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Vale a pena ler

por Pedro Correia, em 04.05.18

 

Este artigo de Vital Moreira no seu blogue, Causa Nossa.

 

As esponjas

por Pedro Correia, em 04.05.18

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«O caso Manuel Pinho é um epifenómeno da permissividade entre o Estado do bloco central e os negócios privados. Só há Manuel Pinho porque há promiscuidade entre o público e o privado. Mais nada.»

Fernando Rosas, militante do Bloco de Esquerda, ontem, na TVI 24

 

«Manuel Pinho não é o primeiro ministro que tem problemas deste género. Porque se nós recuarmos desde o 25 de Abril, há uma série de casos do mesmo tipo em ministros e secretários de Estado. O problema não é Manuel Pinho ser um caso excepcional, pelo contrário.»

José Pacheco Pereira, militante do PSD, ontem, na SIC Notícias

Frases de 2018 (22)

por Pedro Correia, em 02.05.18

«Ficamos entristecidos e até enraivecidos com isto: que pessoas que se aproveitam dos partidos políticos, e designadamente do PS, tenham comportamentos desta dimensão e desta natureza. Evidentemente que ficamos revoltados com tudo isto.»

 

Carlos César, presidente do PS e líder parlamentar socialista, referindo-se hoje a José Sócrates e Manuel Pinho, em entrevista à TSF

Quase a bater no fundo

por Pedro Correia, em 30.04.18

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Ao saber-se - ou presumir-se, com base em forte indícios, aliás alimentados com o chocante silêncio do visado - que o antigo Dono Disto Tudo indicou, como figurante no Conselho de Ministros, alguém do seu redil que foi alimentando com choruda prebenda mensal, estamos a um passo de ver a III República bater no fundo. Não é preciso muito mais para fazer cair um regime, já desacreditado por ver um antigo primeiro-ministro, vários gestores de topo e o banqueiro mais influente da nação conduzidos em fila indiana ao banco dos réus.

Felizmente a justiça funciona em Portugal: ela é, neste momento, o principal dique contra o aparecimento de movimentos extremistas e populistas semelhantes aos que proliferam por essa Europa fora e acabarão por desembocar neste cantinho ocidental do continente.

Mais um motivo para que o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa reconduza Joana Marques Vidal como Procuradora-Geral da República. Seria arrepiante imaginá-la neste momento a dar lugar a alguém com um perfil idêntico ao de quem a antecedeu neste cargo, que só é prestigiante para quem realmente o sabe prestigiar.

Mais um dia em silêncio

por Pedro Correia, em 27.04.18

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«Agora quero é passar umas belíssimas férias. Creio que mereço.»

Manuel Pinho à SIC, 2 de Julho de 2009

 

Passou mais um dia e o ex-ministro Manuel Pinho continua sem proferir uma só palavra relativamente às gravíssimas acusações de que é alvo e que - a comprovarem-se - transformam a proclamada "ética republicana" num verbo de encher, bom para iludir totós e embalar meninos.

Recordo que, entre outras imputações, o antigo responsável pela pasta da Economia no executivo capitaneado por José Sócrates é suspeito de ter adquirido um apartamento em Manhattan em nome de uma sociedade convenientemente registada num paraíso fiscal e de ter recebido 15 mil euros mensais do defunto Grupo Espírito Santo enquanto mantinha assento no Conselho de Ministros.

Um silêncio ensurdecedor.

Que não fala: grita.

Luta de classes na Comporta

por Pedro Correia, em 27.10.14

Manuel Pinho avança com processo judicial para exigir reforma antecipada que Ricardo Salgado lhe prometera. Em causa estão dois milhões de euros. Ex-ministro da Economia recebia um salário mensal bruto de 39 mil euros (14 meses por ano) como administrador de uma holding sem actividade, a BES África.

Vendedor de ilusões

por Pedro Correia, em 03.12.09

Tem toda a razão, o Ferreira Fernandes: só um parolo não percebia que aquilo no Dubai ainda acabava por dar buraco. E apenas um vendedor de ilusões podia vislumbrar ali um paraíso de negócios. Em suma, alguém como o ex-ministro Manuel Pinho.

