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Leituras

por Pedro Correia, em 20.05.18

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«Se tu conseguires estar em boas relações com o Tempo, ele deixa fazer ao relógio quase tudo o que tu quiseres.»

Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, p. 52

Ed. Abril/Controljornal, 2000. Tradução de Vera Azancot.

Colecção Biblioteca Visão.

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Leituras

por Pedro Correia, em 13.05.18

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«Se há alguma coisa que nivele a humanidade, que iguale castas, sociedades, isso é a educação.»

Agustina Bessa-LuísDeuses de Barro, p. 136.

Ed. Relógio d'Água, 2017

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Leituras

por Pedro Correia, em 05.05.18

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«O segredo das grandes fortunas sem causa aparente é um crime esquecido, por ter sido executado com limpeza.»

Honoré de BalzacO Tio Goriot (1835), pp. 115/116.

Ed. Sporpress, 2003. Tradução de Miguel Mascarenhas. Colecção Sporpress Clássicos, n.º 3

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Leituras

por Pedro Correia, em 21.04.18

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«A principal necessidade dos que odeiam é acreditar que são igualmente odiados por aqueles que odeiam: com idêntica intensidade e obsessão, com idêntica destilação de espuma.»

Javier Marías, Selvagens e Sentimentais (2000), p. 27.

Ed. Dom Quixote, 2002. Tradução de Salvato Telles de Menezes. Colecção Ficção Universal, n.º 291

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Leituras

por Pedro Correia, em 15.04.18

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«A tentativa de fugir ao casamento é um ingrediente do casamento. Nalguns que conheço, é o princípio vital que os mantém vivos.»

Philip Roth, Traições (1990), p. 158.

Ed. Bertrand, 1991. Tradução de Filomena de Andrade e Sousa.

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Leituras

por Pedro Correia, em 08.04.18

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«A arte de lidar com os outros é em primeiro lugar saber ver através deles e em segundo lugar ficar de bico calado. Se tiverem cabeça suficiente para a primeira coisa e controlo suficiente para a segunda, podem considerar-se homens realizados.»

Harold Pinter, Os Anões (1990), p. 139.

Ed. D. Quixote, 2011. Tradução de José Lima.

 

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Leituras

por Pedro Correia, em 31.03.18

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«Não fica bem continuar a odiar um inimigo depois de terminado um conflito. Quando atiramos um homem às lonas, as coisas devem terminar aí. Não devemos, depois de o derrubarmos, aplicar-lhe pontapés.»

Kazuo Ishiguro, Os Despojos do Dia (1989), p. 92.

Ed. Gradiva, 2017. Tradução de Fernanda Pinto Rodrigues.

Colecção Gradiva, n.º 23

 

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Leituras

por Pedro Correia, em 25.03.18

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  «- Não tens medo da morte?

- Não da maneira como tinha. Acabei por acreditar na vida para além dela. Num retorno ao nosso verdadeiro eu, num eu espiritual. Só ocupamos este corpo físico enquanto não regressamos ao espírito.»

Kent Haruf, As Nossas Almas na Noite (2015), p. 127.

Ed. Alfaguara, 2017. Tradução de Paulo Ramos.

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Leituras

por Pedro Correia, em 18.03.18

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 «Mais depressa se apanha um assassino que um morto, porque, como dizia o outro, o morto voa a cavalo na alma e o assassino tropeça no medo.»

José Cardoso Pires, Balada da Praia dos Cães (1982), p. 20

Ed. Público, 2003. Colecção Mil Folhas, n. º 36

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Leituras

por Pedro Correia, em 17.03.18

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 «É impossível anular as medidas de repressão contra a imprensa. Nós, os bolchevistas, temos dito sempre que, ao tomarmos conta do poder, suprimiríamos a imprensa burguesa. Tolerar a existência da imprensa burguesa significa deixar de ser socialista. Quando se faz uma revolução, não se pode contemporizar: ou se segue para a frente, ou se retrocede. Aquele que fala de liberdade de imprensa recua e paralisa a nossa marcha para a frente, para o socialismo... (...) É impossível separar a questão da liberdade de imprensa dos outros problemas da luta de classes. Tínhamos prometido suprimir esses jornais e assim fizemos. A imensa maioria do povo aprova-nos.»

