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Leituras

por Pedro Correia, em 05.10.18

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«A tristeza anda muito próxima do ódio. (...) Se bebes o veneno de outra pessoa - julgando que podes curá-la se o partilhares - só vais conseguir acumulá-lo dentro de ti

Michael Ondaatje, O Doente Inglês (1992)p. 53

Ed. Público, 2003. Tradução de Ana Luísa Faria. Colecção Mil Folhas, n.º 68

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O exercício da liberdade

por Pedro Correia, em 01.10.18

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O liberalismo não é uma ideologia, não é uma doutrina fechada que suscite aplausos acéfalos ou seguidores incondicionais. Em tempo de trincheiras, potenciadas pelas chamadas redes sociais, um liberal à moda antiga – cultor da tolerância, da moderação, da justa medida, da liberdade apenas condicionada ao império da lei – é menos mobilizador do que um populista incendiário apelando ao encerramento das fronteiras. Mas nem por isso deixa de ter a razão do seu lado.

Disto nos fala Mario Vargas Llosa num livro já transformado num marco editorial deste ano em Espanha, onde foi originalmente publicado. La Llamada de la Tribu [“O Apelo da Tribo”] é a autobiografia intelectual do escritor hispano-peruano, galardoado em 2010 com o Nobel da Literatura, desde a sua inicial sedução pelo marxismo até ao seu presente combate contra as tiranias de todos os matizes. Passando pela ruptura com o Partido Comunista, em que chegou a militar durante um ano, na década de 50, enquanto estudante universitário em Lima.

 

As ideias contam

 

O autor de obras-primas da literatura universal como Conversa na Catedral e A Guerra do Fim do Mundo é daqueles para quem as ideias contam. E não se inibe de confessar que o seu ideário político foi modificado por influência de um conjunto de pensadores, todos afins ao liberalismo clássico: Adam Smith, Ortega y Gasset, Friedrich von Hayek, Karl Popper, Raymond Aron, Isaiah Berlin e Jean-François Revel. Rende-lhes homenagem num conjunto de ensaios aqui reunidos sob um fio condutor comum, sem esquecer o contributo de escritores antitotalitários que, como ele, foram mestres da ficção enquanto mantinham intervenção cívica e política: Albert Camus, Arthur Koestler e George Orwell.

«O liberalismo é uma doutrina que não tem respostas para tudo, como pretende o marxismo, e admite no seu seio a divergência e a crítica, a partir de um corpo pequeno mas inequívoco de convicções. Por exemplo, que a liberdade é o valor supremo, sem ser divisível nem fragmentária, que é una e deve manifestar-se em todos os domínios – económico, político, social e cultural – numa sociedade genuinamente democrática.» Palavras do Nobel no prefácio a esta obra de leitura imprescindível (tradução minha, a partir do original em castelhano, aguardando-se para breve a edição portuguesa).

 

Popper e Berlin

 

O autor de Como Peixe na Água presta especial tributo a dois vultos desta galeria de referências máximas do pensamento liberal: Popper (1902-1994), nascido no Império Austro-Húngaro, naturalizado cidadão do Reino Unido, e Berlin (1909-1997), judeu russo nascido na Letónia nos anos crepusculares do império czarista, igualmente convertido à cidadania britânica na idade adulta.

Chegou a conhecer ambos pessoalmente. Elogia o primeiro por «fazer do exercício da liberdade crítica o fundamento do progresso». Destaca o segundo por lhe ter ensinado que «a tolerância e o pluralismo são, mais do que imperativos morais, necessidades práticas para a sobrevivência da espécie humana». De ambos reteve o conceito de justa medida na relação do indivíduo com a sociedade. Sem esquecer, como lhe ensinou Berlin, que a irrestrita liberdade económica, no século XIX, «encheu de crianças as minas de carvão».

Afastado das cartilhas que o empolgaram na juventude, Vargas Llosa insurge-se hoje contra a ascensão – com novo nomes – do velho «espírito tribal, fonte do nacionalismo», que foi, a par do fanatismo religioso, uma das causas dos mais sangrentos morticínios que a História registou. O melhor antídoto contra as tentações totalitárias, a seu ver, está plasmado em obras como A Riqueza das Nações (de Smith), A Rebelião das Massas (de Ortega), O Caminho da Servidão (de Hayek), A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos (de Popper), O Ópio dos Intelectuais (de Aron) Quatro Ensaios Sobre a Liberdade (de Berlin) ou Como Acabam as Democracias (de Revel).

