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Ontem, num jornal de referência

por Pedro Correia, em 29.09.19

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O analfabetismo vai galopando, dia após dia, nas colunas dos jornais. Até naqueles que presumem ser mais ilustrados e instruídos. Ontem, numa entrevista publicada num semanário, deparei com esta chocante confusão entre o verbo haver e a contracção de uma preposição com um artigo definido.

Antigamente, quando tais nódoas pousavam no papel, não faltava quem corasse de vergonha. Agora é tempo de encolher os ombros e partir para o dislate seguinte com toda a descontracção do mundo.

Hoje, num jornal de referência

por Pedro Correia, em 28.09.19

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Eis o nosso idioma cada vez mais em xeque: a iliteracia ganha terreno, dia após dia. Sem "greves linguísticas" de protesto, equivalentes às "greves climáticas". Toda a gente encolhe os ombros. Se calhar até acham bem.

A minha indignação bem expressa

por Pedro Correia, em 10.09.19

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Lamento muito ter de me pronunciar aqui contra a minha alma mater, mas acho péssimo que a Universidade Católica se promova no estrangeiro e no próprio País deturpando o nome da nossa capital.

Lisboa. Uma das mais belas palavras do idioma de Camões. Que, por acaso ou talvez não, coincide com nome da principal cidade portuguesa.

Acontece que a Católica, por motivos que não consigo descortinar, optou por abastardar Lisboa, adulterando-lhe a grafia, agora adaptada ao amaricano que vai dando cartas em certos círculos bem-pensantes.

É uma aberração.

 

Devíamos aprender com os nossos irmãos brasileiros. Alguém imagina uma instituição brasileira a deturpar os nomes das duas principais cidades do país, Rio de Janeiro e São Paulo - orgulhosamente escritos assim, na universal língua portuguesa que nos serve de poderoso traço de união?

Alguém imagina os brasileiros a escreverem "St. Paul" ou "River of January" para caírem nas boas graças do falso cosmopolitismo que galopa por aí?

Nem pensar.

 

Aqui fica o meu lamento. Aqui fica o meu protesto.

Aqui fica a minha indignação. Ao ver a falsa primeira página do Expresso do último sábado com a falsa manchete que aqui reproduzo e alguns dos títulos que junto também. Todos escritos num peculiar jargão luso-amaricano em que o português é praticamente empurrado para a borda do prato.

Deixaram-me envergonhado. E tenho a convicção de que muitos professores e muitos dos actuais alunos da Universidade Católica pensam como eu.

Resistência activa ao aborto ortográfico (136)

por Pedro Correia, em 03.09.19

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Lisboa, na parede exterior do Palácio de Belém

Contra os purismos ortográficos

por jpt, em 28.08.19

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No postal anterior o Pedro Correia insurge-se contra um pequeno erro ortográfico acontecido na estação televisiva SIC. Não quero contrariar o nosso camarada coordenador, em público ainda para mais. Mas com ele algo discordo, pois considero que devemos matizar um pouco a aversão às instalações ortográficas de índole contemporânea. Dou este exemplo, também recolhido na estação televisiva SIC, local bastante vocacionado para tais desempenhos. Esta minha fotografia é de 30 de Julho. Como qualquer pessoa mais atenta ao futebol (para os mais incautos aduzo bibliografia suficiente) poderá perceber o jornalista (ou "colaborador" como agora sói dizer-se) da SIC não estava a errar mas sim a augurar. Serendipidade, talvez. Ou mesmo profetismo. Deveremos nós cercear este afã em perscrutar o futuro? Aceitemos, pois, com humildade, estes novos rumos. (Orto)Gráficos. E mágicos? ...

 

Sem palavras

por Pedro Correia, em 28.08.19

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SIC Notícias, hoje, às 15.15

Resistência activa ao aborto ortográfico (135)

por Pedro Correia, em 12.08.19

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  Coimbra, Rua Ferreira Borges

Resistência activa ao aborto ortográfico (134)

por Pedro Correia, em 30.03.19

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  CP, nas ligações ferroviárias Lisboa-Cascais

Complicar o que é simples

por Pedro Correia, em 23.03.19

Temos a mania de complicar o que é simples. O que logo se detecta na linguagem comum. Reparo tantas vezes na expressão "bom dia para si", hoje de uso corrente, como se um claro e belo "bom dia" não bastasse como saudação. Ou na quantidade de vezes que alguém, em diálogo connosco ou perorando na pantalha, inicia uma frase com esta inútil bengala retórica, insuflada de pleonasmos bem à lusitana: "Na minha opinião pessoal..."

