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Momentos congelados

por Paulo Sousa, em 21.09.19

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Os últimos momentos antes da partida das andorinhas.

A mim parece-me uma pauta de música.

Página de um diário

por Helena Sacadura Cabral, em 21.06.15

Verão.jpeg

Lisboa, 21 de Junho de 2015

 

Entrámos hoje no Verão. Não é uma estação que me seduza. Nem agora, nem antes. É um período excessivo de pormenores dos quais não gosto: muito sol, muita gente, muito suor, muito álcool.

Sou mais das quadras intermédias, como o Outono ou a Primavera, embora esta me cative menos do que a primeira, que também possui alguns excessos. Sobretudo de vida, que desponta por todo o lado.

Dir-me-ão que o Outono tem um lado triste, de fim que se aproxima. É verdade. Mas tem aquele amarelo laranja das folhas caídas das árvores que atapetam as ruas - e pessoalmente me tocam fundo -,  que dão ao campo e às cidades uma uniformidade que nas outras estações se não descortina. Aliás, essa "tristeza outonal", que tantos referem, é o bálsamo indispensável para compensar os cúmulos estivais.

Muitas vezes me tenho perguntado o porquê desta preferência, quando a minha alegria atávica pouco parece ter de comum com tal tristeza. Começo a acreditar que é o balanço psicológico que tal determina e que a sabedoria popular tão bem explica, quando afirma que os opostos se atraem. É um facto, comigo. E não só no campo meteorológico...

Outono quente

por Pedro Correia, em 16.10.13

1. Já existe o canal Parlamento. Ainda não existe o canal Conselho de Ministros. Mas já faltou mais: as fugas de informação cirúrgicas tornam-se generalizadas e ganham a emoção de um relato de futebol. O sentido de Estado parece ter emigrado para parte incerta.

 

2. Difundir informações sem fundamento, causando um inconcebível alarme social, não penaliza só uns: penaliza todos.

 

3. Largar más notícias com abundância pelas manchetes da imprensa e pelos comentadores mais próximos enquanto se gere o silêncio: eis todo um programa de acção.

 

4. Bastam dez pessoas aos berros durante cinco minutos: as redes sociais transmutam a berraria em notícia, validada pelos chamados órgãos "de referência", muitos deles cheios de editoriais contra o "populismo". Meio século depois, nunca Marshall McLuhan esteve tão actual: o meio é a mensagem. Que, pelo efeito de banalização, logo se transforma em massagem.

 

5. Cento e cinquenta mil portugueses trabalham em Angola, nosso principal fornecedor de petróleo. Portugal é o maior parceiro comercial de Luanda. Há 8800 exportadoras portuguesas no mercado angolano, por mais que isso incomode certos aprendizes de feiticeiro. A parceria estratégica, que serve os interesses nacionais, devia ficar à margem da luta partidária. Para não desembocar nisto.

 

6. Taxa sobre produtores de electricidade, anunciada com espavento, vai repercutir-se na bolsa do consumidor. Eduardo Catroga, com notável despudor, já tinha avisado.

 

7. Bastam seis meses para a ambição partidária suplantar o espírito de serviço público? Se não é parece.

 

8. A extrema-esquerda em marcha. Abrindo caminho à extrema-direita: não acreditem que acontece só . Como alertava o PCP quando estava no Governo, em 17 de Junho de 1974, "as formas de luta devem ser cuidadosamente examinadas antes de decididas".

Outono

por Helena Sacadura Cabral, em 28.10.12

Esta imagem traduz o meu Outono, um tempo que é só meu e me apazigua com o mundo que me cerca.

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Quentes e boas

por João Carvalho, em 11.11.11

 

Aproveite o Dia de S. Martinho para conhecer, através do Sapo, o roteiro para as melhores castanhas. Em Lisboa e no País.

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Aconchegos

por Laura Ramos, em 10.11.11


Serve-se assada e estaladiça, escoltada por uma ginginha de Óbidos ou um moscatel bem português. Acompanha com uma boa conversa concentrada nas minúcias do desbulho, que despega em risos soltos e leviandades tolas, ganha corpo quando assenta nos lamentos da estação e acaba a virar o mundo de pernas para o ar.
S. Martinho não nos desiludiu. Mais uma vez: o sol brilha e o verão dá o último suspiro. Logo à noite, aproveitem!

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Balada de Outono

por Laura Ramos, em 29.09.11

 

 

 

Vá lá! Pisquemos o olho a este fim de Verão...

Subsídios para o estudo do uso do fato sem gravata - 4

por Ana Cláudia Vicente, em 25.09.11

[Ricardo Trêpa (ataviado p/Dielmar), actor/modelo/restaurateur]

 

Em chegando o fresco, divisa-se ampla oportunidade para preenchimento (ou deflexão da atenção) do que os mais ortodoxos designam por lacuna gravatal: há espaço para toda a sorte de lenços, cachecóis, coletes, casacos, camisolas, etc. Esta é, seguramente, em termos de estilo, das estações em que os homens têm mais margem de expressão. Mais uma razão para o Outono ser das minhas alturas favoritas do ano.  

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