Autores incómodos, impopulares, que ousaram navegar contra a corrente. Mas a reler sempre, até por isso.

 

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La Llamada de la Tribu, de Mario Vargas Llosa (Alfaguara, Barcelona, 2018). 313 páginas.
Classificação: *****
 
Publicado originalmente no jornal Dia 15

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.09.18

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«O tédio é um bom antídoto para o medo.»

Daphne du MaurierRebeca (1938), p. 9

Círculo de Leitores, Lisboa, 1989. Tradução de Alda Rodrigues

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Leituras

por Pedro Correia, em 08.09.18

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«Pode ser que as fadas existam, pode ser que os duendes existam, mas Deus ajuda aqueles que se ajudam a si próprios

Stephen King, Misery (1987) p. 121

Ed. 11x17, 2017. Tradução de Magda Viana. Colecção Biblioteca Stephen King, n.º 3

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A descoberta definitiva do mal

por Pedro Correia, em 01.09.18

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Houve umas décadas fugazes em que a “paz perpétua” antevista por Kant parecia possível. Na viragem do século XIX para o século XX, floresciam as artes e as letras e as ciências no benigno reinado do Imperador Francisco José (1830-1916). A partir de Viena congregava-se um dos maiores potentados económicos do planeta, com a mais vasta extensão territorial europeia (exceptuando a Rússia, euro-asiática), doze línguas oficiais, cinco religiões reconhecidas, direitos constitucionais consagrados.

 

Das décadas irrepetíveis do multinacional Império Austro-Húngaro, formado em 1867, nos deixaram testemunho grandes autores como Stefan Zewig (em forma memorialística, com o seu monumental O Mundo de Ontem) ou Joseph Roth (em forma de ficção, com o seu excelente romance A Marcha de Radetzky). Naquele mosaico de etnias e culturas emergiram escritores de projecção universal como Arthur Schnitzler, Karl Kraus, Rainer Maria Rilke, Robert Musil, Franz Kafka, Hermann Broch e Sándro Márai, pintores mundialmente consagrados como Gustav Klimt, Oskar Kokoschka e Egon Schiele, compositores aplaudidos nos cinco continentes como Gustav Mahler, Arnold Schoenberg e Alban Berg, pensadores e filósofos tão determinantes como György Lukács, Ludwig Wittgenstein, Karl Mannheim e Karl Popper.

 

Dos dias crepusculares desta efémera idade de ouro que trouxe progresso económico e florescimento cultural ao coração da Europa nos fala uma obra imprescindível, desde já um dos acontecimentos editoriais do ano em Portugal: A Língua Resgatada, primeiro dos três volumes de memórias de Elias Canetti, galardoado em 1981 com o Prémio Nobel da Literatura.

 

Raízes ibéricas

 

Nascido na Bulgária em 1905, numa família de judeus sefarditas com seculares raízes na Península Ibérica (descendente, pela linha materna de apelido Arditti, de astrónomos e médicos judeus da corte de Afonso IV de Aragão), viveu até aos seis anos na cidade natal, Ruse, à beira do Danúbio: ali ouvia diariamente seis diferentes línguas que aprendeu a identificar sem dificuldade. Em casa, a família falava ladino-espanhol, que funcionava como traço identitário dos judeus sefarditas expulsos da Península no século XVI.

 

A tradicional errância judaica marcou a família Canetti (originalmente Cañete, com origem em Cuenca). Aos seis anos, o pequeno Elias rumou com os pais e os dois irmãos mais novos para Manchester. Mas a morte prematura do pai nesta cidade britânica levou a família a transferir-se para Viena, a partir de 1913. Entre a capital do Império Austro-Húngaro e Zurique dividiram-se os anos seguintes do futuro Nobel, que haveria de exprimir-se essencialmente em alemão. Anos de aprendizagem – das primeiras leituras, dos primeiros ensaios literários, do crescimento numa família cheia de ramificações e em larga medida disfuncional. Anos marcados pela sombra da guerra em Viena, que apagaria para sempre as luzes do Império Austro-Húngaro. Anos de uma «plenitude feliz» na neutral Suíça, porto de abrigo de um velho clã marcado pelo êxodo: «Toda a nossa história assentava na nossa expulsão de Espanha.»