Sempre tive a sensação de que o desdobramento das frases em inúteis partículas vocais é inversamente proporcional àquilo que se sente. O que vale para a expressão oral funciona também para a escrita. Quando dava formação a estagiários no jornalismo, recomendava-lhes esta regra: nunca usem palavras com mais de dez caracteres em títulos. Há que simplificar o que parece complicado. No nosso idioma, o essencial fica quase sempre dito em vocábulos de escassas letras: luz, lua, dom, mar, mágoa, ler, cor, água, som, ar, dor, dar, ver, rio, calor, frio, flor, sol, amor. 

Tanto se fala em mudar, reformar, transformar: comecemos por alterar o modo como falamos. Toda a verborreia é dispensável. Libertemo-nos dela, como um acto higiénico. 

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 24.02.19

«São agora duas formas de falar o português, de tal forma que já não digo 'Português do Basil', digo Brasileiro, referindo-me à língua. Basta conviver com aquela malta (e o meu genro, papai da minha neta, é um desses casos) para perceber que não percebemos metade do que dizem: autonomizaram-se, e a vastidão do seu território (pensemos assim: a região do Pantanal tem sensivelmente o tamanho de Portugal, e é pouco habitada...) ajuda à vastidão do vocabulário, nomeadamente porque a língua reporta para o que nos corcunda, o que fazemos, etc., e temos realidades absolutamente distintas, donde...

Às vezes, falando com o Fellipe, não percebo metade do que diz, mas ele percebe tudo o que digo.

Depois, há que perder, de uma vez por todas, a aura do Portugal colonizador, essa bela porcaria, quando o Brasil é uma miscelânea absoluta: posso pegar no nome do meu genro, por exemplo: origens? portuguesas, africanas, alemãs, italianas, francesas e, motivo de muito orgulho, neto de uma pura Tupi-Guarani (não é à toa que defendo cada vez mais a miscelânea das gentes, que, aliás, produz belos espécimes: a minha neta tem um olhar asiático, a pele clara, um sorriso de desmaiar e, claro, fala incongruências lindas, aos 11 meses, mas seguramente terá o melhor dos mundos - muito mundo - dentro de si).

Ninguém se desviou do tema, que o tema é uma mescla (não será à toa que os brasileiros riem de ventre para cima com a treta do AO-Coiso).»

 

Da nossa leitora Alexandra G. A propósito deste meu texto.

As palavras em vias de extinção

por Pedro Correia, em 16.01.19

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Temos a mania de mudar o que está certo. Penso nisto ao ver alteradas, em sucessivos lançamentos editoriais, antigas designações de obras-primas da ficção literária vertidas para o nosso idioma: O Monte dos Vendavais derivou primeiro para O Monte dos Ventos Uivantes e depois para O Alto dos Vendavais; a Cabra-Cega, de Roger Vailland, tornou-se Jogo Curioso (alguém estará convencido de que se adequa assim à semântica portuguesa o Drôle de Jeu original?); o Catcher in the Rye, de Salinger, passou a intitular-se À Espera no Centeio, abandonando-se Uma Agulha no Palheiro, feliz título concebido na anterior tradução, de João Palma-Ferreira.

Anda agora por aí uma recente versão de Três Homens num Bote, divertido romance de Jerome K. Jerome com este nome consagrado há décadas em português. O novo tradutor e o novo editor optaram por outro título: Três Homens num Barco. O que de algum modo confirma a intensa compressão vocabular que a língua portuguesa vai sofrendo, com a definitiva eliminação de milhares de palavras subitamente tornadas imprestáveis nesta era das mensagens instantâneas, quando até já há quem escreva “romances” por telemóvel. Se bote e barco são sinónimos, mas o segundo termo se reveste de um teor mais impreciso e sem o relance humorístico que num bote para três já se insinua, porquê rejeitar a designação já consagrada? Não custa adivinhar: a outra é de apreensão mais fácil.

Assim vamos comunicando de forma cada vez mais esquemática, prestando culto ao literalismo despido de ironia e despovoado de metáforas, com um naipe de palavras cada vez mais reduzido, o que produz reflexos óbvios no pensamento e na própria cidadania. Vocábulos rudimentares conduzem fatalmente a raciocínios esquemáticos, cada vez mais distantes da complexidade e da sofisticação que só um domínio alargado das variações semânticas induz. Daí à visão do mundo e da vida a branco e negro, numa dicotomia simplista que favorece os demagogos de todos os matizes, vai um curto passo.