Lenine, numa intervenção pública a 17 de Novembro de 1917, citado por John Reed, Dez Dias que Abalaram o Mundo (1919), p. 292

Ed. Círculo de Leitores, 1975. Tradução de José Octávio.

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Leituras

por Pedro Correia, em 10.03.18

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 «Só se pode ser forte quando se vê o lado alegre das coisas.»

Ken Kesey, Voando Sobre um Ninho de Cucos (1962), p. 320

Ed. Meridiano, 1976. Tradução de José Cardoso d' Ávila.

Colecção Marginália, n.º 1

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Leituras

por Pedro Correia, em 03.03.18

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 «Há uma satisfação surpreendentemente forte em saber que a nossa visão foi partilhada por outra pessoa.»

Michael Cunningham, As Horas (1998), p. 52

Ed. Público, 2002. Tradução de Fernanda Pinto Rodrigues. Colecção Mil Folhas, n.º 34

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Leituras

por Pedro Correia, em 26.02.18

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«Todos os homens matam aquilo que amam.»

Stephen King, The Shining (1977) p. 325

Ed. 11x17, Lisboa, 2017. Tradução de Maria Filomena Lima. Colecção Best Seller, n.º 371

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Leituras

por Pedro Correia, em 24.02.18

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«Nada é mais libidinoso que o olhar que um homem casado com uma mulher feia lança, disfarçadamente, sobre uma mulher bonita; e nenhum olhar é mais homicida do que aquele que a mulher feia casada lança sobre o alvo dos olhares do marido.»

Miguel Sousa Tavares, Equador, p. 443

Ed. Oficina do Livro, Lisboa, 2003

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Leituras

por Pedro Correia, em 17.02.18

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«Mostra-me uma emoção descontrolada e eu mostrar-te-ei uma derrota certa.»

Warren Adler, A Guerra das Rosas (1981), p. 135

Ed. Círculo de Leitores, 1991. Tradução de Maria Adelaide Namorado Freire

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.02.18

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«Não há nada mais degradante do que termos de levantar-nos sempre tão cedo. O homem deve poder dormir.»

Franz Kafka, Metamorfose, p. 11

Ed. Livros do Brasil, Carnaxide, 2007. Tradução de Breno Silveira. Colecção Clássicos da Literatura, n. º4

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Leituras

por Pedro Correia, em 11.02.18

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«Qualquer um sonha com os seus mortos e vê-os vivos.»

Julio Cortázar, Octaedro, p. 74

Ed. Cavalo de Ferro, Amadora, 2017. Tradução de Isabel Pettermann

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Leituras

por Pedro Correia, em 10.02.18

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«É sempre mau acreditar na amizade dos grandes; podem ser muito amáveis, mas um belo dia a insolência toma-os e fica uma pessoa com ar de tola.»

Felix Salten, Bambi - Uma Vida nos Bosques, p.146

Ed. E-primatur, 2016. Tradução de António A. Z. Cortesão

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Leituras

por Pedro Correia, em 03.02.18

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«Não me conformo com estas pessoas que teimam em que a vida de um animal e as suas acções são comandadas apenas por puro instinto e seus reflexos. Nada, a não ser faculdades de raciocínio, pode explicar a cuidadosa estratégia posta em prática por um bando de leões quando caçam; e os muitos exemplos que temos obtido por parte de Elsa são de inteligência e procedimento reflectido.»

Joy Adamson, Uma Leoa Chamada Elsa, p.159

Ed. Livros do Brasil, Lisboa. Tradução de Armando Ferreira

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Leituras

por Pedro Correia, em 27.01.18

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«Os ateus passam a vida a falar de Deus.»

Manuel PuigO Beijo da Mulher Aranha, p. 81

Ed. Relógio d'Água, Lisboa, 2003. Tradução de Elsa Castro Neves. Colecção Ficções, n.º 89

 

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Leituras

por Pedro Correia, em 21.01.18

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«Caramba, só se é homem quando se tem trabalho!»

Manuel da FonsecaCerromaior, p. 67

Ed. Inquérito, Lisboa, 1943

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Leituras

por Pedro Correia, em 20.01.18

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«Começamos a caminhar para a morte no momento em que nascemos. A vida inteira é uma luta com a morte. O melhor é não pensar nisso.»

Ian FlemingViver e Deixar Morrer (1954), p. 172

Ed. Portugália, Lisboa, 1965. Tradução de Mário Braga. Colecção James Bond, n.º 2

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.01.18

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«El silencio es la mejor arma de la inteligencia.»