 

O centro do mal

 

O centro do mundo visto pelo olhar de uma criança tornada adolescente com maturidade precoce: assim pode ser resumida esta envolvente autobiografia, inicialmente publicada em 1977 e traduzida do alemão original por Maria Hermínia Brandão. A Língua Resgatada suspende-se em 1919, tinha o autor apenas 14 anos: a mais absurda de todas as guerras terminara, com o seu cortejo de 20 milhões de mortos, aquele mundo onde faiscavam luzes tão singulares não voltaria a ser o mesmo: dera-se a descoberta definitiva do Mal.

 

Aguardam-se os próximos dois tomos desta trilogia memorialística onde não se detecta uma palavra a mais. Herança da mãe, que tanto marcou Canetti: «Tinha uma raiva de morte ao palavreado, falado ou escrito, e quando eu ousava dizer alguma coisa inexacta dava-me uma forte reprimenda, sem contemplações.» Um Nobel pode nascer assim

 

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A Língua Resgatada, de Elias Canetti (Cavalo de Ferro, 2018). 345 páginas.
Classificação: *****
 
Publicado originalmente no jornal Dia 15

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Leituras

por Pedro Correia, em 25.08.18

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«O amor pela beleza é o que nos torna diferentes, porque se não o possuíssemos seríamos semelhantes aos animais

Emmanuelle Arsan, Emmanuellep. 119

Ed. Impresa, 2009. Tradução de Miguel Santos

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Leituras

por Pedro Correia, em 19.08.18

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«Em perfeito contraste com os discursos egomaníacos de Hitler - que enfatizavam a palavra "eu" - Churchill, cujos anos de estudo tinham aguçado a sua compreensão profunda da nação que agora liderava, conhecia o poder do "Nós" quando se tratava de exortar o público britânico a assumir um combate tão temeroso. (...) As frases anglo-saxónicas, curtas e simples, surgiam em bombardeamentos de pronomes plurais: "temos à nossa frente"; "com todo o nosso poderio"; "vinde então, avancemos juntos com a nossa força unida." A sua função era lisonjear um povo assustado, atribuindo-lhe os papéis principais no grande drama mundial; e, como sabemos, a lisonja leva-nos a todo o lado.»

Anthony McCarten, A Hora Mais Negrap. 141

Ed. Objectiva, 2017. Tradução de Manuel Santos Marques

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Leituras

por Pedro Correia, em 11.08.18

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«Depois de uma certa idade, todo o homem é responsável pelo seu rosto.»

Albert Camus, A Quedap. 46

Ed. Livros do Brasil, 2008. Tradução de José Terra.

Colecção Obras de Albert Camus

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Metáfora do destino português

por Pedro Correia, em 01.08.18

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Os crónicos problemas de Portugal relacionam-se com a profunda impreparação e a manifesta venalidade das nossas elites. Este pensamento, que percorre grande parte da obra de Vasco Pulido Valente como historiador e ensaísta, ressurge num livro agora editado pelo autor de O Poder e o Povo, justamente intitulado O Fundo da Gaveta.

Um título com sentido duplo: não apenas alude ao facto de incluir dois ensaios, escritos desde 1989 e até hoje inéditos, mas funciona também como metáfora de um certo destino português.

São «dois fragmentos de uma hipotética História do Portugal moderno», concebida quando Pulido Valente era investigador do Instituto de Ciências Sociais (ICS). O projecto abrangia aspectos económicos, sociais, militares e diplomáticos, como o autor explica num breve prefácio. «Isto não caiu bem na sopa turva do esquerdismo metafísico e simplório, de que a universidade e as suas ramificações têm vivido», acrescenta.

Ao fim de três anos, o empreendimento abortou. Sobraram os ensaios aqui reunidos, inicialmente apresentados num seminário do ICS. Embora visem diferentes décadas do século XIX, têm em comum a peculiar resistência dos portugueses à mudança: entre nós foi sempre mais fácil fazer revoluções do que concretizar reformas.

