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Luciano Barbosa

por João Sousa, em 06.05.19

Morreu Luciano Barbosa, vocalista e líder dos Repórter Estrábico.

Muitos, talvez enquanto folheavam o programa da temporada de concertos da Gulbenkian, terão feito um sorriso de escárnio ao ouvir o nome Repórter Estrábico. Mas quase aposto que, se não fossem estes, não teríamos a palavra "Mnemónica" no cancioneiro português, nem uma música "com letra de" Vladimir Nabokov.

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Os Quatro e Meia

por Diogo Noivo, em 17.08.16

 

Como qualquer emigrante que se preze, visitei a pátria no Verão. Para além de estar com família e amigos, estas incursões a Portugal servem para sentir o pulso do país, para ver o que há de novo. E por falar em novidades, pelo menos para mim, descobri Os Quatro e Meia, uma banda de tipos com um ar despretensioso, que fazem boa música, com letras impecavelmente bem escritas.

Espero que tenham sucesso, embora não esteja optimista. Estipula a moda que são necessários anglicismos como “baby” e “yeah” para ter êxito, mas estes rapazes cantam em bom português. Os vídeos também não auguram nada de bom: faltam os óculos de sol, os carros topo de gama, o ar de rufia, e as miúdas com peito avantajado, daquelas que exalam amor em quantidade suficiente para pacificar a Síria (benditas sejam). Aliás, em matéria de mulheres, Os Quatro e Meia podem soar um tanto ou quanto anacrónicos aos ouvidos mais comerciais. Andam os músicos do mainstream a propalar um lirismo elegante e sofisticado sobre mulheres, expresso em frases como “baby, eu vou-te dar”, e estes rapazes cantam sobre mulheres com carácter, sobre uma Mulher d’Armas – título da canção que aqui deixo. Enfim, votos de sucesso aos Os Quatro e Meia. Pela parte que me toca, ganharam um ouvinte.

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Nasceu uma estrela

por Sérgio de Almeida Correia, em 11.03.16

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Passaram muitos anos e aquilo que recordava dele era o entusiasmo com que o ouvia contar as histórias das suas aulas de música. Na altura aprendia a manejar o violino. Os anos passaram e, como escreveu Thiago de Mello (Cantiga quase de roda), o menino foi levado pela roda da vida, rodando e cantando. Voltou agora para mostrar à terra onde nasceu e cresceu o que viu e aprendeu.

Aos dezoito anos partiu com uma bolsa de estudo rumo ao sonho. Tirou o seu curso de Música na Universidade de Chichester. Depois tentou a sorte. Tornou-se percussionista e efectuou quatro digressões mundiais com os Incognito, uma das mais importantes bandas inglesas de acid jazz, soul, jazz-funky e pop, fundada em 1979 por Paul "Tubbs" Williams & Jean-Paul "Bluey" Maunic. Tocou ao lado de nomes como Chaka Khan, Mario Biondi, Anastasia, Leona Lewis, Jessie J. e Dione Bromfield. Começou a aparecer em vídeos no YouTube e a ser reconhecido no seu meio artístico. Londres, Zurique, Milão, Tóquio, Madrid, Singapura, apreciaram-lhe o talento.

Mas havia muita coisa que não o deixava acomodar-se. Com imensas ideias, com o entusiasmo de sempre e sem alarido, discretamente, iniciou o seu percurso. Em 2013 começou a preparar um projecto a solo. Conheceu gente aqui e ali. Por onde foi passando espalhou a sua arte e a sua simpatia. Compondo, imaginando, reinventando. Aprendendo a conhecer o mundo e a vida nos seus encantos e desencantos.

Há tempos falou-me da sua vontade de reunir uma equipa de músicos que o ajudassem a pôr de pé um projecto que há muito idealizara. Aproveitando a oportunidade que lhe foi dada pelos organizadores do Festival Rota das Letras, subiu esta noite ao palco para mostrar o que aprendeu. Mais a sua equipa. E  esteve à altura.

Creio que poucos, muito poucos, esperariam ver o que viram. Fazendo jus ao seu extraordinário sentido para a percussão, utilizou-o para projectar o ritmo e a sua poderosa voz nas composições que criou, onde juntou as sonoridades da guitarra e do erhu. Num ápice, "O Menino de Sua Mãe" (Fernando Pessoa) preparou o caminho para o excelente "Vale do Rossio", com letra de Paulo Abreu Lima, antes de avançar corajosamente para as suas próprias letras e composições.

Com um ritmo sempre em crescendo, surgiram então temas como "A Loucura", "A Despedida" e "Eterno Farol", antes de “A Cegueira” e “Até Sempre”. Encerrou com a mais conhecida “É Tempo de Mudança”, conquistando definitivamente o ouvido e o ritmo do público, logo depois de fazer mais uma demonstração das imensas capacidades da sua voz numa recriação, sem microfone e sem qualquer acompanhamento, da Pedra Filosofal.

Vai ter um longo caminho a percorrer. Vai ter de continuar a porfiar para impor o seu imenso talento e a qualidade da sua voz e composição. Mas quem tem a sua vontade, a sua capacidade de trabalho, humildade, disciplina e rigor, aliada a uma presença poderosa, capaz de encher palcos em qualquer latitude e de olhar para o mundo que o rodeia de olhos bem abertos, está condenado a ser uma estrela. Dentro e fora de portas. Em português.

Não sei há quanto tempo não ouvia alguém cantar em português, alguma coisa que não fosse fado, num registo que não fosse enfadonho, anasalado, desafinado e monocórdico. O João Caetano reconciliou-me com a música portuguesa. Tomem nota do que vos digo.

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Abril (30)

por Pedro Correia, em 30.04.14

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Abril (28)

por Pedro Correia, em 28.04.14

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Abril (26)

por Pedro Correia, em 26.04.14

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Abril (25)

por Pedro Correia, em 25.04.14

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Abril (23)

por Pedro Correia, em 23.04.14

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Abril (22)

por Pedro Correia, em 22.04.14

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Abril (21)

por Pedro Correia, em 21.04.14

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Abril (20)

por Pedro Correia, em 20.04.14

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Abril (19)

por Pedro Correia, em 19.04.14

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Abril (18)

por Pedro Correia, em 18.04.14

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Abril (17)

por Pedro Correia, em 17.04.14

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Abril (16)

por Pedro Correia, em 16.04.14

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Abril (15)

por Pedro Correia, em 15.04.14

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Abril (14)

por Pedro Correia, em 14.04.14

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Abril (13)

por Pedro Correia, em 13.04.14

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Abril (12)

por Pedro Correia, em 12.04.14

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Abril (11)

por Pedro Correia, em 11.04.14

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