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Será hoje?

por Leonor Barros, em 11.10.12

Há dias em que me apetece partir para a ignorância e dizer que somos um país de parolos que precisa de carros e mordomias para mascarar o que não têm nem são. E um país de energúmenos incapazes de respeitar o seu semelhante em qualquer situação. Enquanto o povo conta os cêntimos há quem vá trocando de carro com o dinheiro do povo. Enquanto não chegar o dia, tomem lá, governantes, aspirantes a governantes, derivados e sucedâneos. 

 

Alguém me arranja um sinónimo de mentiroso?

por Leonor Barros, em 09.09.12

O calibre de quem desgraçadamente (des)governa este país. 

O salário mínimo vai baixar em Portugal pela primeira vez desde que foi criado. 

Num (des)governo perto de si

por Leonor Barros, em 08.09.12

 

Esta foi boa, não foi, ó Gaspar?

Todos os políticos têm sorte

por Leonor Barros, em 28.08.12

Os nossos políticos têm muita sorte. Somos tão mansos que aturamos tudo. Enquanto o povo é esmifrado até ao tutano por impostos, taxas, cortes, há quem ainda veja o seu rendimento aumentado. Poupem-nos a balelas inúteis sobre a culpa e o termos de pagar agora e façam-nos um favor: sigam o conselho que nos deram e emigrem. Este país está irrespirável e não é por causa dos portugueses.

Enfermeiros contratados por quatro euros à hora. Passos Coelho bem avisou, o melhor é zarpar daqui para fora. Este país não merece ninguém. Pelo menos com políticos destes.

Cogitação de fim de dia

por Leonor Barros, em 29.06.12

Mas alguém ainda em acredita em políticos destes ou destes?

Mais do mesmo

por Leonor Barros, em 01.06.12

Os políticos obtiveram um aumento remuneratório médio mensal dez vezes superior à média dos funcionários da Administração Central: entre salário e suplementos, o rendimento médio mensal dos membros do Governo e dos deputados cresceu de 5370 euros, em Outubro de 2011, para 5661 euros, em Janeiro deste ano, uma subida de 5,4%. Já o ganho médio de todos os trabalhadores da Administração Central registou, no mesmo período, um aumento de 0,5%, com o vencimento recebido no final do mês a subir de 1745 euros para 1754 euros. 

Não valia a pena terem diabolizado o Sócrates, pedirem sacríficios ao povo, roubarem-nos em impostos, taxas, subsídios, sobretaxas, portagens e tudo o que respire e viva e virem com aquele ar de honestidade de plástico doutrinarem-nos sobre a crise e a Troika, blá, blá, blá. Que se calem. E se possível se vão embora. Não vejo o dia.

Estímulos à portuguesa

por Leonor Barros, em 29.05.12

A adaptação da excepção

por Leonor Barros, em 14.05.12

Gasta que está a palavra 'excepções', o governo resolveu adoptar à maneira de Orwell uma outra expressão: 'adaptações'. As 'adaptações' são 'excepções' mas dá menos nas vistas dizer 'adaptações' e até é mais bonito. Pode ser que o povo engula. Fiquem pois a saber que "no corte salarial aos trabalhadores, uma medida que reduziu os salários entre 3,5% e 10% em 2011 – mas que foi mantida este ano –, também há «adaptações», segundo a expressão utilizada por membros do Governo. Em três empresas, está a ser seguida esta opção. Quem trabalha na CGD, na TAP e_na SATA vai receber o seu ordenado por inteiro este ano, sem os cortes médios de 5% para todos os trabalhadores do Estado que recebem mais de 1.500 euros mensais. Só na TAP e no banco público – os dados da SATA estão indisponíveis – esta alteração agrava a factura anual com os trabalhadores em cerca de 66 milhões de euros. Esta subida terá de ser compensada com cortes equivalentes noutras áreas." Por mim fazia-se já uma 'adaptação' neste governo de 'excepção'. Quem engana o eleitorado não merece respeito a não ser que seja em Singapura.

