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A "narrativa" dos 4 Cs

por jpt, em 09.05.18

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(Os Cabritos Comem Estão Amarrados)

 

A "narrativa" (termo que Sócrates impulsionou) é simples: o ex-PM aldrabou tudo e todos, e ninguém sabia de nada. E ninguém o poderia ter percebido, tamanha a sua manha. É isso que quer dizer o (inenarrável) recente texto de Fernanda Câncio. Como corolário, quem dele desconfiou e/ou denunciou, e barafustou com tamanho silêncio por parte dos apoiantes do "manhoso", dizendo tudo isso denotar uma dimensão sistémica, em termos em regime político e no conteúdo do partido socialista, é entendido como defeituoso ou doente. Como "renegado" - como no execrável texto de Alfredo Barroso (que esquece, já agora, que os antigos secretários-gerais do PS, Sampaio e Ferro Rodrigues também saíram da "extrema-esquerda", após um simpático jantar de burguesotes lisboetas, e transitaram para a calmaria da social-democracia do "arco do poder" - exactamente, sociologica e ideologicamente, como aqueles que quer "denunciar"). Ou como "corrupto intelectual" e "invejoso"/ressabiado, como Porfírio Silva, ao que julgo assessor de Costa, intitula António Barreto neste tétrico texto. Em suma, só por malevolência moral ou defeito psicológico é que alguém poderia desconfiar do manhoso. E daqueles que o rodearam e apoiaram.

E também só esses defeitos mentais ou doenças éticas nos poderão levar a interrogar se todos os que estiveram com Sócrates, no governo e nas estruturas do poder, foram cúmplices da ladroagem e de todas as práticas políticas inerentes à necessidade de se manter e reproduzir no poder para poder continuar a ... "ladroar". A "comer". Ou se foram apenas coniventes, num "encolher de ombros" auto-justificativo, subordinado ao exercício do poder com outros objectivos do que o tal "ladroar". Ou se foram apenas cândidos. Só mesmo a tal deficiência moral ou instabilidade psicológica nos poderá fazer afirmar que nenhum desses 4 Cs (Cabritos, Cândidos, Coniventes, Cúmplices) tem perfil para estar num cargo público. Muito menos no governo.

À narrativa de que era impossível perceber Sócrates, tamanha a sua manha, e que por isso tantos passaram década e meia a defendê-lo, publica e privadamente, com todo o denodo, deixo um exemplo pessoal. O meu amigo Miguel Valle de Figueiredo (mvf), fotógrafo profissional, tinha um blog, o "Restaurador Olex" (depois blogámos juntos num outro blog, o "ma-schamba"). Em Janeiro de 2006, há 12 anos e 4 meses (!!!) - andava eu embrenhado em Moçambique -, o mvf escrevia este "Muleta Negra". Está lá quase tudo do que se sabe hoje: as aldrabices académicas, a arrogância, os gastos excessivos, a óbvia inadequação ao posto. Repito, há 12 anos e 4 meses! O mvf, que não tinha acesso a qualquer "mentidero" ou a "gargantas fundas", escrevia o que tantos botavam, tanto que até em Moçambique isso se percebia. Isso de que Sócrates era ... Sócrates.

Agora 12 anos depois querem-nos fazer crer que o defeito está em nós, "renegados", "invejosos". "Fascistas", até. Quanto a eles, os 4 Cs, são desinteressados participantes no progresso do país, ao contrário de todos os outros, perversos militantes da desgraça futura. Foram eles apenas, e lamentavelmente, enganados por um manhoso, actuando em conúbio com o tal amigo Silva e um prestável motorista. Mas só por esses.

Querem, é óbvio, mais 12 anos de "cabritagem". Depois, claro, dir-se-ão C..ândidos.

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Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 08.05.18

 

A história completa de como Sócrates dominou o PS. De Rita Dinis e Rita Tavares, no Observador.

 

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Citação clássica (2).

por Luís Menezes Leitão, em 07.05.18

Sobre isto, resta-me mais uma vez recordar a sabedoria dos antigos: "Donec eris felix, multos numerabis amicos; tempora si fuerint nubila, solus eris" (Ovidius, Tristia, I, 9, 5,).