 

Do absolutismo à "fusão"

 

"A Contra-Revolução (1823-1824)" aborda o turbulento ano decorrido entre a Vilafrancada, movimento restauracionista promovido pelo infante D. Miguel, e a Abrilada, nova tentativa de golpe de mão dos absolutistas - desta vez contra a "terceira via" ensaiada pelo Rei D. João VI para pôr fim à guerra civil larvar que já grassava no País e dilacerava a própria Família Real, com irreparáveis consequências na década seguinte. É um retrato sumário, mas expressivo, da debilidade das nossas instituições, postas à mercê de sucessivos estados de alma dos dirigentes, num momento de comoção colectiva provocada pela recentíssima perda do Brasil, que os integristas domésticos ainda procuravam reunir à coroa portuguesa. 

"Ressurreição e Morte do Radicalismo" (1867-1870) debruça-se em estados gerais sobre os chamados governos de "fusão" naquela época iniciados - correspondentes àquilo que hoje chamaríamos "bloco central". Era uma amálgama de liberais, progressistas, conservadores e até antigos legitimistas convertidos ao desígnio comum de «pastorear a nação», com a bênção do palácio real e do voto censitário num país que permanecia em larguíssima medida analfabeto. Os gabinetes ministeriais sucediam-se num frenético jogo de cadeiras enquanto as finanças públicas entravam em derrocada.

 

Editoriais e motins

 

Produziam-se reformas contestadas em motins de rua e nos inflamados editoriais da imprensa: a reforma do mapa administrativo, a reforma da justiça, a reforma fiscal. Quase todas condenadas ao fracasso mal soltavam os primeiros vagidos. Desse período sobrou o monumental Código Civil (com a introdução do casamento laico) que viria a perdurar um século e a abolição total da pena de morte em território português - marcos civilizacionais submergidos na algazarra política da época, em que os apóstolos da "revolução socialista" alternavam com arautos da "integração ibérica" e a incipiente oposição republicana conspirava já pela abolição da Monarquia.

«Sempre me queixei nos jornais da falta de memória dos portugueses. Mas os portugueses não se podem lembrar de uma história que ninguém lhes contou», observa o autor no prefácio. Justificando estas suas acutilantes incursões num século ainda tão mal conhecido entre nós - e que ganhariam, em reedições da obra, se vissem adicionado um verdadeiro dicionário onomástico nas páginas finais, além de notas de rodapé que permitam situar os acontecimentos, aqui por vezes relatados com excessiva brevidade.

 

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O Fundo da Gaveta, de Vasco Pulido Valente (D. Quixote, 2018). 231 páginas.
Classificação: ****
 
Publicado originalmente no jornal Dia 15

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Leituras

por Pedro Correia, em 29.07.18

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«É mais triste tornarmos a encontrar o passado e descobri-lo caducado no presente do que vermo-lo fugir-nos e permanecer para sempre, na nossa memória, como uma imagem de harmonia.»

Scott Fitzgerald, 'The Crack-Up' e Outros Escritosp. 62

Ed. Relógio d' Água, 2011. Tradução de Miguel Serras Pereira. Colecção Ficções

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Leituras

por Pedro Correia, em 28.07.18

 

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«As questões de família são coisas amargas. Não se desenrolam de acordo com quaisquer regras. Não são como as dores físicas ou os ferimentos; assemelham-se mais a gretas na pele que não se curam porque não há carne bastante.»

Scott Fitzgerald, Sonhos de Inverno e Outros Contos, p. 83

Ed. Relógio d' Água, 2011. Tradução de H. Silva Letra. Colecção Ficções, n.º 10 

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Leituras

por Pedro Correia, em 22.07.18

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«Todo o poder corrompe, mas alguém tem de governar.»

John Le Carré, A Toupeira, p. 263

Ed. D. Quixote, 2011

Tradução de J. Teixeira de Aguilar. Colecção Ficção Universal 

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Leituras

por Pedro Correia, em 20.07.18

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«Os homens são fracos, querida. Nas mãos de uma mulher, o homem mais forte do mundo é fraco.»

