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exame nacional de Português, 9º ano

por Patrícia Reis, em 17.06.14

O miúdo chegou a casa descontraído.

O teste? Ridículo. Adjectivo dele.

Entrevista ao Mário de Carvalho por Carlos Vaz Marques e um excerto de Memórias de Cubas Brás de Machado de Assis.

Entregou-me o teste e sorriu.

 

Nada de especial.

 

Perguntei pelo próximo, o de matemática. Ao contrário dos Lusíadas ou do Auto da Barca do Inferno, a matemática é mesmo uma equação estranha para a minha criatura adolescente.

 

Já não levanto a nota, mãe, esquece.

 

Já esqueci. Depois, sem grande alarido, o miúdo diz ainda

 

O terceiro ciclo já está. Venha o secundário.

 

 

 

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crescer

por Patrícia Reis, em 17.06.12
Agora vou crescer

O miúdo disse que ia crescer, entregou os peluches e decidiu reformular o quarto.

Decidiu ainda a profissão a seguir e os livros que não têm qualquer importância.

Decisões.

Decisões importantes.

A mãe pouco podia fazer ou dizer e, por isso, deixou-o debitar as tais decisões e ouviu com cuidado e respeito. No fim, disse-lhe que crescer era bom, que há livros que são para a vida e que ninguém tem uma bola de cristal, logo é impossível saber que profissão se vai ter daqui a dez anos.

O miúdo concordou mais ou menos.

A mãe levou os peluches para o quarto dela.

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Tens é de dormir melhor

por Patrícia Reis, em 26.03.12

As férias da Páscoa. Ainda não vi uma amêndoa e tão pouco um coelho de chocolate. Num passeio longo, o mais novo diz-me que não estamos de férias porque o meu telefone toca de cinco em cinco minutos, porque amanhã tenho uma reunião, e depois outra e na quarta e quinta a mesma coisa. Diz-me: Eu compreendo, sabes, é a crise.

Pois. Mais à frente, quando o silêncio podia durar o resto da caminhada, apesar do telemóvel, o miúdo volta à carga: Tu sabes que trabalhar tanto é capaz de te fazer mal?

Pois. Passo a mão pelo cabelo da criatura esperta.

E ele: Essa coisa de teres uma empresa não foi uma boa ideia.

Respondo: É uma ideia velha, tem 15 anos, agora não se desfaz assim com facilidade.

E ele: Mas era bom. Podíamos ter um café.

E começa a enumerar as vantagens de ter um café. Os bolos, as pastilhas, os refrigerantes, as conversas de café, uma mesa para jogos, um lareira, muitos livros e um espaço para jogos. Pois. Sorrio e concordo. Seria bom. Um café ideal.

E ele: mas tu nunca vais deixar o atelier, não é?

Não, respondo.

Sem me olhar, o miúdo já menos miúdo, encolhe os ombros e remata: Deixa, não se pode ter tudo, tens é de dormir melhor.

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