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O Prémio Pulhitzer/Sakhanov

por Rui Rocha, em 05.05.18

Encurralado nas entranhas do seu distúrbio de personalidade, José Sócrates ainda não percebeu. Mas o movimento dos envergonhados é não só a estratégia possível para o PS, mas também aquela que mais lhe convém a ele próprio. A descolagem encenada do PS da figura de Sócrates é condição indispensável (embora eventualmente não suficiente) para tentar uma maioria expressiva nas legislativas. Uma maioria expressiva, desejavelmente absoluta, é condição indispensável (embora eventualmente não suficiente) para o PS poder mexer os cordelinhos necessários a que ninguém se magoe no Processo Marquês. O movimento dos envergonhados é como um xarope de óleo de fígado de bacalhau. Tem sabor intragável, a criança Sócrates esperneia quando o bebe, mas o pai extremoso PS sabe que no longo prazo lhe vai fazer bem. Assegurado esse contexto, e dando tempo ao tempo, chegará o dia em que se poderá pensar até numa reabilitação púbilica controlada. Criar, por exemplo, um prémio Pulhitzer ou Sakhanov para distinguir a vasta obra que Sócrates tem publicada ou a sua luta pela liberdade.

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José Sócrates e a sua gente

por jpt, em 05.05.18

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Foram anos a feder: sabia-se de como aquele governo se intrometia na comunicação social, sempre um péssimo sintoma; sabia-se das investidas na banca; desconfiava-se, muito para além do normal, das manigâncias económicas (estas que agora causam isto), ainda que não tanto, caramba; sabia-se da trapalhada da licenciatura (“ele goza com isso no conselho de ministros“, dizia-me quem lá se sentava); sabia-se do imundo nepotismo, esse que é marca d’água do partido.

E sabia-se também de todos os “socialistas” e “companheiros de estrada” proto-pós-BE, a defendê-lo e ao “estado da arte” até à última: o eixo lisboeta de verniz “intelectual” e moderno (os do blog Jugular são uma boa caricatura desse lixo cívico), os académicos (tudo trocando pelo “grande ministro Mariano Gago”), os “quadros da função pública”. Defenderam-no(s) sempre, a todo o custo. Durante o seu poder, e também nos anos seguintes. Incensaram-no quando regressou, já feito Autor, de Paris, ressuscitaram-lhe o PEC 4, saudaram o Mestre Eduardo Lourenço feito seu prefaciador, louvaram-no especialista de Rimbaud, quiseram-no em Belém. Os que com ele estiveram no poder saíram em grande: para tutelar bancos rebentados, para embaixadores, para louváveis administrações não executivas, etc. Que as sinecuras foram várias. E tantos estão outra vez no poder – o execrável Capoulas, Augusto Santos Silva, Leitão Marques, Costa, claro, e tantos outros menos conhecidos.

E nisso tudo uma imensa arrogância, contra os “ressentidos”, os “ressabiados”, os “invejosos”, os da “direita”, como chamam, que se debatiam com aquele estado miserando das coisas.

Agora os Galambas e os Carlos Césares vêm dizer que têm “vergonha” destes corruptos. É um “in extremis”, a mostrar que já não há esperanças em safá-lo. E José Sócrates anuncia, como se ofendido, que abandona o partido socialista.

Eu nem me rio. Tamanho o desprezo. Pelos Pinhos & Sócrates. Mas também, e se calhar até mais, pelos Galambas. E por todos os que os apoiaram até ao fim, até mesmo hoje. Nos últimos tempos, já em desespero de causa, alguns já em silêncio, resguardando-se, outros apenas agarrados ao “segredo de justiça” e, em última esperança, a quererem mudar a PGR, ainda “a ver se pega”. E nem têm vergonha de serem o pouco que são. É vê-los aí, ufanos. Perdão, ufan@s, como tantos pavoneiam.

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Frases de 2018 (23)

por Pedro Correia, em 04.05.18

«Sócrates não faz falta nenhuma.»

Ana Gomes, hoje, na Antena 1

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Vale a pena ler

por Pedro Correia, em 04.05.18

 

Este artigo de Vital Moreira no seu blogue, Causa Nossa.

 

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sócrates

por Sérgio de Almeida Correia, em 04.05.18

Fiquei esta manhã a saber que resolveu sair do PS. Não estranho. Há cartões mais valiosos. E que dão mais crédito. Só lamento que lá tenha entrado, mas já agora espero que outros lhe sigam o gesto. Os que com ele andaram ao colo, que lhe deram vitória esmagadoras em congresso e agora o criticam, bem como a Manuel Pinho, como se tivessem peçonha. Amigos, pois claro.

