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Bem prega Frei Tomás.

por Luís Menezes Leitão, em 29.10.17

Se há coisa que mostra bem o estado em que vive a União Europeia é precisamente o facto de ter como presidente da Comissão o inenarrável Jean-Claude Juncker que, por razões que nem o próprio compreende, acaba de ser convidado por Marcelo Rebelo de Sousa a ir ao Conselho de Estado. Há muito tempo que a demonstração cabal do défice democrático na União Europeia reside em termos uma Comissão que não foi eleita por ninguém e que, em vez de defender os tratados, como é a sua função, limita-se a defender os interesses dos grandes Estados europeus. Não admira por isso que Juncker manifeste todo o seu apoio a Espanha na questão catalã, dizendo que já é difícil gerir a Europa com ou 28 (ou 27) países e que a mesma seria ingerível com 95 países.  É espantoso que isto seja dito por alguém que vem de um país minúsculo, o Luxemburgo, com apenas 2586 km2, e pouco mais de 500.000 habitantes e que só por um acaso histórico se tornou independente da Holanda em 1890, uma vez que a Coroa da Holanda passou para a rainha Guilhermina, enquanto que a Lei Sálica, que vigorava no Grão-Ducado, só permitia que o título de Grão-Duque fosse atribuído a homens. Antes disso, nunca tinha sido independente, tendo pertencido sucessivamente ao Sacro Império e à França. É assim o anterior Primeiro-Ministro deste país, hoje à frente da Comissão Europeia, que se propõe impedir a independência de uma região com 32.108 km2 e 7,523 milhões de habitantes. Mas sendo assim, cabe perguntar por que razão não defende que o seu Luxemburgo seja anexado pela Holanda, pela França ou pela Alemanha, sendo o primeiro a dar o exemplo da redução dos Estados-Membros na União Europeia.

 

Outro aspecto divertidíssimo desta entrevista é o facto de Juncker se proclamar agora contra os paraísos fiscais, depois do escândalo Luxleaks, que demonstrou as práticas fiscais desleais a que o país de que é originário se dedicava enquanto era Primeiro-Ministro. De facto, bem prega Frei Tomás. A questão é que em qualquer federação a sério, em que houvesse um verdadeiro controlo democrático sobre os governos, nunca alguém com este currículo permaneceria como presidente da Comissão. Com uma União Europeia com um parlamento de faz de conta, já se sabe que vai ser sempre assim.

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Um problema de carácter

por Sérgio de Almeida Correia, em 07.10.16

44371_juncker_sad.jpg

Com todas as manobras de bastidores que foram conduzidas a partir do seu gabinete, com o seu alto patrocínio e o da chanceler Merkel, para evitar a eleição de António Guterres, teria sido mais aconselhável que agora tivesse saudado a escolha do novo secretário-geral em termos mais discretos. Em vez disso, fez questão de reafirmar que em Bruxelas o "cherne" que há é todo de águas paradas. A hipocrisia está-lhes nos genes.

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The years of the grape depression

por Rui Rocha, em 30.05.15

Tabefes e casquetes.

 

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De novo o eixo Espanha-Portugal.

por Luís Menezes Leitão, em 04.03.15

 

Passos e Rajoy queixam-se de Tsipras à UE.

 

Juncker acusa Portugal e Espanha de terem sido muito exigentes com a Grécia.

 

É o que se chama ir buscar lã e sair tosquiado.

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O pecador arrependido.

por Luís Menezes Leitão, em 19.02.15

 

Mostrando que não tem vocação para imitar Durão Barroso, que chegou a ameaçar o seu próprio país de que estaria o caldo entornado se não fizessem o que a troika mandava, Jean-Claude Juncker assume o papel de pecador arrependido. Veio assim reconhecer que a Comissão Europeia pecou contra a dignidade de Portugal e Grécia. Só lhe faltou dizer as palavras sacramentais: "Confiteo Deo omnipotente, omnibus sanctis et vobis frates quia peccaui nimis cogitationes, verbo et opere, mea culpa, mea culpa, mea maxima culpa".

