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Rescaldo das eleições

por João Campos, em 21.06.11

Um pouco fora de tempo, bem sei, mas tinha isto na calha. Em 1020 eleitores e 578 votantes, a minha freguesia tem seis simpatizantes do PNR, quatro monárquicos e um humanista. Ainda não percebi muito bem qual destes resultados me surpreende mais.

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Isto é tudo o que me ocorre

por André Couto, em 06.06.11

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Isto deve ser histórico no Alentejo

por João Campos, em 05.06.11

O PSD elegeu um deputado em Beja. 

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A rela

por João Campos, em 03.06.11

Disse há algum tempo não querer votar no PSD. O pretexto era Nobre, mas não só: apesar de não ter nenhum preconceito contra Passos Coelho (creio que a sua "inexperiência" pode mesmo ser uma vantagem), não gosto particularmente de alguns dos seus acompanhantes - em muitos casos, não me parecem substancialmente melhores que os acólitos de Sócrates. Para além disso, aborrecem-me as oscilações constantes, mesmo reconhecendo que a comunicação social é, em termos gerais, muito sacaninha com o candidato do PSD. Já no CDS, passa-se exactamente o contrário: não simpatizo por aí além com Portas, abomino-lhe a demagogia fácil, mas simpatizo bastante com o partido, e com algumas (excelentes) pessoas que por lá estão. Em circunstâncias normais, nestas eleições o meu voto iria direitinho para o CDS.

Acontece que para mim estas eleições estão condicionadas, digamos assim, por uma particularidade geográfica: o meu círculo eleitoral é em Beja. Com muito gosto, acrescento, pois mesmo vivendo em Lisboa, o Alentejo continua a ser a minha casa. No entanto, Beja elege apenas três deputados. A menos que algo de extraordinário aconteça - algo como um fenómeno do Entroncamento, versão política, situado entre Vila Nova de Milfontes e Mértola -, um deputado neste círculo está garantido para a CDU, outro para o PS; e o terceiro será certamente disputado entre estes dois partidos.

Se a possibilidade de o PSD eleger um deputado por Beja é reduzida - mas existente, os tempos estão estranhos -, então a probabilidade de o CDS conseguir tal feito é tão pequena que nem o acelerador de partículas do CERN seria capaz de a detectar. Se é certo que não votarei à esquerda (a única excepção a esta regra são as eleições para a minha junta de freguesia), resta-me decidir entre um voto útil - no PSD, na vaga esperança de "roubar" um deputado ao PS (e à CDU) - ou um voto mais convicto (falta-me uma palavra melhor, desculpem), mas inútil, no CDS. 

No fundo, o que está em causa nestas eleições não é tanto a eleição dos deputados como a remoção, higiénica e tardia, de Sócrates. Este é o critério fundamental. Obviamente que, para tal, o voto mais lógico em Beja seria na CDU, mas não conseguiria engolir tão grande batráquio. Ficarei com um mais pequeno - uma daquelas relas cor-de-laranja, que espero não se revelar muito venenosa.

 

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O debate e a cassete

por Ana Sofia Couto, em 21.05.11

Passos Coelho ganhou o debate de ontem. O lado surpreendente disto, eu não o explico com as virtudes que atribuo a um bom discurso político, virtudes como a argumentação coerente e a clareza. Passos Coelho, tendo sido eficaz na enumeração dos factos que os argumentos do adversário pretendiam negar, ganhou porque já todos sabíamos como Sócrates iria responder às acusações. Não houve nada de novo. Todos conhecemos de cor a narrativa que inclui a crise internacional, o mau momento para o chumbo do PEC, a falta de responsabilidade atribuída aos outros partidos e o comovente eu dei o meu melhor. Por outro lado, não deixa de ser estranho que, neste e noutros debates, o líder do PSD mostrasse alguma dificuldade em defender certos pontos do seu programa. Fica a sensação de que Passos Coelho está desconfortável quando lhe é exigido que entre na discussão ideológica. É pena.

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