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Et tu, Brute?

por Luís Menezes Leitão, em 03.05.18

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 João Galamba diz que Sócrates "envergonha qualquer socialista".

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Frases de 2018 (22)

por Pedro Correia, em 02.05.18

«Ficamos entristecidos e até enraivecidos com isto: que pessoas que se aproveitam dos partidos políticos, e designadamente do PS, tenham comportamentos desta dimensão e desta natureza. Evidentemente que ficamos revoltados com tudo isto.»

 

Carlos César, presidente do PS e líder parlamentar socialista, referindo-se hoje a José Sócrates e Manuel Pinho, em entrevista à TSF

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Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 26.04.18

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Isto não é não jornalismo. Do Ricardo Costa, na SIC:

 

«Perante a divulgação da acusação mais grave da nossa democracia, que cruza a maior falência bancária do pós-25 de Abril e o colapso da jóia da coroa da bolsa portuguesa, o que devem os jornalistas fazer?

(...)

Os jornalistas não são juízes nem políticos. Não se devem confundir com eles. Mas não podem usar as limitações ou as hesitações daqueles como argumentos para a sua confortável inacção, que, no limite, redunda numa profunda incompetência ou inutilidade.

Mas não fazer nada de jeito, nada de relevante, nada de fundo sobre a Operação Marquês é mesmo uma opção jornalística? Deve mesmo tratar-se este caso como todos os outros ou como as questões do momento que vão e voltam? Ou, neste caso, é uma profunda e determinada opção de não jornalismo?

É mesmo uma opção editorial dedicar mais recursos e tempo a falar dos dramas do consumo do abacate ou do futuro da mobilidade urbana do que da Operação Marquês?

(...)

Não dar aos leitores, espectadores ou ouvintes trabalhos de fundo sobre a Operação Marquês é anular o papel dos jornalistas numa democracia. É decretar um intervalo de uma década até que o caso transite em julgado. Nessa altura levantam o cordão sanitário e fazem um ar de espanto com o que esteve sempre à frente dos seus olhos.

(...)

A mim, a Operação Marquês fez-me corar quando li, quando ouvi e quando vi. Corei de vergonha da nossa democracia, da política que finge que não se passa nada e do jornalismo ao retardador ou que não faz o seu trabalho para não atrapalhar a justiça.»

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Cicuta

por Pedro Correia, em 23.04.18

 

A cicuta deste Sócrates chama-se dinheiro.

 

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A golpada

por Pedro Correia, em 21.04.18

«As luvas alegadamente pagas a José Sócrates, Bava, Granadeiro, Bataglia e mesmo Ricardo Salgado foram financiadas por veículos financeiros que usaram dinheiro dos clientes que compraram papel comercial do BES ou do Banque Privée em esquemas semelhantes aos que destruíram as poupanças de tantos.»

 

Da série de grandes reportagens da SIC que nos tem conduzido aos meandros do maior escândalo político e financeiro da democracia portuguesa.

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- Não, ó Carlos. Deixa estar. Eu pago o jantar.

- Ó pá, Zézito, nem pensar. Eu pago.

- Não, pá, eu pago.

- Não, Zézito, a sério, pago eu.

- Eu insisto, Carlos. Não me vais fazer agora a desfeita de não aceitar.

- Mas não há necessidade, Zézito. Eu pago, pá.

- Não, ó Carlos. Já pagaste as férias. O jantar é comigo.

- Pronto, Zézito. Se insistes... paga lá tu.

- Emprestas-me dinheiro?

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Como foi possível?

por Pedro Correia, em 18.04.18

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Acabo de ver e ouvir uma arrepiante reportagem emitida no Jornal da Noite da SIC sobre a vida faustosa e totalmente dissociada da realidade que José Sócrates Pinto de Sousa levou nos anos e meses que antecederam a sua detenção, em Novembro de 2014, no âmbito da Operação Marquês.

Este indivíduo que se considerava um "pobre provinciano", talvez em involuntário plágio de uma célebre citação de Salazar, chegou a ter gastos de 26 mil euros mensais, dissipou 52 mil euros num ano e meio, e recorria a todo o tempo ao misterioso "engenheiro Carlos Santos Silva" - seu suposto amigo de quatro décadas, "um homem de posses", segundo declarou aos autos policiais o ex-chefe do Governo. Que, mesmo com a conta pessoal a zero, avançava para uma proposta de compra de uma sumptuosa quinta nos arredores de Tavira, disposto a pagar por ela a módica quantia de 900 mil euros.

