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Organização Mundial da Doença (actualizado)

por Pedro Correia, em 20.11.20

«A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o excesso de procura de máscaras e outros equipamentos de protecção contra o novo coronavírus, o que pode comprometer a segurança dos que realmente precisam, os profissionais de saúde.»

7 de Fevereiro

 

«A directora de saúde pública da OMS, Maria Neira, assegurou hoje que é "irracional e desproporcionado" que se esgotem as máscaras e os desinfectantes nas farmácias por medo do coronavírus. Neira afirmou que a medida mais efectiva para prevenir o contágio é lavar as mãos com frequência e insistiu que não se justifica que se esgotem as máscaras e os geles desinfectantes, referindo que a situação se baseia no "medo e na angústia das pessoas", o que deve ser evitado.»

26 de Fevereiro

 

«O director do programa de emergências sanitárias da OMS, Michael Ryan, desaconselhou o uso de máscaras generalizado por causa dos perigos do uso impróprio. (...) "Não há evidências específicas que sugiram que o uso de máscara por parte da população geral tenha algum benefício em particular. Aliás, há até indícios que sugerem o contrário", disse Ryan.»

30 de Março

 

«Maria Neira, directora do departamento de Saúde Pública da Organização Mundial de Saúde, afirmou esta segunda-feira que é "cada vez mais" improvável uma segunda grande vaga do novo coronavírus.»

25 de Maio

 

«A OMS admite que o uso generalizado de máscara, quer em espaços públicos, ou privados, pode impedir até 281 mil mortes até Fevereiro do próximo ano.»

15 de Outubro

 

«Hans Kluge, director regional da Organização Mundial da Saúde para a Europa, pronuncia-se contra novas medidas de confinamento e o encerramento de escolas. "Se o uso das máscaras atingisse os 95%, os confinamentos não seriam necessários", sublinhou.»

19 de Novembro

Organização Mundial da Doença

por Pedro Correia, em 27.10.20

 

«A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para o excesso de procura de máscaras e outros equipamentos de protecção contra o novo coronavírus, o que pode comprometer a segurança dos que realmente precisam, os profissionais de saúde.»

7 de Fevereiro

 

«A directora de saúde pública da OMS, Maria Neira, assegurou hoje que é "irracional e desproporcionado" que se esgotem as máscaras e os desinfectantes nas farmácias por medo do coronavírus. Neira afirmou que a medida mais efectiva para prevenir o contágio é lavar as mãos com frequência e insistiu que não se justifica que se esgotem as máscaras e os geles desinfectantes, referindo que a situação se baseia no "medo e na angústia das pessoas", o que deve ser evitado.»

26 de Fevereiro

 

«O director do programa de emergências sanitárias da OMS, Michael Ryan, desaconselhou o uso de máscaras generalizado por causa dos perigos do uso impróprio. (...) "Não há evidências específicas que sugiram que o uso de máscara por parte da população geral tenha algum benefício em particular. Aliás, há até indícios que sugerem o contrário", disse Ryan.»

30 de Março

 

«A OMS admite que o uso generalizado de máscara, quer em espaços públicos, ou privados, pode impedir até 281 mil mortes até Fevereiro do próximo ano.»

15 de Outubro

 

Os meios e os fins

por Pedro Correia, em 22.10.20

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O pior da sociedade portuguesa começa a vir à superfície neste oitavo mês de pandemia: refiro-me ao inaceitável clima de delação, a pretexto do combate às infecções, que ameaça deteriorar as relações humanas, enquanto cada qual se encerra no seu casulo, desconfiando de tudo e todos. E nem a malha familiar está livre disto, quando já tivemos o Presidente da República advertindo contra os habituais reencontros natalícios, enquanto milhares de velhos vivem em efectiva reclusão dentro de supostos "lares" que se tornam antecâmaras de morte. Com os entes queridos mantidos à distância, como ontem o JPT nos relatava aqui, em texto de leitura obrigatória.