Juan Luis CebriánPrimera Página, p. 28

Editorial Debate, Barcelona, 2016

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Leituras

por Pedro Correia, em 13.01.18

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«Se tirarem do homem a vida eterna, ele cai de quatro, imediatamente.»

Nelson RodriguesTeatro Desagradável, p. 294

Cotovia, Lisboa, 2006

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Leituras

por Pedro Correia, em 06.01.18

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«Uma mulher pode ser amiga de um homem apenas na seguinte sequência: primeiro, um bom conhecimento, depois, uma amante, e só depois uma amiga.»

Anton TchékovO Tio Vânia (1898), p. 39

Relógio d' Água, Lisboa, 2005. Tradução de Nina Guerra e Filipe Guerra.

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Acreditem: há tempo para tudo

por Pedro Correia, em 01.01.18

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Um novo ano começa: eis-nos outra vez confrontados com a velha dicotomia entre perspectivas e realidades. No domínio das leituras, por exemplo. Na passagem de 2016 para 2017, tinha apostado ler diversos livros que deixei aliás assinalados em testemunho fotográfico. Quase todos ficaram por abrir. Dos dez que menciono, apenas dois foram concluídos.

Nisto, confesso, perdi a aposta comigo próprio. Mas ganhei outra, mais importante: propus-me ler em 2017 tantos livros como me acontecia pelos meus 18 anos. Assim aconteceu: foram 70 ao longo do ano que ontem terminou. Completos, do princípio ao fim, sem deixar pontas soltas. Se contabilizasse os que ficaram por concluir, teria mais doze.

Claro que não basta a quantidade – o mais importante é a qualidade daquilo que vamos lendo. Mas também neste aspecto me sinto satisfeito ao fazer esta breve resenha do ano que findou. Li pela primeira vez uma obra completa de Tchékov, Balzac, Mikhail Bulgákov, Liam O’ Flaherty, Alberto Moravia, Harold Pinter, Manuel Puig, Joseph Kessel, Kazuo Ishiguro, Michael Cunningham. Reli Verne, Rilke, Kipling, H. G. Wells, D. H. Lawrence, Camus, Stefan Zweig, Julio Cortázar, Carson McCullers, Nelson Rodrigues, Truman Capote, Philip Roth, Paul Auster, Javier Marías. Alguns deles muito cá de casa.

Entre os portugueses, Camilo e Antero. E também Manuel da Fonseca, Cardoso Pires, Sttau Monteiro, Carlos de Oliveira, Borges Coelho, Miguel Sousa Tavares, A. M. Pires Cabral.

Muitos homens, claro. Mas também algumas escritoras, embora sem tentativa deliberada de estabelecer igualdade de género: Agustina, Selma Lagerlöf (outra estreia), Patricia Highsmith, Daphne du Maurier, Teolinda Gersão.

Os melhores? Coração de Cão, de Bulgákov – sátira genial. Os Despojos do Dia, de Ishiguro – filigrana inglesa com requinte japonês. O histórico Dez Dias que Abalaram o Mundo, de John Reed. E ainda este trio de romances, o primeiro dos quais inacabado: 1933 foi um Mau Ano, de John Fante; Carol, de Highsmith; Rebeca, de Du Maurier.

Os piores? Traições, de Roth. E Os Anões, de Pinter. Quanto maior a expectativa, mais amarga é a desilusão.

Já tenho uma lista para 2018. Que inclui os livros exibidos nesta foto. Alguns transitam de 2017: o mesmo sucede com muitos dos nossos sonhos, que vão passando de ano para ano.

É hora de recomeçar. E não acreditem em quem vos diz que "deixou de haver tempo para ler". Há tempo, sim. Temos é de aproveitá-lo bem.

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Leituras

por Pedro Correia, em 31.12.17

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«Nunca durmas com alguém cujos problemas sejam piores do que os teus.»

Ross MacdonaldDinheiro Negro (1966), p. 259

Alfaguara, Lisboa, 2017. Tradução de Jorge Pereirinha Pires

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Leituras

por Pedro Correia, em 26.12.17

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«A felicidade é tanto maior quanto menos se dá por ela.»