Entretanto ia ligando ao amigo, exigindo em linguagem cifrada dinheiro, sempre mais dinheiro, cada vez mais dinheiro - com uma "sede de anteontem", como cantava Chico Buarque. Só em 2014, o tal amigo remeteu-lhe 47 cheques num valor próximo de meio milhão de euros.

Mesmo assim, na noite em que foi detido, Sócrates já vira novamente a luz vermelha acesa na sua conta bancária: 12 mil euros por saldar, um sorvedouro sem fim.

 

Nos quatro anos anteriores à detenção, um milhão e 200 mil euros em cerca de 150 cheques - com a proveniência de sempre - chegaram em dinheiro vivo às mãos deste político que acumulava uma "rede de amigas" sequiosas de notas bancárias e a quem ele se limitava a retorquir para lhes satisfazer a característica cobiça de qualquer alpinista social: "Tenho de falar ao Carlos."

O dinheiro aparecia, mas nunca em quantidade suficiente para saciar a inesgotável ganância de tais "amigas". Nem do auto-intitulado "animal feroz", que fazia questão em viver mergulhado num luxo depredatório - em Paris, Veneza, Suíça, Quénia, Baleares e Algarves - e comprar favores a terceiros com dinheiro que formalmente nunca foi seu mas de que usufruía com a prodigalidade de um senhor feudal.

 

Repito: é uma arrepiante reportagem, que constitui serviço público. Assinada por três jornalistas conceituados: Luís Garriapa, Amélia Moura Ramos e Sara Antunes de Oliveira.

Vejo-a e escuto-a com atenção. E questiono-me: como foi possível este homem totalmente descontrolado nas contas privadas e que durante anos cultivou um nível de vida muito acima das suas posses, sem fazer a mais remota ideia do valor do dinheiro, ter sido durante seis anos primeiro-ministro de Portugal?

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Delírio de Opinião

por Diogo Noivo, em 22.03.18

Na sua intervenção na Universidade de Coimbra, José Sócrates brindou o auditório com alguns comentários que são puro delírio. Ir a todos, ponto por ponto, daria origem a uma série de posts interminável. Porque a vida não me dá o tempo necessário para fazê-lo e porque a atenção a dispensar a José Sócrates deve ser moderada (sob pena de deixar mazelas psiquiátricas), deixo aqui apenas um singelo gráfico sobre a evolução do desemprego em Portugal – cortesia da página de facebook de Fernando Alexandre.

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Da observação do gráfico, e tendo presente que o Governo de Pedro Passos Coelho tomou posse em Junho de 2011, há dois argumentos de Sócrates que são rapidamente desmentidos: (i) a culpa da crise é da austeridade de Passos Coelho – aliás, bastava olhar para o calendário e perceber que foi José Sócrates, e não Passos Coelho, a chamar a Troika e o correspondente Programa de Assistência Económica e Financeira, mas adiante; (ii) o desemprego foi um problema do governo de Passos Coelho - como é fácil de ver, a taxa de desemprego começa a sua clara trajectória ascendente com José Sócrates e é durante o governo liderado por Passos Coelho que o número de desempregados começa a baixar.

Outros gráficos, como o da evolução do défice, poderiam ser apresentados e as conclusões seriam as mesmas. Mas, por um lado, a atenção dispensada a Sócrates tem de ser comedida e, por outro lado, o delírio de opinião é impermeável a factos.

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Uma detenção sem carpideiras

por Pedro Correia, em 20.03.18

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Nicolas Sarkozy, ex-Presidente francês, acaba de ser detido por suspeitas de financiamento ilícito da sua campanha eleitoral de 2007 pelo deposto ditador líbio Muamar Kadafi. Nos países com instituições sólidas e democracia consolidada é assim: a justiça segue o seu curso, doa a quem doer. E os políticos - estejam no activo ou já retirados - respondem perante os investigadores como qualquer cidadão.

Sem  coros de carpideiras a anunciarem o fim do regime, como sucedeu em Novembro de 2014, quando por cá foi detido o ex-primeiro-ministro José Sócrates.

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Na mouche

por Sérgio de Almeida Correia, em 20.03.18

O Núcleo de Estudantes de Economia da Universidade de Coimbra decidiu convidar o antigo primeiro-ministro José Sócrates para ser um dos oradores no seu ciclo de conferências sobre "O Projecto Europeu depois da Crise Económica".