"Homenagem póstuma a Manuel Pinho" (2)

por André Couto, em 09.07.09

"O Presidente russo Medvedev recebe o Presidente americano Obama, em Moscovo. Um encontro entre líderes russo e americano evoca inevitavelmente outros tempos. Em 2009 até se comemora uma data redonda: em Moscovo, 1959 (há meio século), o vice-presidente americano Richard Nixon (nas vésperas da sua candidatura falhada contra Kennedy) foi à capital russa, levando na bagagem uma mostra de produtos americanos. Havia uma Feira Mundial e Nixon passeou o líder russo Nikita Khruschev pela cozinha do pavilhão americano: a máquina de lavar Westinghouse, o frigorífico Frigidaire, o detergente Tide... Durante o passeio, Nixon ofereceu a Khruschev água suja do imperialismo, um copo de Pepsi-Cola. Ao ver fotos desse velho encontro, reparo que o poderosíssimo nº 2 do Estado americano não se importou de fazer de caixeiro viajante dos produtos do seu país. Por cá, o ex-ministro de Economia Manuel Pinho foi várias vezes ridicularizado por ter do seu cargo uma noção idêntica. Nixon e Pinho estavam certos. Mas, diga-se, o português tinha mais dificuldade em estar certo. Nixon fazia o que os governantes americanos fizeram sempre."

Ferreira Fernandes no Diário de Notícias de ontem.

"Homenagem póstuma a Manuel Pinho" (1)

por André Couto, em 09.07.09

O julgamento de José Sócrates e Manuel Pinho que amiúde é feito revela a pequenez de pensamento de alguns dos nossos políticos e paineleiros. Foi brilhante a diplomacia económica que desenvolveram em conjunto. Algo nunca antes visto em Portugal. Não temos de ter vergonha de andar em todo o lado com o que é nosso, de aproveitar as mais pequenas oportunidades para dar destaque ao que de bom se faz em Portugal. Ao tempo tive oportunidade de escrever sobre isto.

Claro que a direita wannabe e a esquerda caviar ainda hoje gozam. Governar não é estar sentado no trono, é lutar a cada hora, a cada dia, nos vários terrenos que nos surgem. E quando o espírito é grande, a batalha faz-se onde cada homem quiser. No que me toca, acho que foram bravos guerreiros.

E depois do adeus

por Pedro Correia, em 04.07.09

Os grupos parlamentares, por unanimidade, criticaram a inqualificável atitude de Manuel Pinho na sede máxima da democracia - atitude que desprestigiou o Governo e ridicularizou as instituições políticas portuguesas além-fronteiras, onde foi abundantemente noticiada, como já anotei aqui e aqui. O primeiro-ministro demarcou-se sem hesitar da grosseria do seu ministro - e tratou imediatamente de o substituir, atitude que só o honra. O presidente da Assembleia da República, conforme lhe competia, pronunciou-se contra Pinho. O Presidente da República, para não destoar, criticou igualmente o ex-ministro da Economia. E registo com agrado que também vários blogues que costumam apoiar o Governo não hesitaram em contestar a atitude insultuosa de Pinho sem considerandos laterais nem atenuantes de qualquer espécie - leia-se, a título de exemplo, o que escreveram Pedro Adão e Silva, Francisco Clamote e Luís Novaes Tito. Há mesmo quem descubra agora, como acentua João Galamba, que Pinho "como político sempre foi um desastre": mais vale tarde que nunca.

Em flagrante contraste, outros optaram desta vez pelo silêncio: lá saberão porquê. É pena vê-los assim: ainda recentemente andavam tão loquazes...

A degradação do regime

por J.M. Coutinho Ribeiro, em 03.07.09

O caricato episódio protagonizado por Manuel Pinho no Parlamento não deve ser lido à luz da imputada e merecida fama de arrogância deste governo. Nem deve ser tida como uma manifestação do claro esboroamento do poder "rosa". Se é verdade que qualquer das leituras é justificável, parece-me que o problema é mais grave: o que o episódio revela é a degradação do regime. Uma degradação que tem a ver, desde logo, com o facto de muitos dos que ocupam - e ocuparam - altos cargos políticos não terem ponta de classe para tal. Muitos deles, nem bons presidente de Junta de Freguesia dariam. E, assim, é difícil acreditar neste país.

Doces eufemismos socialistas

por Pedro Correia, em 03.07.09

 

Alguns blogues que apoiam fervorosamente o Governo referem-se com pinças e luvas à demissão de Manuel Pinho, esse bandarilheiro frustrado. Chega a ser tocante o cândido tratamento dado à questão, como se quase nada tivesse acontecido. Tiago Antunes, no impagável País Relativo, aborda o caso com a graciosidade de um primo ballerino: afinal tudo se deveu apenas a "uma intervenção menos feliz", quiçá mesmo "um gesto imponderado" do titular da pasta da Economia. Doces eufemismos socialistas: tivesse metado disto ocorrido num governo de outra cor e logo se sucederiam inflamadíssimos e indignadíssimos posts, dias a fio, clamando contra as monumentais trapalhadas do Executivo.

