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por Luís Naves, em 24.06.15

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João Villalobos regressa à blogosfera, após uma ausência demasiado longa. Dois textos: aqui e ali. Recomendo especialmente o segundo. Também gostava de escrever assim, como aliás gostava de escrever como Ana de Amsterdam (Ana Cássia Rebelo) ou como Rui Bebiano e Francisco Seixas da Costa. Os autores de A Terceira Noite e de Duas ou Três Coisas reproduzem nos respectivos blogues magníficas crónicas publicadas em jornais. Deviam ser mais lidos, os autores e os jornais que publicam textos desta qualidade. A chamada imprensa de referência anda distraída.

Dizem que a blogosfera também está em crise, mas há por aí muita coisa divertida e bem escrita, por exemplo: O Pipoco Mais Salgado ou ainda este Ponteiros Parados, onde encontramos excelentes textos de José Ricardo Costa. Também gosto de ler Novo Mundo, de Isabela Figueiredo, uma das boas prosas contemporâneas.

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por Luís Naves, em 10.04.15

 

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Um belo texto de Henrique Fialho, em Antologia do Esquecimento. Trata-se de um excelente blogue, veterano da blogosfera, que merecia ser citado mais vezes.

Em Malomil, António Araújo lembra Vasco Granja. Vale a pena ler a justa referência e lembrei-me logo da importância que Granja teve nas revistas de banda desenhada Tintim e Spirou e na importância que estas tiveram para mim.

Num registo diferente, a hipocrisia militante de alguns políticos mediáticos começa a ser penosa de ver, como muito bem assinala Filipe Nunes Vicente. Erros sistemáticos são repetidos com ar doutoral. Na questão da Grécia, a realidade tem desmentido todos os dias estes comentadores infalíveis. Eles nunca compreenderam a questão e disseram as maiores barbaridades, enganando a opinião pública, mas continuam a falar como se fossem oráculos. Estão sempre certos, os factos é que erram.

Aqui está um texto factual sobre a Grécia, de Tavares Moreira. O autor de Quarta República explica as consequências trágicas de uma fantasia política e lembra uma das excitações nacionais do ano passado, da qual nos livrámos com dificuldade. O governo do Syriza ia entrar a matar, não era? Tsipras e Varoufakis aterrorizavam a Europa, os alemães capitulavam e Portugal devia imitar estas luminárias. Era tudo uma questão de dignidade, não era?

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por Luís Naves, em 29.03.15

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Uma história muito saborosa, da autoria de Rentes de Carvalho, escrita com gosto e classe.

Sempre achei que a blogosfera era um meio ideal para publicar textos literários, opiniões e crónicas. É um meio ideal de aproximação aos leitores e serve para experimentar coisas novas, enfim, para a oficina do artesão. Alguns escritores usam muito bem o meio, incluindo aqui no delito. Margarida Rebelo Pinto escreve regularmente num blogue com o seu nome. Outros exemplos de autores com grande produção: Bruno Vieira Amaral, Paulo Moreiras, Ana Cássia Rebelo e Eduardo Pitta. A lista não é exaustiva, mas para alguns a blogosfera trouxe notoriedade.

Sobre outros temas, no plano da política, deve ser lido com atenção este texto de Pedro Romano, em Desvio Colossal. E sobre o mesmo tema dos cofres cheios, também este texto de Mr. Brown, em Os Comediantes, sempre muito lúcido.

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por Luís Naves, em 09.03.15

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Rui Ângelo Araújo, autor de Os Canhões de Navarone, tem razão nos dois textos que escreve sobre o tema político da semana. A questão está na hipocrisia e ainda bem que João Gonçalves se lembrou de citar Medeiros Ferreira, pois o que resulta destes pecados é a superficialidade da discussão e a fraqueza dos eleitos. Filipe Nunes Vicente, sempre incisivo, acrescenta uma ideia que convém não esquecer.

Admiro o romance de Karl Ove Knausgard, mas gostei de ler o excelente texto de Gonçalo Mira, em Orgia Literária. Revejo-me neste modelo de crítica com elegância e cultura, onde se procura compreender as intenções do autor e as dificuldades da escrita.

Aproveito para destacar outro excelente magazine cultural, Máquina de Escrever, onde encontro as ilustres assinaturas de alguns amigos. E há ainda as boas crónicas de mestre Pedro Rolo Duarte, a simplicidade e beleza de Cair em Tentação ou a sagaz amenidade de Nuno Costa Santos.