Não posso deixar de louvar o seu esforço. E de aqui dar publicamente os meus parabéns à rapaziada, registando uma vez mais o sentido de oportunidade da iniciativa e do convite.

Com excepção de Teodora Cardoso, que me pareceu destoar um pouco no naipe de convidados, é a confirmação de uma aposta de sucesso. Depois de lá terem tido Passos Coelho, a apreciar o Orçamento de 2018, Jorge Coelho e Marques Mendes, trata-se do regresso a uma receita vencedora.

Nos tempos que correm não é fácil aparecer quem esteja disposto a apostar em espectáculos de stand-up comedy. Ricardo Araújo Pereira que se cuide.

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O salto tecnológico

por Rui Rocha, em 21.01.18

Um vírus? Agora as escutas foram danificadas com um vírus? Porra. Ainda sou do tempo em que o Pinto Monteiro tinha de cortar as escutas do Sócrates à tesoura.

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O segundo melhor amigo do mundo

por José António Abreu, em 14.12.17

George Clooney ofereceu um milhão de dólares a cada amigo. Como o Santos Silva, utilizou malas com dinheiro mas - totó - pagou os impostos devidos. Entretanto, Vieira da Silva já declarou nem sequer saber onde fica Hollywood.

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Entrevista literária.

por Luís Menezes Leitão, em 24.11.17

Pode ver-se aqui uma entrevista sobre os livros de um autor consagrado e que tem tido um enorme sucesso de vendas em Portugal. A não perder.

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«Há aqui alguns telefonemas em que o próprio engenheiro Sócrates diz que vai começar a dar umas coisas para o António (…) colocar no próprio blogue.»

 

«O João Galamba telefona-me e diz… estava um bocadinho com os copos…. bocadinho com os copos e… diz-me assim: “Olha, estou aqui a olhar para uma pessoa e vou-te passar a pessoa”. E passa-me o engenheiro Sócrates.»

 

«Eu não fiz nenhum trabalho ao José… ao engenheiro José Sócrates. Eu não fiz nenhum trabalho ao engenheiro José Sócrates, aliás… (…) isso não é trabalho (…).»

 

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Candidata a frase do ano

por Diogo Noivo, em 09.11.17

 

"Sócrates usou um domingo para a licenciatura e um Domingos para o mestrado."

 

João Miguel Tavares, "Domingos Farinho ainda é professor de Direito?" (Público, 9.11.2017)

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Depois de na semana passada ter convocado uma conferência de imprensa para se mostrar indignado com o arresto de bens que afirma não lhe pertencerem, Sócrates deu ontem uma entrevista à RTP. Aqui ficam algumas notas que provam que continua a ser muito mais fácil apanhar o antigo primeiro-ministro do que um coxo:

 

1 - Sócrates reconheceu que pediu um empréstimo de 15.000€ há muitos anos a Carlos Santos Silva. Não se lembra para quê. É natural. Em contrapartida, aqui há uns tempos, lembrava-se dos pormenores do Portugal-Coreia de 1966.

 

2 - De acordo com o próprio Sócrates, Carlos Santos Silva emprestou-lhe umas centenas de milhares. Mas Sócrates, em vez de lhe dar 7 quadros para abater à dívida, ainda os trocou por um Júlio Pomar.

 

3 - Sócrates reconhece que pediu centenas de milhares de euros ao amigo para financiar o seu nível de vida. O jornalista pergunta se vive hoje em dia com empréstimos do amigo. Sócrates Indigna-se com o jornalista por este perguntar se vive com empréstimos do amigo.

 

4 - Um dos argumentos principais de Sócrates é que ninguém (ele muito menos) teria 30 milhões de euros em nome de outra pessoa (Santos Silva, no caso) sem possuir qualquer documento que lhe permitisse exigir a devolução dessas importâncias. É muito curioso. Porque é o mesmo José Sócrates que acha naturalíssimo que Carlos Santos Silva lhe tenha emprestado 600 mil euros sem que tenha sido assinado qualquer documento que garanta o reembolso da dívida.

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Summer Hit 2030

por Diogo Noivo, em 13.10.17

 

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A República dos Bananas

por Rui Rocha, em 13.10.17

Vieira da Silva não sabia. Pedro Silva Pereira nunca suspeitou. A Augusto Santos Silva jamais lhe ocorreu. António Costa, o experimentadíssimo político, o exímio negociador com faro de perdigueiro e intuição de predestinado, desconhecia completamente. O Carlos Santos Silva era o testa-de-ferro. Estes eram os cabeças-de-vento.

