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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 17.10.19

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João Carvalho: «Quem ainda mexe é Maria de Lurdes Rodrigues. Do discurso, só ouvi qualquer coisa sobre o ensino básico e que «todos podem aprender». Concordo. Por terem recusado aprender antes, alguns só acabam por aprender à sua própria custa. É básico.»

 

Teresa Ribeiro: «Gosto desta foto da Nan Goldin. O pé sujo e bem desenhado da rapariga dá-lhe graça. Aliás, é o que resume a fotografia. Fico a perceber que uma planta de pé encardida pode exercer forte atracção num homem. Nota-se bem a tensão sexual entre os dois. Ela atrevida, badalhoca, displicente. Displicente na sua badalhoquice e ele a picar-se com o desleixo. Com a soberba que revela esse desleixo.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 16.10.19

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João Carvalho: «Fico pouco espantado que Deus Pinheiro tenha sentido necessidade de vir, tarde e a más horas, dar uma desculpa qualquer sobre a sua inesperada e traiçoeira deserção. Ainda assim, a pressão porventura sentida não resultou em mais do que uma qualquer desculpa esfarrapada e sem nexo.»

 

Jorge Assunção: «Um não caso transformado em grande caso pelos que querem correr com Ferreira Leite da liderança do PSD. Tem um valor simbólico negativo? Certamente. Mas, objectivamente, qual é a diferença entre ter lá Deus Pinheiro ou Pedro Rodrigues? Nenhuma. Votei em Bacelar Gouveia quando decidi votar PSD aqui no Algarve? Obviamente que não. Ficaria muito incomodado se Bacelar Gouveia renunciasse ao mandato? Não, ficaria até agradado.»

 

Paulo Gorjão: «Os "Jovens com Marcelo" querem uma personalidade que não seja dos anos setenta e vão buscar um deputado à Assembleia Constituinte... Mais. Os "Jovens com Marcelo" querem alguém que as pessoas "não conheçam" e que entendam, "uma injecção de juventude", "novos rostos", "vontade de renovar" e vão buscar um ex-líder do PSD...»

 

Sérgio de Almeida Correia: «No momento em que entra em vigor nova legislação sobre o crédito à habitação, o aviso do presidente da Associação de Bancos, de que o custo das novas regras será pago pelos cidadãos que não têm outra alternativa para arranjar uma habitação condigna que não seja através da compra de casa com recurso ao crédito, tem tudo de indecoroso.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 15.10.19

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João Carvalho: «Depois de alcançar (honra lhe seja feita) uma inesperada percentagem de votos e um lugar confortável no Parlamento com um número importante de deputados, Paulo Portas deve andar com insónias: por um lado, andou sempre mortinho por integrar um governo, que é para o que está sempre disposto; por outro, angariou um leque do eleitorado a que fez uma data de promessas anti-PS e que tem tendência a engrossar à custa do PPD/PSD, assim ele não desiluda quem acreditou no CDS-PP.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Enquanto a seca não chega vale a pena aproveitar os últimos dias de sol e calor na Ilha Deserta. Se possível lendo Bolaño e de quando em vez olhando o mar. Lindo de morrer. Foi assim no dia 11 de Outubro e vai continuar por mais uns dias, com a água cristalina a uns estupendos 22/23º C. Bem melhor do que em Julho ou Agosto.»

 

Teresa Ribeiro: «Verifico que as opiniões pré-formatadas se tornaram tão habituais que quem ousa sair do trilho e fazer críticas ora à esquerda, ora à direita arrisca-se a ser apontado como diletante, incoerente, excêntrico, tonto ou até intelectualmente desonesto. A esta última avaliação ficam, por vezes, subjacentes dúvidas quanto ao carácter do opinador, já que se presume que a crítica alternada e cruzada pode ter por objectivo agradar a dois ou mais senhores.»

