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His master's voice de Agosto

por Pedro Correia, em 19.08.19

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«A greve [dos motoristas de veículos pesados e de materiais perigosos] é completamente injusta. (...) Não faz sentido.»

«O que é que as pessoas que estão a passar férias no Algarve têm a ver com esta greve? Absolutamente nada.»

«A requisição civil é perfeitamente justificada.»

«O Governo está a fazer aquilo que qualquer Governo deveria fazer.»

«Esta é uma situação em que qualquer Governo teria muita dificuldade em lidar de outra maneira que não seja esta.»

«Houve, deliberadamente, da parte dos sindicatos e dos trabalhadores, uma "greve de zelo" aos serviços [mínimos] que estavam a prestar.»

«Os sindicatos vieram dizer que não se devem utilizar as forças armadas. Então qual é a solução para tentar resolver isto?»

«O que está em causa não justifica a greve que está a colocar o País nesta situação.»

 

Nicolau Santos, presidente do Conselho de Administração da Lusa por nomeação governamental e "comentador político", aludindo à greve dos camionistas

SIC Notícias, 13 de Agosto

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Palavras para recordar (18)

por Pedro Correia, em 20.02.17

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NICOLAU SANTOS

Expresso, 20 de Fevereiro de 2010

«Vítor Constâncio foi eleito pelo Ecofin como o nome a apresentar ao Conselho Europeu de Março para ocupar o lugar de vice-governador do Banco Central Europeu. Foi uma escolha unânime, batendo os outros dois candidatos ao lugar. É uma grande vitória para o país e uma grande vitória para Constâncio, pois resulta essencialmente do prestígio nacional e internacional de que o governador do Banco de Portugal desfruta. (...)

Constâncio resistiu a todas as acusações e sai por cima para um cargo de grande responsabilidade e prestígio. Merece-o inteiramente. Foi um grande governador do Banco de Portugal. E a solidez com que o sistema financeiro português ultrapassou a crise é a prova disso mesmo.»

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Grécia antiga (16)

por Pedro Correia, em 03.06.15

«A escolha de Yanis Varoufakis para ministro das Finanças mostra de que o Syriza vai dar luta. Varoufakis quer envolver os países periféricos numa frente para discutir o problema da dívida, mas sabe obviamente que isso não será fácil. Por isso, o que propõe é uma renegociação do memorando de entendimento com a União Europeia, "aceitando, no entanto, algum tumulto nos mercados monetários. Se isso significar, durante as nosas negociações, que as yields da dívida de Portugal, Espanha e Itália sobem, tanto melhor. Porque, Lisboa, Madrid e Roma serão forçadas a participar criativamente nessas negociações, formando uma frente dos periféricos, de modo a criar uma nova arquitectura da zona euro, que acabe com a asfixia das nações com orgulho em nome de regras fúteis inexequíveis e misantrópicas". (...) A Europa, mesmo que desdenhe a ameaça, teme-a profundamente. Porque se a Grécia sair, não há nenhuma razão para acreditar que outros países não possam seguir o mesmo caminho.»

Nicolau Santos, no Expresso (31 de Janeiro de 2015)

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Grécia antiga (1)

por Pedro Correia, em 13.05.15

«O fundamentalismo doutrinário neo-liberal odeia Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis. Odeia-os porque eles vieram estilhaçar o consenso instalado. Odeia-os porque lançaram a dúvida nos espíritos. Odeia-os porque mostraram que não existe só a TINA (There Is No Alternative). Odeia-os porque não usam gravata. Odeia-os porque não se submetem ao diktak que esmaga a Europa. Odeia-os porque colocaram o Parlamento Europeu, a Comissão e os Estados membros em pé de igualdade como seus interlocutores. Odeia-os porque não foram a correr a Berlim prestar vassalagem a Angela Merkel. Odeia-os porque puseram a ridículo os que assim que ascenderam ao poder fizeram isso, como François Hollande ou Passos Coelho. Odeia-os porque disseram cara a cara a Wolfgang Schauble que não concordam com ele. Odeia-os porque não estão a negociar de mão estendida. Odeia-os porque estão a honrar o essencial do programa com que venceram as eleições. Odeia-os porque já perceberam que a Europa vai ter de ceder.»

