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Delito de Opinião

Já li o livro e vi o filme (313)

Pedro Correia, 22.11.23

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A SIBILA (1954)

Autora: Agustina Bessa-Luís

Realizador: Eduardo Brito (2023)

Um dos dez melhores romances portugueses do século XX demorou quase 70 anos a ser transposto para o cinema. Valeu a pena esperar: é uma obra digna, com boas interpretações de Maria João Pinho e Joana Ribeiro. Oxalá relance o interesse pelo livro, naturalmente superior. 

Já li o livro e vi o filme (312)

Pedro Correia, 25.10.23

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GUERRA E PAZ (1869)

Autor: Lev Tolstoi

Realizador: King Vidor (1956)

Há livros quase impossíveis de filmar. Esta produção italo-americana contrariou aqueles que incluiam nesse lote o monumental romance de Tolstoi, centrado na invasão napoleónica da Rússia. Mas, naturalmente, perde na comparação - apesar da presença luminosa de Audrey Hepburn, inesquecível no papel de Natacha.

Já li o livro e vi o filme (310)

Pedro Correia, 13.04.23

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PROFESSOR UNRAT (1905)

Autor: Heinrich Mann

Realizador: Josef von Sternberg (1930)

Heinrich - filho de brasileira - rivalizou com o irmão Thomas entre os grandes nomes da literatura alemã do século XX. Esta é a sua obra-prima, transposta para o cinema com o toque de génio de Sternberg, revelando Marlene Dietrich ao mundo como estrela do lapidar O Anjo Azul. Rosa no livro, Lola no filme.

Já li o livro e vi o filme (309)

Pedro Correia, 23.03.23

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OS SEQUESTRADOS DE ALTONA (1959)

Autor: Jean-Paul Sartre

Realizador: Vittorio de Sica (1962)

Da penúltima peça de Sartre, cheia de intensidade dramática sobre as cicatrizes do nazismo, o laureado realizador italiano dirigiu uma adaptação competente embora sem atingir o nível da peça que lhe deu origem. O elenco multinacional incluiu Maximilian Schell, Fredric March e a bela Sophia Loren, no apogeu da sua fotogenia.

Já li o livro e vi o filme (308)

Pedro Correia, 01.03.23

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O TAMBOR (1959)

Autor: Günter Grass

Realizador: Volker Schlöndorff (1979)

Obra-prima da literatura alemã, obra-prima do cinema alemão - distinguida com a Palma de Ouro em Cannes e um Óscar de Hollywood. Figura central, o pequeno Oskar Matzerath, menino que nunca cresce, testemunha algumas das páginas mais negras da história mundial, figurando na galeria das personagens imortais do século XX.

Já li o livro e vi o filme (306)

Pedro Correia, 14.12.22

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UM ELÉCTRICO CHAMADO DESEJO (1947)

Autor: Tennessee Williams

Realizador: Elia Kazan (1951)

Uma das peças teatrais mais célebres do século XX ganhou enorme impacto ao ser transposta para cinema com vários dos seus actores do palco - incluindo Marlon Brando, Kim Hunter e Karl Malden. Na tela, a luminosa Vivien Leigh encarnou a perturbada e perturbante Blanche DuBois. Extraordinário texto, inesquecível filme.

Já li o livro e vi o filme (305)

Pedro Correia, 10.11.22

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GATA EM TELHADO DE ZINCO QUENTE (1955)

Autor: Tennessee Williams

Realizador: Richard Brooks (1958)

Drama intenso, desenrolado numa mansão de família no sul rural dos EUA, centrado num casal que se afunda nos abismos do desamor. O filme presta homenagem à letra e ao espírito da peça teatral com soberbas interpretações de Elizabeth Taylor e Paul Newman.

Já li o livro e vi o filme (304)

Pedro Correia, 12.10.22

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SUBITAMENTE, NO VERÃO PASSADO (1958)

Autor: Tennessee Williams

Realizador: Joseph L. Mankiewicz (1959)

Peça teatral em apenas um acto, intensa e perturbante, sobre vários temas que eram tabu à época - incluindo a pedofilia. A versão filmada limou arestas mas revelou inegável força dramática com espantosos desempenhos de Katharine Hepburn e Elizabeth Taylor.

Já li o livro e vi o filme (303)

Pedro Correia, 14.09.22

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O ÚLTIMO MAGNATA (1941)

Autor: Scott Fitzgerald

Realizador: Elia Kazan (1976)

Último livro de Fitzgerald, já póstumo. Último filme do genial realizador de Há Lodo no Cais. Sobre a época áurea de Hollywood. Robert de Niro, em início de carreira, interpreta Monroe Stahr, que espalhava magia no cinema mas era infeliz na vida privada. Pena o romance ter ficado incompleto: prometia superar O Grande Gatsby.

