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Pensamento da semana

por Bandeira, em 21.07.18

Não me recordo onde li (mas isso pouco importa) que, se os livros académicos nos fazem mais cultos, os de ficção fazem-nos mais sábios.

 

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Pensamento da semana

por Ana Vidal, em 15.07.18

Algumas pessoas perguntam o segredo do nosso longo casamento. É simples, nós damo-nos tempo de ir a um restaurante duas vezes por semana. Jantar à luz das velas, música de fundo e dança. Ela vai às quartas e eu às sextas.


Henny Youngman

 

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Pensamento da Semana

por Ana Cláudia Vicente, em 08.07.18

A Michel de Montaigne (1533-1592) desagradava a arte de convencer os outros, particularmente para obter controlo, lealdade e admiração - poder.  

 

Relembrando a sua obra, proponho para estes primeiros dias de Julho o seguinte excerto:

 

«Aríston definiu sabiamente a retórica como a ciência de persuadir o povo; Sócrates e Platão, como a arte de enganar e lisonjear; e aqueles que isto negam na sua definição genérica, confirmam-no por toda a parte nos seus preceitos. [...]

[A arte retórica] É um instrumento inventado para manipular e agitar turbas e multidões desordenadas, e que, à maneira da medicina, só se emprega nos Estados doentes.»

Montaigne, Ensaios, c.1588.

 

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Pensamento da Semana

por Alexandre Guerra, em 01.07.18

Uns glorificam-se, outros choram e lamentam-se e há aqueles que se posicionam, depois de um deplorável e degradante processo, onde ninguém esteve bem. Dos defensores do "status quo" estilo norte-coreano aos "challengers" que cobardemente nunca verdadeiramente o são, passando pelos intelectuais e "notáveis" que tiveram uma espécie de revelação e mudaram de agulhas, tudo foi muito mau. Os dementes chamam-lhe "golpe", já aqueles que estão inebriados pela ilusória vitória, chamam-lhe "democracia". A verdade é que pouco importa o lado do lamaçal, é tudo gente sem elevação e verticalidade, cidadãos pouco recomendáveis. O que se leu, o que se viu e o que se ouviu, sobretudo daquelas pessoas que se têm em conta como seres esclarecidos e sábios (e algumas com responsabilidades na sociedade), é revelador de como as nossas pseudo elites rapidamente embarcam na sua própria vaidade em direcção ao disparate. A contribuir para este espectáculo de cabaret esteve a comunicação social, com o seu jornalismo e comentário de sarjeta. Dizem que as elites acabam por ser um reflexo do povo. Mas será mesmo assim? Curiosamente, quando se convive com o cidadão comum, aquele que todos os dias apanha o comboio às oito da manhã no Cacém para entrar ao serviço, fica-se com a sensação de que uma grande maioria do povo se esteve literalmente a marimbar para uma querela intestina, estilo bizantino, entre Alvalade, as redacções e os "índios" das redes sociais. Deixa-se à reflexão...

 

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Pensamento da Semana

por Adolfo Mesquita Nunes, em 24.06.18

A democracia liberal foi uma das maiores conquistas políticas da humanidade, e os países que a adoptaram dispõem de uma sociedade mais aberta, mais plural, com mais oportunidades, com mais qualidade de vida. Ao contrário do que é opinião comum, esses países vivem hoje, como aliás o Mundo vive, melhor do que nunca: os níveis de pobreza, subnutrição, analfabetismo, exploração no trabalho ou mortalidade infantil estão a ser reduzidos a uma velocidade nunca vista, ao mesmo tempo que o PIB per capita e os níveis de qualidade de vida crescem sustentadamente (para os que duvidam deste diagnóstico recomendo a leitura de Progress: Ten Reasons to Look Forward to the Future, de Johan Norberg).

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 17.06.18

 

Num mundo cada vez mais virtual, alimentamo-nos de percepções.

 

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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 10.06.18

A capacidade para ser feliz revela-se cedo na vida, porque resulta de um conjunto de competências que se herdam por via genética e/ou aprendem em idade precoce através do exemplo de pessoas próximas. Nunca é uma escolha. Se fosse, o negócio dos livros de autoajuda seria honesto, a existência de oradores motivacionais justificada e a Psicologia Positiva um assunto sério.