Alberto MoraviaO Desprezo (1954), pp. 7/8

Editores Associados, s/d. Tradução de Maria Tereza de Barros Brito. Colecção Livros Unibolso, n.º 84

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.12.17

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«Era a vida, eram as relações humanas, sempre assim?, perguntou-se Therese. Nunca terreno sólido debaixo dos pés. Sempre como saibro, cedendo sempre um pouco, ruidosas para que o mundo inteiro as pudesse escutar e para que uma pessoa precisasse de estar sempre atenta, sempre à escuta do passo ruidoso e áspero do intruso.»

Patricia HighsmithCarol (1952), p. 161

Relógio d' Água, Lisboa, 2015. Tradução de Ana Luísa Amaral. Colecção Crime Imperfeito, n.º 33

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Leituras

por Pedro Correia, em 17.12.17

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«Existe uma relação íntima entre o sexo e o crime. Na realidade, afirmo que o crime - na sociedade moderna - se tornou um substituto para o sexo. (...) Ambos partilham uma idêntica característica - a característica mais importante - da penetração. O assaltante dum banco força o caminho até dentro duma abóboda. O assaltante de casas força o caminho até dentro duma moradia ou dum andar. O vulgar ladrão força o caminho até dentro duma carteira ou duma bolsa. Teriam intenção de penetrar um corpo - uma vida privada?

Até os crimes mais complexos incluem este motivo de penetração. O homem de confiança abusa da fortuna da vítima, quer se trate dum cofre de parede quer de economias depositadas. O contabilista criminoso viola a firma para a qual trabalha. O funcionário público que comete uma fraude violenta a sociedade. (...) Todos os crimes são crimes sexuais

Lawrence SandersDossier Anderson (1970), pp. 224/225

Círculo de Leitores, Lisboa, 1978. Tradução de Ângela Sarmento

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Leituras

por Pedro Correia, em 16.12.17

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«O tipo tem tanta massa que não necessita de pôr óculos quando conduz. Os vidros do pára-brisas dos Cadillacs dele têm a graduação recomendada pelo médico.»

Ian FlemingOs Diamantes São Eternos (1956), p. 181

Ed. Portugália, Lisboa, 1965. Tradução de H. Silva Letra. Colecção James Bond, n.º 4

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Leituras

por Pedro Correia, em 11.12.17

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«Haverá alguma lei que obrigue os portugueses a serem graves, pomposos, eminentemente respeitáveis, com aquela respeitabilidade própria dos adolescentes que desejam passar por homens feitos? Já não haverá gente nova nesta terra que teve tanta gente nova? Estaremos todos, efectivamente, convencidos de que temos uma mensagem a comunicar ao mundo?»

Luís de Sttau MonteiroUm Homem Não Chora (1960), pp. 76/77

Ed. Ática, Lisboa, 1970 (4.ª edição)

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Leituras

por Pedro Correia, em 09.12.17

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«A roupa na mulher é função da sensualidade. Vestir-se, quando se é casto, parece-me obsceno.»

Joseph KesselBela de Dia (1929), p. 16

Ed. Publicações Europa-América, 1979. Tradução de Sampaio Marinho. Colecção Livros de Bolso Europa-América, n.º 185

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Leituras

por Pedro Correia, em 08.12.17

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«Uma das coisas mais penosas neste mundo consiste em desejar a morte a quem já está morto.»

Patrick Quentin, Trágica Aventura, p. 198

Ed. Minerva, 1962. Tradução de Eduardo Saló. Colecção XIS, n.º 115

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Leituras

por Pedro Correia, em 02.12.17

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«Que energias inifinitas se desperdiçam quando se luta contra crises que raramente acontecem. A força que faz mover montanhas. E, no entanto, talvez seja esse desperdício, essa angustiosa espera por coisas que nunca acontecem que prepara o caminho e nos permite aceitar com uma serenidade sinistra o animal que, por fim, se mostra.»

Truman Capote, Travessia de Verão (2006), p. 85

Ed. Bis, 2009. Tradução de Manuel Cintra. Colecção Livros de Bolso Europa-América, n.º 72

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Leituras

por Pedro Correia, em 01.12.17

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«Não há baliza racional para as belas, nem para as horrorosas ilusões, quando o amor as inventa.»

