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Pensamento da semana

por Marta Spínola, em 06.07.20

O bom senso é um bem precioso, ao alcance de todos. Basta encontrá-lo (está no meio, como a virtude). 

 

Este pensamento acompanhará o DELITO durante toda a semana

Pensamento da semana

por Maria Dulce Fernandes, em 05.07.20

Tenho para mim que, se o chamado "novo normal" significa aprender a viver e a conviver com uma praga, então esse tal normal não trouxe nada de novo.

 

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Pensamento da semana

por Paulo Sousa, em 28.06.20

O racionalismo e o ateísmo andam de mão dada.

Só abdicando do princípio racionalista de que a razão é o caminho para a verdade é que um crente se pode definir como tal.

A razão e a ciência no entanto respondem ao "Como funciona" e ao “Como funcionamos” mas não ao "Porquê existe" nem ao “Porquê existimos”.

Estarão as respostas a que a razão não responde apenas à espera de novos avanços científicos, ou existem factos que nunca terão um explicação racional?

 

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Pensamento da semana

por jpt, em 21.06.20

Diz-me com o que te calas, dir-te-ei quem és.

 

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Pensamento da Semana

por Diogo Noivo, em 14.06.20

Em tempos de polarização, nativismo e infantilismo, rejeitar os extremos e abraçar os princípios iluministas é um acto revolucionário.

 

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Pensamento da semana

por João Pedro Pimenta, em 07.06.20

Por mais que nos digam que o medo é pior que a própria doença, não há possibilidade de o ultrapassar quando pelas ruas circula uma sociedade mascarada e desfigurada. A imagem sugere-nos logo a ideia de pestilência, como que relembrando os trajes dos médicos da peste. E para se vencer o medo, são precisos pontos de apoio e de confiança. Enquanto uma certa imagem de peste perambular, não é possível, salvo por inconsciência, vencê-lo de todo.

 

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Pensamento da semana

por João Sousa, em 31.05.20

Depois de meses a ouvir constantes apelos ao "distanciamento social" nas homilias de pivots de telejornais, nas intervenções de especialistas, nas sessões de propaganda política e nos infindáveis directos jornalísticos onde se gastaram horas a repetir em alvoroço todos os nadas que já tinham sido relatados em directos anteriores, muitos ficarão durante longo tempo prisioneiros de uma debilitante "desconfiança social".

 

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Pensamento da semana

por Cristina Torrão, em 24.05.20

Quanto vale a vida de uma criança?
Quanto vale a palavra de uma criança?

O valor que os pais lhe queiram dar.

 


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Pensamento da semana

por Pedro Correia, em 17.05.20

 

O bode expiatório é o melhor amigo do homem.

 

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Pensamento da semana

por José Navarro de Andrade, em 10.05.20

"Para nós tudo, para os nossos inimigos nada, para os demais a lei."

(Frase atribuída a um dos primeiros barões do regime democrático.)

 

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Pensamento da semana

por João Villalobos, em 03.05.20

Não tenhamos receio de vacilar de quando em quando. Não é fácil evitar a angústia perante os mistérios do futuro. O medo, que tanto nos esforçamos por manter subterrâneo, emerge por vezes, inesperado regressa à tona, como um cachalote. Mesmo ele tem de respirar. Para o vencer, é na coragem demonstrada por tantos que podemos encontrar também a nossa. A cada um o seu arpão, é certo. Mas em comum a mesma vontade de atingir a causa das trevas no coração.   

 

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Pensamento da semana.

por Luís Menezes Leitão, em 26.04.20

Estávamos habituados a encarar o mundo em que vivemos como um sistema determinista, com regras claras e estáveis, em que todos confiavam. Mas o que a teoria do caos nos ensina é que mesmo os sistemas deterministas podem ser afectados por pequenos eventos imprevisíveis. Isto é explicado pelo denominado efeito-borboleta, que refere que um simples bater de asas de uma borboleta na China pode provocar um furacão na Califórnia.

Desta vez não foi uma borboleta, mas uma mordedura de morcego num pangolim, que depois foi vendido num mercado chinês. E o que causou não foi um furacão, mas uma pandemia mundial com consequências dramáticas a nível da saúde e da vida de imensas pessoas e com uma provável quebra brutal do PIB mundial, a que se seguirá uma recessão gigantesca. A dúvida, no entanto, é que mundo iremos encontrar depois desta pandemia. Depois de o caos se ter instalado, a recuperação integral do sistema pode tornar-se impossível.