Nicolau Santos, no Expresso (7 de Fevereiro de 2015)

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A ler

por Sérgio de Almeida Correia, em 13.03.14

Com a devida vénia ao Expresso e a Nicolau Santos, e sem prejuízo da oportunidade do manifesto poder não ter sido a melhor, adiante trasncrevo o artigo de hoje. Os erros devem ser corrigidos, mesmo depois de consolidados, como ainda recentemente se provou com a libertação de um inocente julgado e condenado por homicídio depois de estar encarcerado durante 26 anos. Os fundamentos do Estado de direito, a infraestrutura do sistema constitucional e democrático, não podem ser postos em causa por razões empresariais, de oportunismo, tacticismo ou de conjuntura. Por muito que isso custe.

 

"O Presidente da República disse há tempos que só quem é masoquista fala na reestruturação da dívida. O primeiro-ministro lembrou ontem esse qualificativo para se referir ao manifesto dos 70. Eduardo Catroga acrescentou que entre os subscritores há alguns inocentes úteis. E os jornalistas da área económica zurziram sem dó nem piedade os que ousaram assinar o documento, que já teve duas vítimas: Vítor Martins e Sevinate Pinto, consultores de Belém, que pediram a sua exoneração.

Eu confesso que vejo com alguma dificuldade que Adriano Moreira seja masoquista. Ou Bagão Félix. Ou Alberto Ramalheira. Ou António Saraiva. Ou Diogo Freitas do Amaral. Ou Fausto Quadros. Ou João Vieira Lopes. Ou José Silva Lopes. Ou Luís Braga da Cruz. Ou Manuel Porto. Ou Manuela Ferreira Leite. Ou Miguel Cadilhe, que não assinou mas publicou um artigo concordando no essencial com ele e lembrando que há mais de dois anos defende uma renegociação "honrada" da dívida. Ou Vítor Martins e Sevinate Pinto.

Eu confesso que vejo com alguma dificuldade que no Governo tenham existido pessoas que, por estes critérios, podem ser consideradas masoquistas, como Vítor Gaspar, que conseguiu estender os prazos de pagamento da dívida e descer as taxas de juro aplicadas.

Eu confesso que vejo com alguma dificuldade que o Conselho das Finanças Públicas, presidido por Teodora Cardoso, seja um ninho de masoquistas, já que mesmo com números superiores aos apresentados pelo primeiro-ministro (excedente primário de 2,5% e crescimento nominal de 3,5% contra 1,8% e 3% defendidos por Passos) isso só permitirá reduzir a dívida para 84,7% do PIB em 2035. 

Eu confesso que vejo com alguma dificuldade que a Comissão Europeia seja constituída por um grupo de masoquistas, já que mandatou um grupo de peritos para apresentar propostas para a criação de um fundo europeu para a amortização da dívida antes das próximas eleições para o Parlamento Europeu, que são já a 25 de maio.

Eu confesso que vejo com alguma dificuldade como é que este grupo de masoquistas não se vai alargar exponencialmente, dentro e fora de portas, quando em setembro entrarem em vigor as novas regras de contabilização da dívida pública definidas pelo Eurostat e que vão levar a que a nossa dívida pública aumente em cerca de 10 pontos percentuais, aproximando-se dos 140%.

Falar sobre a reestruturação da dívida é masoquismo. Cortar salários e pensões de forma definitiva, aumentar brutalmente impostos, assistir a enormes cortes nos apoios sociais do Estado - e fazê-lo de formam sistemática e continuada desde há três anos é refresco. Para os outros, claro.

Eu, por mim, estou do lado dos masoquistas. E tenho a certeza de que até ao final do ano vai haver muitos mais, para lá dos 70 que assinaram o documento."- aqui

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É, o Natal deve estar mesmo a chegar

por Rui Rocha, em 24.12.12

O Nicolau até já enfiou o barrete e tudo.

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