamento da semana

por João Sousa, em 20.11.19

C. disse-me certo dia que o meu pessimismo já era uma fé pessoal. Percebi onde ela queria chegar, mas expliquei-lhe onde estava o seu erro: fé é crença. Ora um pessimista não é um crente - é um descrente.

 

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Pensamento da semana

por João Campos, em 17.11.19

A internet tornou o ódio fácil, prático, cómodo e, acima de tudo, rentável.

 

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Pensamento da semana

por Cristina Torrão, em 10.11.19

Não aprecio a frase: «a minha liberdade acaba onde começa a liberdade do outro». Pressupõe subserviência, implica que a liberdade do outro seja mais importante do que a minha. Ou seja: a liberdade do outro significa o fim da minha liberdade. E a minha não significa o fim da do outro? A liberdade do outro também acaba onde começa a minha? Ficamos num beco sem saída.

Prefiro considerar ser possível duas pessoas serem livres frente a frente, sem que nenhuma baixe a cabeça e sem que nenhuma deixe de ser livre. Prefiro falar de respeito, aceitar o valor do outro, vê-lo ao meu nível (nem acima, nem abaixo). E o respeito tem de ser mútuo. Não fazer, ou não dizer nada que possa ferir a dignidade do outro não é um corte à minha liberdade. A minha liberdade não acaba, apenas respeita. Por isso, prefiro dizer: «a minha liberdade respeita a dignidade do outro».

 

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Pensamento da Semana

por João Pedro Pimenta, em 03.11.19

Ao ouvir gente defender em nome da defesa da Terra e contra as alterações climáticas que se pare a natalidade, mesmo em países que dela carecem, como o nosso, ou até que se executem medidas mais radicais, lembro-me de todas as causas nobres e justas que redundaram em tiranias e massacres. Já se matou em nome de Deus, da Liberdade, da Justiça, da Dignidade e da Igualdade. Atrás dos mais nobres princípios vêm por vezes as práticas mais vis. Esperemos que o mesmo não se passe com a defesa do ambiente, que dispensa bem isso. Do idealismo à distopia os passos são por vezes muito incertos.

 

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Pensamento da Semana

por Diogo Noivo, em 27.10.19

Inventar um passado etéreo, alertar para um presente de degenerescência nacional (identificando o inimigo responsável pela decadência) e ambicionar com fervor um porvir de regeneração da nação e do seu povo. Esta sequência, que a Ciência Política apelidou de "estrutura triática", está presente em todos os nacionalismos radicais com propósitos de mobilização social. Supreende que em 2019 ainda haja quem seja incapaz de a intuir e alinhe em delírios propagandisticos. 

 

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Pensamento da semana

por José Meireles Graça, em 20.10.19

A democracia é o pior dos regimes com excepção de todos os outros, terá dito Churchill, muito mais vezes citado nesta boutade do que o número de charutos que fumou. Pois é. E, às vezes, dá resultados curiosos: Costa, que fez uma legislatura como PM sem ter ganho as eleições, agora que as ganhou duvida-se que a acabe.

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 13.10.19

 

Às vezes é preciso que tudo corra mal para que as coisas comecem a ficar bem.

 

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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 06.10.19

Os negacionistas seguem uma lógica cristalina, fácil de perceber. Já os que admitem que os problemas ambientais existem e derivam da acção humana, ao mesmo tempo que afirmam o seu ódio metódico aos ambientalistas, tenho dificuldade em entender.

 

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Pensamento da semana

por Alexandre Guerra, em 29.09.19

No seio das sociedades mais desenvolvidas, o discurso ambiental está carregado de hipocrisia e fundamentalismo. De cimeira em cimeira, de manifestação em manifestação, todos são corajosos e empenhados no combate às alterações climáticas, todos fazem proclamações grandiosas e dão receitas milagrosas para salvar o planeta, mas toda essa dinâmica parece perder força quando é transposta para a realidade local. O quotidiano que nos rodeia nos nossos empregos e cidades vai-nos revelando uma cumplicidade popular perante atentados diários à sustentabilidade da nossa sociedade. Os anos passam e a passividade cívica nacional perpetua-se perante os rios que são destruídos por fábricas devidamente identificadas, perante a incompetência crónica na gestão da floresta, perante o turismo de massas que vai pressionando social e ambientalmente comunidades locais, perante o desperdício de água gritante nas condutas públicas, perante o tráfego massivo de viaturas a combustível fóssil que continue a ser permitido em zonas verdes sensíveis, perante a construção excessiva de betão na linha de costa e zonas protegidas, perante os atentados urbanísticos, perante a decadência dos transportes públicas "empurrando" as pessoas para uso de viatura própria, perante o lixo que se vai acumulando nalgumas zonas, parente a ausência de fiscalização e "pulso forte" contra os prevaricadores das regras ambientais... Perante isto, e muito mais, não me recordo de ver qualquer manifestação ou acto de indignação neste nosso país.

 

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Pensamento da semana

por Paulo Sousa, em 22.09.19

Que parte daquilo que somos seria igual se vivêssemos noutro tempo da história ou noutro sítio do mundo?

Será isso o verdadeiro "eu"?

 

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Pensamento da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 15.09.19

"Os que querem enriquecer caem em tentação e numa armadilha, e em muitas paixões irracionais e nocivas, que mergulham as pessoas em ruína e perdição. Raiz de todos os males é o amor ao dinheiro, por causa do qual alguns, estendendo-lhe os braços, se desviaram da fé e se trespassaram a si mesmos com dores numerosas."