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por Luís Naves, em 30.09.14

Bons exemplos de textos da concorrência sobre os desenvolvimentos políticos:

Em Nada os Dispõe à Acção, Pedro Picoito opina sobre a dinâmica de vitória do PS, as expectativas elevadas em relação a António Costa e a resposta da coligação, com a possível tentação da demagogia. Os anos eleitorais são tramados. Só que, ao contrário de 2009, desta vez temos a troika à perna. O texto é excelente e, por erro, foi atribuído em versão anterior deste post a Filipe Nunes Vicente, autor que considero um dos mais argutos da blogosfera. Peço imensa desculpa pelo lamentável equívoco.

Acho notável este texto de rui a., em Blasfémias. O autor fala de um padrão constante na política portuguesa, a existência do número dois nas lideranças e questiona-se sobre quem será o possível braço direito de António Costa.

Francisco Seixas da Costa sublinha a forte legitimidade do novo líder do PS, que é superior à que teria numa vitória em congresso. Isto representa um capital político inestimável.

Também há textos como este, de Isabel Moreira, publicado em Aspirina B antes da votação nas primárias. A prosa sugere que o PS sai da crise (ou transição) com feridas profundas. As clivagens são entre os que querem uma coligação mais à esquerda, que nos levaria a uma possível ruptura europeia, e os moderados que julgam inevitável um bloco central que prossiga as reformas estruturais.

Finalmente, este é um dos melhores textos que li sobre o tema. O autor é Rui Bebiano. Simplesmente brilhante.

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por Luís Naves, em 23.08.14

Tenho a mesma perplexidade de Rui Bebiano, neste post em A Terceira Noite. O conflito israelo-palestiniano desperta paixões terríveis e análises pouco ponderadas. Concordo com cada linha deste post, que considero ser um dos textos mais brilhantes que li sobre o tema.

A autora de Bomba Inteligente, Carla Quevedo, lembra aqui os dois mil anos da morte do imperador Augusto, incluindo um excerto da memorável série da BBC Eu, Cláudio. Gosto destes momentos de nostalgia: vi esta série por duas vezes, a primeira com grande impacto na minha maneira de compreender o mundo. Já não se fazem coisas destas.

Não sabia desta história. Concordo com Filipe Nunes Vicente. É indigno, não tem explicação.

Este post de Tavares Moreira, em Quarta República, merece ser lido com atenção. As contas externas mostram degradação em relação ao ano passado, mas continuam a ser (pelo menos até agora) um dos principais triunfos do período de ajustamento. No entanto, a ligeira recuperação da economia é demasiado frágil. Muita gente continua a não ver o filme.

Ana Matos Pires, em Jugular, repõe alguns factos sobre os salários dos médicos, isto a propósito de uma notícia que colocava esses salários muito acima da realidade.

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por Luís Naves, em 09.08.14

Neste texto, Luís Rocha escreve o essencial sobre a actual crise financeira. O autor de Blasfémias revela uma capacidade de análise que vai faltando na blogosfera.

Sobre as perspectivas de Marinho e Pinto, o comentário de Mr. Brown e esta análise de Luís Moreira, em cheio no alvo. O populismo e a imprensa fazem um excelente casamento em momentos de crise e ainda veremos o ex-eurodeputado como fiel da balança do sistema político ou com votação que evite o bloco central.

O cenário que se avizinha está bem observado por Francisco Seixas da Costa, num texto que li depois de ler o post de Luís Moreira. O autor de Duas ou Três Coisas não é apenas bom prosador, mas também um atento cronista. Concordo com a sua conclusão sobre a direita portuguesa, que não deve ter ilusões sobre a derrota que a espera. Falta tempo, é certo, mas a distância entre o poder e o povo tem apenas aumentado. Este governo foi incapaz de explicar o que fez e por que razão.

E, finalmente, Desvio Colossal, de Pedro Pereira Romano, que tem sempre informação preciosa. Olhem com atenção para os dois gráficos. Será assim tão boa ideia uma viragem à esquerda?

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por Luís Naves, em 21.06.14

Luís Aguiar-Conraria, em Destreza das Dúvidas, faz este comentário pertinente sobre um exemplo de exagero pedante. A língua como ciência terá interesse, mas o excesso de conceitos que nada dizem aos estudantes mata o gosto das novas gerações pela literatura. Os burocratas não gostam de livros, detestam escritores e odeiam a poesia.