 

Perante esta confissão integral e sem reservas, só poderíamos esperar que a União Europeia viesse a responsabilizar-se formalmente, assumindo todas as culpas pelos pecados cometidos contra Portugal e Grécia. Efectivamente, os memorandos de entendimento celebrados com a troika foram um exercício de sadismo e punição, só comparáveis ao contrato de submissão das 50 Sombras de Grey. Não admira por isso que os gregos queiram fugir a correr desse contrato enquanto que Schauble grita furiosamente que o mesmo há-de ser cumprido até ao fim.

 

Já Portugal, que há poucas semanas era considerado como tendo perdido ímpeto (et pour cause!), agora passou a ser visto por Schauble como um exemplo a seguir. Comovido com o elogio, já veio o Ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares considerar infelizes as declarações de Juncker já que a dignidade dos portugueses nunca foi beliscada. Beliscada de facto não foi. Chicoteada foi seguramente. Mas pelos vistos há quem ache, mesmo perante o arrependimento dos outros, que ainda não foi suficiente.

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Café da manhã p'ra dois sem saber o que virá depois, bem bom!

por Sérgio de Almeida Correia, em 19.02.15

jean-claude-juncker-fac9.jpgEntão este tipo não foi aquele que Passos Coelho e o Governo português consideraram o melhor candidato à sucessão de Durão Barroso? Não foi este sujeito que veio a Lisboa pedinchar apoios? Não foi este um daqueles a quem o Governo português prestou vassalagem? Não era com ele que ficávamos em óptimas mãos? Não era este gajo que conhecia a Europa de todos os ângulos POSSÍVEIS? E que enquanto primeiro-ministro do Luxemburgo ajudou uns quantos a safarem os euros do fisco? E agora o tipo vem reconhecer as borradas e fazer um acto de contrição, para salvar a face perante o gajo da Grécia, e mandam o Marques Guedes fazer de conta que é o Lomba? Que será feito do Moedas? Andará a contar cêntimos ou a comprar peúgas em Bruxelas? O tipo não diz nada? Não tem autonomia para isso? Será que Passos Coelho pensa que lá por estarmos no Ano da Cabra somos todos uns cabrestos?

O Carlos Carreiras ou o Duarte das vírgulas devem estar a preparar um texto magnífico para justificar mais esta ..... (completar de acordo com o estado de espírito do momento).

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Mais um esclarecimento à vista?

por Sérgio de Almeida Correia, em 13.12.14

"Sucede que bastaria a um e a outro um bocadinho menos de ignorância para saberem que esta proposta não é de António Costa, nem de certos "políticos em Portugal", mas sim do próprio Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Na verdade, logo no discurso de apresentação do Plano, diante do Parlamento Europeu, Juncker foi absolutamente claro:
"se os Estados-membros trouxerem capital para o Fundo, nós não tomaremos em conta essas contribuições nas nossas avaliações ao abrigo do Pacto" (26-11-14). E o mesmo escreveu a Comissão na Comunicação em que propõe "Um Plano de Investimento para a Europa": "...na avaliação das finanças públicas no contexto do Pacto de Estabilidade e Crescimento, a Comissão terá uma posição favorável relativamente a esses contributos de capital para o Fundo" (COM (2014) 903 final, pág. 7). Acreditem ou não, é esta proposta que o Presidente da Comissão Europeia vai levar ao Conselho Europeu da próxima semana e, ou muito me engano, ou é exactamente esta proposta que Passos Coelho vai aprovar de cara alegre. Depois de engolir a conversa das contas aldrabadas e de alguém lhe explicar melhor a lição." - Pedro Silva Pereira, Diário Económico

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Podridão

por Sérgio de Almeida Correia, em 07.11.14

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