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O que eles disseram

por Pedro Correia, em 11.10.17

 

«A democracia está em perigo.»

Manuel Magalhães e Silva, SIC Notícias, 22 de Novembro de 2014

 

«Esta justiça de terceiro mundo aterroriza-me. Isto não acontece num país civilizado, com jornais civilizados.»

Clara Ferreira Alves, Expresso, 22 de Novembro de 2014

 

«Ninguém em Portugal pode considerar-se inocente e estar livre de um dia ser condenado. É chocante e é essa a realidade do País em que vivemos.»

Pedro Adão e Silva, SIC Notícias, 22 de Novembro de 2014

 

«A minha confiança no sistema judicial deste país está pelas ruas da amargura.»

Pedro Marques Lopes, SIC Notícias, 23 de Novembro de 2014

 

«O princípio da presunção de inocência (que devemos valorizar), com este tipo de actuações [das autoridades judiciais], fica estraçalhado.»

André Freire, TVI 24, 23 de Novembro de 2014

 

«[Está a haver] uma promiscuidade entre política e justiça.»

Fernando Pinto Monteiro, RTP, 24 de Novembro de 2014

 

«Sócrates não vai ser julgado com isenção. Como pode ser julgado com isenção?»

Clara Ferreira Alves, SIC Notícias, 24 de Novembro de 2014

 

«Podemos chegar à conclusão que temos uma justiça que encarcera um ex-primeiro-ministro sem indícios muito fortes.»

Pedro Marques Lopes, Diário de Notícias, 26 de Novembro de 2014

 

«Estamos a entrar num sistema, promovido de facto pelos media em grande parte, de mediatização dos juízes. Queremos uma república de juízes? Queremos um justicialismo de juízes?»

Fernando Rosas, TVI 24, 27 de Novembro de 2014

 

«Subsistem dúvidas legítimas quanto à real motivação do tribunal.»

Pedro Bacelar de Vasconcelos, Jornal de Notícias, 28 de Novembro de 2014

 

 

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1 - O Expresso noticia que o Ministério Público ordenou o arresto de 3 apartamentos que a mãe de José Sócrates terá "vendido" a Carlos Santos Silva.

2 - José Sócrates convoca uma conferência de imprensa para protestar contra o arresto de bens.

3 - Se os bens não são dele por que carga de água está tão irritado? Fala em que qualidade? Se o "verdadeiro" proprietário é o Carlos Santos Silva por que está ele calado? Eu, se me arrestassem 3 apartamentos sem motivo, ficava lixado. Era o que faltava que alguém protestasse por mim.

4 - Mas há mais. Na conferência de imprensa o ex PM afirmou: “Nunca vi, em nenhum lugar do mundo, alguém ser notificado de que vão arrestar os seus bens pela comunicação social.” Conclui-se então que está indignado, como proprietário, por não ter sido notificado pelo MP do arresto de bens que alega não lhe pertencerem. Extraordinário.

5 - Os advogados de José Sócrates não o aconselham, não o poupam à exposição pública da ostensiva contradição.

6 -Apesar de ser mais fácil apanhar José Sócrates do que um coxo, não há um jornalista na sala que o confronte com tudo isto.

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Com amigos assim…

por Luís Menezes Leitão, em 18.09.17

 

Costuma dizer-se que a vingança é um prato que se come frio. Neste caso está a ser servido gelado. Sócrates tem há muito tempo velhas contas a ajustar com o PS de António Costa, que lhe tirou completamente o tapete e o deixou sozinho e ignorado. Por isso Sócrates aparece agora a "apoiar" Medina, desde há muito o delfim de Costa, pretendendo misturar na opinião pública o seu caso com o dele, em plena campanha eleitoral. Imagine-se isto como slogan de campanha: "Sócrates e Medina, a mesma luta". Com amigos assim…

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Belino Foundation

por Rui Rocha, em 21.05.17

O problema do Zé Sócrates foi a pressa. Com calma e um bocadinho de sorte hoje era Presidente da República. Daqui por uns anos constituía a Fundação e o Estado financiava os Mestrados e os Doutoramentos, os livros do Farinho, as férias da Câncio e das outras gajas, a experiência do fórum democrático em espaço rural na Quinta da Fava, os fins-de-semana para assistir a conferências em Nova Iorque, o blogue do Peixoto, a sede construída de raiz em Lisboa pelo Carlos Santos Silva, os escritórios em Paris, as bolsas de estudo para os filhos do Pedro Silva Pereira, o Mercedes e o ordenado do motorista Perna. Tudo numa boa.

