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Onde param os queques?

por João Villalobos, em 20.01.18

 

Como parece que tirando o Pedro Correia ninguém aqui trabalha ao sábado - e não acredito que seja por razões religiosas - venho aqui dar prova de vida e falar de um assunto que interessa a poucos; Caminha para extinção o termo "queque", fagocitado que foi pelo "beto". Ora sucede que, como Miguel Esteves Cardoso há algum tempo demonstrou q.e.d., há entre o queque e o beto uma diferença, se não abissal, pelo menos fundamental do ponto de vista não apenas comportamental mas quiçá mesmo epistemológico. Parece-me muito mal que a distinção se esbata, que digo eu, se desvaneça por completo. Vamos lá a recuperá-la. Quem for queque escreve nos comentários uma frase que o demonstre e quem for beto basta escrever "você não seja parvo" e para mim servirá perfeitamente. Quanto aos fidalgos, também referenciados no texto do MEC, peçam ao criado que escreva qualquer coisa se quiserem mas não sois vós que me preocupais. Porfiai. 

 

P.S. Com uma piscadela à esquerda mas apenas para garantir mais visitas, cliques, comentários e o que for, fica também aqui a referência a um post relacionado escrito pelo Renato Teixeira no Cinco Dias em 2009, para leitura pelos menos avisados.

Leituras ao domingo

por Diogo Noivo, em 28.02.16

MEC.jpg

 

“A primeira premissa da Ontologia Portuguesa é a seguinte: Há uma diferença fundamental entre o HAVER, de aplicação universal, e o HAVER-HAVER, exclusivamente português. […] Este verbo HAVER-HAVER, que se conjuga quase sempre na terceira pessoa do singular do presente do indicativo («Ele haver, há…») tem um estatuto ontológico rigoroso. «Haver, há…» significa, em português, «Há, mas não existe». Há vários exemplos que se podem dar. Pergunta-se se há Cinema Português e responde-se honestamente que não. Para ser mais preciso, acrescenta-se «Quer dizer: haver há…só que, enquanto tal, não existe». […] Existir enquanto tal não é, de facto, o existir português.”

 

Miguel Esteves Cardoso (2002), A Causa das Coisas, Lisboa: Assírio & Alvim, p. 121. [ed. orig. 1986]


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