John O' Hara, Encontro em Samarra, p. 181

Ed. Relógio d' Água, 2011. Tradução de H. Silva Letra. Colecção Ficções 

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Leituras

por Pedro Correia, em 15.07.18

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«Dizer que não vai haver um Azar agora, também não digo. Os Azares são uma coisa esquisita. Nunca se sabe que vão acontecer até já terem acontecido.»

A. A. Milne, Puff e os Seus Amigos, p. 79

Ed. Relógio d'Água, 1992. Tradução de Manuel Grangeio Crespo 

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.07.18

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«Somos todo estranhos para nós próprios, e, se temos alguma noção de quem somos, é só porque vivemos dentro dos olhos dos outros.»

Paul Auster, Diário de Inverno, p. 129

Ed. ASA, 2012. Tradução de Francisco Agarez 

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Leituras

por Pedro Correia, em 08.07.18

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«Qual é a esperança que não mente?»

Antero de Quental, Sonetos Completos, p. 18

Ed. Alêtheia/Expresso, 2017

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Leituras

por Pedro Correia, em 30.06.18

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«Sempre tem as costas quentes quem na corte tem um amigo»

Rudyard Kipling, Capitães Corajosos, p. 65

Ed. Círculo de Leitores, 1989. Adaptação de Manuel Nunes

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.06.18

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«A gente tem quinze anos sempre que nos aparece uma alegria.»

Ernesto Rodrigues, Félix Bermudes e João Bastos, O Leão da Estrela, p. 16

Ed. J. Roussado dos Santos, 1939. Colecção de Teatro Português

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Leituras

por Pedro Correia, em 17.06.18

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«Alcançar a riqueza é o sonho do indigente, mas alcançar o amor é o sonho de reis.»

Sidney Sheldon, Laços de Sangue, p. 247

Ed. Nova Nórdica, 1981. Tradução de Ana Saló

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Leituras

por Pedro Correia, em 20.05.18

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«Se tu conseguires estar em boas relações com o Tempo, ele deixa fazer ao relógio quase tudo o que tu quiseres.»

Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, p. 52

Ed. Abril/Controljornal, 2000. Tradução de Vera Azancot.

Colecção Biblioteca Visão.

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Leituras

por Pedro Correia, em 13.05.18

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«Se há alguma coisa que nivele a humanidade, que iguale castas, sociedades, isso é a educação.»

Agustina Bessa-LuísDeuses de Barro, p. 136.

Ed. Relógio d'Água, 2017

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Leituras

por Pedro Correia, em 05.05.18

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«O segredo das grandes fortunas sem causa aparente é um crime esquecido, por ter sido executado com limpeza.»

Honoré de BalzacO Tio Goriot (1835), pp. 115/116.

Ed. Sporpress, 2003. Tradução de Miguel Mascarenhas. Colecção Sporpress Clássicos, n.º 3

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Leituras

por Pedro Correia, em 21.04.18

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«A principal necessidade dos que odeiam é acreditar que são igualmente odiados por aqueles que odeiam: com idêntica intensidade e obsessão, com idêntica destilação de espuma.»

Javier Marías, Selvagens e Sentimentais (2000), p. 27.

Ed. Dom Quixote, 2002. Tradução de Salvato Telles de Menezes. Colecção Ficção Universal, n.º 291

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Leituras

por Pedro Correia, em 15.04.18

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«A tentativa de fugir ao casamento é um ingrediente do casamento. Nalguns que conheço, é o princípio vital que os mantém vivos.»

Philip Roth, Traições (1990), p. 158.

Ed. Bertrand, 1991. Tradução de Filomena de Andrade e Sousa.

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Leituras

por Pedro Correia, em 08.04.18

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«A arte de lidar com os outros é em primeiro lugar saber ver através deles e em segundo lugar ficar de bico calado. Se tiverem cabeça suficiente para a primeira coisa e controlo suficiente para a segunda, podem considerar-se homens realizados.»

Harold Pinter, Os Anões (1990), p. 139.

Ed. D. Quixote, 2011. Tradução de José Lima.

 

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Leituras

por Pedro Correia, em 31.03.18

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«Não fica bem continuar a odiar um inimigo depois de terminado um conflito. Quando atiramos um homem às lonas, as coisas devem terminar aí. Não devemos, depois de o derrubarmos, aplicar-lhe pontapés.»

