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Irlanda soma e segue. Moody’s elogia governo e sobe “rating” para A.

 

A agência Moody’s chegou a atribuir um rating de lixo à Irlanda, no auge da crise da dívida, mas a notação foi melhorada à medida que a dívida foi sendo reduzida — algo para que foi crucial o país ter estado a crescer a uma taxa de 7% no final do ano passado. No final do ano passado, o rácio de dívida face ao Produto Interno Bruto (PIB) já tinha caído para menos de 100% (94%).

(...)

Na opinião da Moody’s, o risco de uma inversão da consolidação orçamental verificada nos últimos anos é baixo. "O acordo político recente entre os dois maiores partidos no parlamento e a recente eleição de um governo minoritário liderado pelo Fine Gael [de Enda Kenny], que evidenciou um registo forte de gestão orçamental nos últimos anos, dá-nos conforto de que o défice orçamental vai continuar a ser reduzido nos próximos anos".

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Pronto, agora já estão como os portugueses

por Sérgio de Almeida Correia, em 28.02.16

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Numa altura em que ainda estão na memória aqueles belíssimos cartazes da campanha do PS, e enquanto em Portugal se perde o tempo a discutir os méritos e deméritos de uma inqualificável borrada do BE, que para a sua dirigente Catarina Martins é considerado um problema de "incompreensão", que aliás coloca em causa a própria compreensão por parte dos votantes no BE da sua mensagem eleitoral de 4 de Outubro, na Irlanda, na sequência de uma campanha miserável de Enda Kenny e do tandem Fine Gael-Labour, onde até se chegou a ameaçar os eleitores na sua liberdade de escolha com o filme português, também os eleitores irlandeses, sem medo de papões, retiraram o tapete aos partidos do governo.

O exemplo das campanhas de Passos Coelho e Rajoy, que dera tão brilhantes resultados relativamente aos objectivos que haviam definido quanto à manutenção das suas maiorias de governo, foi replicado na Irlanda com os resultados e a teimosia a confirmarem-se. 

O partido outrora maioritário colhe agora os frutos do seu discurso e da tempestade de asneiras que promoveu. E com o Reino Unido a um passo de fazer as malas para sair da UE, deixando o que resta do projecto europeu em pantanas, fruto da mais hipócrita e oportunista campanha de que há memória por parte de um primeiro-ministro e líder conservador, não deixa de ser curioso que os únicos que neste momento estão em condições de poderem apresentar alguma estabilidade à chanceler Merkel e aos mercados sejam, para grande desgosto de Paulo Rangel, os portugueses e a rapaziada da geringonça.

Enfim, coisas da vida, como diriam António Guterres e o Prof. Marcelo.

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Treze gráficos

por José António Abreu, em 26.11.15

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Atente-se no gráfico sobre o investimento: até 2003, em Portugal investiu-se sempre mais do que na Irlanda - com muito piores resultados. Não interessa: há quem continue a ver o Estado como o principal dinamizador da economia. Repare-se também no gráfico sobre a despesa pública: após o disparo causado pelo salvamento dos bancos, a Irlanda centrou a correcção nos cortes de despesa e regressou a níveis inferiores a 40% do PIB. Portugal não atinge esse patamar desde a década de 1980; não atinge sequer um nível em torno dos 42% ou 43% - que já seria incrivelmente libertador para a economia - desde a de 1990. Não importa: há quem continue a defender que um Estado pesado não trava o desenvolvimento de uma economia débil. Veja-se o curioso gráfico acerca dos trabalhadores sindicalizados: com um modelo menos apoiado no sector público, a Irlanda consegue apresentar uma percentagem mais elevada. De somenos: o papel dos sindicatos é defender leis laborais rígidas e a manutenção de empresas deficitárias na esfera pública. Analise-se a taxa de mortalidade infantil (um dos justificados orgulhos de Portugal, que afinal a Troika não destruiu): parece que também pode ser garantida por um sistema de saúde em que o Estado chegou a despender anualmente menos 1,5% do PIB (conforme o gráfico sobre os gastos públicos com saúde). Que importa? Os números não dizem tudo; a saúde tem a ver com «pessoas». Mas, a propósito de pessoas, estude-se o gráfico sobre o coeficiente de Gini: com menos dinheiro público, a Irlanda criou uma sociedade mais igualitária (nota adicional: ao contrário do que afirmam muitas vozes, em Portugal não houve aumento da desigualdade com a chegada da Troika mas uma ligeira redução). Vergonhoso, fazer tal referência: o papel do Estado é apoiar quem precisa, sem olhar a custos. Notem-se ainda o saldo das contas públicas, o PIB per capita (indicador de produtividade e justificação de factores tão irrelevantes como o nível salarial), a taxa de desemprego, o nível da poupança (depauperado em Portugal e na Grécia pelo crédito barato e por estímulos públicos errados), o valor dos salários. Irrelevante, uma e outra vez: o modelo de desenvolvimento seguido em Portugal e na Grécia está correcto. Os problemas advêm do euro, da «austeridade» e da Alemanha.

