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Delito de Opinião

Leituras

Pedro Correia, 03.10.21

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«(...) as mulheres não morrem como os homens dado faltar-lhes o mesmo peso de medo na carne, a mesma espessura nos ossos de inocência e solidão: transformam-se em fantasmas ou nem fantasmas, coisas vagas, fosforescências que rondam de quarto em quarto nos gestos e no modo de caminhar que possuíram em vida (...)»

António Lobo Antunes, O Esplendor de Portugal, p. 107

Ed. Publicações Dom Quixote, 1997

Leituras

Pedro Correia, 02.10.21

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«Viejo, un amigo es más que un padre y un hermano. Una amistad significa las cosas pasadas. Tu y yo llevamos más de 20 años juntos, a bordo del Pilar. De dónde veníamos los dos? No importa, un día nos encontramos, tú con tu historia, yo con la mía. Dos amigos equivalen a dos historias que se unen

Norberto Fuentes, Hemingway en Cuba (1984), p. 273

Ed. Arzalia Ediciones, Madrid, 2019

Leituras

Pedro Correia, 01.10.21

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«Havia, sem dúvida, uma espécie de biombo entre facto e memória, deu-se conta disso, embora não fosse capaz de lhe dar um nome. Mas claro que era capaz, pensou segundos depois: o nome era instinto de conservação

Patricia Highsmith, Ripley Debaixo de Água (1991), p. 122

Ed. Relógio d'Água, 2017. Tradução de Fernanda Pinto Rodrigues. Colecção Crime Imperfeito, n.º 45

Leituras

Pedro Correia, 26.09.21

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«O bom gosto não é uma qualidade inata, nem uma coisa que se possa aprender em qualquer idade, devendo por isso ser-nos imposto desde a infância.»

Gabriel García Márquez, Doze Contos Peregrinos (1992), p. 181

Ed. Publicações Dom Quixote, 1997. Tradução de Miguel Serras Pereira. Colecção Ficção Universal, n.º 118

Leituras

Pedro Correia, 25.09.21

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«Um homem que representa um papel, não para outros, mas sozinho, expõe-se a perigos psicológicos evidentes.»

John Le Carré, O Espião Que Saiu do Frio (1963), p. 134

Ed. Minerva, 1973. Tradução de Adelino dos Santos Rodrigues. Colecção Minerva de Bolso, n.º 14

Leituras

Pedro Correia, 20.09.21

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«Atribuímos à inteligência muito mais agudeza do que aquela que, na realidade, possui. Como é que podemos confiar numa mente que, quando está a dormir, aceita sem qualquer estranheza as fantasmagorias desatadas dos sonhos?»

Antonio Muñoz Molina, Os Teus Passos nas Escadas (2019), p. 199

Ed. Relógio d'Água, 2020. Tradução de Rita Custódio e Àlex Tarradellas. Colecção Ficções, n.º 329

Leituras

Pedro Correia, 12.09.21

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«Para se julgar bem os homens é preciso vê-los em tempo de guerra, não em tempo de paz; não quando há leis e respeito pelos outros e temor a Deus, mas sim quando todas essas coisas não existem e cada um age segundo a sua natureza, sem freios de qualquer espécie.»

Alberto Moravia, A Ciociara (1957), pp. 137/138

Ed. Europa-América, 1972. Tradução de José António Machado. Colecção Livros de Bolso Europa-América, n.º 34

Leituras

Pedro Correia, 05.09.21

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«Muitas das histórias mais mirabolantes vêm precisamente de pessoas que estão a tentar falar verdade.»

Dashiel Hammett, O Homem Transparente (1934), p. 57

Ed. A Regra do Jogo, 1981. Tradução de Helena Domingos. Colecção Série Negra, nº 9

Leituras

Pedro Correia, 04.09.21

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«Não é estranho que certos indivíduos pareçam aceitar resignadamente o confinamento, a cessação do fluxo? Será uma coisa por que sempre ansiaram, subliminarmente, subatomicamente? Algumas pessoas, sempre algumas, um número ínfimo entre os habitantes humanos do planeta Terra, o terceiro planeta a contar do Sol, o domínio da existência mortal.»

Don DeLillo, O Silêncio, p. 60

Ed. Relógio d'Água, 2020. Tradução de Paulo Faria. Colecção Ficções, nº 334

Leituras

Pedro Correia, 29.08.21

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«Ao contrário do teatro, em que os anos do palco "ensinam" a vida da arte, e onde os actores que são grandes envelhecem em sabedoria e graça, poucos são os actores que, no cinema, tenham aprofundado a sua maneira de representar. Tal como começam, assim se vão. E entre a Bergman do Intermezzo e a da Sonata de Outono, não sinto o mesmo que vai entre o jovem Gielgud e aquele que fez No Man's Land de Pinter.»

Jorge Silva Melo, Deixar a Vida, p. 109

Ed. Cotovia, 2002

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Pedro Correia, 28.08.21

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«O heroísmo começa onde a razão pára: na subvalorização da vida. Tem a ver com a loucura, o êxtase e o risco.»

Erich Maria Remarque, O Caminho do Regresso (1931), p. 35

Ed. Publicações Europa-América, 1978. Tradução de Maria Helena Rodrigues de Carvalho. Colecção Século XX, n.º 154

Leituras

Pedro Correia, 21.08.21

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«Quando um inimigo está sem armas e se rendeu, um combatente responsável não pode disparar sobre ele. Não só por razões morais, mas militares por economia. Nem na guerra deve haver mortos inúteis.»

Mario Vargas Llosa, A Cidade e os Cães (1963), p. 332

Ed. D. Quixote, 2010 (2.ª ed). Tradução de Magda Bigotte de Figueiredo

Leituras

Pedro Correia, 20.08.21

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«É por acaso o amor que une todos esses casais que nós conhecemos - os que ainda se dão ao trabalho de estar unidos? Não será algo mais parecido com a fraqueza? Não será antes o comodismo, a apatia e o sentimento de culpa? Não serão antes o medo, a exaustão e a inércia, a pura e simples falta de coragem, mais, muito mais, do que esse "amor" com que eternamente sonham os conselheiros matrimoniais, os cançonetistas e os psicoterapeutas?»

Philip Roth, O Complexo de Portnoy (1969), pp. 109-110

Ed. Bis, 2016 (4.ª ed). Tradução de Ana Luísa Faria

Leituras

Pedro Correia, 15.08.21

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«É fácil amarmos as pessoas quando as recordamos; difícil é amá-las quando estão mesmo à nossa frente.»

John Updike, As Lágrimas do Meu Pai (2009), pp. 176-177

Ed. Civilização, 2010 (2.ª ed). Tradução de Carla Morais Pires e Fátima Vieira

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Pedro Correia, 13.08.21

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«O isolamento corta com os homens: a solidão não corta com os homens. A voz da solidão difere da voz fácil da fraternidade fácil em ser mais profunda e em estar prevenida

Vergílio Ferreira, Espaço do Invísivel, pp. 72-73

Ed. Portugália, 1965