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Delito de Opinião

Notas soltas (3)

Paulo Sousa, 07.07.25

Palavras que o vento leva

O deputado que se diz escolhido por Deus para salvar Portugal leu os nomes dos alunos de uma turma de uma escola portuguesa durante uma sessão parlamentar. Os nomes era claramente de origem estrangeira. Afirmou ainda que “estes senhores são zero portugueses”.

 

Escrito na pedra

Armando Mucochua Chunguane
Cavante Chandé
Costa Loherieque
Cunene Bapolo
Damuno Vassu Canencar
Fabião Valemuane
Giemba Sabão
Isaac Chivera
Justo Senda
Lumbo Quisangue
Mamudo Asby
Nhamadina Vulai
Paulo Mungobo
Paulo Mutarre
Sambuano
Varmali Lalubhai Dulobobhai
Willissone Dumba

Nomes, que escolhi ao acaso, da incorporação de 1961 de combatentes que morreram ao serviço de Portugal. Todos estes, e muitos mais, estão registados no monumento aos combatentes da Guerra do Ultramar em Belém.

Notas soltas (2)

Paulo Sousa, 05.06.25

Coisas que se dizem

No dia em que se iniciaram os trabalhos da XVII legislatura, o líder do segundo partido com maior representação parlamentar afirmou que esta será a última legislatura da Terceira República.

 

A perda de controlo

Pela primeira vez desde o PREC, a elite dominante percebeu que perdeu completamente o controlo à situação”.

Jorge Fernandes, Observador

 

Liberalismo tóxico

Rafael Ramírez Mesec, representante da UNICEF na Argentina, afirmou que desde o ano passado 1,7 milhões de crianças argentinas saíram da pobreza. Esta melhoria foi acompanhada de uma redução muito significativa da pobreza em geral e de uma redução da inflação mensal dos 25% para 2,8%.

Notas soltas

Paulo Sousa, 26.05.25

Espanha

A partir do britânico The Telegraph, vamos sabendo que o governo espanhol está a encobrir as verdadeiras causas do apagão do dia 28 de Abril. Segundo fontes de Bruxelas, o governo de Pedro Sánchez estaria a fazer uma “experiência” com energias renováveis, para avaliar até que ponto poderia aumentar sua dependência de energia renovável.

Os escândalos sucessivos do governo do PSOE tem tido uma cobertura mediática muito deficiente do lado de cá da fronteira. Será que este assunto terá o mesmo tratamento?

 

Os eleitores do Chega

"O Chega cresceu em 2024 à custa do PS e da abstenção. Em 2025 foi só mesmo a expensas do PS. Por alguma razão, o partido de Ventura venceu onde a esquerda dominava. Esses eleitores não deixaram de ser de socialistas e passaram a ser de extrema-direita. Só querem quem lhes garanta protecção social. São pessoas que consideram que a maior ameaça aos seus direitos sociais é a imigração. Pessoas a quem o PS disse que não, que que estavam enganadas. Essas pessoas fizeram o que era de esperar: votaram em quem lhes dizia que a imigração era maior ameaça aos seus direitos sociais. Foi por isso que deixaram de votar no PS e passaram a votar no Chega. (...)

Dir-me-ão que o Chega não tem quadros. É verdade. Mas isso é agora. Mais tarde terá. Os que estão no Estado com o PS facilmente passarão para o Chega e tornar-se-ão quadros do Chega quando o partido de Ventura der a estocada final no PS. A vida continua e o que as pessoas disseram ontem, por muito inflamadas e indignadas que estejam com o discurso populista de Ventura, negarão amanhã."

André Abrantes Amaral, Observador

 

SNS - Acabem com isto e comecem tudo de novo

Segundo a CNN Portugal, um dermatologista do Hospital de Santa Maria ganhou, num sábado, mais de 51 mil euros e este valor é apenas uma parcela de 400 mil euros auferidos em dez sábados de trabalho adicional no ano passado.

Os portugueses necessitam de serviços médicos. O país tem capacidades na prestação desses mesmos serviços. A partir dos nossos impostos o Orçamento do Estado prevê uma dotação significativa para os custear. Deixem de remendar os remendos. Peguem numa folha em branco e desenhem um sistema de saúde a partir do zero.

Notas soltas

Alexandre Guerra, 18.07.16

1. Grande ambiente em Amarante, cidade banhada pelo Tâmega, com um dos centros históricos mais bonitos do país, que este fim-de-semana recebeu o Festival Mimo, naquela que foi a primeira vez que esta iniciativa decorreu fora do Brasil. Pena mesmo, foi não ter conseguido ver ontem à noite o concerto de Pat Metheny com o lendário Ron Carter. As autoridades locais e os promotores estão de parabéns.

 

2. Já aqui no Delito tinha falado sobre Kendrick Lamar e este fim-de-semana todos se renderam ao seu brilhantismo no Super Bock Super Rock. Mais do que um músico sofisticado, é também já uma figura influente com uma voz activa na cena social e política americana. 

 

3. Marques Mendes disse ontem que o Governo já tinha enviado para Bruxelas a famosa "carta" para evitar as sanções. Hoje, o Público foi atrás e deu também isso como certo. Como é hábito, os outros meios seguiram. Entretanto, a Comissão e o Governo fizeram saber esta manhã que, afinal, a carta ainda não tinha sido enviada. O documento só seguiu para Bruxelas já quase à hora de almoço desta Segunda. É preciso dizer mais?

 

4. Nem sempre aquilo que parece ser mais evidente corresponde ao que aconteceu. É preciso ainda tempo e mais informação para se perceberem os contornos que envolveram o brutal atentado de Nice e a tentativa de golpe de Estado na Turquia. 

 

5. Hoje, começa um grande show político em Clevelend: a Convenção do Partido Republicano para eleger Donald Trump como candidato formal às eleições presidenciais dos Estados Unidos.

 

6. Em Espanha, Pedro Sánchez devia mostrar mais inteligência e menos egoísmo na leitura dos resultados das duas eleições que já se realizaram naquele país no espaço de seis meses e, no mínimo, devia garantir a abstenção do PSOE e permitir a Rajoy formar Governo.