 

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Pensamento da semana

por Sérgio de Almeida Correia, em 03.06.18

Com a paulatina e inexorável transformação em curso da face de Macau de uma cidade pacífica – de gente empreendedora, em que o jeito de fazer chinês se misturava com as diversas heranças, dos jesuítas aos portugueses, em que sem perder cada parcela da sua identidade cultural cada um exibia as características próprias das suas tradições num ambiente de feição mediterrânica, sem medo de se perder porque sempre se reencontraria, em que, por vezes, parecia que o tempo tinha parado mal se punha o pé na região – num espaço com características próprias de um estado policial autoritário, em que se pretende através de uma reforma da lei de bases da organização judiciária, afastar (assim se desprezando e humilhando os que ainda cá estão e que se a lei for avante nos termos previstos não se deverão importar com a forma como forem tratados) os juízes estrangeiros de julgarem processos que as autoridades entendam classificar como relativos à “segurança interna”, com a gente em surdina desconfiando que já é escutada a toda a hora e que todos são alvos potenciais de escuta, com milhares de câmaras de televisão instaladas pelas ruas, passadeiras, escadas interiores de edifícios de escritórios e de habitação, centros de saúde, à porta de gabinetes médicos, com fiscais escondidos atrás de arbustos para verem se o indivíduo que espera o autocarro está a fumar dentro da linha azul marcada no pavimento que assegura os dez metros até à paragem, como se o fumo não passasse a linha e não fosse levado pelo vento, até à admissão da instalação de câmaras de reconhecimento facial, de recolha de dados biométricos e de monitorização em tempo real de tudo o que se escreve ou diz na Internet, para o que o senhor Secretário para a Segurança do Governo de Macau quer aprovar uma nova lei de cibersegurança, já sem falar no crescente endurecimento de muitas penas em relação a crimes menores e sem dignidade para fazerem oscilar o equilíbrio social, e enquanto se aguarda a sentença do inacreditável “caso Sulu Sou”, em que o atropelo ostensivo da lei e de direitos fundamentais por parte da Assembleia Legislativa levou ao banco dos réus, com a não menos importante chancela da justiça, um dos poucos deputados eleitos por sufrágio directo, dei comigo a pensar, também a propósito de uma reportagem sobre os últimos meses que ontem passou no canal português da televisão de Macau (TDM), e a perguntar para mim se é legítima, em abstracto, a aceleração dos processos históricos.

 

Que a história, isto é, o passado pode ser falsificado, deturpado, escondido, até humilhado, apropriado, por países, pessoas, associações, por qualquer agremiação, todos sabemos. E tivemos vastos exemplos ao longo de anos de facínoras, de tiranos grandes e pequenos, de ditadores, e até de tipos que se dizem “historiadores”, “democratas” e se assumem como “maçons” (assim mesmo, entre aspas, porque os canalhas não se podem apropriar do que não lhes pertence), por vezes nas mais insuspeitas organizações, dessa acção cirúrgica de refazer os factos, desfazendo a realidade.

 

Mas será legítima a aceleração do processo histórico, colocando-se em causa valores, princípios, leis, modos de viver, segurança, tranquilidade, paz social, culturas, legítimas aspirações e sossego? E qual o preço que a um cidadão normal, ciente dos seus direitos e deveres, será legítimo pedir para pagar pela pacífica oposição a essa aceleração?

 

Convido-vos, a todos, a pensarem comigo. Ajudando-me também a pensar. Se possível deixando aqui registadas, na caixa de comentários, que é para isso que devem servir e não para outras coisas, as vossas reflexões. E se algum dos meus companheiros e amigas do Delito também me quiser acompanhar, aqui rabiscando os seus textos ou desenhos (esta é mais para o Bandeira), ficar-lhes-ei agradecido. Pensa-se melhor em conjunto, mais ainda quando se está triste, também pelos que hão-de vir, e se tem medo de estar a perder alguma parte do filme que se continuar a rodar a este ritmo acabará por obscurecer a História. A nossa. A de todos. Nesta semana que começa a 28 de Maio.

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 27.05.18

 

O Sporting é um clube impróprio para cardíacos.

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 20.05.18

 

Pinho promete ser a madeira mais inflamável este ano.

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 13.05.18

 

Quem se diz vítima de "assassinato de caráter" é porque não tem carácter.

 

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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 06.05.18

 

Depois do caso Manuel Pinho restam-me poucas dúvidas: Portugal transformou-se no Brasil dos Pequeninos.

