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Leituras

por Pedro Correia, em 12.10.19

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«Sinto que o humor é aquilo que, no plano humano, mais se aproxima da graça divina.»

Papa Francisco, Um Futuro de Fé (2017)p. 51

Entrevistas de Dominique Wolton. Ed. Planeta, Lisboa, 2018. Tradução de Maria Leitão

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Leituras

por Pedro Correia, em 05.10.19

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«O luto, descobri, não é uma sensação muito diferente da derrota.»

J. P. Delaney, A Rapariga de Antes (2017)p. 41

Ed. Suma de Letras, Lisboa, 2018. Tradução de Ester Cortegano

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Leituras

por Pedro Correia, em 29.09.19

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«Devemos reconhecer o grande valor do liberalismo, o qual, desde o seu nascimento no Iluminismo, se tem esforçado por nos incutir a distinção radical entre a ordem religiosa e política e a necessidade de construir a arte do governo sem que esta dependa da lei de Deus.»

Roger Scruton, Como Ser um Conservador (2014)p. 92

Ed. Guerra & Paz, Lisboa, 2018. Tradução de Maria João Madeira

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Leituras

por Pedro Correia, em 21.09.19

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«As mulheres são mais severas com as mulheres do que com os homens.»

Alice Munro, A Vista de Castle Rock (2006)p. 113

Ed. Relógio d' Água, Lisboa, 2009. Tradução de José Miguel Silva

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.09.19

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«É verdade que os valores de "pátria", "patriotismo", "sentimento nacional", pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda. É um erro funesto. Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.»

Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade (1978)p. 65

Ed. Gradiva, Lisboa, 2018

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Leituras

por Pedro Correia, em 13.09.19

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«As pessoas mortas pertencem às pessoas vivas que as reclamam mais obsessivamente.»

James Ellroy, O Meu Quarto Escuro (1996)p. 384

Ed. Notícias, 1998. Tradução de Margarida Vale de Gato

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Leituras

por Pedro Correia, em 07.09.19

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«O trabalho liberta-nos de três calamidades: o aborrecimento, o vício e a necessidade.»

Voltaire, Cândido ou o Optimismo (1759)p. 164

Ed. Visão, 2016. Tradução de Maria Archer

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Leituras

por Pedro Correia, em 01.09.19

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«As palavras são volúveis. Vêm de contrabando, estabelecem-se, envelhecem, desaparecem. Às vezes morrem, outras vezes ficam adormecidas e são despertadas pelo beijo mágico de algum príncipe das letras, que pode ser um humilde jornalista. Pulsam, ecoam, modulam a sua própria ressonância. Reverberam, espalham reflexos para todo o lado. São rebeldes, desapertam as cordas, esgueiram-se das clausuras. São leves e aéreas. São pesadas como tanques. Abismam-se, ampliam-se, encolhem-se. Redimensionam-se. São como o deus grego Proteu, sempre a mudar de forma e mesmo de género ("mha senhor", dizia-se antes de "senhora" assumir o feminino).»

Mário de Carvalho, Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão (2014)p. 224

Ed. Porto Editora, 2015

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Outro livro fora do mercado

por Pedro Correia, em 31.08.19

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Há pouco mais de um mês fiz um apelo público - aliás motivado por um inquérito sobre leituras de Verão promovido pelo Sapo, em que participei - à aquisição do romance Trabalhos e Paixões de Benito Prada, de Fernando Assis Pacheco. Logo vários leitores, com inegável simpatia, me deram boas pistas para chegar ao livro, o que muito lhes agradeço. Li-o num instante e, como já esperava, é um romance que recomendo sem a menor dúvida - considero-o um dos melhores que se publicaram em Portugal nas últimas décadas do século XX. Julgo que terá sido editado inicialmente pela Asa, depois passou a integrar o catálogo da Assírio & Alvim. Estranhamente, encontra-se ausente das livrarias: nem na recente Feira do Livro de Lisboa consegui vislumbrá-lo.