Uma e outra vez, recusamos as evidências e cometemos os mesmos erros. Guterres sabia o que era necessário fazer mas desistiu antes de começar. Durão foi eleito prometendo fazê-lo mas fugiu quando isso se revelou difícil. Sócrates garantiu tudo e o seu oposto e só fez o oposto. Apenas Passos avançou realmente no sentido correcto. Timidamente. Com erros, constrangimentos (incluindo os gerados por facções dentro do PSD e CDS), adiamentos (fatais, num país de tamanha inércia). Enfrentando bloqueios constitucionais e níveis recordes de demagogia (por parte do PS, que levara o país à beira do abismo, mas também de inúmeras vozes com direito a tempo de antena). Obteve resultados ténues (tudo isto demora, exige paciência e capacidade de perseverança) mas encorajadores. Nos próximos meses, Costa e Centeno, agrilhoados às fantasias utópico-revolucionárias de Jerónimo, Catarina e Arménio, inverterão o ciclo. O sector público será novamente privilegiado à custa do privado. O investimento e o emprego (este muito em particular se a CGTP conseguir juntar o reforço da contratação colectiva e a limitação dos recibos verdes ao já programado aumento do salário mínimo) ressentir-se-ão. É verdade que, no imediato, haverá mais dinheiro disponível e tudo parecerá correr melhor. Depois, os problemas regressarão - mais graves, esgotada a acção do BCE e o capital de simpatia conseguido junto dos parceiros europeus, com os investidores cada vez menos predispostos a apostar num país que muda de ideias a cada governo e uma economia mundial que dificilmente escapará a uma crise (basta a FED subir as taxas de juro e os BRICs ressentir-se-ão).

Em Portugal - como na Grécia, como na maioria dos países da América Latina, como até em Itália e em França -, continua a acreditar-se que a riqueza é gerada através da despesa pública, da governação por decreto, da perseguição ao lucro. Acontece desta forma porque os cidadãos temem a mudança e porque dá jeito aos políticos que assim seja: um Estado leve, com menos a distribuir (empregos, contratos, obras, apoios), não liberta apenas a economia; liberta também os eleitores.

Treze gráficos. E podiam ser mais. Mas para quê? Em Portugal, poucos os querem ver, menos ainda os desejam perceber.

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A fénix do euro

por Helena Sacadura Cabral, em 12.03.14

 

A revista Le Point da última semana de Fevereiro publica um extenso e interessante artigo sobre Irlanda, o tigre celta dos anos oitenta, cujo crescimento chegou a atingir 7,5%, em média, nos anos noventa e 5,5% entre 2001 e 2007.
Até que em 2008 tudo se afunda com a implosão do Lehman Brothers. Os bens imobiliários perdem metade do seu valor e os bancos nacionais caiem uns atrás dos outros. De seis instituições dessa época, não restam mais do que três, e duas delas são totalmente controladas pelo Estado. A salvação bancária custou aos contribuintes 90.000 milhões de euros, fazendo passar a dívida pública de 25% para mais de 120% do PIB...
Mas não se pense que o país ficou a ferro e fogo. Esse não é o espírito daquele povo. Nem tão pouco  o seu firme liberalismo foi posto em causa. Nada disso.
Para se voltar a erguer, a Irlanda pura e simplesmente reproduziu as receitas que tão bem tinham provado nos últimos trinta anos, em especial a de continuar a criar mais e melhores condições para atrair o investimento estrangeiro. Aliás, no aeroporto de Dublin, o PM Enda Kenny, nos ecrãs, "agradece o visitante que venha ajudar à reconstrução do país".
Em nenhuma outra nação do mundo tanta gente se levanta para ir trabalhar numa empresa estrangeira, explica Dan O' Brien, o economista chefe do maior "think tank" local, o Institute of International and European Affairs.
Ao longo das décadas o país não só recebeu as sedes europeias da Apple, Intel, IBM, Microsoft, Google, Amazon, Twitter, LinkedIn, como uma série de laboratórios farmacêuticos. A tudo isto juntou-se, em 2013, a Huawei, o gigante chinês de telecomunicações e, mais recentemente, a Yahoo! que instalou em Dublin todos os seus serviços europeus.
Os investimentos americanos na Irlanda já superam todos os que foram efectuados nos BRICS (Brasil, Russia, Índia, China e África do Sul). E até Bono, a estrela nacional e cantor dos U2 elogia em Davos, ao lado do Primeiro Ministro, o milagre irlandês...
E em Portugal, como seria, alguma vez, isto possível?! Jamais, claro, porque nós temos as nossas convicções, muito firmes, do modo como a Constituição garante que queremos caminhar para o socialismo. Está à vista!

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O que seria de nós sem o TC?

por José António Abreu, em 20.12.13

Sem protecção constitucional da despesa pública, a Irlanda viu a economia crescer 1,5% no terceiro trimestre. Portugal terá provavelmente mais um aumento de impostos.

 

(O qual – e se isto diz imenso sobre o país que somos, diz ainda mais sobre o país que nunca fomos nem nunca seremos – causará incomparavelmente menos polémica do que quaisquer cortes, para além de zero suspeitas de inconstitucionalidade.)

