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A quem puder ajudar

por Rui Rocha, em 01.02.16

Alguém poderá avisar o PSD de que pôr o Marco António Costa a questionar a credibilidade do esboço orçamental é, mal comparado, o mesmo que pôr o "doutor" Artur Baptista da Silva a afiançar a argúcia do Nicolau Santos? Ou, se quiserem, dito de outra forma: alguém poderá avisar o PSD de que pôr o Marco António Costa a questionar a credibilidade do esboço orçamental é, mal comparado, o mesmo que pôr o João Galamba a afiançar-lhe essa mesma credibilidade? Grato.

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Junk food

por Rui Rocha, em 25.06.15

Marco António Costa está a braços com acusações de diversa natureza. Algumas delas, encontram-se sob investigação do Ministério Público e, relativamente a estas é necessário dar tempo ao tempo da Justiça antes de formular um julgamento político. Mas, relativamente a factos de outra natureza, há já indícios mais do que suficientes para avaliar politicamente a sua conduta. A gestão da Câmara de Gaia, na qual esteve directamente envolvido, assumindo responsabilidades de co-autoria moral e material de quantos desvarios ali se praticaram, com evidência do mais despudorado desprezo pelo interesse público e pela sustentabilidade das contas municipais, deveria ser objecto de estudo para exemplo de práticas que deveríamos ver erradicadas definitivamente da gestão da coisa pública. Mas a leitura política da condução dos assuntos de Gaia perpetrada por Marco António Costa e companhia não pode limitar-se à sua pessoa isolada. Marco António Costa tem funções relevantíssimas no PSD e é um compagnon de route de Passos Coelho. Desse PSD e desse Passos Coelho que são responsáveis por quatro anos de medidas gravosas para a generalidade dos portugueses que foram vendidas como contrapartida da governação irresponsável de José Sócrates. Pois bem. Se é verdade que as opções políticas do governo de Passos Coelho eram numa apreciação global inevitáveis, discutindo-se apenas a sua calibração e critério de aplicação, há todavia uma matéria em que o país não estava condicionado pelas imposições da Troika. Na verdade, no que respeita à seriedade, nada nos obrigava nem obriga a ser menos exigentes. Pelo contrário. Em momentos em que são impostos sacrifícios generalizados à população, é obrigatório que os que exercem o poder assumam um comportamento exemplar e uma prática e um discurso absolutamente coerentes. Ora, não é sério um partido apresentar o rigor nas contas públicas como bandeira, carregando entretanto sobre a sociedade com um brutal aumento da carga fiscal, enquanto mantém como número 2 alguém responsável por uma gestão desbragada. Pedro Passos Coelho apresentou-se aos eleitores com o desígnio de cortar gorduras. É portanto politicamente inaceitável que mantenha o famoso Big MAC a seu lado. No que me diz respeito, pelo menos, há já muito tempo que enjoei de junk food.

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