Inverte-se o ónus da prova, transforma-se em letra morta a garantia constitucional: todos somos culpados até prova em contrário. 

 

O que sucedeu há dias a um professor universitário comprova isto. Este docente da Faculdade de Arquitectura, em Lisboa, foi abordado à saída de uma aula, em pleno estabelecimento de ensino, por agentes da PSP, que lhe impuseram uma coima de cem euros por não ter usado máscara durante parte da sua exposição aos alunos, em que permanecera sentado. Apesar de só haver 20 estudantes na sala, cada um estar separado dos restantes por uma distância mínima de cinco metros e todos se encontrarem afastados do professor. Apesar de este só não ter usado máscara durante a primeira das quatro horas de duração da aula.

Denúncia anónima e cobarde. Incentivo à bufaria, vício de péssima memória na sociedade portuguesa. Inaceitável intromissão da PSP em instalações universitárias para punir comportamentos de professores ou alunos. Tudo isto devia causar indignação. Mas, a pretexto do respeitinho absoluto pelas normas sanitárias, que aliás vão mudando ao sabor das circunstâncias, acabamos por tolerar todas as prepotências, todas as arbitrariedades, toda a desproporção de meios sempre justificados pelos fins.

Começam assim, com casos isolados e em pequena escala. Mas sabemos muito bem onde podem desembocar. 

A vizinha de António Costa

por Pedro Correia, em 19.10.20

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«Noutro dia uma vizinha minha vinha de máscara e disse-me: "Então o senhor primeiro-ministro não anda de máscara?!" Eu disse: não é obrigatório. Ela disse: "Não é mas devia usar." E eu fiquei a pensar nisso.»

 

Com esta risonha declaração aos jornalistas, António Costa desvendou o segredo do processo de decisão política no seu governo. Nomeadamente na recente intenção de tornar obrigatório o uso de máscara na generalidade dos espaços públicos ao ar livre.

A sagaz vizinha de Costa funciona como conselheira. É quanto basta. Para quê ouvir epidemologistas, virologistas e especialistas em saúde pública - entre outras sumidades da medicina - em chatíssimas  reuniões tantas vezes inconclusivas, se é possível beber sabedoria num simples encontro de vão de escada?

Não quero médicos a mandar

por Pedro Correia, em 23.09.20

Há por aí alguns responsáveis autárquicos a exorbitar das funções que lhes são atribuídas, torcendo as normas legais: a pretexto da epidemia em curso, querem impor o uso obrigatório da máscara aos munícipes em todos os espaços públicos, incluindo ao ar livre. Algo que as autoridades centrais nunca decretaram - nem sequer quando o País se encontrava sob estado de emergência, com números de infecções e mortes mais preocupantes do que os actuais. Por um motivo muito simples: nada no nosso ordenamento constitucional autoriza tal medida.

Este excesso de zelo autárquico - e refiro-me concretamente, pelo menos, aos presidentes das câmaras municipais de Guimarães, Arruda dos VinhosCastro Marim e Vila Real de Santo António - é aplaudido por alguns talibãs do sistema sanitário que percorrem os telejornais, serão após serão, em defesa aberta de tal medida. Acontece que estes clínicos não foram eleitos para tomar decisões em nome do interesse público. É para isso que existem os governantes, sujeitos à legalidade democrática. No dia em que os médicos tomassem o poder e os políticos exercessem medicina estaríamos todos bem pior.

Três em um

por Pedro Correia, em 15.09.20

1

Foi impressão minha ou nesta Feira do Livro que anteontem terminou em Lisboa as jovens que atendiam nos pavilhões das editoras foram escolhidas pela beleza ocular? Nunca vi tantos olhos azuis e verdes, ainda mais em evidência devido à máscara obrigatória que todos ali usávamos, vendedores e clientes. Pode ser coincidência, claro. Mas há muito que deixei de acreditar em coincidências.