Curiosamente, há mesmo blogues aninhados nas hostes governamentais que optam por ignorar o tema, talvez com a secreta esperança de que assim tudo passe mais despercebido. Lamento desiludi-los: Pinho conseguiu ser notícia um pouco por toda a parte. Como bem se percebe aqui e aqui.

Momento de glória

por Pedro Correia, em 03.07.09

"La fragilidad política del primer ministro portugués, José Sócrates, se agravó ayer con un escándalo mayúsculo en el Parlamento que provocó la dimisión del ministro de Economía, Manuel Pinho." Relato do insuspeitíssimo El País: os dedos em riste de Pinho, naturalmente, são notícia em toda a Europa. O homem que ainda ontem à noite, na SIC Notícias, garantia estar "de consciência tranquila" conhece enfim o seu momento de glória.

No Estádio da Nação

por João Carvalho, em 03.07.09

ISTO...

12 de Fevereiro — Ainda há pouco tempo, tive ocasião de assinalar a chamada de atenção que o presidente da Assembleia da República fez a um secretário de Estado, quando este se dirigiu aos deputados tratando-os por «vocês». Esteve bem Jaime Gama, ao ensinar o tal secretário de Estado a portar-se com educação e respeito naquele órgão de soberania.

Ontem, de novo com o Governo presente no Parlamento, na sequência de uma cena acalorada entre Paulo Rangel e José Sócrates, ouviu-se alguém gritar: «Palhaço!» Pelas imagens, a intempestiva interjeição (?) pareceu partir de um deputado, pareceu saída de quem estava ao lado de Rangel e pareceu dirigida a Sócrates. Foi bem sonora e não constituiu um bom exemplo da elevação que devia caracterizar o hemiciclo. Jaime Gama deixou passar aquilo em claro, o que também não foi um bom exemplo.

O caso dá que pensar. Entre os habituais protagonistas das discussões mais acaloradas (membros de órgãos de soberania que até cultivam um linguajar apropriado), veja-se como José Sócrates, Paulo Rangel, Francisco Louçã, Paulo Portas, etc., se tratam entre si e se dirigem aos demais parlamentares e membros do governo: «é da sua competência», «cabe-lhe a si», «chamo a sua atenção», «fiz-lhe uma pergunta» e por aí fora.

Há tempos, este tratamento era impensável. Dizia-se: «é da competência de Vossa Excelência», «cabe a Vossa Excelência», «chamo a atenção de Vossa Excelência», «fiz uma pergunta a Vossa Excelência», etc., o que contribuía para um trato elevado, por mais aceso que fosse o tom da discórdia.

É mais ou menos como termos uma gravura pouco vistosa, mas razoavelmente interessante, ou talvez só uma mera reprodução que nos agrada, e decidirmos torná-la mais vistosa através de uma boa moldura. O resultado satisfaz o objectivo, que é valorizá-la e dignificá-la.

Ora, a crescente ligeireza no trato, ao invés de valorizar o confronto e dignificar o lugar, tem o resultado deplorável que se vê. Primeiro, dispensa-se a gravata; depois, vai-se discursar na tribuna em camisolinha de algodão de gola em colar e sem camisa por baixo; finalmente, passa-se à linguagem brejeira, à gíria e (quem sabe?) ao calão. Como se a vida em sociedade não tivesse regras e como se estar na Assembleia da República fosse o mesmo que ir comer uma sardinhada no tasco ali ao lado do mercado.

É grave não usar gravata? Sei lá se é grave. Grave é a camisa aberta e o que se lhe segue. Se a camisa 'à padre' sem colarinho e fechada em cima ou a camisola de gola alta não servem, como farão os da postura inadequada perante uma recepção em traje de noite, por exemplo? Imagino: «A esta palhaçada não vou! Cambada de palhaços!»

Palhaços? Talvez, sim. A juntar aos malabaristas, acrobatas e contorcionistas da nossa política. Se querem que o hemiciclo seja um circo, acho que já faltou mais...

... E ISTO...

22 de Maio —  Ainda ontem Jaime Gama teve de repetir uma chamada de atenção na sessão plenária com o governo. O presidente da Assembleia da República precisou de conter o ministro Manuel Pinho, que insistia em dirigir-se aos parlamentares tratando-os por «vocês». Cada vez mais elegantes, os nossos políticos.

