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Tudo na mesma (II parte)

por Patrícia Reis, em 29.12.16

Depois de ter publicado um texto a propósito da capa do Público e seus cronistas homens, recebo um comentário (de alguém que não se identifica, pois o que seria?) que reza assim:

....quanto recalcamento que por aqui vai....arranje uma vida!


É por estas e por outras que, às vezes, me apetece mandar tudo às urtigas e esquecer que as redes sociais podem ser um lugar para debate de ideias. As pessoas não querem debater nada, não pessoas como este Me (assim se designa a criatura que pode ser de ambos os sexos, não é verdade?), pessoas assim só querem ofender. Pois, eu cá não me ofendo com pessoas que não existem. E agora?

Nada. Não se passa nada. Hoje a revista Sábado tem uma capa com 6 homens que também têm coisas para dizer sobre 2017, a média de idades destes senhores, brancos, de formação dita clássica, etc e tal, é superior a 75 anos, mas isso não tem qualquer importância. Ou terá?

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Tudo na mesma

por Patrícia Reis, em 28.12.16

O jornal Público só encontrou os cronistas do costume para dizerem de sua justiça sobre 2017 e colocou as fotografias dos senhores na primeira página. Não existem mulheres dignas desse nome? Parece que não. É certo que os tempos são outros, que temos mulheres ministras, procuradoras, já tivemos uma presidente da assembleia da república, mas ainda são excepções. Compõem o quadro, é tudo. As mulheres em Portugal - e no mundo - não são tratadas com sentido de paridade. Não se discute se temos alma, como na Idade Média; assume-se que não temos nada para dizer e, por isso, as mulheres não são cronistas com honras de primeira página, raramente se eternizam em programas de debate com eixos, círculos e outras figuras geométricas. Também é preciso dizer que quando se pensa que uma mulher que atinge um determinado cargo irá lutar para uma maior visibilidade das mulheres, o efeito é o contrário, para não melindrar, para não serem acusadas de mulherzinhas. Ou pior, de feministas. Conclusão? Tudo na mesma. Nem mesmo as mulheres que conseguem ter poder escapam à misoginia.

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medicina no trabalho

por Patrícia Reis, em 15.04.15

Entrei e esperei pouco tempo, sempre em sobressalto dado a televisão estar aos altos berros e ter a Cristina Ferreira e o Goucha a pontificar para o país. Fiz o electrocardiograma e ainda tive direito a uma pérola:

 

- Anda acelerada?

 

A senhora perguntou, eu esbocei um fraco sorriso. Pensei: ando? Bom, ando sempre, tenho uma micro empresa, vivo em Portugal, dois filhos, um marido, um cão, uma avó com pouca saúde, uma mãe à beira de um ataque de nervos... Novidades?, nenhuma. Voltei para a sala de espera onde a manhã na TVI continuava animada e florida. Cinco minutos mais tarde, o médico estava pronto para me receber e, sendo simpático, muito simpático, limitou-se a reconhecer que a medicina do trabalho serve para pouco, ou mesmo nada (digo eu). Disse que não fumo, raramente bebo, que durmo o que posso e ele sorriu satisfeito, escrevinhou umas coisas e agradeceu.

Para o ano há mais? Para o ano há mais, é obrigatório. O Estado vive melhor sabendo que a malta fez um electrocardiograma. E, todos os meses, a minha micro empresa paga um contrato com uma empresa prestadora de serviços médicos para garantir que estamos dentro da lei, que vamos alegramente, qual Goucha ou Cristina Ferreira, à Medicina do Trabalho. Por favor...

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