Já li o livro e vi o filme (302)

Pedro Correia, 20.07.22

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A LESTE DO PARAÍSO (1952)

Autor: John Steinbeck

Realizador: Elia Kazan (1955)

Como condensar um monumento literário com mais de 740 páginas num filme com menos de duas horas? Kazan superou o teste adaptando ao cinema apenas a última das quatro partes do romance, com o estreante - e malogrado - James Dean no principal papel. A película não supera o livro, mas é capaz de concorrer com ele.

Já li o livro e vi o filme (301)

Pedro Correia, 22.06.22

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AMÉRICA, AMÉRICA (1962)

Autor: Elia Kazan

Realizador: Elia Kazan (1963)

Entre as obras-primas que Elia Kazan legou ao cinema, esta é uma das menos conhecidas. Filme inesquecível, narra a dura odisseia de um jovem desde a sua Anatólia rural até ao porto de Nova Iorque, cumprindo um sonho. Nascido numa família grega em solo otomano, o cineasta adaptou a sua própria novela, em promissora estreia literária.

Já li o livro e vi o filme (300)

Pedro Correia, 25.05.22

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     O LEÃO DA ESTRELA (1939)

Autores: Ernesto Rodrigues, Félix Bermudes e João Bastos

Realizador: Arthur Duarte (1947)

Começou por ser uma peça teatral, encenada em 1925, com Chaby Pinheiro no principal papel. Editada em livro 14 anos mais tarde, originaria uma das mais populares comédias do cinema português. Superior ao divertido texto original, expurgando-o de alusões políticas mas introduzindo a hilariante sátira ao futebol, durante um FC Porto-Sporting, protagonizada por António Silva e Erico Braga.

Já li o livro e vi o filme (299)

Pedro Correia, 04.05.22

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DRIVE MY CAR (2013)

Autor: Haruki Murakami

Realizador: Ryusuke Hamaguchi (2021)

Filme justamente premiado com Óscar a partir da narrativa homónima do celebrado escritor nipónico num volume de contos intitulado Homens Sem Mulheres (homenagem implícita a Hemingway, que em 1927 publicou um livro com o mesmo título). Quarenta páginas de boa literatura geram três horas de cinema. Mantendo o nível.

Já li o livro e vi o filme (298)

Pedro Correia, 13.04.22

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     E TUDO O VENTO LEVOU (1936)

Autora: Margaret Mitchell

Realizador: Victor Fleming (1939)

O romance, com mais de mil páginas, foi justamente galardoado com o Prémio Pulitzer de ficção em 1937, abrindo caminho à espectacular longa-metragem, obra-prima do cinema. Ver e ler, neste caso, não se excluem: complementam-se na perfeição. E confirmam como a verdadeira arte é gratificante em qualquer dos seus registos.

Já li o livro e vi o filme (297)

Pedro Correia, 23.03.22

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     O MONTE DOS VENDAVAIS (1847)

Autora: Emily Brontë

Realizador: William Wyler (1939)

Magnífica adaptação filmada da obra-prima da escritora inglesa - expoente máximo do romantismo literário. Wyler, cineasta alemão radicado nos EUA, valorizou o enredo com a sua técnica expressionista num elenco encabeçado por Laurence Olivier, Merle Oberon e David Niven. A reler e a rever, sempre.

Já li o livro e vi o filme (296)

Pedro Correia, 03.03.22

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     O HOMEM QUE FAZIA MILAGRES (1898)

Autor: H. G. Wells

Realizador: Lothar Mendes (1937)

Adaptação ao cinema, com produção britânica de Alexander Korda, de um conto de literatura fantástica de um dos mestres do género - agora em versão portuguesa com a competente chancela da editora e-Primatur. O filme, que à época ficou célebre pelos seus efeitos especiais, tornou-se mera curiosidade histórica.

Já li o livro e vi o filme (295)

Pedro Correia, 09.02.22

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     ADEUS, MINHA CONCUBINA (1985)

Autora: Lilian Lee

Realizador: Chen Kaige (1993)

Romance que nos fala da exploração infantil, do preconceito social e dos traumas sexuais na China - do início do regime republicano até ao auge da brutal ditadura maoísta e o seu cortejo de sevícias. Com o palco teatral como símbolo da vida. O filme, protagonizado por Leslie Cheung e Gong Li, foi justamente galardoado com a Palma de Ouro em Cannes.

Já li o livro e vi o filme (294)

Pedro Correia, 05.01.22

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     O MILAGRE SEGUNDO SALOMÉ (1975)

Autor: José Rodrigues Miguéis

Realizador: Mário Barroso (2004)

Obra-prima da nossa ficção do século XX, infelizmente ainda pouco conhecida dos leitores, este extenso romance com cerca de 700 páginas foi mutilado na adaptação a cinema. Tudo demasiado abreviado na tela, sem correspondência com a prosa torrencial de Miguéis. Elejo o livro, sem qualquer espécie de dúvida.