Longe vai o tempo em que todos se tratavam por "Vossa Excelência" no hemiciclo, o que até servia para elevar os momentos mais acesos dos debates. De "Vossas Excelências" a "vocês" foi um percurso à TGV, sem paragem na estação dos "Senhores". Eles lá saberão porquê. Ou nem sabem, mas está-lhes no subconsciente.

... JÁ DEU ISTO

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(Com a preciosa colaboração do João Severino)

As frases da noite

por Pedro Correia, em 02.07.09

"Eu estou de consciência tranquila."

 

"O País está em crise."

 

"Os tribunais não funcionam bem, isso é gravíssimo."

 

"A sensação de impunidade que há no nosso País é muito grave."

 

"Os momentos mais felizes passei-os fora do ministério."

 

"Agora quero é passar umas belíssimas férias. Creio que mereço."

 

Manuel Pinho, em entrevista à SIC Notícias onde resistiu a fazer gestos ordinários com os dedinhos

Fim de ciclo

por Pedro Correia, em 02.07.09

Manuel Pinho, governante com vocação taurina, já devia ter saído pelo menos em Abril. Precisamente quando disse que não gostava de ser ministro. José Sócrates fez-lhe um favor ao apontar-lhe a porta de saída numa remodelação que o País acompanhou em directo. Os restantes seguem-no daqui a três meses.

Elegância no Parlamento

por João Carvalho, em 22.05.09

Ainda ontem Jaime Gama teve de repetir uma chamada de atenção na sessão plenária com o governo. O presidente da Assembleia da República precisou de conter o ministro Manuel Pinho, que insistia em dirigir-se aos parlamentares tratando-os por «vocês». Cada vez mais elegantes, os nossos políticos.

Longe vai o tempo em que todos se tratavam por "Vossa Excelência" no hemiciclo, o que até servia para elevar os momentos mais acesos dos debates. De "Vossas Excelências" a "vocês" foi um percurso à TGV, sem paragem na estação dos "Senhores". Eles lá saberão porquê. Ou nem sabem, mas está-lhes no subconsciente.

Três colheres de chá de Maizena

por Pedro Correia, em 06.05.09

  

 

 

Primeira. Um político - e um ministro do Governo da República por maioria de razão, tenha a cor política que tiver - deve cumprir os mínimos de elegância no debate público. Manuel Pinho mostrou, uma vez mais, que não consegue.

Segunda. Convém recordar: este é o mesmo ministro que decretou o fim da crise em 2006. Espero, para bem dele, que tenha comido muita papa Maizena de então para cá.

Terceira. É enternecedor ver como os socialistas acarinham agora Basílio Horta. Sobretudo depois do que o candidato presidencial Basílio Horta disse do PS e de Mário Soares na campanha eleitoral de 1991.

 

Imagens roubadas daqui.

Às vezes o silêncio vale ouro

por André Couto, em 05.05.09

Todos percebemos o que queria dizer Manuel Pinho com a história das "papas maizena". Inclusivamente, na maioria dos casos creio, saberemos concordar com a sua opinião. Basílio Horta foi Ministro em quatro Governos Constitucionais com as pastas do "Comércio e Turismo", "Agricultura, Comércio e Pescas" e "Ministro de Estado, Adjunto do Primeiro-Ministro". Foi posteriormente candidato à Presidência da República. Nem todos se podem orgulhar de semelhante percurso, ainda para mais criado nos quadros do CDS. Paulo Rangel tem um tímido percurso político e nada provou, em abono da verdade.

Paulo Rangel geriu mal a situação, foi muito arrogante e não admitiu o óbvio. Podia facilmente ter-se justificado dizendo que não sabia da existência do programa, creio que ninguém lhe exige que saiba todos os projectos da AICEP.

Com as palavras de Manuel Pinho já ninguém recorda isso, involuntariamente deu razão a alguém que não a tinha, tirando o foco da essência do problema, passando este para algo completamente acessório.

Obviamente, demitam-no

por Pedro Correia, em 08.04.09

Este senhor diz que não gosta de ser ministro: é uma forma, menos subtil que outras, de implorar para ser remodelado. Foi o que sucedeu ao espanhol Pedro Solbes, que acaba de ser demitido por Zapatero - pouco mais de um mês após ter dito isto. Como ontem escrevia Raúl del Pozo, na sua imperdível coluna do El Mundo, "nessa profissão de antropófagos que é a política ninguém chega ao topo sem ser canibal."


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