São Paulo, Primeira Epístola a Timóteo, 9-10

 

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Pensamento da semana

por Maria Dulce Fernandes, em 08.09.19

Se fazemos parte do tal plano cósmico, temos que fazer jus à capacidade organizativa e multitasking do planeador e não nos devemos resignar com qualquer normalidade, porque viver não é apenas estar vivo.

 

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Pensamento da semana

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.09.19

Lá fora chove intensamente. Cai o céu em mais uma noite de tempestade tropical. Relampeja e troveja quando, a propósito do admirável documentário de Bruce Weber, recordo o fabuloso Chet Baker e ouço Almost Blue.

Há sempre uma encruzilhada na vida de um homem normal. Talvez várias na vida de um homem que escape à mediania. Uma ou várias implicam escolher. Pode ser a decisão de dar ou não dar um beijo, o destino de uma paixão, a escolha de um amor (sim, o amor também é uma escolha). Para alguns a descoberta de uma vocação, por vezes a opção entre uma vida livre a sofrer ou uma do tipo vegetativa, rica e sem dramas. Com princípio, meio e fim, ignorando a dor, própria ou alheia.

Tirando aquela parte em que o entrevistador pergunta a Chet Baker qual terá sido o momento mais feliz da sua vida, cuja compreensão — digo eu, que não sou tão exagerado como ele ou Faulkner — só está ao alcance de um alfista(*), recordo aquele momento em que Baker, olhando para si próprio, diz o que aconselharia a um filho. Era mais ou menos isto: descobre o que queres ser, vai por ti, e depois procura ser um génio no que escolheste.

O problema é que nem todos têm o mesmo grau de loucura nas escolhas que fazem para atingirem a genialidade. E depois é preciso levar o resto da vida a conviver com isso. Uma chatice.

 

A diferença entre um homem e um génio está na sua dose de loucura.

E ser capaz de colocá-la ao serviço dos outros dando prazer a si próprio. Seja na literatura, na pintura, na música, na medicina, num artigo de jornal ou numa sala de audiências, sem nunca se esquecer que a genialidade só pode ser reconhecida se no meio de toda a loucura o génio ainda for capaz de realizar que vive em sociedade. E por causa dela.

Os outros tornam os génios menos infelizes quando reconhecem a sua loucura. Sem dizê-lo. E ao tirarem partido dela, em cada instante, ainda quando não o reconhecem, ajudam a prolongá-la. A realização do génio passa por trazê-lo até à nossa dimensão. Até à ignorância. É nisso que está a genialidade. E só os que humildemente o aceitam conseguem atingir esse estatuto. Almost Blue.

21539474_zKiM7[1].jpg(a foto tem direitos de autor)

 

(*) Contra tudo o que se poderia imaginar, Baker diz ter sido o momento em que guiou pela primeira vez o seu Alfa Romeo. Eu não vou tão longe, embora não possa deixar de sorrir.

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 25.08.19

 

Quem não acredita na justiça, um dos pilares do sistema democrático, merece viver em ditadura.

 

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Pensamento da Semana

por Diogo Noivo, em 18.08.19

Definição de sindicato inorgânico: sindicato que se encontra fora do perímetro da CGTP e da UGT; a defesa de interesses laborais é o único objectivo, não se submetendo, portanto, a racionais partidários.

 

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Pensamento da semana

por José Meireles Graça, em 11.08.19

O jornalismo está decadente; a blogosfera já viu melhores dias – muita gente fugiu para o Facebook; o Facebook já viu melhores dias – está a ficar uma coisa para cotas; no Twitter só se podem dar espirros opinativos, e no Instagram só há fotografias; o Whatsapp é mais para mensagens. As ideias vão circular como? Talvez sinais de fumo. Afinal, tribos já há.

 

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Pensamento da Semana

por João Pedro Pimenta, em 04.08.19

Vejo frequentemente pessoas a queixar-se veementemente da globalização e do globalismo. Curiosamente fazem-no através da internet, mais precisamente no Facebook, noutras redes sociais ou em blogues, os maiores produtos da globalização a par dos telemóveis. Deviam antes deixar todas essas redes, desligar o computador e ir invectivar a globalização de forma consequente com o que apregoam, ou seja, na rua, nos cafés ou nas caves conspirativas.

 

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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 28.07.19

Idealmente as quotas de género deveriam servir para obrigar os decisores a escolher, também mulheres, entre os melhores. Mas a verdade é que as quotas podem, igualmente, dar oportunidade aos decisores de escolher, também mulheres, entre os medíocres, os sabujos e arrivistas. Introduzir o tema da meritocracia nesta discussão não faz sentido, porque o objectivo das quotas não é promover os melhores, mas acabar com os clubes do bolinha na esfera do poder, o que me parece bastante salutar.

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 21.07.19

 

«Ser livre é depender do que se gosta.»

 

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Pensamento da semana

por Maria Dulce Fernandes, em 14.07.19

Depois de perder a minha mãe e verificar que já estou na linha da frente, não há dia sem que as mais estranhas ideias de quando e como me revirem o juízo. Pudesse eu escolher, comprar um bilhete e partir? Não me parece que a teoria tão em voga de poder sair de acordo com as condições de cada um prevalecesse no final.

 

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