 

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Pensamento da semana

por jpt, em 29.04.18

Face a esta recidiva da notabilite do que o PSD precisa é de um Bruno de Carvalho.

 

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Pensamento da semana

por Ana Cláudia Vicente, em 22.04.18

Para pensamento da semana, deixo-vos uma percepção e várias perguntas de quem trabalha no ensino há alguns anos.

Parece-me que estamos a assistir a uma mudança significativa em boa parte de quem nos chega para aprender. Não presumo saber se esta alteração é mais ou menos duradoura. Qual? A que se traduz no avolumar das reacções de espanto e de frustração ante o processo de tentativa/erro, de rascunho, de repetição. Para os mais pequenos que nos chegam, o lado mais oficinal do aprender, o fazer muitas vezes até sair melhor, até acertar, gera agora perplexidade e embaraço, acompanhados muitas vezes da recusa em recomeçar, por vergonha de falhar outra vez. Não me refiro a casos pontuais, antes à generalização de um modo de estar. 

O que é que está a acontecer na forma como lidamos com os mais novos para que, quando chegam à escola, lidem tão mal com o erro e a falha, tão inevitáveis quanto indispensáveis para se ganhar qualquer conhecimento e habilidade? O que é que andamos colectivamente a fazer para que uma criança (ou jovem) julgue ser possível dominar instantaneamente uma técnica, um conteúdo, uma ciência?

Aceito lições.

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 15.04.18

 

Nascemos cidadãos, tornamo-nos algoritmos.

 

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A óptica do utilizador

por Ana Cláudia Vicente, em 14.04.18

Bola e escola: estes devem ser os dois mundos profissionais sobre os quais mais gente teima em achar que alguma experiência de juventude chega para formar opinião especializada.

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Pensamento da semana

por Ana Vidal, em 08.04.18

 

Conselho para troianas incautas

 

Se lhe aparecer pela frente um macho alfa fi da mãe com uma conversa beta e kapa de bonzinho, csi arma em parvo, traz a gama completa de vícios e se comporta como um iota, esqueça os teta têtes e tau, não o sigma. Vá por mi: fuja delta a sete pis ou corra-o à lambda, antes khi ele lhe faça a vita num omega inferno, se veja grega e ainda acabe no psi.

 

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Pensamento da Semana

por Bandeira, em 01.04.18

O golfe é a prova acabada de que o Homem é incapaz de andar umas centenas de metros sem dar com um pau em qualquer coisa.

 

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Pensamento da semana

por Diogo Noivo, em 25.03.18

Tinha estatuto. Cultivava-o diariamente com altivez e soberba. Sem qualquer esforço para disfarçar a pedantice, disse-me em tempos que não confiava em homens que andassem com os sapatos por engraxar, mesmo que fossem pobres coitados sem outros para calçar. Um dia, a vida na sua impiedosa sabedoria tirou-lhe o estatuto de supetão e no meio da rua. Sobraram-lhe apenas uns sapatos mal-amanhados e baços.

 

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Pensamento da Semana

por Francisca Prieto, em 18.03.18

Num carro, enquanto percorremos quilómetros lado a lado, atingimos um grau de intimidade que, noutras circunstâncias, só seria possível após anos de convivência. Muito rapidamente e de forma quase instintiva aprendemos o ritmo de cada um, respeitamos os silêncios e lançamos gargalhadas desbragadas num uníssono cúmplice. Muito facilmente nos tornamos amigos para a vida de pessoas com quem jamais nos cruzaríamos se não tivéssemos embarcado na mesma viagem.

 

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Pensamento da semana

por Joana Nave, em 11.03.18

Evoluímos dos sacos de pano para os sacos de plástico, do que é reutilizável para o que é descartável, e agora, no auge da evolução humana, em que fazemos compras sem sair de casa, voltamos aos sacos de pano, porque é ecológico e sustentável e a reutilização é afinal a melhor alternativa.

 

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Pensamento da semana

por José António Abreu, em 04.03.18

Nos sonhos, como nas utopias, não existem compromissos. Quando os sonhos ficam demasiado intensos, acordamos. Estar acordado (mais do que apenas estar vivo) implica aceitar compromissos.

 

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Pensamento da Semana

por José Navarro de Andrade, em 25.02.18

Melhorar é diferente, se não contrário, de incrementar.