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Les beaux esprits se rencontrent

por Luís Menezes Leitão, em 11.05.17

Sócrates acusa Ministério Público de "caça ao homem".

 

Lula diz-se alvo de uma "caçada jurídica".

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Desejo que tudo acabe bem

por Rui Rocha, em 01.04.17

O Fidel Castro bateu a bota na Black Friday. O George Michael embarcou no último Natal. Envio daqui um abraço solidário ao Zé Sócrates que deve estar a viver este 1 de Abril num estado de enorme tensão.

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Frases de 2017 (10)

por Pedro Correia, em 23.03.17

«Nunca recebi dinheiro de ninguém.»

José Sócrates, 13 de Março

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Sobre o livro de Cavaco

por Rui Rocha, em 18.02.17

Considero o timing e o conteúdo (li em diagonal, saltando de capítulo para capítulo) no mínimo questionáveis. Desde logo, porque nada acrescenta à imagem daquele que parece ser o seu alvo principal. José Sócrates é um trambiqueiro volúvel, manipulador, irascível e perigoso? Obrigado, já sabíamos. Mas, sobretudo, porque é do senso comum que uma troca de argumentos com Sócrates é mergulhar na lama e só serve para dar palco a um cadáver político. Nestes casos, vale sempre a pena ter em atenção o conselho de Mark Twain: nunca discutas com um cretino; ele arrasta-te até ao nível dele e depois vence-te em experiência.

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Parece-me que devemos separar bem os assuntos. Uma coisa são os crimes de que Sócrates é acusado. Outra a diligência ou falta dela que a Justiça emprega na condução do processo. É perfeitamente legítimo que o cidadão Sócrates, se considerar que os seus direitos processuais estão a ser violados, processe o Estado. Depois, a Justiça logo decidirá. Se Sócrates ganhar, apenas peço ao Estado que lhe pague em fotocópias.

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Vocês criticam o homem

por Rui Rocha, em 01.02.17

Mas se isto fosse no tempo do Sócrates, a esta hora o Trump já tinha em cima da mesa uma proposta da Mota-Engil para a construção do muro. Com financiamento do BES e projecto do Siza Vieira.

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Digo eu

por Rui Rocha, em 09.01.17

Convidado a pronunciar-se, José Sócrates declarou que Mário Soares foi fonte de inspiração e motivação das suas acções. São afirmações graves, tanto mais que o falecido já não pode defender-se.

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Imagino a tensão do Sócrates quando chegarmos à véspera do 1º de Abril.

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Coming soon to a Theatre near you

por Rui Rocha, em 31.10.16

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- I don't know what to do, Dom Profano. The Vila Real old geezers have no interest in the book Sundays Male Flour wrote in your name. I just can´t get them on the bus Charles Saints Bramble booked for them! Even if I pointed them a gun they still would prefer to spend their time watching Preço Certo.
- Forget the gun, show them the cannoli.
- I already did, Dom Profano. They didn´t move a damn old finger!
- Don´t worry, Fontane. I´m gonna make them an offer they can´t refuse: codfish cake with Serra da Estrela cheese for all! 

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Frases de 2016 (33)

por Pedro Correia, em 27.10.16

«O António Costa é um líder em formação.»

José Sócrates, em entrevista à TVI, 26 de Outubro

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Espera aí!

por Rui Rocha, em 23.10.16

Não é propriamente uma novidade que o Corporações fosse um blogue a soldo dos interesses de Sócrates? Pois não. Mas já é uma novidade, e não propriamente pequena, que somas avultadas de dinheiro (quase 500k em 10 anos) fossem utilizadas pelo fulano continuadamente em seu próprio benefício político enquanto exercia funções governativas. Onde foi Sócrates buscar esse dinheiro? Já não estamos portanto a falar dos gastos em Paris, das compras do livro ou do amparo do Farinho enquanto lho escrevia, tudo factos que ocorreram depois de Sócrates ter perdido as eleições. O que temos aqui não é já um juízo sobre a conduta de um cidadão comum mas a suspeita fundada de práticas de corrupção para financiamento das manobras de intoxicação da opinião pública de um primeiro-ministro durante o exercício dessas funções.