Agora faço outro apelo, desta vez para encontrar outro romance que se encontra igualmente fora do mercado: Milagre Segundo Salomé, de José Rodrigues Miguéis. Dizem-me na Bertrand que não dispõem sequer de um exemplar em fundo de armazém. Desde a declaração de insolvência da Editorial Estampa, em 2017, as obras deste escritor - um dos maiores prosadores portugueses do século XX - deixaram de estar disponíveis ao público fora das bibliotecas. Ao que me garantem, por supostas desavenças entre os seus herdeiros, algo infelizmente bastante mais comum do que muitos imaginam.

É um delito de lesa-cultura. E eis-me agora, por via disso, à procura dos dois volumes deste Milagre Segundo Salomé. Quem souber fornecer-me alguma pista, será bem-vinda. E declaro-me muito grato desde já.

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Leituras

por Pedro Correia, em 25.08.19

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«Em arte não há mistério. Faz as coisas que possas ver, elas te mostrarão as que não podes ver.»

Isak Dinesen, citada por Javier Marías em Vidas escritas (1992)p. 41

Ed. Relógio d' Água, Lisboa, 2018. Tradução de Salvato Teles de Menezes.

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Louvor à prosa de Cardoso Pires

por Pedro Correia, em 22.08.19

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Ia lendo penosamente um laureado romance de um dos bonzos das letras pátrias, publicado na década de 80, e a cada página encalhava naquela prosa macilenta, mastigada e conselheiral, parida sem um pingo de emoção, com o intuito deliberado de vergar os basbaques ao "estilo" do autor.

A meio, enjoei - e pus o obeso livro de lado. Para desenjoar, peguei noutro. Com metade do tamanho e o dobro da qualidade: O Hóspede de Job, que já tinha lido há uns trinta anos, em edição da defunta Arcádia.

Não é o melhor romance de José Cardoso Pires, mas tem uma prosa vibrante, que ama o idioma e não trata o leitor com desdém. Reli-o em dois dias e deu-me grande prazer, em contraste com o calhamaço anterior.

 

«No largo de terra batida passeiam dois cavaleiros armados e perguntam com o olhar se é isto Cimadas - este terreiro, este poço.

Nem uma árvore. Tudo apagado, tudo branco; alto silêncio do meio-dia. Os cavaleiros, que trazem farda de cotim e carabina na sela, empinam as montadas ao sol. Fazem-nas rodar, movem-nas como uma arena deserta. Sabem muito bem que há gente na taberna e, a cada porta do largo, uma mulher muda a espiá-los.»

 

Confirmo nesta obra as maiores virtudes de Cardoso Pires enquanto ficcionista: criador de atmosferas envolventes e sugestivas, com notável economia verbal mas sem perder capacidade descritiva, enquanto mantém mão firme nos diálogos, que nunca soam a reprodução postiça.

Isto sim, é a literatura a que me apetece voltar sempre. Seja Verão ou seja Inverno.

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Leituras

por Pedro Correia, em 17.08.19

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«La literatura es también una forma de pensamiento, uns de las principales, y no creio que a eso pueda renunciar el mundo, sobre todo porque ese pensar literario - en forma de narraciones o historias o de versos o de diálogos y monólogos - nos viene acompañando desde hace demasiados siglos. Hay cosas que sabemos sólo porque la literatura nos las ha mostrado, o nos ha permitido tomar conciencia de ellas y reconocerlas.»

Javier Marías, Literatura y Fantasma (2007)p. 377

Ed. Penguin Random House, Barcelona, 2016

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Leituras

por Pedro Correia, em 03.08.19

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«A história é feita com meios, não com ideias; e tudo é modificado pelas condições económicas, arte, filosofia, amor, virtude - a própria verdade!»

Joseph Conrad, O Agente Secreto (1907)p. 45

Ed. Europa-América, 1997 Colecção Grandes Clássicos do Século XX, n.º 24 Tradução de Sara Gomes

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Leituras

por Pedro Correia, em 31.07.19

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«O bem verdadeiro é quando se escolhe fazê-lo porque se pode fazer o mal.»

Roberto Saviano, Gomorra, (2006)p. 100 (vol. 2)

Ed. Reverso/Sábado, 2018. Tradução de Carlos Aboim de Brito

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Leituras

por Pedro Correia, em 26.07.19

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«Se Churchill passou os primeiros anos da sua vida de adulto à procura do poder e da proeminência, Orwell passou os seus à procura de um tema central. E acabou por encontrá-lo: o abuso do poder. É o fio condutor de todos os seus escritos, desde as primeiras obras até ao fim.»

