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Ultrajes

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.04.17

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 (Ponto Final)

"Estou bastante satisfeito em saber que Macau é [uma terra] próspera. As condições de vida melhoraram bastante. Podemos encontrar hotéis de nível mundial. Sinto que as pessoas estão satisfeitas por viverem em Macau."

 

Não satisfeito com a herança que deixou em Macau, e com aquela que de cá levou, o último governador de Macau, em vez de ficar em lugar recatado e longe dos holofotes, continua a visitar os seus órfãos e viúvas, mostrando-se atento a tudo o que se passa em Macau.

A homenagem que foi prestada pelo Instituto Internacional de Macau ao general Rocha Vieira foi de antologia. De tal forma que por momentos pensei estar a ver na TDM uma cerimónia de agradecimento dos antigos accionistas do defunto Banco Ambrosiano ao seu presidente Roberto Calvi, o "banqueiro de Deus", pelos serviços prestados em prol da causa. Neste caso seria ao "general de Deus". Bem hajam.

Como se isso não bastasse, depois de em tempos ter criticado o movimento democrático de Hong Kong, o que certamente lhe valeu os maiores encómios em Beijing, veio agora dizer que as condições de vida em Macau melhoraram bastante. E não se referia ao número de missas. Creio que por cá, com excepção de Ao Man Long e do antigo Procurador, mesmo ao nível do Governo da RAEM, ainda ninguém se deverá ter apercebido disso. O general continua perspicaz.

Da entrevista ao Clarim não se percebe é se isso lhe foi transmitido pelo agradecido dr. Jorge Rangel, se por aquele punhado de bravos que com ele amesendaram no templo do Clube Militar, mas a associação da qualidade de vida dos residentes aos hotéis que temos deve fazer todo o sentido. O Governo da RAEM e os responsáveis pela habitação social, aliás, em vez de se preocuparem em arranjar terrenos para a habitação social, dando cabo dos esquemas aos especuladores e metendo em trabalhos os escritórios de advogados da terra, deveriam construir mais hotéis para alojarem os residentes que não conseguem arranjar os meios para obterem uma habitação decente.

É evidente que a Igreja de Macau e Paul Pun (que escreve coisas tão hilariantes como estas: "Besides, Caritas Macau has successfully bided to host the “Food Bank” services sponsored by Family and Community Department of the Social Welfare Bureau. An agreement of “short-term food assistance services” was signed for a period of two years in September 2011. This service is named “Centro do Serviço de Fornecimento Temporário de Alimentos da Cáritas” to help individuals or families in need of emergent food assistance. In a short period of three months (to the end of year), the service benefited more than 2000 people. Looking ahead, besides food assistance, “Food Bank” would develop enhanced service to encourage and help the clients to become more self-reliance. Macau's rapid economic growth has sharply increased rental price in private housing sector. Housing problems has become an annoying issue to the grassroots. Last year, Caritas Macau received a significant rise in housing assistance enquiries. Many residents were forced to move out their rental apartment because of the highly increased rental fee. We hope the SAR Government will step up efforts to care about the housing needs of the public and introduce effective measures to help the grassroots in solving their housing problem. Authorities has stressed that, to the end of 2012, the promised ninteen thousand public units would be achieved. We expect the allocation of public housing would be fair in future, and to be able to alleviate the plight of the grassroots.") também ainda não se aperceberam dessa melhoria das condições de vida da população. E é por isso que para além da colecta normal que se realiza durante as missas há uma colecta extraordinária a favor da Caritas.

Eu sugiro que da próxima vez o general Rocha Vieira diga essas coisas mais alto. Ou, se não conseguir fazê-lo, que peça ao Dr. Rangel ou ao Guilherme Valente para fazê-lo. Eles são homens disponíveis e sempre prontos a ajudá-lo nestas pequenas coisas.

O essencial é que continue. E que iludindo o avanço da senilidade, típica em pessoas da sua idade, continue a papagear a cartilha oficial.