Este brilhante texto de Rui Ângelo Araújo, em Os Canhões de Navarone, refere a ligeireza de tantos comentadores do espaço público no uso da boa escrita. A situação pode piorar, sobretudo se houver insistência na aprendizagem de conceitos dispensáveis à clareza da linguagem que devia ser um dos objectivos do ensino da língua, sendo o outro despertar o interesse dos estudantes pelos clássicos. 

Um excelente texto de JM Ferreira de Almeida, em Quarta República, onde o autor explica a forma como as formações tradicionais da esquerda e da direita têm convergido em políticas pragmáticas. Concluo, da leitura, que o mundo está em mudança, não sendo sensato insistir nas divisões ideológicas entre esquerda ou direita, pois as diferenças entre os dois estão a esbater-se.

Recomendo a leitura cuidadosa desta reflexão de Pedro Romano, em Desvio Colossal. O autor tenta explicar que o cumprimento das regras impostas pelos credores parece mais fácil do que a resistência ao ajustamento, que implicará eventualmente o regresso ao escudo. Ou seja, a dívida pública será sustentável, como aliás indicam as taxas de juro. O respectivo pagamento é do interesse do País.

     

Quando em 2005 comecei a escrever na blogosfera, num obscuro blog literário chamado Prazeres Minúsculos, a Bomba Inteligente já era um clássico. Este blog habituou-nos à boa escrita e ao bom gosto. Há vida inteligente na blogosfera.

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por Luís Naves, em 15.06.14

Este texto de Pedro Rolo Duarte explica muito bem a crise da comunicação social e, em particular do DN, onde trabalhei 21 anos. As vítimas são os suspeitos do costume, em muitos casos trabalhadores com salários baixos e sem responsabilidade nos erros identificados no texto e que comprometeram a credibilidade de uma instituição centenária com imenso valor cultural.

Luís Moreira em Banda Larga toca numa ferida que se repete até à náusea: sistematicamente, o copo desta crise tem sido visto meio vazio. E a recuperação não começava nas exportações e continuava no investimento? É o que está a acontecer, estamos a entrar na segunda fase.

 

Luís Rocha, um dos melhores autores de Blasfémias, analisa as dificuldades que qualquer governo enfrentaria na redução das rendas excessivas das parcerias público-privadas. Este texto faz um resumo brilhante de um problema cuja responsabilidade principal está nos governos que contrataram estas loucuras. Embora as reduções de encargos para o Estado sejam importantes, o FMI já manifestou alguma frustração, mas acima de tudo o debate está inquinado pela demagogia.

Bela crónica de Rui Bebiano, que pode ser lida em A Terceira Noite.

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por Luís Naves, em 08.06.14

Um excelente artigo de Carlos Guimarães Pinto, em Insurgente, sobre a eventual vitória de António Costa em futuras eleições. O diagnóstico do autor parece certeiro. Ao entrar na lógica de escolher um homem providencial, a esquerda está a ignorar questões centrais sobre o futuro. O texto termina num tom optimista.

Um post delicioso de Francisco Seixas da Costa, em Duas ou Três Coisas, sobre a nossa mania das trincheiras ideológicas.  

A eficaz simplicidade de Manuel Jorge Marmelo, no brilhante Teatro Anatómico, colocando um problema central da literatura: a luta do escritor pela originalidade e a ideia contraditória de que esta parece sempre inatingível.

Quase entra em diálogo com este post de Rui Ângelo Araújo. Na literatura, existe certamente mentira, mas se a escrita não vier do mais profundo da alma, de uma sinceridade interior, então qual o interesse? Dito de outra forma, os escritores mentem no acessório, mas dizem a verdade no essencial. Enfim, refiro-me a uma verdade sem absoluto, a de cada personagem.

Rui Ângelo Araújo é, aliás, o autor de um blogue excelente, Os Canhões de Navarone, que deve ser lido com atenção. Fica aqui o link para uma oportuna reflexão sobre arte contemporânea e o triunfo da cultura do espectáculo. 

E ainda tempo para a leitura de um blog que muito aprecio, A Gata Christie (uma saudação especial à autora). Também fui ao Mercado da Ribeira, tive a mesma sensação de estar num local agradável e onde se come bem, mas achei os preços algo elevados.


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