«A redução de vocabulário nos últimos anos tem sido dramática. Não apenas do vocabulário culto que, não há muito tempo, faria parte do dia-a-dia numa família medianamente instruída. Mas daquele que transportava uma tradição ancestral», alerta-nos Mário de Carvalho no seu excelente manual de escrita intitulado Quem Disser o Contrário é Porque Tem Razão, justamente galardoado em 2015 com o Prémio P.E.N. Clube para melhor ensaio. E o escritor concretiza, indo ao cerne da questão: «Se hoje muitos jovens não conseguem perceber um provérbio, isso acontece não somente porque o mundo rural desapareceu, mas porque se tem destruído a memória e ocultado a espessura da História. Uma das razões para ler é também a vontade de libertação, a expressão de um inconformismo que não aceita ficar encarcerado dentro dos limites do vocabulário básico.»

Já estivemos mais longe dos grunhidos monossilábicos como forma dominante de expressão oral. Não falta também por aí quem gostasse de os ver como matriz dominante da nossa escrita.

 

Texto escrito a convite do meu editor e amigo Manuel S. Fonseca, um dos melhores cronistas da imprensa portuguesa, para o seu novo blogue, A Página Negra.

Só eu me espantarei?

por Pedro Correia, em 11.12.18

A andaluza Pilar del Rio, residente há 30 anos em Portugal, presidente da Fundação José Saramago e viúva de um dos maiores escritores do nosso idioma, continua a mostrar-se incapaz de proferir em público uma só frase em português.

Resistência activa ao aborto ortográfico (133)

por Pedro Correia, em 21.11.18

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  Direcção Regional de Educação do Centro

Resistência activa ao aborto ortográfico (132)

por Pedro Correia, em 16.11.18

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Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal

A incompetente mediocridade

por Pedro Correia, em 31.08.18

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Tanto se fala hoje em dia no crescente desinteresse que suscita a leitura dos jornais. Os teóricos do costume adiantam as mais diversas teses para o fenómeno - sociais, económicas e até "civilizacionais".

Eu proponho uma tese menos bombástica mas talvez mais colada à realidade. E muito mais benévola para a capacidade de discernimento dos leitores, divorciados da galopante mediocridade evidenciada em tantos textos que nunca deveriam ter saído do tinteiro e fartos de lerem tanta frase grosseiramente incompetente naquilo a que se convencionou chamar "imprensa de referência". 

Eis aqui um exemplo, entre tantos outros - neste caso, um título publicado há dias num jornal de grande expansão nacional. Se coisas destas afugentam leitores, é sinal de inteligência e lucidez da parte destes.

Um caso de censura

por Pedro Correia, em 23.07.18

 

A censura torna os jornalistas mais hábeis. Millôr Fernandes costumava lembrar um exemplo ocorrido no Pasquim, uma das publicações mais visadas pelos censores da ditadura militar brasileira nos anos 70 – uma censura que não se limitava aos temas políticos: exercia o domínio repressivo também no capítulo da moral e dos costumes.

Em certa edição da revista, havia que escrever sobre o romance Iracema, de José de Alencar – um clássico da literatura romântica brasileira, que entre outras expressões popularizou à época a “virgem dos lábios de mel”. Convidava à malandrice. E assim foi: o Pasquim lá se debruçou seriamente sobre o romance, numa das suas enésimas edições, tendo no entanto o cuidado de acrescentar uma palavra. Uma palavrinha apenas – no caso, um adjectivo. Grande. A virgem de Alencar passou a ter “grandes lábios de mel”.
A censura, bronca como costumam ser as censuras, nem reparou. Uma singela palavra pode fazer toda a diferença.

Lei

por Sérgio de Almeida Correia, em 13.07.18

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 (créditos: Macau Daily Times)

"Primeiro, uma instituição de ensino superior deve respeitar a lei. Mas, a primeira coisa e a mais importante é a liberdade académica. Não só tem de ser respeitada e mantida, como deve ser desenvolvida. Só com liberdade é que os professores conseguem pensar, criticar e criar. Toda gente fala de inovação e criatividade. Sem liberdade não há inovação ou criatividade, os estudantes não podem criticar livremente. É preciso criar com base na crítica. Aqui não deve haver limites. Por um lado, deve respeitar-se os docentes, por outro os alunos devem desafiá-los. Só assim se constrói uma geração melhor que a anterior." 

 

Não, desta vez não me refiro à lei enquanto proposição normativa, como preceito dotado de autoridade soberana. Estas linhas têm em mente não uma, mas um Lei. Trata-se do Professor Lei Heong Iok, Presidente do Instituto Politécnico de Macau (IPM).

Já sabia que ele se iria retirar no final deste ano lectivo por atingir a idade de reforma. E é claro que na plenitude das suas capacidades tinha todas as condições para continuar, desde que assim o desejasse, não fosse esta sanha que se tem imposto na RAEM contra todos aqueles que perfazem 65 anos estando ao serviço das instituições públicas. 

