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Sete biliões de outros

por Paulo Sousa, em 29.12.19

O que é o amor?

O que é que aprendeu dos seus pais?

Qual o sentido da vida?

Os homens e as mulheres são iguais?

Qual o dia mais feliz da sua vida?

Qual o significado da família?

 

Estas e várias outras perguntas, no total de 45, foram colocadas a cerca de 6000 pessoas de 84 países. O projecto foi apresentado há uns anos e provavelmente já é bem conhecido de todos, mas cada vez que vejo ou revejo mais um dos vídeos no Youtube, não deixo de vibrar perante a profundidade de algumas das respostas dadas por outros seres humanos com quem partilhamos o tempo e o espaço da nossa vida. Depois de cada excerto é fácil entender quão idênticos e ao mesmo tempo únicos todos somos.

A ideia e obra é de Yann Arthus-Bertrand e o projecto chama-se Sept milliards d'autres. Está disponível no Youtube em francês e inglês.

Mais recentemente Yann Arthus-Bertrand, através da Fundação GoodPlanet a que preside, lançou o filme Human, (disponíveis o primeiro, segundo e terceiro volume) que combina incríveis imagens aéreas do planeta terra com pequenas histórias reais, sempre com o rosto do entrevistado a preencher o écran. Algumas são enternecedoras, outras banais, divertidas ou mesmo aterradoras, mas que acima de tudo transmitem bocados da vida conforme ela é vivida nos nossos dias, no nosso planeta. Devia ser visto nas escolas e transmitido pela televisão em horário nobre.

Seria fantástico fazer algo nesta linha nos nossos centros de dia, onde se emprateleiram centenas de milhares de portugueses cheios de memórias e vivências que mais ano menos mês serão perdidas. Não há por aí um estudante de sociologia que conheça um estudante de multimédia e que queira fazer um trabalho académico, que seria também um tributo aos portugueses quase esquecidos e um valioso registo para memória futura?

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Prioridades

por João André, em 19.11.14

No início de Novembro a contabilidade de mulheres assassinadas este ano pelos parceiros estava em 32. Isto só as mulheres assassinadas, sem contar com crianças e idosos e sem contabilizar as agressões. Uma das macabras personagens andou uns tempos fugido e até passou a herói popular.

 

Um cão morre de fome - maus tratos, portanto - e dá em revolta popular.

 

Faz sentido. Com humanos destes mais vale apoiar os cães.

O Admirável Mundo Novo

por Ana Vidal, em 04.08.14

Do século XXI ao paleolítico inferior, sem passar pela casa da partida.

Foi para isto que evoluímos?

 

*(obrigada pelo empréstimo do título, caro Aldous)

Da pequenez

por João André, em 07.07.14

Ouvimos frequentemente que a Humanidade é a principal força transformadora do nosso tempo. É uma afirmação lógica, especialmente se atendermos ao efeito que cidades, estradas e poluição diversas têm no nosso planeta. Perante o aquecimento global e a influência deste nas alterações climáticas, há muitos cientistas a falar no Antropoceno como sendo a idade da Terra que vivemos hoje.

 

Isto é uma realidade, por outro lado depois coloco-me a pensar sobre outras influências. Um asteróide provoca extinções. Uma era glacial muda a geografia do planeta. A subducção garante que os oceanos não fiquem cada vez mais salgados com o tempo. Os mesmos oceanos permanecem inexplorados a 95% (ou mais). Cianobactérias terão sido as responsáveis pela existência de oxigénio no planeta. Sem micro-organismos o mundo seria muito diferente.

 

A verdade é que se a Humanidade é a maior força transformadora do planeta, isso sucede apenas à escala de tempo humana, em que toda a história humana (desde que os primeiros homo sapiens saíram de África até agora) nem numa nota de rodapé de uma Encyclopedia Solaria caberia. Imagino um debate dentro de uns milhões de anos (um piscar de olhos, portanto) entre duas bactérias:

 

- Não houve em tempos um animal bípede que transformou o planeta?

- Sim, houve. Foi uma experiência rápida nossa. Já cá não está.

 

Os seres humanos são criadores e destruidores. Mas, na escala do tempo global, são também menos que bactérias.

Caninamente

por José Navarro de Andrade, em 08.08.13

O mastim que supostamente trucidou uma criança (o prudente advérbio de modo deve-se ao facto de a magistrada não ter dado como provada uma relação de causa e efeito entre as dentadas do pitbull e a morte da vítima) foi entregue no princípio deste mês, assim deliberou o tribunal, à guarda da Associação Animal.

A Sra. D. Rita Silva, responsável por esta organização, tendo todos os motivos para celebrar semelhante decisão, deu largas à sua filosofia:

“Vamos chamá-lo Mandela, porque tal como o líder sul-africano este cão também é um símbolo de liberdade. Esteve preso sete meses sem saber porquê, tal como Mandela esteve preso mais de duas décadas”.

"A ANIMAL dá SEMPRE nomes de humanos ou de outros animais aos animais que resgata. Fá-lo SEMPRE como uma homenagem."

“Desconfiamos que pode ter problemas de saúde. Depois, não excluímos o recurso a um comportamentalista animal e a uma especialista em recuperação de animais agressores.”

No contexto destas afirmações não surpreende que a senhora tenha afirmado, seriamente e sem angústias existenciais, que um cão possa ter consciência da injustiça do seu encarceramento, quem sabe se expressando com articulados uivos e latidos as suas razões. Dar ao bicho nome de gente é simbólico, ou seja, revela uma ideologia. Já dada como garantida a formidável divisão de toda a fauna terrestre entre animais sencientes e não-sencientes, anulando, assim, a vetusta distinção entre racionais e irracionais, está claro que chegou o momento de proceder à humanização de certos mamíferos, nomeadamente aqueles que foram domesticados ou, talvez em melhor concordância com o pensamento de Rita Silva, que nos domesticaram.   


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