 

2

Reparo num número crescente de mulheres, ainda jovens, exibindo cabelos brancos sem constrangimentos nem complexos. Efeitos do confinamento, do teletrabalho, das longas semanas com salões de cabeleireiro encerrados. Fazem muito bem. É tempo de todos descobrirmos (a começar por elas) que os cabelos brancos nada afectam a sensualidade feminina. E podem até acentuá-la. 

 

3

Comprei já não sei o quê, numa loja em Lagos, e reparei na jovem que me passava o troco: sorria com os olhos. Felicitei-a por isso: cada vez menos gente partilha sorrisos - e, nesta circunstância, ter a capacidade de sorrir com os olhos é um dom precioso. Um dom que devíamos desenvolver nestes dias de rostos ocultos pela uniforme expansão das máscaras. Custa menos do que parece.

Elas, eles e as máscaras

por Pedro Correia, em 01.09.20

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Diálogo entre duas mulheres em férias algarvias:

- A minha máscara cheira a merda.

- Credo! Porque é que não a deitas fora?

- Era o que faltava, andar a comprar máscaras. Tenho muito mais em que gastar o meu dinheiro.

 

.....................................................................

 

Diálogo entre dois homens em férias algarvias:

- Ontem, ali no urinol, mijei na máscara. Levava-a na mão, estava distraído e não reparei.

- E o que fizeste?

- Tive que a pôr na cara mesmo assim. Sabes que eles não nos deixam andar sem máscara aqui no hotel.

- Mas não a lavaste antes?

- Olha, nem me lembrei disso.

De boca bem tapada

por Pedro Correia, em 28.08.20

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Passeio nas ruas de Lagos, onde me desloco pela segunda vez neste Verão. Mais gente por estes dias, mas confirma-se a tendência: muito menos turistas do que no ano passado. Tanto em terra como sobre as águas, fluviais ou marítimas.

Cruzo-me com um número crescente de pessoas, na rua, usando máscaras. Devem confundir o Algarve com a Madeira, onde - aí sim - as autoridades forçam a utilização permanente de máscara em todos os locais públicos ao ar livre, exceptuando (por enquanto) praias e piscinas.

 

Não falta, no entanto, quem utilize aquilo só como enfeite. Transportando-a na testa, no queixo, na orelha, no ombro, no pulso, no cotovelo, onde calha. Para andar assim, não será melhor ficar guardada?

No passeio público, junto à ribeira de Bensafrim, cruzo-me com um pai e dois filhos pequenos: vão todos de máscara encarnada, com o símbolo do Benfica. Sinto-me como espectador de um Carnaval antecipado.

 

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Bem à portuguesa, na hora de comer, formam-se filas. Todos acorrem à mesma hora aos mesmos locais. Largas dezenas de pessoas - sem manterem distância de segurança - amontoam-se, aguardando vez, à porta de estabelecimentos como a Casa do Prego e a Adega da Marina.

Chegam a esperar mais de uma hora por um lugar em espaços apinhados, onde a comida é de uma banalidade confrangedora, quando existem, ali bem perto, muitos restaurantes com melhor ementa e espaço disponível.

 

Nunca hei-de entender estes comportamentos. Mais risíveis só as pessoas que vou vendo, de toalha estendida no areal da Meia Praia, também de máscara posta: devem imaginar que a brisa marítima transporta o vírus.

Reparo num par de namorados caminhando de mão dada à beira-mar. Vão ambos mascarados, como se receassem contaminação mútua. Até o amor cede passo à disciplina sanitária, mesmo na idade em que a líbido comanda a vida.

Também se beijarão de máscara? Não me custa imaginar tal coisa. Em tempo de pandemia, todas as precauções são poucas.

