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É o que me apraz dizer

por João Villalobos, em 10.02.18

Há coisas muito sérias a acontecer no mundo. Por exemplo e  a despropósito deste post da Patrícia Reis e de acordo com esta notícia, "O corpo de um homem foi encontrado em Hamburgo coberto de queijo e vestido com uma série de collants, um fato de mergulho e uma gabardina. O homem estava em frente a um aquecedor: quereria que o queijo derretesse no seu corpo enquanto tentava chegar ao orgasmo".
Vestir, em simultâneo, e nestas circunstâncias, um fato de mergulho e uma gabardina, é estar mesmo a pedi-las. 

Da Falta de Bom Senso

por Francisca Prieto, em 10.12.15

Sempre que passo na rua do IPO fico fascinada com o facto de existir uma Servilusa (que anuncia contratos em vida) mesmo defronte do portão de entrada do hospital, e uma farmácia chamada Marie Curie. Isto é que é dar votos de esperança aos pacientes, caramba.

"Excessão" de iliteracia

por Pedro Correia, em 12.12.14

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 (via Aventar)

 

O colégio do Sagrado Coração de Maria, em Lisboa, já esteve no topo das melhores escolas portuguesas. E continua a ser um dos mais procurados por pais com posses acima da média que pretendem proporcionar boa educação aos filhos.

Acontece que, por estes dias, os anteriores níveis de excelência deste estabelecimento de ensino parecem pertencer ao passado. Uma escola que sabe educar e formar os seus alunos não propaga o anafabetismo funcional utilizando em textos informativos internos palavras como "excessão", que não constam em dicionário algum - antes, durante ou depois da aprovação dessa "fraude" que é o acordo ortográfico de 1990, como lhe chama Inês Pedrosa na sua coluna de hoje no semanário Sol.

"Sintoma de uma época que despreza a memória e vive em esquecimento acelerado, este acordo ignora voluntariamente a história e o trajecto da Língua. É mais um passo no caminho do desprezo pela riqueza e pela força da Língua Portuguesa", sublinha justamente a escritora no seu artigo. Os sintomas de analfabetismo funcional que se vão multiplicando à nossa volta são consequência directa desse "acordo" que propicia uma espécie de ortografia à la carte, em que a norma convive com o erro em grau crescente sem reparo nem sanção.

E como poderia ser de outra maneira se  os erros mais escabrosos surgem com chancela oficial, estampados no Diário da República?

Taxar Pandora

por João André, em 24.08.14

Em tempos, os EUA criaram a internet. Pouco depois, Barners-Lee criou a World Wide Web. A meio da década de 90 do século XX, surgiu o Napster. Isto é semelhante a falar em criação do mundo, criação do Homem e abertura da caixa de Pandora. Não vejo de maneira nenhuma a troca de ficheiros na internet como "os males do mundo", mas a verdade é que como a caixa de Pandora, aquilo que saiu daquele momento já não pode ser desfeito. A partilha de ficheiros chegou para ficar e ainda bem que assim é.

 

Obviamente que, como em todas as revoluções tecnológicas, há sempre aqueles que tentam remar contra a maré por não se quererem adaptar. É um pouco como quem tem posições dominantes numa determinada indústria no seu país e tenta pedir barreiras tarifárias à importação do mesmo produto, mais barato e frequentemente melhor. É isto que se passa quando o país aprovar a nova lei da cópia privada.

 

A questão da pirataria é falsa. Não passa de um espantalho levantado por quem não quer procurar novas formas de fazer dinheiro e quer manter os seus "direitos adquiridos". A televisão é o melhor exemplo da possibilidade de fazer dinheiro na era da partilha de ficheiros. A pirataria e a troca de ficheiros não veio acabar com as indústrias musical e cinematográfica, mas certamente que as veio mudar.

 

Como tem sido óbvio desde há vários anos, os lobbies em Portugal não ligam a nada disso. São constituídos por pessoas sem qualquer criatividade, preguiçosas e sem qualquer noção do mundo real. É o mundo da gente que crê que pedir uns 20 a 25 euros por um CD de terceira categoria constitui o modelo de negócio ideal. É o mundo dos Tózé Martinho ou outros que tais que certamente julga que um CD se cria entre os buracos 7 e 8 algures na Quarteira.

 

Uma taxa sobre os dispositivos é uma solução preguiçosa, perigosa e estúpida. Preguiçosa pelas razões acima: numa altura que várias bandas portuguesas começam a revolucionar o panorama musical português, agarra-se aos modelos velhos, gastos e ultrapassados. Perigosa porque abre espaço à legalização da troca de ficheiros, sendo que qualquer pessoa se pode defender dizendo que já está a pagar a sua contribuição. É estúpida também porque qualquer pessoa pode simplesmente comprar os seus dispositivos noutros países (pela internet, por exemplo) sem que a taxa esteja incluída.

 

É, por fim, injusta. Injusta para quem tem aparelhos capazes de armazenamento e que nunca na vida irão trocar ficheiros, injusta para quem não quebra os direitos de autor e, por fim, injusta para os autores que nada ganham de especial com isto, com o dinheiro habitualmente a acabar nos bolsos dos intermediários.

 

Lendo esta notícia, o meu primeiro instinto é simples: dirigir-me ao mais próximo site de torrents e começar a sacar tudo o que consiga de autores ligados de alguma forma à SPA e ao Sr. Martinho. Começando pelas telenovelas dele. E a seguir partilhar. É que Pandora também não fechou a caixinha.

E ainda falam dos economistas...

por Pedro Correia, em 06.07.13

Verão de 2013 será o mais frio dos últimos 200 anos

 

Idiotices

por Leonor Barros, em 06.10.09

 

Depois do negócio do sabão azul e branco, desinfectantes, antibacterianos, álcool em gel, gel em álcool, toalhitas e toalhetes ter aumentado exponencialmente, eis que surge mais uma oportunidade de negócio. Este simpático bicho de pelúcia é, nada mais nada menos, o vírus da gripe do nosso descontentameno e da felicidade de alguns. Pode ser adquirido pela módica quantia de sete dólares e noventa e cinco centavos e constitui a última idiotice no que respeita à pandemia.


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