Uma pessoa não pode passar um fim-de-semana soberbo com o lançamento de um livro excelentemente traduzido pela Helena Araújo à tarde e festa rija à noite com música passada pelo próprio escritor sem que a segunda-feira nos acorde com mais uma das belíssimas e decentíssimas manobras deste governo. Depois das enésimas excepções, os tais que nos exigem sacríficios com ar de beata de plástico brindam-nos com mais uma excepção aos cortes. A belíssima contemplada desta feita é a SATA. Quanto a decência e respeito pelos portugueses já tive oportunidade de me manifestar antes. Resta saber quem são os papalvos que continuam a ser roubados com a desculpa de que não há dinheiro e tal e resta saber qual é a próxima excepção. Aceitam-se apostas. Podem começar pelo próprio governo. Depois de tudo o que tenho visto nada me surpreenderá mas continuará a indignar-me. Merecíamos mais. Merecíamos melhor.

Também aqui.

Page Not Found

por Leonor Barros, em 10.04.12
Sete e vinte da manhã. O despertador toca, o despertador do telemóvel. Nos tempos modernos os despertadores despertadores tornaram-se bichos obsoletos e é mais fashion ter o Blackberry a acordar-me.  Há que manter o estilo. Clico no dismiss, 'a língua inglesa fica sempre bem' e levanto-me. Pés no chão, um de cada vez, ter os pés assentes na terra tem-me custado muitas palpitações nos dias que correm, ponho os óculos, sim, esta que vos escreve é míope mas que isto não vos sirva de desculpa para defender 'certas e determinadas' pessoas, outra expressão de que gosto, arrebanho umas calças do roupeiro, um blazer azul escuro, um colar tipo Carmen Miranda, não quero parecer fúnebre aos meus alunos, uma série de outras peças de roupa a cujos detalhes vos poupo e rumo à casa de banho. Lavo o manto da noite num revigorante duche matinal e desço as escadas acompanhada da Julieta, uma das madrugadoras, as outras gatas reservam-se o direito de longos e preguiçosos sonos devido à idade vetusta e respeitável. Depois de um pequeno almoço frugal acompanhado das notícias matutinas, hábito que vou ter de perder se me quiser poupar uns anos, pego no carro que me guincha com falta de gasolina e grita-me em letras vermelhas NÍVEL DE COMBUSTÍVEL BAIXO. Temos pena. Chego à escola. Está lá ainda. A bela da escola azul-cueca. Entro aos bons-dias, subo à sala de professores, tiro a chave da sala C7, lê-se no garrafal porta-chaves, dirijo-me à sala e dou graças aos deuses por ainda lá ter o meu emprego. Com as manobras na penumbra deste governo chegará o dia em que Leonor Barros será uma entrada vã no sistema aliviado por se ter visto livre de mais um fardo e eu, como tantos outros, serei uma página em branco, quem sabe décadas de trabalho arrumadas numa página em branco, amarfanhadas como lixo num qualquer cesto dos papéis tecnocrata, um url perdido na voracidade destes tempos para os quais me faltam adjectivos. PAGE NOT FOUND. 

Mágoas

por Leonor Barros, em 09.04.12

Dou por mim nos últimos tempos a usar os termos de indignação que usei nos tempos do governo de Sócrates e que muitos dos que agora dão vivas a Passos Coelho usaram. E não porque é meu hábito ou prazer 'malhar' nos governos, mas porque como tem sido amplamente noticiado este governo falta à verdade tal como Sócrates faltou, usa estratégias rasteiras para atraiçoar os cidadãos que os elegeram e todos os dias se lembra de nos surpreeender com propostas que a terem sido no tempo socrático teriam chovido meteoritos de críticas. O Sócrates pelo menos era mais giro que Passos Coelho, porque em termos de carácter estamos na mesma: faltar à verdade parece estar inscrito no ADN dos políticos portugueses. E isto magoa, achincalha, humilha. O meu país dói-me.