 

O maior dilema ocorre na hora de comer. Creio ter chegado a hora de o Presidente da República fazer um apelo aos criativos da indústria portuguesa, incentivando-os a conceber uma máscara com fresta removível na zona labial para permitir a rápida ingestão de alimentos sem necessidade de retirar o famigerado adereço. Portugal registaria a patente e mostraria ao mundo como se faz.

Poderia chamar-se Máscara Marcelo, em merecida homenagem ao cidadão português que transporta aquilo há mais tempo e durante mais tempo. Foi, aliás, o primeiro a correr sagazmente para casa, encerrando-se durante duas semanas em voluntária quarentena doméstica, enquanto quase todos andávamos por aí, à vontadinha, expostos à codícia do Covid.

Ele é que a sabe toda, vou pensando entre dois mergulhos. A praia continua desafogada - sinal evidente de que o inquilino de Belém permanece longe daqui.

 

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Não lhes cai a máscara (11)

por Pedro Correia, em 07.08.20

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Marcelo Rebelo de Sousa, inconfundível, em Porto Santo

Não lhes cai a máscara (10)

por Pedro Correia, em 03.08.20

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André Silva ao ar livre, no Campo Pequeno

Não lhes cai a máscara (9)

por Pedro Correia, em 14.07.20

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Ana Palma, jornalista da CMTV

Seguras ou não seguras?

por Cristina Torrão, em 02.07.20

Os portugueses estão a usar máscaras “que não protegem o suficiente” da Covid-19 e as autoridades “facilitaram” ao admitirem modelos que oferecem apenas 70% de filtragem, quando existem no mercado “alternativas que superam os 90%”. O alerta, em jeito de lamento, é de Lourenço Aroso, dire(c)tor operacional da empresa PPTex, de Santo Tirso, que produz as máscaras comunitárias Protect Others, com um grau de filtragem certificado acima dos 95%.

Sinceramente, acho as palavras deste industrial um exagero. O artigo, com grande destaque na página principal do Sapo, hoje de manhã, cheira muito a publicidade.

Temos de ter em mente que o uso de máscaras não anula o chamado distanciamento social de, pelo menos, 1,5m. Respeitando-o, as máscaras com 70% de filtragem cumprem perfeitamente o seu objectivo: evitar a circulação livre do ar entre as pessoas, ao respirar. Ninguém precisa de máscaras cirúrgicas, com mais de 90% de eficácia, no dia-a-dia (a não ser talvez, em certos transportes públicos). Na Alemanha, até se aceitam simples lenços a cobrir a boca e o nariz nos supermercados e comboios e a pandemia, neste país, está bastante controlada (o maior problema continuam a ser os matadouros).

Apesar de reconhecer que as autoridades portuguesas cometeram erros desnecessários (e, para isso, baseio-me largamente nos textos aqui publicados pelos meus colegas de blogue), declarar que elas  “facilitaram” ao admitirem modelos que oferecem apenas 70% de filtragem é, na minha opinião, de um grande atrevimento.

Não lhes cai a máscara (8)

por Pedro Correia, em 23.06.20

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Marcelo Rebelo de Sousa e mascarada comitiva, imunes ao iodo da Ericeira

Não lhes cai a máscara (7)

por Pedro Correia, em 13.06.20

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António Mexia

Não lhes cai a máscara (6)

por Pedro Correia, em 02.06.20

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Cardeal-patriarca de Lisboa

Não lhes cai a máscara (5)

por Pedro Correia, em 30.05.20

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Mariana Barbosa, jornalista da TVI

Não lhes cai a máscara (4)

por Pedro Correia, em 27.05.20

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Ana Paula Félix, jornalista da SIC, na praia de Carcavelos

Não lhes cai a máscara (3)

por Pedro Correia, em 26.05.20

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Marcelo Rebelo de Sousa

Não lhes cai a máscara (2)

por Pedro Correia, em 24.05.20

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Catarina Marques, jornalista da SIC, na praia de Carcavelos

Não lhes cai a máscara (1)

por Pedro Correia, em 22.05.20

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Catarina Martins


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