Camilo Castelo BrancoAmor de Perdição (1862), p. 89

Ed. Moderna Editorial Lavores, 2008. Colecção Grandes Clássicos

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Leituras

por Pedro Correia, em 25.11.17

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«Não existem demónios, menos ainda criaturas sobrenaturais, como as imagina a superstição popular. Os únicos diabos que receio são os diabos humanos. Conheço muitos que são bastante reais. Mas trazem fatos de lã. São uns sujeitos dignos, respeitadores da lei.»

Liam O' FlahertyO Denunciante (1925), p. 199

Ed. Publicações Europa-América, 1973. Tradução de José Saramago. Colecção Livros de Bolso Europa-América, n.º 72

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Leituras

por Pedro Correia, em 12.11.17

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«A felicidade não é coisa fácil de se contar. É também uma coisa que se vai gastando, sem que ninguém dê pelo desgaste

Henri-Pierre RochéJules e Jim (1953), p. 182

Ed. Relógio d' Água, Lisboa, 1990. Tradução de Ana Luísa Faria

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Leituras

por Pedro Correia, em 11.11.17

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«Sessenta anos de opressão haviam reduzido Portugal à mísera situação de colónia de Castela, apagando-a do mapa da Europa como nação independente. Mesmo os países que outrora o procuravam por aliado e o tratavam de igual para igual tinham passado a considerá-lo mera colónia de Espanha. E essa ideia arreigou-se tão profundamente nos hábitos dos outros povos europeus que, ainda hoje, para muitos deles, esta faixa ocidental da Península se lhes afigura uma província espanhola e endereçam a sua correspondência para Lisboa, Porto ou Coimbra com a designação de Espanha, como território nacional a que essas cidades pertencessem. Portugal era nesses tempos uma colónia que possuía colónias, situação aparentemente paradoxal que correspondia à verdade dos factos.»

Mário DominguesD. João IV, p. 97

Ed. Romano Torres, Lisboa, 1970

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Leninismo: um vírus totalitário

por Pedro Correia, em 10.11.17

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Há cem anos, Lenine fundou um dos mais tenebrosos regimes políticos de todos os tempos. Um regime que nasceu da mentira, alimentou-se do terror e mergulhou a Rússia em décadas de opressão.

Um século depois, desfeitos todos os mitos, dissipadas todas as dúvidas, há quem permaneça cego perante esta clamorosa evidência: o comunismo nunca foi a força libertadora que anunciara aos povos nem inaugurou uma página redentora na história da humanidade. Pelo contrário, trouxe novas guerras em prolongamento directo das anteriores - tão velhas como o mundo. Impôs antigas grilhetas em novos escravos. Impulsionou os cavalos do apocalipse, guiados pela máxima de Estaline, o mais pérfido discípulo de Maquiavel: "O homem é o problema. A morte resolve todos os problemas."

Resta, portanto, um último equívoco ainda por esclarecer em definitivo junto de alguns espíritos: o da origem do mal. Alguns persistem em encarar com benevolência o leninismo – pouco mais do que uma técnica de conquista do poder por via insurrecional – enquanto reservam as críticas aos seus derivados de diversos matizes: o estalinismo, o trotskismo e o maoísmo. Supostas perversões do sistema.

 

Acontece que o regime de terror começa com Lenine, nos dias iniciais da chamada Revolução de Outubro de 1917 – que foi um golpe de Estado clássico – e sem camuflagens de qualquer espécie. Basta ler as primeiras proclamações bolchevistas logo após a conquista de Petrogrado. Está lá tudo: o tom intimidatório, os pontos de exclamação sem permitirem contraditório, a linguagem bélica com a meticulosa utilização de verbos como “esmagar” e “liquidar”.

E a mentira, sempre a mentira como senha de identidade de um regime que prometia a paz e trouxe a guerra, que prometia o pão e trouxe a fome, que prometia a liberdade e trouxe uma tirania ainda mais implacável e cruel do que a da dinastia Romanov, derrubada oito meses antes num levantamento popular que instaurou em solo russo uma frágil democracia, cedo varrida pelos batalhões bolchevistas que mandavam dar “todo o poder aos sovietes”.

De tudo isto nos fala Manuel S. Fonseca nesta sua Revolução de Outubro, que nos transporta aos dias fundacionais do “socialismo real”, etapa após etapa, em minuciosa cronologia que acompanha o percurso biográfico de Vladímir Ilítch Uliánov – o verdadeiro nome de Lenine (1870-1924) – desde os primórdios na região do Volga natal até à morte em Gorki, quando já a doença o retirara da vida pública, passando pelo seu atroador percurso como senhor absoluto do Kremlin onde fora entronizado como czar vermelho entre manifestações de indecorosa idolatria que já prefiguravam o culto da personalidade com dimensões demenciais no subsequente reinado de Estaline, herdeiro ungido.