Kazuo Ishiguro, Os Despojos do Dia (1989), p. 92.

Ed. Gradiva, 2017. Tradução de Fernanda Pinto Rodrigues.

Colecção Gradiva, n.º 23

 

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Leituras

por Pedro Correia, em 25.03.18

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  «- Não tens medo da morte?

- Não da maneira como tinha. Acabei por acreditar na vida para além dela. Num retorno ao nosso verdadeiro eu, num eu espiritual. Só ocupamos este corpo físico enquanto não regressamos ao espírito.»

Kent Haruf, As Nossas Almas na Noite (2015), p. 127.

Ed. Alfaguara, 2017. Tradução de Paulo Ramos.

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Leituras

por Pedro Correia, em 18.03.18

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 «Mais depressa se apanha um assassino que um morto, porque, como dizia o outro, o morto voa a cavalo na alma e o assassino tropeça no medo.»

José Cardoso Pires, Balada da Praia dos Cães (1982), p. 20

Ed. Público, 2003. Colecção Mil Folhas, n. º 36

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Leituras

por Pedro Correia, em 17.03.18

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 «É impossível anular as medidas de repressão contra a imprensa. Nós, os bolchevistas, temos dito sempre que, ao tomarmos conta do poder, suprimiríamos a imprensa burguesa. Tolerar a existência da imprensa burguesa significa deixar de ser socialista. Quando se faz uma revolução, não se pode contemporizar: ou se segue para a frente, ou se retrocede. Aquele que fala de liberdade de imprensa recua e paralisa a nossa marcha para a frente, para o socialismo... (...) É impossível separar a questão da liberdade de imprensa dos outros problemas da luta de classes. Tínhamos prometido suprimir esses jornais e assim fizemos. A imensa maioria do povo aprova-nos.»

Lenine, numa intervenção pública a 17 de Novembro de 1917, citado por John Reed, Dez Dias que Abalaram o Mundo (1919), p. 292

Ed. Círculo de Leitores, 1975. Tradução de José Octávio.

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Leituras

por Pedro Correia, em 10.03.18

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 «Só se pode ser forte quando se vê o lado alegre das coisas.»

Ken Kesey, Voando Sobre um Ninho de Cucos (1962), p. 320

Ed. Meridiano, 1976. Tradução de José Cardoso d' Ávila.

Colecção Marginália, n.º 1

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Leituras

por Pedro Correia, em 03.03.18

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 «Há uma satisfação surpreendentemente forte em saber que a nossa visão foi partilhada por outra pessoa.»

Michael Cunningham, As Horas (1998), p. 52

Ed. Público, 2002. Tradução de Fernanda Pinto Rodrigues. Colecção Mil Folhas, n.º 34

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Leituras

por Pedro Correia, em 26.02.18

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«Todos os homens matam aquilo que amam.»

Stephen King, The Shining (1977) p. 325

Ed. 11x17, Lisboa, 2017. Tradução de Maria Filomena Lima. Colecção Best Seller, n.º 371

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Leituras

por Pedro Correia, em 24.02.18

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«Nada é mais libidinoso que o olhar que um homem casado com uma mulher feia lança, disfarçadamente, sobre uma mulher bonita; e nenhum olhar é mais homicida do que aquele que a mulher feia casada lança sobre o alvo dos olhares do marido.»

Miguel Sousa Tavares, Equador, p. 443

Ed. Oficina do Livro, Lisboa, 2003

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Leituras

por Pedro Correia, em 17.02.18

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«Mostra-me uma emoção descontrolada e eu mostrar-te-ei uma derrota certa.»

Warren Adler, A Guerra das Rosas (1981), p. 135

Ed. Círculo de Leitores, 1991. Tradução de Maria Adelaide Namorado Freire

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.02.18

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«Não há nada mais degradante do que termos de levantar-nos sempre tão cedo. O homem deve poder dormir.»

Franz Kafka, Metamorfose, p. 11

Ed. Livros do Brasil, Carnaxide, 2007. Tradução de Breno Silveira. Colecção Clássicos da Literatura, n. º4

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Leituras

por Pedro Correia, em 11.02.18

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«Qualquer um sonha com os seus mortos e vê-os vivos.»