 

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Pensamento da semana

por Alexandre Guerra, em 19.04.20

Na óptica de comunicação política, o nosso sistema de Governo semi-presidencialista tem a particularidade de permitir uma dinâmica bicéfala numa gestão de crise como aquela que vivemos actualmente. Uma originalidade portuguesa, quando comparada com outros sistemas, onde quem tem o poder Executivo comunica a solo. 

 

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Pensamento da semana

por Catarina Duarte, em 12.04.20

Sugiro que deixemos de lado a interpretação que fazemos constantemente das intenções e, talvez ainda pior, da forma como se dirigem a nós, dos modos de expressar de cada um. Como alternativa, proponho que passemos o foco para o conteúdo.

É um jogo difícil, este que vos falo, porque a forma, tal como a roupa que trazermos vestida, determina a imagem do que pretendemos transmitir. Mas não está certo – não pode estar certo – perder uma ideia, uma opinião, outra forma de analisar, apenas por não se gostar das calças que a pessoa que está a nossa frente traz vestidas.

 

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Pensamento da semana

por Teresa Ribeiro, em 05.04.20

Não fique em casa... se não quer ficar sem emprego - este é o dilema que se coloca hoje a milhares de pessoas. Uma realidade escondida que a comunicação social não está a revelar, nem é aflorada pelo governo.

No país das pequenas e micro empresas as ruas podem estar desertas, pode já não existir concentração de gente nos espaços públicos, mas há locais de trabalho onde as regras do estado de emergência não estão a ser aplicadas. Ao contrário dos estabelecimentos comerciais, fáceis de fiscalizar, esses espaços funcionam entre quatro paredes, escondidos em edifícios de escritórios ou até em prédios de habitação. 

Soube pela DECO que nos últimos dias têm chovido no seu departamento júridico pedidos de aconselhamento de profissionais que estão a ser coagidos a continuar a trabalhar em espaços exíguos, onde o distanciamento de segurança é impraticável.

Entendo que é o desespero que conduz a esta insensatez, mas a verdade é que enquanto estas situações persistirem, as medidas de mitigação são um saco roto, por onde a pandemia continuará a expandir, prolongando ainda por mais tempo esta agonia em que todos vivemos.

A propósito deste assunto, aproveito para dar um recado ao PAN: foi importante indicar os serviços veterinários como uma das actividades  essenciais que o governo deve autorizar durante a pandemia, mas entre estes existem milhares de clínicas e consultórios sem o mínimo de condições de segurança sanitária. Porque funcionam em espaços tão reduzidos que é impossível manter distanciação mínima e sem equipamentos adequados (máscaras e luvas eficazes contra o vírus). Só esta área de  negócio bastará para infectar boa parte da população, pois faz atendimento público, nas piores condições, por todo o país - foi divulgado num congresso veterinário que em Portugal há mais clínicas veterinárias do que em Espanha!!

Só os hospitais veterinários deviam manter a porta aberta nestas circunstâncias, caros senhores, por isso, por favor, façam serviço público e em vez de proteger os vosso amigos veterinários, cuidem, primeiro que tudo, da população. Obrigada!

 

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Pensamento da semana

por Rui Rocha, em 29.03.20

O problema está em termos decisores políticos com pensamento linear a gerir um fenómeno com crescimento exponencial.

 

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Pensamento da semana

por José Meireles Graça, em 22.03.20

Medidas a mais ou a menos, cedo ou tarde de mais, aprendendo com os outros ou inventando a roda: no fim acertaremos contas. Mas isso é o menos; o mais é que ficaremos mais fortes para a próxima. E a próxima, Covid20 e por aí fora, virá.

 

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Pensamento da semana

por Marta Spínola, em 15.03.20

"Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."

in A Segunda Vida de Francisco de Assis, José Saramago

 

Chegou-me relato sobre alguém de quarentena, que se passeia pela cidade alegremente e cuja reacção perante o reparo "mas a ideia seria ficar em casa...", é elucidativa: "e quem controla isso?". A prioridade não é cuidar de si, ou pensar nos outros, é aproveitar que não se é apanhado.

Não me surpreendeu, infelizmente. 

Tenho-me lembrado muito de Saramago por causa do coronavírus, dos seus (des)humanos egoístas e fanfarrões. 