Num dia afirma-se de forma peremptória ao vivo e a cores que o corte nos subsídios vigoraria em 2012 e 2013, à tarde era afinal até 2014 e hoje diz-se que afinal não houve contradição nenhuma. Nós merecíamos mais respeito, senhores governantes. Deve ter sido por isso que, cansados das trapaças anteriores, os elegeram. Merecíamos mais.

As administrações das empresas Parque Expo, TAP, ANA, CTT e EMA (Empresa de Meios Aéreos) ficam de fora do limite salarial equivalente ao do primeiro-ministro, por estarem "em processo de privatização, de extinção ou liquidação". Venham-me depois com a conversa moralista de que não há dinheiro e de que todos temos de fazer sacríficios. Depois, que agora fui ali dar largas à profunda náusea que tenho por tudo isto. 

Excepcionalmente excepcional

por Leonor Barros, em 09.02.12

O que vale é que neste país há sempre uma excepção de uma excepção a uma excepção num regime excepcional de excepcionalíssima excepção. A excepção serve para ir ao bolso de alguns portugueses, já quase todos o sentimos, e para encher o bolso de outros. Poupem-me a discursos moralistas sobre austeridade e regimes de excepção. 

Me abona que eu gosto

por Leonor Barros, em 20.01.12

Atentem no ponto 3 do Despacho (extrato) n.º 774/2012 e digam-me o que é isto: "Nos meses de junho e novembro, para além da mensalidade referida no número anterior, será paga outra mensalidade de € 1.575,00 (mil quinhentos e setenta e cinco euros), a título de abono suplementar." A mim venderam-me que não podiam pagar subsídios porque não havia dinheiro. Esqueceram-se de acrescentar 'para alguns'. Não há dinheiro para alguns. Resta saber quem mais vai ser bafejado com os pomposissímos e não menos convenientes 'abonos suplementares' que curiosamente serão pagos nos meses de Junho e Novembro. Qualquer semelhança com os subsídios de férias e de Natal é mera coincidência.

 

Adenda – Situação entretanto regularizada como se pode ver aqui.

Limites

por Leonor Barros, em 23.11.11

Em Março último, Cavaco Silva afirmava que havia limites para os sacríficios exigidos aos portugueses. Além dos limites aos sacríficios devia haver limites à paciência dos portugueses e ainda limites à distinta lata do primeiro ministro. E depois querem convencer-nos de que não há alternativa à austeridade. Esqueceram-se de um adjectivo possessivo de extrema importância. Não há alternativa à nossa austeridade, já que a vossa, senhores governantes, vai continuando a ser uma miragem. Tenham vergonha.

O bailinho da Madeira

por Leonor Barros, em 08.11.11

Podia ser piada de Carnaval, mentira do 1 de Abril, ou apenas uma laracha jocosa, mas para nossa grande infelicidade e até vergonha é verdade. Alberto João Jardim decretou tolerância de ponto para os funcionários assistirem à sua tomada de posse. E depois querem que nos levem a sério. Logo agora que a Troika anda por aí. Não podiam ao menos esperar mais umas semanas?

O país em part-time

por Leonor Barros, em 01.11.11

Não é de hoje nem de ontem. São anos e anos de sucessivos desmiolanços na Educação deste país. Depois do Ministério da Educação do Governo anterior se ter lembrado de tornar a escola obrigatória até ao 12 º ano, eis que surge uma ideia verdadeiramente brilhante: a escola em part-time. Uma maneira airosa de abandalhar ainda mais o sistema. Prevejo planos dos planos dos planos de recuperação e planos individuais de trabalho para quem estuda a part-time com 16 anos. Há que ter medo das cabeças brilhantes que nos (des)governam. Muito medo.


O nosso livro






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