Melhorar será acrescentar qualidade para que mais pessoas atinjam e ultrapassem a fasquia.

Incrementar é baixar a fasquia para que mais pessoas passem por ela.

 

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Pensamento da semana

por João André, em 18.02.18

Um mundo completamente ligado electronicamente permite-nos partilhar a nossa vida. Mostramos viagens, sorrisos, festas, roupas, carros, concertos, sucessos profissionais. Fazemos likes aos outros na esperança que façam o mesmo a nós e invejamos. Invejamos o sucesso, o dinheiro, os parceiros, os amigos, a disponibilidade, os corpos, os brinquedos, a família. Invejamos a vida.

 

A vida toda? Não. Apenas metade dela. A outra, a que não vemos e que nos ajuda a crescer para podermos, saibamos aprender e tenhamos sorte, ter aquela que mostramos aos outros. Pena então que a vida que mostramos não seja aquela que melhor serviria os outros. Que tragédia tão electrónica. Que tragédia tão humana.

 

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Pensamento da semana

por João Campos, em 10.02.18

Conseguimos eliminar doenças que há não muito tempo dizimavam populações inteiras. Conseguimos viver muito mais tempo, e com mais saúde, do que os nossos antepassados; e mesmo que o nosso tempo de vida nos pareça sempre curto, temos a possibilidade de viajar e de conhecer mais mundo do que alguma vez foi possível. Conseguimos criar uma rede de comunicação instantânea que une todos os pontos do globo e que coloca praticamente todo o conhecimento da Humanidade disponível à distância de alguns cliques. Conseguimos sequenciar o genoma humano. Conseguimos explorar os abismos oceânicos. Conseguimos quebrar as barreiras e colocar uma missão permanente na órbita baixa do planeta. Conseguimos pisar a Lua, conseguimos levar o engenho humano até aos limites do Sistema Solar, e conseguimos, através desse mesmo engenho, vislumbrar distâncias incompreensíveis no tempo e no espaço. Sim: isto não chega a todos, infelizmente, mas o potencial existe. E eis que chegámos ao prodigioso ano de 2018: à era da pós-verdade, dos factos alternativos, da equiparação do método científico a palpites orgulhosamente ignorantes, de um orgulho nacionalista tão absurdo como perigoso, do regresso do ódio pela diferença, de um fanatismo religioso que envergonharia populações medievais.

 

Se estivesse a ver isto de fora talvez fosse capaz de apreciar a ironia. 

 

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Pensamento da Semana

por João Pedro Pimenta, em 03.02.18

A justiça é cega. Todos os homens são iguais, mas uns são mais iguais do que outros. A aplicação simultânea destas duas máximas em países lusófonos provoca sempre um tufão de protestos.

 

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Pensamento da Semana

por João Villalobos, em 27.01.18

 

Antes prefiro uma cabra sapadora do que uma ovelha doutora. 

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 20.01.18

No tempo de Lenine havia esquerda a sério. Agora a "esquerda" faz compras no supermercado do Corte Inglés, lancha na Versailles e janta no Belcanto. Se a revolução saísse à rua, a "esquerda" corria a casa para salvar as pratas.

 

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Pensamento da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 13.01.18

"A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra só se pode ser morto uma vez, mas na política muitas vezes" (Winston Churchill). Penso que se trata de um pensamento adequado a esta semana.

 

Este pensamento do grande estadista inglês acompanhou os leitores do Delito durante a semana.

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Pensamento da semana

por Luís Naves, em 06.01.18

A riqueza nunca perdeu a menor ocasião para se mostrar estúpida”. Esta frase de Honoré de Balzac, retirada do romance A Prima Bette, mantém toda a sua actualidade nestes tempos hipócritas e frívolos.

 

O pensamento do grande escritor francês acompanhou os leitores do Delito durante toda esta semana

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Pensamento da semana

por Marta Spínola, em 29.12.17

Quem dera pudéssemos meter o espírito de Natal em frascos e abrir um em cada mês do ano.

 

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Pensamento da semana

por Patrícia Reis, em 23.12.17

A justiça portuguesa é cega, injusta, atrasada e está repleta de preconceitos.

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 15.12.17

 

Os extremos socam-se.