Julio Cortázar, Octaedro, p. 74

Ed. Cavalo de Ferro, Amadora, 2017. Tradução de Isabel Pettermann

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Leituras

por Pedro Correia, em 10.02.18

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«É sempre mau acreditar na amizade dos grandes; podem ser muito amáveis, mas um belo dia a insolência toma-os e fica uma pessoa com ar de tola.»

Felix Salten, Bambi - Uma Vida nos Bosques, p.146

Ed. E-primatur, 2016. Tradução de António A. Z. Cortesão

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Leituras

por Pedro Correia, em 03.02.18

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«Não me conformo com estas pessoas que teimam em que a vida de um animal e as suas acções são comandadas apenas por puro instinto e seus reflexos. Nada, a não ser faculdades de raciocínio, pode explicar a cuidadosa estratégia posta em prática por um bando de leões quando caçam; e os muitos exemplos que temos obtido por parte de Elsa são de inteligência e procedimento reflectido.»

Joy Adamson, Uma Leoa Chamada Elsa, p.159

Ed. Livros do Brasil, Lisboa. Tradução de Armando Ferreira

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Leituras

por Pedro Correia, em 27.01.18

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«Os ateus passam a vida a falar de Deus.»

Manuel PuigO Beijo da Mulher Aranha, p. 81

Ed. Relógio d'Água, Lisboa, 2003. Tradução de Elsa Castro Neves. Colecção Ficções, n.º 89

 

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Leituras

por Pedro Correia, em 21.01.18

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«Caramba, só se é homem quando se tem trabalho!»

Manuel da FonsecaCerromaior, p. 67

Ed. Inquérito, Lisboa, 1943

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Leituras

por Pedro Correia, em 20.01.18

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«Começamos a caminhar para a morte no momento em que nascemos. A vida inteira é uma luta com a morte. O melhor é não pensar nisso.»

Ian FlemingViver e Deixar Morrer (1954), p. 172

Ed. Portugália, Lisboa, 1965. Tradução de Mário Braga. Colecção James Bond, n.º 2

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.01.18

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«El silencio es la mejor arma de la inteligencia.»

Juan Luis CebriánPrimera Página, p. 28

Editorial Debate, Barcelona, 2016

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Leituras

por Pedro Correia, em 13.01.18

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«Se tirarem do homem a vida eterna, ele cai de quatro, imediatamente.»

Nelson RodriguesTeatro Desagradável, p. 294

Cotovia, Lisboa, 2006

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Leituras

por Pedro Correia, em 06.01.18

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«Uma mulher pode ser amiga de um homem apenas na seguinte sequência: primeiro, um bom conhecimento, depois, uma amante, e só depois uma amiga.»

Anton TchékovO Tio Vânia (1898), p. 39

Relógio d' Água, Lisboa, 2005. Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra.

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Acreditem: há tempo para tudo

por Pedro Correia, em 01.01.18

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Um novo ano começa: eis-nos outra vez confrontados com a velha dicotomia entre perspectivas e realidades. No domínio das leituras, por exemplo. Na passagem de 2016 para 2017, tinha apostado ler diversos livros que deixei aliás assinalados em testemunho fotográfico. Quase todos ficaram por abrir. Dos dez que menciono, apenas dois foram concluídos.

Nisto, confesso, perdi a aposta comigo próprio. Mas ganhei outra, mais importante: propus-me ler em 2017 tantos livros como me acontecia pelos meus 18 anos. Assim aconteceu: foram 70 ao longo do ano que ontem terminou. Completos, do princípio ao fim, sem deixar pontas soltas. Se contabilizasse os que ficaram por concluir, teria mais doze.

Claro que não basta a quantidade – o mais importante é a qualidade daquilo que vamos lendo. Mas também neste aspecto me sinto satisfeito ao fazer esta breve resenha do ano que findou. Li pela primeira vez uma obra completa de Tchékov, Balzac, Mikhail Bulgákov, Liam O’ Flaherty, Alberto Moravia, Harold Pinter, Manuel Puig, Joseph Kessel, Kazuo Ishiguro, Michael Cunningham. Reli Verne, Rilke, Kipling, H. G. Wells, D. H. Lawrence, Camus, Stefan Zweig, Julio Cortázar, Carson McCullers, Nelson Rodrigues, Truman Capote, Philip Roth, Paul Auster, Javier Marías. Alguns deles muito cá de casa.