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Manuel Fonseca, editor e um dos melhores colunistas da imprensa portuguesa (imperdíveis, as suas crónicas de sábado em cada edição do Expresso), militou num sector da esquerda extrema nos dias da juventude mas revisita hoje os primórdios da autocracia soviética sem qualquer traço de complacência perante o regime que em Outubro de 1917 “pôs fim ao pluralismo da esquerda e à extraordinária democracia participativa que a Revolução de Fevereiro criou na Rússia”. Porque estava contaminada pelo “vírus totalitário”, autêntico pecado original.

O autor chega ao ponto de se interrogar nesta obra valorizada pelo excelente grafismo e muito enriquecida com dezenas de fotografias centenárias: “E se a vitória bolchevique foi, afinal, a vitória da contra-revolução, esse lobo contra o qual os revolucionários tanto gritaram ao longo de 1917?”

A formulação desta pergunta já contém implícita a resposta, fornecida parágrafos adiante com a lucidez de alguém incapaz de ficar indiferente às lições da História: “Em vez de ser, como Lenine anunciara em O Estado e a Revolução, a pátria do controlo operário da produção e da autogestão, uma pátria sem polícia, exército ou Estado, a Rússia, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, foi, depois de Outubro e por quase meio século, com Estaline, o palco de uma carnificina insensata, aleatória e psicótica. O exercício do poder de Lenine e dos bolcheviques gerou uma das grandes catástrofes do século XX, substituindo a revolução pelo gulag.” 

............................................................... 
 
Revolução de Outubro, de Manuel S. Fonseca (Guerra & Paz, 2017). 159 páginas.
Classificação: ****

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Leituras

por Pedro Correia, em 04.11.17

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«Há momentos em que a necessidade mais premente de um homem é ter um objecto de amor, um foco em que centralize as suas comoções difusas. E há também ocasiões em que a irritação, o medo da vida, as desilusões, tudo isso, inquieto como espermatozóides, precisa de achar uma saída no ódio.»

Carson McCullersReflexos nuns Olhos de Oiro (1941), p. 50

Ed. Relógio d' Água, Lisboa, 1989. Tradução de Cabral do Nascimento

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Leituras

por Pedro Correia, em 21.10.17

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«Quem suporta as mentiras de um homem é tão mau quanto ele. É tão mentiroso como o próprio.»

John Fante1933 Foi um Mau Ano (1985), p. 61

Ed. Alfaguara, Lisboa, 2017. Tradução de José Remelhe

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.10.17

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«Também para com os mortos se deve mostrar gratidão.»

Selma LagerlöfO Tesouro (1904), p. 32

Ed. Cavalo de Ferro, Lisboa, 2017 (3.ª ed). Tradução de Liliete Martins

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Leituras

por Pedro Correia, em 07.10.17

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«Nenhum homem é capaz de morrer por um princípio.»

Percival C. WrenBeau Geste (1924), p. 212

Ed. Minerva, Lisboa, s/d. Tradução de João Amaral Júnior

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.09.17

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«O amor é talvez a mais séria das jogadas reais e o ciúme uma contingência do jogo, como várias outras.»

Carlos de OliveiraPequenos Burgueses (1948), p. 132

Ed. Sá da Costa, Lisboa, 8.ª ed, 1987

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Leituras

por Pedro Correia, em 16.09.17

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«A morte é uma mudança de número.»

Rainer Maria RilkeAo Largo da Vida (1898), p. 79

Ed. Ítaca, Lisboa, 2017. Tradução de Isabel Castro Silva

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Leituras

por Pedro Correia, em 09.09.17

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«Os sonhos são, tal como os corpos em que se alojam, matéria altamente biodegradável.»