 

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Pensamento da semana

por João André, em 08.03.20

O mundo moderno cria especialistas em tudo e mais alguma coisa sem criar seres humanos. Não é uma questão de a cultura geral ser insuficiente, é o facto de o conceito de cutura geral ser bastas vezes incompreendido. Ler Shakespeare demonstrará cultura, mas desconhecer a segunda lei da termodinâmica, talvez mais grave que não conhecer o Bardo, não é vista como uma falha grave de cultura.

Não só deveríamos todos investir em saber mais, como deveríamos investir em saber pensar melhor, melhorar o espírito crítico e aplicá-lo a tudo o que vemos, ouvimos, lemos, sentimos. E deveríamos depois ter as ferramentas para poder raciocinar e argumentar as teses em discussão.

Nesse aspecto, além de falhas pessoais e da sociedade, há uma falha na escola, ao insistir num mundo de especialistas que ficam depois mancos de outras formas de conhecimento e razão. As humanidades deveriam manter sempre cadeiras de matemática e ciência (mesmo que geral). As ciências deveriam sempre insistir em línguas estrangeiras, literatura e filosofia.

Urge reverter o desconhecimento que vem na forma de conhecimento ultra-específico e absoluto. Só conhecendo mais, saberemos o pouco que conhecemos. E questionaremos.

 

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Pensamento da semana

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.03.20

Agarro em meia-dúzia de jornais e revistas nacionais. Leio os títulos, depois percorro a actualidade política, um ou outro artigo de opinião, e paro. As desgraças são as habituais, as preocupações as corriqueiras. A globalização da desgraça é, há muito, um fenómeno quotidiano. O COVID-19 está aí para prová-lo. Por aqui nada de novo. Todavia, há algo mais que me faz reflectir.

Três tipos resolveram andar a 300 km/hora, colocam em risco a sua própria vida e a de todos os outros que circulam pelas mesmas vias, fazem um vídeo para mostrar o feito, e acabam em pacote de plástico. No dia seguinte fazem-lhes uma homenagem, interrompendo a circulação numa das artérias mais movimentadas de Lisboa com a compreensão da polícia.

Na Assembleia da República, de um momento para o outro e sem que tal constasse do contrato eleitoral, os deputados do PS e de mais alguns partidos aprovam cinco projectos de lei visando a despenalização da eutanásia. Sou sensível à questão. Tenho visto muita gente sujeita a um sofrimento absolutamente insuportável, gente cuja situação não se resolve com cuidados paliativos, cuidados que para algumas instituições não são mais do que uma forma de aumentarem os seus proveitos económicos, como já tive ocasião de infelizmente testemunhar. Não tenho uma posição definitiva, tenho muitas dúvidas e não sou insensível nem ao sofrimento nem ao direito de escolha. A questão, concedo, era suficientemente melindrosa, de um ponto de vista médico, ético e moral para ter suscitado um debate atempado, informado e distanciado. Mais a mais tendo merecido pareceres em sentido contrário da Ordem dos Médicos e do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Um ministro, confrontado com a rejeição dos seus planos por parte de alguns dos interessados que a lei obriga a levar em consideração, do alto da sua cátedra diz que o problema se resolve mudando a lei. Isto é, acomodando a lei à sua vontade, esquecendo que esta deve ser geral e abstracta, e não para regular casos específicos.

Um ex-primeiro-ministro é convidado para apresentar um livro. Na presença do autor que o convidou revela que o convidante não tinha sido a sua primeira escolha para comissário europeu. Tirando a óbvia deselegância, desqualificou o autor perante a plateia.

Não vale a pena continuar.

A lucidez de Vasco Pulido Valente já cá não está para comentar estes dias que vamos vivendo. Como também não estão o Víctor Cunha Rego e o Manuel António Pina. Para desgraça nossa foram poupados.

O que, apesar de tudo, não me inibe de continuar a olhar para tudo isto que se passa entre nós (vós), e tudo o mais que se vai passando noutras latitudes, com um sentimento de estupefacção.

Há muito que saímos da sociedade do risco de Beck. A globalização da miséria e da desgraça são hoje uma constante para a qual parece não haver organização possível.

Mas o que mais me aflige, confesso, é a forma como a estupidez se globaliza. Olhando para nós, aparentemente sem solução, é caso para dizer que a estupidez já comanda a vida.

 

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