Oxalá que para o ano o Instituto Internacional de Macau traga de novo a Macau o general Rocha Vieira. Para que ele possa experimentar os novos hotéis. O "13" vai ser a menina dos olhos do pessoal da Areia Preta.

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Agora é que está tudo estragado...

por Sérgio de Almeida Correia, em 17.01.14
Filipe Nascimento: «Nasceremos mais 9 vezes se for preciso»
Jovens da formação reagem às afirmações de Jorge Jesus no final do jogo com o Leixões
Bernardo Silva, da equipa B, concordou: "É isso meu puto! A minha mãe já me disse que se for preciso me mata e ressuscita mais umas quantas vezes". - Record, 16/01/2014
E é evidente que a culpa é do Rui Rocha, logo agora com todos os problemas que temos por causa da Alfredo da Costa e do "inconseguimento" das metas da Saúde...

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O programa do PS

por José Gomes André, em 13.01.14

Lamento que tenha passado despercebida a iniciativa do PS para lançar uma alternativa política no país. Chamar-se-á Convenção "Novo Rumo" (em jeito de "Novas Fronteiras" e "Estados Gerais"), tem declaração de princípios com 13 páginas e atreve-se finalmente a avançar com propostas para resgatar Portugal da crise. Segue-se um "best of" desta declaração, assinada por António José Seguro e Carlos Zorrinho, entre outros:

 

- "A Convenção tem apenas duas regras: liberdade e conhecimento, liberdade com conhecimento." [momento "Prós e Contras", 1]

- "As sociedades atuais são complexas e diversas. As pessoas têm um nível de educação e de cultura, e um acesso ao conhecimento, como nunca tiveram no passado." [Momento "Prós e Contras", 2]

- "A Convenção dará corpo, com clareza e rigor, à existência de uma alternativa construída com base numa aliança das forças progressistas, comprometidas com uma nova política de criação de riqueza e de recuperação da dignidade dos portugueses." [embora não façamos ideia de como o alcançar]

- "propomos um ‘pacto para o emprego’ a todas as forças políticas e a todos os parceiros sociais. Um pacto que concretize um novo acordo de concertação social de médio prazo, em torno de políticas orientadas para o emprego e de medidas concretas de combate à precariedade e à pobreza." [Queremos gastar dinheiro que não temos]

- "O mar e o nosso posicionamento em redes globais são alavancas estratégicas para a criação de riqueza que inspiram a nossa visão e a nossa ação." [O Mar! O Mar!]

- "Um novo desenvolvimento é aquele que olha para as universidades e para os centros de investigação e os entende como centros de saber mas também como alavancas do conhecimento aplicado." [momento "Prós e Contras", 3]

- "Um novo desenvolvimento que tem na sua matriz a valorização e afirmação da Língua portuguesa no Mundo. Uma política ousada de promoção da Língua portuguesa e que transporte consigo a criação cultural dos portugueses." [A Lusofonia! A Lusofonia!]

- "Um novo desenvolvimento é condição para garantir o equilíbrio saudável das contas públicas e a sustentabilidade das funções sociais do Estado." [good luck with that!]

- "Um Estado forte tem consciência dos seus limites e da necessidade de respeitar e promover a participação das pessoas, a iniciativa e liberdade das empresas e uma organização mais autónoma das instituições." [... e isto é precisamente o que o PS nunca porá em prática]

- "O Estado não pode assumir compromissos futuros que não tenha a certeza de poder cumprir. O Estado deve honrar os seus compromissos." [vai contar essa ao Governo Sócrates]

- "Contrariando o discurso neoliberal, temos de inscrever na nossa consciência a ideia de que uma sociedade inclusiva, da igualdade e da diversidade, é melhor para o bem-estar de todos." [momento "Prós e Contras", 4]

- "É este o desafio que o novo rumo assume para a Europa: uma Europa de cidadãs e de cidadãos" [Hã????]

 

Eu estou cada vez mais descansado com a alternativa socialista.

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