A. M. Pires CabralSingularidades, p. 63

Ed. Cotovia, Lisboa, 2017

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Maylis de Kerangal, Cuidar dos Vivos

por Inês Pedrosa, em 04.09.17

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  " O rosto de Sean no fundo do ecrã – esses olhos rasgados sob pálpebras índias – ilumina-se no seu telefone. Marianne, ligaste-me. Desfaz-se imediatamente em lágrimas – química da dor –, incapaz de articular uma palavra enquanto ele pronuncia de novo: Marianne? Marianne? Ele julgaria sem dúvida que o eco do mar no estreito da doca lhe dificultava a escuta, atribuiria sem dúvida às interferências a baba, o ranho, as lágrimas enquanto ela mordia as costas da mão, tetanizada pelo horror que lhe inspirava bruscamente esta voz tão amada, familiar como só uma voz sabe ser mas que de repente se tornava estrangeira, abominavelmente estrangeira, porque surgida de um espaço-tempo em que o acidente de Simon nunca tivera lugar, um mundo intacto situado a anos-luz deste café vazio; e agora destoava, aquela voz, desorquestrava o mundo, dilacerava-lhe o cérebro: era a voz da vida de antes. Marianne ouve este homem que a chama e chora, percorrida pela emoção que sentimos às vezes diante do que, no tempo, sobreviveu incólume, e desencadeia a dor dos impossíveis retornos  – um dia ela precisaria de saber em que sentido se escoa o tempo, se é linear ou traça os círculos rápidos de um hula-hoop, se forma anéis, se se enrola como a nervura de uma concha, se pode assumir a forma desse tubo que enrola a onda, aspira o mar e o universo inteiro no  seu reverso sombrio, sim, ela precisaria de compreender de que é feito o tempo que passa. Marianne aperta o telefone na mão: medo de falar, medo de destruir a voz de Sean, medo de que nunca mais possa voltar a ouvi-la tal como ela é, que nunca mais possa experimentar esse tempo desaparecido em que Simon não estava numa situação irreversível, quando todavia sabe que deve pôr fim ao anacronismo daquela voz para a reimplantar ali, no presente do drama, sabe que tem de o fazer, e quando finalmente consegue exprimir-se, não é nem concreta, nem precisa, mas incoerente, tanto que, perdendo a calma, porque tomado também ele pelo terror – acontecera qualquer coisa, qualquer coisa de grave –, Sean começa a perguntar-lhe, atormentado, é o Simon? o que se passa com o Simon? no surf? um acidente, onde? O rosto recorta-se-lhe na textura sonora, tão preciso como na foto do fundo do ecrã. Imagina que ele podia deduzir um afogamento, corrige-se, os monossílabos tornam-se frases que a pouco e pouco se organizam e formam um sentido, e pouco depois diz-lhe tudo o que sabe, por ordem, fechando os olhos e apertando o aparelho contra o esterno ao som do grito de Sean. Em seguida, controlando-se, explica-lhe a toda a velocidade que sim, o prognóstico vital de Simon é complicado, está em coma mas vivo, e Sean, por sua vez desfigurado, como ela desfigurado, responde vou já, estarei aí em dois minutos, onde estás? – e a sua voz é agora trânsfuga, reuniu-se a Marianne, atravessou a membrana frágil que separa os felizes dos condenados: espera por mim."

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Leituras

por Pedro Correia, em 03.09.17

Historia-de-Portugal-Livro-5-Os-Filipes[1].jpg

«Filipe II herdava um território multicontinental onde o Sol, diziam, não conseguia entrar no ocaso. Quem se apagava por vezes era o Tesouro. Em 1596, ainda no tempo do seu pai, a Fazenda tinha entrado em bancarrota, precisamente no período de maior afluxo do ouro e da prata das Américas. Em Fevereiro de 1601 o vice-rei de Portugal, Cristóvão de Moura, escrevia ao monarca que só tinha dinheiro para 50 dias, que há muito se não pagavam as tenças da Casa Real, que os soldados morriam de fome e recomeçavam  as desordens com os naturais e que não havia dinheiro para manter a Ribeira de Lisboa. Em 1607 o Tesouro voltaria a quebrar.»

António Borges CoelhoOs Filipes, p. 140

Ed. Caminho, Lisboa, 2015. História de Portugal, volume V

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Leituras

por Pedro Correia, em 27.08.17

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«A humanidade o que pretende é encurralar tudo quanto é belo e vir depois, aos milhares, assistir à sua morte lenta.»

David GarnettUm Homem no Jardim Zoológico (1924), p. 10

Ed. Livros do Brasil, Lisboa, s/d. Tradução de Cabral do Nascimento. Colecção Miniatura, n.º 91

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