Acontece com o Prof. Lei como também se verifica em relação aos magistrados (o caso do Dr. João Gil de Oliveira é apenas mais um a somar a tantos outros) ou a qualquer outro servidor público; bem ao contrário do que se passa em Hong Kong. Ainda esta manhã, nem de propósito, depois de eu ter falado sobre o assunto na semana passada, a respeito da nomeação de duas juízas estrangeiras para o mais alto Tribunal da região vizinha, uma com 73 e a outra com 74 anos, o South China Morning Post anunciou que o Governo de Carrie Lam submeteu ao Conselho Legislativo, o parlamento local, uma proposta visando autorizar a continuação do exercício de funções até aos 70 anos por parte dos magistrados que atingem a idade de reforma. O objectivo, lê-se na notícia*, é a retenção no sistema judiciário de juízes experientes e a atracção de juristas experientes e de qualidade que trabalhem actualmente no sector privado. Como os próprios podem estender as suas comissões por vontade própria durante mais cinco anos, a alteração que se tem em vista permitirá que só se retirem aos 75 anos. As mudanças permitirão que Hong Kong fique em sintonia com "a maioria das jurisdições da common law".

Mas o pretexto destas linhas não é carpir pelo que a falta de bom senso torna inevitável entre nós, em claro prejuízo de Macau, das suas gentes e da imagem da República Popular da China.

Aqui viso tão só deixar uma palavra de profundo reconhecimento ao inestimável serviço que, ao longo de décadas, foi prestado pelo Prof. Lei Heong Iok. Não só ao IPM, à comunidade que esta escola serve, mas em especial à Língua Portuguesa como instrumento de aproximação entre povos e culturas, como ferramenta destinada ao diálogo, ao intercâmbio e à elevação dos padrões civilizacionais entre nações que há séculos se respeitam e procuram mutuamente conhecer e engrandecer através das respectivas línguas e do convívio entre as suas gentes.

Por detrás do sorriso generoso, do espírito tolerante e bondoso, da sua inesgotável afabilidade, simpatia e capacidade de trabalho está um homem cujo percurso fala por si em tudo quanto teve de amor à sua própria Pátria e à língua que tão bem e profundamente estudou, e incansavelmente divulgou sem conhecer fronteiras ou barreiras qualquer que fosse a sua natureza.

A entrevista que o Prof. Lei Heong Iok deu esta semana ao semanário Plataforma merece ser lida e guardada. Porque a postura do Prof. Lei Heong Iok foi sempre essa. O Prof. Lei não precisa de mendigar mais um aninho depois da reforma para amealhar mais uns patacos, nem uns subsídios para obras. O que afirma não é um rebate de consciência na hora da despedida.

Por tudo isso fico ainda mais grato ao Prof. Lei Heong Iok e espero que Portugal e os portugueses saibam agradecer-lhe o quanto fez por todos nós e pela língua de Camões, de Gil Vicente, de Eça e de Pessoa. Aprendendo, lendo, traduzindo, ensinando, divulgando com rigor. Sempre com um sorriso nos lábios e uma infinita paciência.

O Prof. Lei não foi meu professor. Se tivesse sido provavelmente estas palavras não teriam sido suficientes. Como nunca são para todos os que, como o Prof. Lei, levam a vida a ensinar os outros com toda a sua paixão e saber, acabando por sair de cena de forma tão discreta como a que sempre cultivaram quando entraram, quantas vezes sem o mínimo reconhecimento por tudo quanto fizeram por todos nós ao longo de uma vida de exigência. 

Que tenha uma reforma tranquila e reconfortante, junto aos seus netos. E, se possível, que nos escreva mais alguma coisa.

 

* – o texto da edição impressa é ligeiramente diferente

Da iliteracia em Portugal

por Pedro Correia, em 25.06.18

«Íamos e vamos impugnar, exactamente porque há uma série de razões para poder [a assembleia revogatória do Sporting que o destituiu da presidência do clube] ser impugnada. Ela está ferida de legalidade desde o início, desde que foi marcada.»

 

Bruno de Carvalho, presidente destituído do Sporting, ontem, na SIC Notícias

Blogue da semana

por Teresa Ribeiro, em 17.06.18

Cada vez mais cercada por expressões que lhe são alheias e mutilada pelo des'Acordo Ortográfico, a nossa língua já conheceu melhores dias. Mas  neste blogue tem a atenção que merece.

Esta semana, Linguagista é a nossa escolha.

Resistência activa ao aborto ortográfico (131)

por Pedro Correia, em 11.06.18

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  Dia 15, novo jornal em papel (mensário) 


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