 

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Pensamento da semana

por Rui Herbon, em 09.12.17
O tempo não é recuperável; e o espaço tão-pouco. Quando passamos por um lugar, esse sítio já não volta a ser o mesmo. Cada momento morre em si mesmo, desaparece o momento e o seu espaço. O fluir não deixa nada atrás. Só ficam fitas magnéticas acumuladas no nosso cérebro que, ao pôr-se em marcha, umas motivam que surjam as outras, bombardeando-nos com milhões de impressões. Numa fita estão gravadas as sensações, noutra as emoções, noutra os espaços, noutra os tempos… As memórias são como um rio parado, convertido em gelo, e, portanto, escorregadias.

Há uma inquietude que me acompanha desde sempre: a luta entre o que flui e o que permanece; como nos pesa o que levamos sob o braço, e sob o coração – queiramos ou não –, no nosso projecto de futuro.

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Pensamento da semana

por Rui Rocha, em 02.12.17

Não façamos da situação do Infarmed um drama. Em regimes que o simpático Jerónimo e a aguerrida Catarina apoiam, estas deslocalizações de centenas de pessoas por decisão unilateral do Estado são comuns. E nem sempre para locais tão agradáveis como o Porto.

 

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Pensamento da semana

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.11.17

A dificuldade nem sempre está no problema.

Tirando os que não têm remédio, como a morte, que sabemos que há-de chegar embora não se saiba exactamente quando, nem como, o que de certa forma a retira do rol dos problemas que carecem de resolução, mesmo quando se é apanhado desprevenido, o ângulo de abordagem, o modo como o problema é analisado e as hipóteses de solução que se encaram são pontos de partida para a sua ultrapassagem. E mudam tudo.

A procura da solução pode ser desconfortável, sem com isso deixar de ser sempre bem mais estimulante do que o simples abandono. A solução de um problema é uma outra forma de concretizar um sonho. Não há sonhos cómodos (a não ser nos sonhos).

 

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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 18.11.17

A felicidade é frequentemente presunçosa. Presume demasiadas vezes que o bem que tem é uma questão de mérito, desvalorizando os factores aleatórios que o favoreceram. Ao mesmo tempo julga negativamente a infelicidade dos outros, procurando associá-la a questões de competência.

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 11.11.17

 

Para bom entendedor meia palavra não basta.

 

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Pensamento da semana

por Alexandre Guerra, em 04.11.17
Pouco iluminados e recompensados ficam aqueles que, por interesse cívico ou obrigação profissional, têm de acompanhar o que se vai escrevendo e dizendo por uma pseudo elite, cuja sua "sabedoria" resulta de uma vivência confinada ao micro-cosmos delimitado por escassos quilómetros quadrados no centro de Lisboa, onde os egos se retroalimentam em almoços de "trabalho" e para quem Rio de Mouro ou Massamá são uma espécie de enclaves onde vivem os indígenas nas palhotas. Quase nada acrescentam aqueles protagonistas que diariamente fazem opinião na imprensa ou nas "redes" a pavonearem-se e a darem ares de sofisticação, mas ricos na incoerência, ignorantes nos argumentos e arrogantes na disponibilidade de apreender o desconhecido no confronto de ideias. E a verdade é que quanto mais os temas fracturam, mais os preconceitos e radicalismos emergem, numa lógica de proselitismo contra aqueles que, no seu pleno direito e através de argumentos válidos, têm uma opinião diferente que desafie o pensamento dominante do status quo ou o autoritarismo do politicamente correcto. É por isso que aliar o saber dos antigos ao conhecimento contemporâneo, juntando-se-lhe a experiência do quotidiano do povo, com uma pitada de humildade e bom senso, talvez seja a fórmula correcta para se ter uma opinião ponderada e fundamentada sobre os assuntos da sociedade, em geral, e da política, em particular. 
 

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Pensamento da Semana

por Adolfo Mesquita Nunes, em 28.10.17

Há na política uma disponibilidade para o outro, uma vocação para o bem comum, para fazer do que temos, do que somos e de como nascemos, algo de melhor. Com desvios, com paragens pelas bermas, com erros e muitas tentativas, com tudo isso e com muitas degenerações, mas sempre, no princípio e nos princípios, uma vocação de serviço. Não há política sem a conjugação do altruísmo. Sem os outros, a política é outra coisa qualquer, um desmando, um arrepio, um vício, mas não política.

