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Delito de Opinião

Pensamento da semana

Pedro Correia, 01.03.26

 

Não há no mundo actual maior inimigo da Rússia do que Vladimir Putin: já conduziu mais de 300 mil russos à morte na Ucrânia. Vidas jovens ceifadas para sempre, despedaçadas na demencial agressão ao país vizinho.

Convém lembrar: a URSS caiu após terem morrido 15 mil soviéticos no Afeganistão.

 

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Pensamento da semana

Pedro Correia, 15.02.26

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António José Seguro conseguiu um extraordinário resultado nesta eleição presidencial disputada a duas voltas - a primeira desde 1986. Foi uma vitória pessoal com várias etapas desde que iniciou este percurso, há oito meses, quando as sondagens lhe atribuíam só 6% das intenções de voto. Os primeiros obstáculos que superou vieram do próprio PS, onde não faltaram vozes a menosprezá-lo. Como ecos daquele que em 2014 lhe lançou uma frase assassina ao declarar que a vitória socialista no sufrágio para o Parlamento Europeu tinha sido "poucochinha".

Doze anos depois, com determinação e persistência, Seguro devolve a tal frase ao remetente, que hoje mora em Bruxelas e terá de levar com ele: é bom que se habitue.

Há nesta história com final feliz uma inegável justiça poética. O tal político só capaz de "poucochinho" emerge agora das urnas com o mais expressivo resultado de sempre nos escrutínios presidenciais em Portugal. Com mais votos até do que os alcançados por Mário Soares na reeleição de 1991.

É património dele, com o livre aval dos eleitores - não de siglas ou emblemas. O que faz toda a diferença, como o futuro demonstrará. 

 

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Pensamento da semana

Pedro Correia, 08.02.26

 

André Ventura passa o tempo a falar em Francisco Sá Carneiro, alguém que ele nunca conheceu. Mas os dois ministros que restam do governo Sá Carneiro (1980) votam Seguro: Cavaco Silva e Basílio Horta. E ninguém duvida que Francisco Pinto Balsemão, falecido em 21 de Outubro, elegeria o mesmo candidato.

 

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Pensamento da semana

Maria Dulce Fernandes, 14.12.25

Nunca se sabe de onde poderá surgir a opressão. O mundo está de pantanas e entre opressores, tiranos e ditadores, que vá o diabo e escolha. 

A verdade é que todos vivemos debaixo do jugo do maior de todos os ditadores: a saudade. Não passa um dia em que não se manifeste, nos massacre e nos faça sofrer. Como combater um adversário poderoso que não se vê nem se sabe explicar? Contender a saudade é impossível. Acarreta consigo uma tortuosidade tão doída a que nem os poetas conseguem pôr palavras.

 

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Pensamento da semana

Paulo Sousa, 16.11.25

As redes sociais estão a mudar a sociedade e continuarão a fazê-lo. Tal e qual como a televisão o fez, a rádio, o telégrafo, a imprensa, a escrita, a roda, o ferro e o fogo. Os relacionamentos entre as pessoas, e também entre o cidadão e o estado, irão mudar igualmente.

Pelo contrário, os crimes continuarão ter as mesmas motivações: o ciúme, a raiva, a inveja, a fúria e todo o resto do catálogo das paixões humanas.

E isto é assim. As sociedades mudam, mas a natureza humana permanece.

 

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Pensamento da semana

Pedro Correia, 09.11.25

 

Certos políticos portugueses - e seus epígonos,  por efeito mimético - são hoje incapazes de abrir a boca sem fazer contínuas alusões a "guerras culturais", quase todas de importação. Os seus ídolos também são importados - mesmo os daqueles que adoram bater no peito em proclamação de fé nacionalista. E até o vocabulário que usam vem de outros quadrantes geográficos. Dizem-se "soberanistas", mas só da boca para fora.

 

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