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Eles não perdem tempo

por Sérgio de Almeida Correia, em 10.11.15

Depois dos discursos de ontem, que prenunciavam o que acabou por acontecer esta tarde, logo de manhã os mercados reagiram. Só não foi no sentido antecipado pelos defuntos, vá-se lá saber porquê.

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É sempre motivo de satisfação ver portugueses ascenderem a posições de topo em instituições e empresas internacionais. Olhando para as suas actividades e a excelência dos conselhos que tem dado, nomeadamente em Portugal, assessorando o actual Governo e fazendo recomendações em matéria de salários, direitos laborais e privatizações, não é difícil perceber para que quer uma instituição como a Goldman Sachs, fundamentalmente um banco de investimento que já está em toda a parte, uma multidão no seu conselho consultivo. Mas vendo o currículo profissional e, em especial, político de José Luís Arnaut, é fácil perceber por que razões o querem lá. Da política ao desporto, passando pela banca, seguros, electricidade, propriedade intelectual, cidades, ordenamento do território, palops, e o que mais se lembrarem, não há nada que o homem não domine ou para que não esteja vocacionado. Português, simpático, com lugar cativo no comentário político das televisões, e amigos em todo o lado, são poucos. Com a sua polivalência, tirando um ou outro ministro do actual executivo e alguma gente ligada a uns bancos que todos andamos a pagar, ainda são menos. Um verdadeiro ponta-de-lança. Razões mais do que suficientes para lhe darmos os parabéns e acreditarmos, piamente, que será mais um na Goldman Sachs a trabalhar para a fraternidade e a filantropia universais. 

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The day after

por Pedro Correia, em 03.07.13

Bolsa portuguesa perde 2,4 mil milhões de euros num só dia

 

Crise política em Portugal agita mercados mundiais

 

El Ibex registra fuertes descensos lastrado por los bancos y la crisis portuguesa

 

Portuguese political crisis hits financial markets

 

Portugal borrowing costs rise amid looming crisis

 

Le Portugal fait flancher les bourses européennes

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É, ou não, mérito do Governo o regresso aos mercados? (2)

por José Maria Gui Pimentel, em 02.02.13

Em resposta ao gráfico bem trazido pelo jaa, e aos restantes comentários feitos aqui, vê-se no gráfico acima que os spreads dos periféricos estão, de facto, em queda desde o início de 2012. Uma queda que se tornou mais pronunciada, e sobretudo mais significativa, a partir do final de novembro. O que nos traz àquilo que eu estava a querer dizer: as palavras e as acções de Draghi tiveram, sem dúvida, um efeito importante, mas foi o facto de os líderes do euro, particularmente Angela Merkel, terem juntado o seu destino ao da Grécia e dos restantes periféricos que capacitou os investidores de que se havia alcançado um ponto de não retorno.

Dito isto, e fazendo uma cronologia breve, ainda no início do ano o BCE concedeu pela 2ª vez elevados montantes em fundos de longo-prazo aos bancos, enquanto a Alemanha e restantes países ditos core se começaram a comprometer com medidas no sentido de maior integração orçamental. No início de março, os mesmos países core comprometeram-se mais com o destino da Grécia ao concederem um novo empréstimo. Ainda na Grécia, o governo reestruturou a dívida detida por privados. Em meados do ano, a coisa começou irreversivelmente a inverter-se. No Conselho Europeu de final de junho, os países anunciaram medidas para aprofundar a integração. No final de julho, Draghi proferiu as famosas declarações, afirmando que “o euro é irreversível”, levando a que no início de setembro anunciasse que o BCE estava disponível para intervir no mercado secundário de dívida pública, no sentido de auxiliar os países sob pressão. Finalmente, no início de dezembro, na reunião do ECOFIN chegou-se a um acordo para a formação do mecanismo único de supervisão (MUS), que tinha sido acordado em traços gerais na cimeira de final de junho.

Paralelamente, é verdade que se verificou um alargamento das políticas monetárias expansionistas dos principais bancos centrais, o que ajudou a redireccionar fundos para os activos de maior risco (e, por isso, maior retorno).

Note-se, ainda, o caminho divergente da dívida espanhola, cujo spread é o único que se mantém acima dos níveis do início de 2012, uma vez que aos problemas orçamentais e do sistema financeiro se alia a dimensão problemática do país (que dificultará um resgate externo).

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É, ou não, mérito do Governo o regresso aos mercados?

por José Maria Gui Pimentel, em 31.01.13

Embora concorde genericamente com a estratégia seguida, a verdade é que a resposta objectiva é: não. Desde o início de Setembro, o spread da dívida portuguesa face à alemã tem diminuido bastante, mas tem-no feito grosso modo paralelamente ao das dívidas dos restantes "periféricos" (na verdade a queda do spread da dívida grega foi bem mais pronunciada, tendo começado a descolar depois das decisões de novembro do Eurogrupo).

 

Daqui se percebe que a súbita queda do spread -- que se encontra já em quase metade dos valores de início de Setembro -- não resultou de nenhum factor específico de Portugal. Isto não invalida, ainda assim, que o Governo possa com alguma propriedade argumentar que as suas políticas -- nomeadamente a relativa acalmia conseguida, apesar de tudo, nos últimos meses e a aprovação do Orçamento -- permitiram que os factores externos que beneficiaram a dívida portuguesa pudessem actuar.

 

A propósito, ao contrário do que tem sido dito, esta pronunciada diminuição da pressão dos mercados não se deveu exclusivamente aos comentários de Mario Draghi -- afirmando estar disposto a fazer tudo quanto necessário para salvar o euro -- e às subsequentes medidas do BCE. Resultou também da determinação demonstrada, finalmente, pelos líderes políticos europeus (particularmente Angela Merkel) em manter o euro unido, e, mais do que isso, ao facto de os chamados países core terem tomado medidas que os levaram a um ponto praticamente de não retorno. Em suma, Portugal encontra-se subitamente no caminho de regresso aos mercados essencialmente devido ao facto de os decisores europeus terem empenhado capital, político e monetário na sobrevivência da moeda-única.   

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Well done, CMVM

por Teresa Ribeiro, em 30.05.12

A CMVM fez queixa ao MP de indícios de manipulação sobre dívida portuguesa. Quem desdenha da necessidade de regular melhor estes rapazes ou está de má fé ou sofre de miopia ideológica.

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