Mas a política, desde logo no seu quotidiano, mas sobretudo no sopro inicial, é um exemplar caso de egoísmo, de autossuficiência. Há ali uma presunção de comando, de sabermos mais ou melhor do que os outros e de, por isso, nos caber um papel na definição do dever ser. Não há política sem um pressentimento de predestinação, que, nos melhores casos, revela heroísmo e liderança. Há por isso um egoísmo, pelo menos naquela percepção do Oscar Wilde que vê no egoísmo a vontade de regular como devem os outros viver.

Não há incompatibilidade nesta combinação, de altruísmo e egoísmo, até porque ela se impõe, inevitável. Mas ela é, isso sim, susceptível de milhares de variações, com resultados tão dispares quantos os Grandes deste Mundo, os que admiramos e os que odiamos, porque nenhum egoísmo autoriza unanimidade, nenhum altruísmo garante infalibilidade.

(excerto editado de um texto meu, "A política é o mais altruísta dos egoísmos", publicado no número da revista Egoísta dedicado à Política) 

 

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Pensamento da Semana

por Isabel Mouzinho, em 21.10.17

Há os que "subscrevem por baixo", os que "encaram de frente" e os que gostam de ler "Elsa"de Queiroz. Há as facas de "dois legumes" e os bodes "respiratórios". Há estas e muitas outras enormidades de uma lista interminável, que vamos ouvindo e lendo todos os dias. 

A língua portuguesa, nem sempre muito bem tratada num país que se envergonha de si e tende a valorizar o que vem de fora - línguas incluídas -, assumiu contornos de total despropósito com a chegada do "Novo Acordo Ortográfico", que veio permitir que hoje valha quase tudo. Como se a correcção linguística não fosse muito relevante. Na verdade, estas ou quaisquer outras incorrecções já não espantam ninguém. Pior: vão-se transformando em "normalidade", perante a indiferença generalizada dos que consideram que dizer "assim" ou "assado" não tem a menor importância, esquecendo, ou ignorando, que o domínio da língua e o uso que se faz dela também diz muito da cultura de um povo.

 

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Pensamento da semana

por jpt, em 14.10.17

 

Não há norte que não se desnorte.

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 07.10.17

 

Num Estado de Direito não existem iniciativas políticas legítimas fora da legalidade.

 

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Pensamento da semana

por Ana Cláudia Vicente, em 30.09.17

Procura, diante dos acontecimentos, ter as tuas reacções, não as dos outros.

Agostinho da Silva (1906-1994)

 

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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 23.09.17

 

A turistofobia é uma forma de xenofobia.

 

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Pensamento da semana

por Bandeira, em 16.09.17

A magnificamente neurótica jornalista norte-americana Mignon McLaughlin escrevia, em meados do século passado, que "De tempos a tempos encontramos pessoas alegres, gentis, desinteressadas. Geralmente operam elevadores". Não fico feliz, Mignon, por te dizer que isso hoje já não acontece.

 

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Pensamento da Semana

por Francisca Prieto, em 09.09.17

 

Antes meditação do que medicação.

 

 

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Pensamento da semana

por Inês Pedrosa, em 02.09.17

Imobilizamo-nos a olhar para o que existe nas mãos de outros – e tornamo-nos estátuas falantes do ressentimento. Quando confinamos o absoluto do sonho ao relativo da comparação, ele deixa de ser viagem interestelar e torna-se casebre prisional. Imagino um mundo incomparável, onde as estrelas fossem elementos do céu e não adereços da crítica, a ambição uma corrida de cada um com os seus íntimos e inalienáveis sonhos, e o sucesso a capacidade de descobrir o novo dentro do velho conhecido, isto é, a mais perfeita das artes e aquela em que nos temos mostrado mais imperfeitos – o amor.   

 

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Pensamento da semana

por Helena Sacadura Cabral, em 26.08.17

"A vida de uma pessoa não é o que lhe acontece, mas aquilo que recorda e a maneira como o recorda.”

Esta é a frase de Gabriel García Márquez que escolhi para acompanhar o pensamento do Delito durante esta semana.

 

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Pensamento da semana

por Joana Nave, em 19.08.17

Na antecipação do que há-de vir, na angústia da memória que nos precede, esquecemo-nos frequentemente de viver. O presente é a única certeza que temos e também o único momento que podemos controlar. Aceitemos esta dádiva de vida plena!

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