Entre os portugueses, Camilo e Antero. E também Manuel da Fonseca, Cardoso Pires, Sttau Monteiro, Carlos de Oliveira, Borges Coelho, Miguel Sousa Tavares, A. M. Pires Cabral.

Muitos homens, claro. Mas também algumas escritoras, embora sem tentativa deliberada de estabelecer igualdade de género: Agustina, Selma Lagerlöf (outra estreia), Patricia Highsmith, Daphne du Maurier, Teolinda Gersão.

Os melhores? Coração de Cão, de Bulgákov – sátira genial. Os Despojos do Dia, de Ishiguro – filigrana inglesa com requinte japonês. O histórico Dez Dias que Abalaram o Mundo, de John Reed. E ainda este trio de romances, o primeiro dos quais inacabado: 1933 foi um Mau Ano, de John Fante; Carol, de Highsmith; Rebeca, de Du Maurier.

Os piores? Traições, de Roth. E Os Anões, de Pinter. Quanto maior a expectativa, mais amarga é a desilusão.

Já tenho uma lista para 2018. Que inclui os livros exibidos nesta foto. Alguns transitam de 2017: o mesmo sucede com muitos dos nossos sonhos, que vão passando de ano para ano.

É hora de recomeçar. E não acreditem em quem vos diz que "deixou de haver tempo para ler". Há tempo, sim. Temos é de aproveitá-lo bem.

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Leituras

por Pedro Correia, em 31.12.17

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«Nunca durmas com alguém cujos problemas sejam piores do que os teus.»

Ross MacdonaldDinheiro Negro (1966), p. 259

Alfaguara, Lisboa, 2017. Tradução de Jorge Pereirinha Pires

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Leituras

por Pedro Correia, em 26.12.17

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«A felicidade é tanto maior quanto menos se dá por ela.»

Alberto MoraviaO Desprezo (1954), pp. 7/8

Editores Associados, s/d. Tradução de Maria Tereza de Barros Brito. Colecção Livros Unibolso, n.º 84

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.12.17

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«Era a vida, eram as relações humanas, sempre assim?, perguntou-se Therese. Nunca terreno sólido debaixo dos pés. Sempre como saibro, cedendo sempre um pouco, ruidosas para que o mundo inteiro as pudesse escutar e para que uma pessoa precisasse de estar sempre atenta, sempre à escuta do passo ruidoso e áspero do intruso.»

Patricia HighsmithCarol (1952), p. 161

Relógio d' Água, Lisboa, 2015. Tradução de Ana Luísa Amaral. Colecção Crime Imperfeito, n.º 33

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Leituras

por Pedro Correia, em 17.12.17

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«Existe uma relação íntima entre o sexo e o crime. Na realidade, afirmo que o crime - na sociedade moderna - se tornou um substituto para o sexo. (...) Ambos partilham uma idêntica característica - a característica mais importante - da penetração. O assaltante dum banco força o caminho até dentro duma abóboda. O assaltante de casas força o caminho até dentro duma moradia ou dum andar. O vulgar ladrão força o caminho até dentro duma carteira ou duma bolsa. Teriam intenção de penetrar um corpo - uma vida privada?

Até os crimes mais complexos incluem este motivo de penetração. O homem de confiança abusa da fortuna da vítima, quer se trate dum cofre de parede quer de economias depositadas. O contabilista criminoso viola a firma para a qual trabalha. O funcionário público que comete uma fraude violenta a sociedade. (...) Todos os crimes são crimes sexuais

Lawrence SandersDossier Anderson (1970), pp. 224/225

Círculo de Leitores, Lisboa, 1978. Tradução de Ângela Sarmento

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Leituras

por Pedro Correia, em 16.12.17

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«O tipo tem tanta massa que não necessita de pôr óculos quando conduz. Os vidros do pára-brisas dos Cadillacs dele têm a graduação recomendada pelo médico.»

Ian FlemingOs Diamantes São Eternos (1956), p. 181

Ed. Portugália, Lisboa, 1965. Tradução de H. Silva Letra. Colecção James Bond, n.º 4

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