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Agora a sério. Salvo para o próprio e para meia-dúzia de alucinados que tanto acreditam no fulano como podiam ser prosélitos de uma seita sul-coreana de adoradores da lua em quarto minguante, Sócrates está politicamente morto e passou a interessar (a interessar-nos, reconheçamos todos) pelo mesmo motivo pelo qual a mulher barbuda era a atracção principal das feiras de saltimbancos. As desculpas esfarrapadas para a posse dos milhões que torrou, os hábitos de novo rico, a pose de macho alfa, as mamalhudas resolvidas que iam de férias sem cuidar de saber quem as pagava, os aguadeiros que colocou em lugares estratégicos da administração pública e da Justiça, as tentativas trapalhonas de controlar a comunicação social, as relações turvas com os donos disto tudo por mera coincidência entretanto caídos em desgraça, as teses académicas expresso escritas directamente em língua francesa quando o auto-proclamado autor semanas antes era incapaz de dizer merci bócu, as sucessivas edições esgotadas de livros no país onde a única coisa que se lê é a edição de A Bola de 2ª feira quando o Benfica calha de ganhar ao Domingo, os blogues pagos a tença mensal para trabalhar a meta-mentira de cada mentira que o personagem ia construindo, os próprios nomes dos acólitos (Perna, Mão de Ferro, por amor de Deus!?!?), tudo isto pode não chegar para uma condenação judicial mas é mais do que suficiente para que Sócrates se apresente agora como uma versão pobre, decadente e, sobretudo, muito menos séria do Palhaço Batatinha. Nada disto dá para um Feios, Porcos e Maus à portuguesa porque falta a esta gente até a densidade para darem bons filhos da puta. Tudo somado, quando a poeira assentar, teremos o enredo para um Duarte & Companhia de badamecos de terceira apanha. A questão essencial é todavia outra. O gozo, a verrina, o enxovalho que dirigimos a Sócrates está bem e é higiénico. Diz de nós que mantemos sanidade e sentido comum. Mas e os outros? Aqueles que o acompanharam e que por aí continuam. Os Galambas, os Pedros Silvas Pereiras, os Costas, os apaniguados, os compagnons de route. Os que beberam do fino. Eram cegos, não viam, eram burros, não entendiam, eram oportunistas, não queriam ver? Como podemos continuar a tolerar e a conviver com esta gente?

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Se seguirmos à letra a doutrina desenvolvida por Passos Coelho a propósito do episódio Saraiva ("a obra é dele, não conheço o conteúdo"), José Sócrates é a pessoa ideal para apresentar o seu próprio livro.

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Enquanto já se anuncia um novo best cela

por Rui Rocha, em 08.10.16

Investigação suspeita que Sócrates pagou 100 mil euros a professor para lhe escrever livros.

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The Voice

por Rui Rocha, em 26.09.16

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decoro

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.09.16

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"decoro (ô), s.m. respeito de si mesmo e dos outros; decência; compostura; dignidade; honestidade; vergonha; pundonor; nobreza. (Do lat. decôru-, "que convém")." - Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora, 6.ª edição

 

Mas será que é preciso ser arguido, acusado e condenado com trânsito em julgado para ter decoro? E vergonha? E senso? É cada vez mais evidente em cada dia que passa que não há um, dois ou três Partidos Socialistas, mas sim quatro. Há o de José Sócrates, há o dos amigos de José Sócrates, que se confunde com o primeiro em função das ocasiões, há o de António Costa e do Governo, que corre atrás das metas do défice e se esforça por cumprir compromissos com toda a gente e mais alguma, e depois há o dos portugueses que se revêem no PS e que não sabem em que PS hão-de confiar.

Oxalá esteja enganado, mas neste momento, se forem todos como eu, quer-me parecer que em nenhum deles. O pior é que nos outros também não se pode confiar.

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A Sorbonne em Lisboa

por José António Abreu, em 19.09.16

José Sócrates é um dos convidados da universidade de Verão do PS Lisboa. Nada mais normal. Desde que não vá fazer algo relacionado com livros...

Aliás, peço desculpa, fui demasiado genérico. No caso de Sócrates, há muitas coisas relacionadas com livros que seriam aceitáveis. Apenas apresentar um, pouco edificante e escrito por um amigo, talvez não o fosse. A menos que o amigo fosse Carlos Santos Silva. Nesse caso, toda a gente entenderia.

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