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Heróis

por Pedro Correia, em 06.09.20

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«Vem aí a segunda vaga ou a segunda onda de medo. A segunda oportunidade para a coragem e para conhecer os verdadeiros heróis. Ouvi que Mário Nogueira já começou a colocar entraves aos professores nas aulas, que os magistrados do Ministério Público acham que ainda não há acrílicos suficientes nos tribunais para os proteger, que os médicos estão reticentes em voltar aos hospitais e que os funcionários públicos que não ficarem de baixa mas sim em teletrabalho querem aumento de ordenado pelos "custos acrescidos" de trabalhar em casa. Sim, tivemos muitos "heróis" na primeira vaga. Professores em casa, tribunais fechados meses a fio, médicos e enfermeiros (tirando os que, de facto, atendiam os doentes covid, uma minoria) resguardados em casa enquanto lhes batiam palmas às janelas. Mas os verdadeiros heróis foram outros: os trabalhadores dos supermercados, os camionistas e os trabalhadores dos armazéns que traziam os produtos para os supermercados, os pescadores e os trabalhadores agrícolas, a maior parte deles imigrantes, vivendo em contentores, trabalhando sem máscaras nem distanciamento social. Enquanto todos estiveram trancados em casa, foram eles que garantiram o confinamento, foram eles os ignorados heróis. Agora, que vamos ensaiar a normalidade, vamos ver como se portam os outros.»

 

Miguel Sousa Tavares, ontem, no Expresso

Pergunta ainda sem resposta

por Pedro Correia, em 08.08.20

 

«Quem foram, afinal, os acompanhantes do dr. Ricardo Salgado às missas de luxo anuais na Suíça e os beneficiários das suas avenças? Isso, sim, sempre foi tóxico e continuamos à espera de saber.»

Eduardo Dâmaso, ontem, no Record

 

«Acabei de ler mais um daqueles textos virais nas redes sociais que juntam na mesma frase palavras como “covid-19” e “gratidão” e confesso que estou, neste exacto momento, a martelar em fúria as teclas do computador. Já dei dezenas de voltas à cabeça e continuo sem conseguir perceber como é que alguém pode achar que devemos estar gratos por estar a viver uma situação de pandemia que nos obriga a medidas de isolamento social extremas.»

 

«A infecção por covid-19, para a esmagadora maioria da população, é uma experiência essencialmente de medo e há milhares de pessoas a braços com uma terrível e angustiante ansiedade. E não, o mundo não está a meter nada no lugar quando há cidades italianas onde os mortos são tantos que os caixões têm de ser recolhidos em camiões do exército. É verdade que a poluição atmosférica diminuiu e que os canais de Veneza estão mais limpos mas, pergunto eu, a que custo?»

 

«Depois lemos que devemos agarrar esta oportunidade para olhar para dentro e crescer… Como é que se olha para dentro numa altura destas é coisa que não faço ideia, confesso desde já. Pessoalmente só tenho olhado para fora, para lá dos muros do meu quintal, para lá das fronteiras do meu país. E tenho medo do que vejo e daquilo que ainda vou ver. Mesmo sem perceber nada de economia tenho medo do que aí vem, tenho medo do aumento do número de desempregados, tenho medo dos pequenos empresários que vão levar a estocada final com esta pandemia que outros parecem querer fazer-nos acreditar que chegou para bem da humanidade.»

 

Carmen Garcia, Podem parar de romantizar a pandemia? (excertos) 

Público, 21 de Março

Ler

por Pedro Correia, em 11.01.20

 

Números imaginários. Da Cristina Nobre Soares, no Em Linha Recta.

Música. De Sofia Loureiro dos Santos, no Defender o Quadrado.

Carta aberta aos coitadinhos dos sofridos. De Rita Monteiro, no Talvez Outro Dia.

Joker. Da Maria João Caetano, n' A Gata Christie.

Viver à pressa. De Joana Rita, n' All About Little Lady Bug.

Nova Iorque em família. Da Sónia Morais Santos, no Cocó na Fralda.

 

Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 06.10.19

 

O adeus dos monges da Cartuxa. De Christiana Martins, no Expresso.