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Despesa

por José António Abreu, em 07.04.13

The consolidation is underpinned by a mixture of revenue increases, which account for 80 percent of the total adjustment, and expenditure cuts.

[…]

With the tax-to-GDP ratio already in line with peers and the 2013 budget set to push this ratio even higher, a large part of the medium-term fiscal adjustment will need to come from expenditure restraint. This would help bring the adjustment mix closer to the original program objective—one third revenue, two thirds expenditure. And given that Portugal’s spending is heavily concentrated on pensions and public wages—accounting for about two-thirds of total spending, these outlays will have to be at the center of spending reforms.

Do relatório da sexta avaliação, Dezembro de 2012 (páginas 55 e 56).

 

Claramente, estes tipos não contavam com a nossa augusta Constituição. Vai-se a ver e estão mais habituados a países com Constituições que permitem gráficos assim:

Do relatório da nona avaliação ao programa irlandês, Abril de 2013 (página 36).

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O Tratado Orçamental.

por Luís Menezes Leitão, em 28.02.12

 

Não era possível haver nada mais espantoso neste quadro de subjugação total dos países da União Europeia aos ditames do eixo franco-alemão que a apresentação por estes de um tratado orçamental que todos os outros Estados deveriam assinar. O tratado orçamental, ao reforçar a componente intergovernamental, viola claramente os tratados da União Europeia, tirando completamente o tapete à comissão, enquanto guardiã desses mesmos tratados, assumindo o cariz de um Diktat alemão. Não espanta, por isso, que o Reino Unido tenha decidido desde o início ficar de fora, por muitas críticas que a atitude de Cameron tivesse merecido. Depois a República Checa, talvez recordando a submissão de Bénes aos acordos de Munique, também veio dizer que não aceitava esse tratado. Agora é a Irlanda, país submetido à "ajuda externa" mas que muito valoriza a sua independência, conquistada à custa de muitos sacrifícios, que vem sujeitar o tratado a referendo, onde obviamente não passará. Já a atitude de Portugal é elucidativa. Primeiro aboliu os feriados nacionais que comemoravam a independência do país e o regime republicano, para que ninguém continuasse a pensar que ainda vivia num país soberano. E agora vai dar o seu acordo de cruz a este tratado orçamental. A questão é que, como refere aqui Wolfgang Münchau, esse tratado na melhor das hipóteses é desnecessário e na pior é altamente perigoso e até pode levar a uma explosão da dívida na zona euro. A meu ver, o tratado ameaça mesmo destruir toda a estrutura laboriosamente construída que tem servido de base à União Europeia. Durante quanto tempo continurão os líderes europeus a brincar com o fogo?

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Million dollars, baby...

por Laura Ramos, em 22.09.11

A Irlanda, através da NAMA (Agência de Gestão de Activos) está a resolver os problemas financeiros da sua banca recorrendo à venda de obras de arte e de outros bens penhorados durante a crise do sector imobiliário.

Naturalmente, o filão não se alimenta exactamente do património do cidadão comum, mas sim dos valores acumulados pelos especuladores, a quem fugiu o pé quando a receita da fortuna fácil se converteu na fórmula da bancarrota, arrastando vítimas.

Entre os bens colocados à venda, encontram-se helicópteros, jactos privados e hotéis de cinco estrelas.

 

E que tal lembrarem-se do mesmo por cá, nos casos do BPN e do BPP?
O que foi feito deste património bancário?

E deste aqui?

E deste?

 

Vão-se os anéis, está bem.

Mas ide aos deles, primeiro.

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Mais trinta cidades que jamais esquecerei (XXIII)

por Pedro Correia, em 10.08.11

 

DUBLIN
""Quando eu morrer Dublin ficará escrita no meu coração."
(James Joyce)

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Lá se fazem, lá se pagam

por Pedro Correia, em 26.02.11

O Fianna Fail, partido de governo da Irlanda, teve o pior resultado eleitoral de sempre nas legislativas, obtendo apenas 15,1%.

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Derrotados (14)

por Pedro Correia, em 11.06.09

 

O multimilionário Declan Ganley ganhou notoriedade política ao liderar com êxito a campanha pelo 'não' na Irlanda ao Tratado de Lisboa. Não lhe bastou este sucesso no país natal: nas europeias lançou uma espécie de franchise eleitoral em vários países (Portugal incluído), sob o rótulo Libertas, para formar um grupo parlamentar em Bruxelas. Não conseguiu eleger um só deputado, o que até tem lógica: o que vale para um país, sob a bandeira do nacionalismo, não vale para os restantes. Uma lição para outros milionários com ambições políticas: o dinheiro não compra tudo.

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Vencedores (12)

por Pedro Correia, em 08.06.09

 

 

ENDA KENNY (Irlanda)

 

Fine Gael (conservadores moderados): 29,13% (quatro eurodeputados)

Fianna Fáil (liberais): 24,08% (três eurodeputados)

Abstenção: 45% (41,32% em 2004)

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