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Um violento tiro ao lado

por João Campos, em 02.08.11

Os atentados na Noruega demonstram, uma vez mais, que o lado mais negro da nossa natureza consegue ser realmente terrível. Já algumas reacções à tragédia demonstram que se a maldade não conhece limites, a idiotice também anda lá perto. Uma cadeia norueguesa de lojas baniu 51 videojogos considerados "violentos". Tudo isto porque, ao que parece, o terrorista é fã do jogo Modern Warfare e jogava World of Warcraft para passar o tempo e para contactar com amigos sem levantar suspeitas. Vá lá: os videojogos já estão mais do que habituados a servir de bode expiatório. Agora imaginem que o terrorista tinha delineado todo o seu plano com um tabuleiro de "Risco" ou, para ter ainda mais estilo, de Xadrez. O que se fazia? Bania-se o jogo, prendia-se o Kasparov por incitar (ou ter incitado) o terrorismo e desmantelavam-se as racks do Deep Blue que estão em museus?

 

Em jeito de aviso aos colegas e leitores do Delito, tenho a dizer que joguei Doom, Duke Nukem e Quake na infância/adolescência (jogos muito violentos) e World of Warcraft durante cinco anos (um dos jogos preferidos do tipo, atenção), entre outros títulos que normalmente envolvem píxeis a morrer. Já agora, e porque dos videojogos à literatura e ao cinema é um saltinho, entre os meus livros preferidos o The Catcher in the Rye, de Salinger (todo o psicopata que se preze tem um Holden Caulfield dentro de si, é matemático) e o A Clockwork Orange, de Burgess (se este não incita à violência juvenil). Robert A. Heinlein é um dos meus autores de eleição (como se sabe, Heinlein era praticamente - e injustamente, mas isso pouco importa - considerado fascista). Mas sou um bom tipo, e não quero assustar ninguém.

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Quando se fala do que não se sabe...

por João Campos, em 02.08.11

... costuma dar buraco. Pacheco Pereira, na Sábado desta semana, escreve o seguinte na sua crónica: Atacados pela pirataria, os jogos escritos especificamente para PC estão também a desaparecer, a favor dos jogos para consolas dedicadas, mais fáceis de defender dos assaltantes do copyright. Redondo disparate de alguém que, ao que parece, nunca deve ter jogado um jogo de computador mais complexo do que o "Minesweeper" (nada contra). É verdade que o mercado de jogos para consolas está mais dinâmico do que nunca, que a evolução dos smartphones permite sucessos improváveis há meia dúzia de anos (Angry Birds), e que a massificação da Internet de banda larga abriu definitivamente as portas ao jogo online nas consolas. No entanto, Pacheco Pereira não faz a mais pequena ideia - nem pode fazer, pois está visto que não passa muito tempo a jogar computador (uma vez mais, nada contra) - que aquele que será porventura um dos videojogos mais bem sucedidos da última década, World of Warcraft, que conta com mais de onze milhões de jogadores que mensalmente pagam entre dez e doze dólares para o jogar, é exclusivo... para PC. Aliás, a produtora do WoW é conhecida por fazer sucessos constantes para PC. Pacheco Pereira também parece não saber que a maior parte das principais produtoras de videojogos já dispõe das suas próprias lojas online, onde os jogos podem ser comprados e, muitas vezes, onde têm de ser registados para terem todas as suas opções disponíveis. Sim, são mais fáceis de piratear, mas nem sempre isso compensa. Pacheco Pereira também conhece a Steam, uma enorme loja online de videojogos que vende grandes títulos  jogos indie de forma igual, e por vezes ao preço da uva mijona. As consolas estão em alta? Sem dúvida, e vão continuar a estar. Mas é francamente duvidoso - para não dizer improvável - que os jogos para PC estejam ou venham a estar em risco num futuro próximo.

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