 

Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 21.09.19

«Senhor Reitor, tenho a agradecer-lhe chamar a atenção para a importância dos mercados públicos para as políticas ambientais e de gestão do território, mas tenho pena, francamente pena, que a vontade de surfar a onda de tanta gente mal informada o tenha levado a pôr a Universidade de Coimbra na posição de um agente pouco sofisticado e ignorante, ignorando, por exemplo, o bom exemplo do Instituto Politécnico de Bragança, que nas suas cantinas apenas serve carne de vaca mirandesa com Denominação de Origem Protegida.»

 

Fraca carne. De Henrique Pereira dos Santos, no Observador.

Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 30.07.19

 

Recado ao PSD. De Pedro Duarte, no Observador.

 

Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 22.07.19

 

À beira do precipício. De José Ribeiro e Castro, n' O Observador.

 

Faço minhas

por Pedro Correia, em 12.06.19

 

As palavras do Eduardo Louro, a propósito da morte de Ruben de Carvalho.

 

Ler

por Pedro Correia, em 10.05.19

Ricardo Arroja, n'O Insurgente«Não há coerência. Não há rectidão. Apenas manha, aldrabice e muita falta de vergonha. Mais do que novos poderes, faltam em Portugal novos contra-poderes que limitem e contrariem aqueles que usurpam a democracia desta maneira. Que disciplinem aqueles para quem literalmente vale tudo. Caso contrário, a “filosofia” instalada levará a que sejam uns atrás dos outros, cada qual à espera da sua oportunidade para sacar e aldrabar.»

Sugestão de leitura

por Pedro Correia, em 03.04.19

 

A miséria ortográfica nacional e o fulgor das línguas do mundo. Do Nuno Pacheco, no Público.

 

Ler

por Pedro Correia, em 31.03.19

Ética republicana. De Vital Moreira, na Causa Nossa.

Memória de uma entrevista. De João Rodrigues, no Ladrões de Bicicletas.

Feminino plural. De Maria do Rosário Pedreira, no Horas Extraordinárias.

Covil de fêmeas. Do Carlos Natálio, no Ordet.

Isto não é um prato de búzios. Do Manuel S. Fonseca, n' A Página Negra.

Lendas do Sul. Do José Meireles Graça, no Gremlin Literário.

 

Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 13.03.19

 

A trindade da vigarice. De João Barros, no Jornal Económico.

 

Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 01.02.19

Câmaras comunistas adjudicam dois milhões de euros a empresas de militantes. Do Rui Pedro Antunes, no Observador.

O populismo e os partidos

por Pedro Correia, em 03.01.19

«O populismo vencerá os grandes partidos por dentro, dispensando o País da maçada de criar novos partidos. Como diria Zeca Afonso, "já se ouvem os tambores". O instinto de sobrevivência será tudo o que ficará de longos anos de corrosão do carácter, em organizações partidárias confinadas ao rito e à obediência. O espectáculo não será bonito de ver. Cada um à sua maneira, todos declararão guerra "às elites" num país praticamente desprovido delas e farão causa comum com os instintos, preconceitos e ilusões da turba das redes sociais, dos tablóides e de um número crescente de pessoas respeitáveis.»

Sérgio Sousa Pinto, deputado do PS, em artigo de opinião no Expresso

(29 de Dezembro)

Autocitação

por Pedro Correia, em 01.01.19

 

«A vitória só é justa quando acontece sem batota.»

Sete anos, 2557 dias. No És a Nossa Fé.

 

Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 16.12.18

 

Pobres provérbios. De Maria do Rosário Pedreira, no Horas Extraordinárias.

 

Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 11.12.18

 

Carta ao aluno que não lê "Os Maias". De Afonso Reis Cabral, na  Visão.

 

Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 10.12.18

«Não houve excessos no reinado de Agostinho Neto, houve, sim, terrorismo de Estado. De Carlos Pacheco, no Público.

Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 30.11.18

Sábado 29 11 2018005.jpg

 

A peça de capa da edição desta semana da revista Sábado, que nos traz uma surpreendente revelação pela pena de Maria Henrique Espada: os milhões gastos pelo Governo de Salazar para promover a imagem de Portugal nos EUA, nas décadas de 50 e 60. Vários jornais aceitaram de bom grado este bónus financeiro, começando pelo New York Times

 

A excelente entrevista do nosso Adolfo - apresentado como "carismático vice-presidente do CDS" - ao diário espanhol El Mundo. Começando pelo título: «No podemos ceder ante proyectos que mitigan la libertad». Eis outra frase que merece destaque: «Não gosto do identitarismo da esquerda populista nem do contra-identitarismo da direita populista.»


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