Thomas E. Ricks, Churchill e Orwell - A Luta Pela Liberdade (2017)p. 239

Ed. Edições 70, 2018. Tradução de Miguel Mata

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Leituras

por Pedro Correia, em 25.07.19

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«As mulheres só amam os valentes.»

V. Blasco Ibañez, Sangue e Arena (1908)p. 239

Ed. Círculo de Leitores, 1979. Tradução de João Costa

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Leituras

por Pedro Correia, em 24.07.19

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«Sabia que nunca mais fraquejaria perante o seu destino, fossem quais fossem os caminhos a seguir. Estivera em contacto com a morte e descobrira que, afinal, era tudo menos grande. Ele era um homem.»

Stephen Crane, A Insígnia Vermelha da Coragem (1895)p. 162

Ed. Vega, 2007. Tradução de Jorge Pinheiro

 

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Leituras

por Pedro Correia, em 23.07.19

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«Acho que Deus é todas as coisas. Tudo que é ou foi há-de ser sempre. E quando podes sentir isso, e sentir-te bem por o sentir, encontraste-O.»

Alice Walker, A Cor Púrpura (1982)p. 138

Ed. Círculo de Leitores, 1986. Tradução de Paula Reis

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Que livros ainda nos falta ler?

por Pedro Correia, em 19.07.19

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Audrey Hepburn no filme Guerra e Paz (1956)

 

Julgo que acontece a cada um de nós. Há livros que sempre quisemos ler mas por algum motivo nos foram fugindo - ou nós fugindo deles, o que acaba por dar no mesmo: um desencontro de longa duração entre a obra e o potencial leitor.  

No meu caso, confesso, a lista de leituras sempre adiadas é encabeçada por dois romances que se tornaram pedras basilares da literatura dos séculos XIX e XX: Guerra e Paz, de Tolstoi, e Em Busca do Tempo Perdido, de Proust. No primeiro caso, até já vi o filme (com a bela Audrey Hepburn), no segundo nem sequer conheço qualquer adaptação filmada. 

Não tenho em casa nenhuma destas obras - a de Proust, desde logo, por ocupar muito espaço: são sete volumes. E nunca as li, reconheço, devido à dimensão dos textos. Um célebre ensaísta avaliou em quatro meses o tempo médio de leitura atenta da Guerra e Paz - o que excede, portanto, os dias bem contados de qualquer estação do ano. 

Mas ainda não perdi a esperança. Sabendo que alguns livros da minha vida resultaram de leituras que fui adiando durante anos até um dia me decidir enfim a chegar lá. E ainda bem que o fiz, em casos como O Som e a Fúria, de Faulkner, ou Lolita, de Nabokov. Obras-primas da literatura universal.

Permitam-me a curiosidade: e no vosso caso? Quais são os livros que há anos desejam ler mas por algum motivo foram sempre adiando sem nunca os riscarem das listas de prioridades? Esta caixa de comentários fica à vossa disposição para partilharem tais confidências.

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Leituras

por Pedro Correia, em 14.07.19

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«O Exército de D. Pedro I era comandado quase exclusivamente por generais portugueses. A informação diz muito sobre a independência do Brasil, instaurada de forma rápida e com poucos conflitos se comparada às lutas da América espanhola. Ela evidencia ainda a posição hegemônica do Rio de Janeiro, construída ao longo dos 13 anos em que abrigou a corte joanina (1808-1821), tornando-se sede do Império Português. Nesse sentido, esse perfil era previsível. O surpreendente é constatar o predomínio de portugueses no generalato entre os anos de 1837 e 1850, após a vigorosa política liberal de desmobilização do Exército. Os nascidos em Portugal constituíam, então, quase metade do corpo de generais.»

Adriana Barreto de Souza, num ensaio intitulado "O Exército e a Negociação da Ordem Monárquica no Brasil", incluído na obra colectiva Dois Países, um Sistema - A Monarquia Constitucional dos Braganças em Portugal e no Brasil (1822-1910)p. 237

Ed. D. Quixote, 2018

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