 

Eu: «João de Deus Pinheiro, que encabeçou a lista eleitoral do PSD pelo distrito de Braga, por escolha directa de Manuela Ferreira Leite, foi deputado por meia hora: deslocou-se à Assembleia da República esta manhã só para renunciar ao cargo para que foi eleito. É pena a eleição por Braga não poder ser repetida. Talvez assim os bracarenses avaliassem melhor esta "política de mentira".»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 14.10.19

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João Carvalho: «Vejo Passos Coelho cheio de pressa para avançar – menos interessado em prosseguir o caminho em frente e mais interessado em seguir o percurso para cima – mesmo quando todos sabemos que é improvável (num quadro nacional de normalidade) que o próximo líder do PSD venha a ser candidato a primeiro-ministro.»

 

Teresa Ribeiro: «Para que a arrogância seja percebida pelo próximo como uma inequívoca expressão de superioridade, não basta ser arrogante. É preciso ser arrogantemente arrogante. O problema é que às vezes tanta arrogância tem um efeito perverso e revela-se profundamente estúpida.»

 

Eu: «Os Verdes, numa tentativa de provar que existem, emitiram um comunicado em que lamentam a perda para o PS de alguns municípios, como o de Beja, "nem sempre de forma democraticamente leal". Não percebo o que significa esta insinuação do leal parceiro do Partido Comunista. Eu, por mim, considero que é algo 'democraticamente desleal' um partido político nunca concorrer a uma eleição sem ser como muleta de outro.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 13.10.19

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Ana Vidal: «Não nos devia aquecer nem arrefecer que Maitê Proença pense que todos os portugueses se chamam Manuel e Maria, são padeiros e ainda usam fartas bigodaças ou lenços pretos sobre carrapitos. A ignorância é dela, o preconceito é dela, a figura triste é dela, a pobreza de espírito também. Não somemos a todos estes atributos uma importância que ela não tem, indignando-nos como se a sua opinião fosse decisiva nas nossas vidas.»

 

J. M. Coutinho Ribeiro: «Peço imensa desculpa, mas tenho que lhes dizer que não gosto de Fátima Felgueiras. E não é por aquilo que eu sei que estão a pensar. Não gosto da senhora porque ela, que não me conhece, é dada a estragar-me o efeito. Em 2001, quando fui candidato à Câmara de Marco de Canaveses, contra Avelino Ferreira Torres, eu tentava atrair a atenção do media para o facto do meu adversário estar pronunciado por crimes praticados no âmbito das suas funções políticas (e acabou condenado), e ninguém me ligava nada, preocupados, todos, com as trapalhadas da senhora.»

 

Teresa Ribeiro: «Têm crescido à custa dos eleitores que não os querem no poder, tal como acontece em muitos partidos de protesto. Nada de novo, portanto. Mais interessante é observar a sintonia que existe entre votantes e votados. Os bloquistas também não querem ver-se no poder. Não porque não o desejem, mas porque não podem tê-lo. Se o tivessem, começariam no dia seguinte a desmembrar-se.»

 

Eu: «O PS, vencedor absoluto em Lisboa, vê confirmado António Costa como sucessor a prazo de José Sócrates. Conquistando mais votos e mais mandatos do que o PSD.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 12.10.19

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Adolfo Mesquita Nunes: «Em 2005, o PSD ganhou sozinho 138 presidências de Câmara (o PS apenas tinha ganho 109), às quais somou 18 outras presidências de Câmara com o apoio do eleitorado do CDS. Em 2009, o PSD ganhou sozinho 117 presidências de Câmara (o PS ganhou mais do que o PSD, tendo ganho 131), às quais somou 19 outras presidências de Câmara com o apoio do eleitorado do CDS.»

 

João Carvalho: «A noite dos resultados eleitorais suscitou uma série de queixas por parte de variadíssimos candidatos que culminou uma campanha que já tinha originado queixas idênticas e que, por sua vez, repisavam queixas já ouvidas à exaustão nas eleições anteriores. Resumem-se a isto: a comunicação social (as televisões em especial) não lhes deram a cobertura que acham que lhes era devida.»

 

Paulo Gorjão: «Marcelo Rebelo de Sousa apelou hoje à unidade no PSD. O último apelo à unidade que ouvi, repetido vezes sem conta, ocorreu nas eleições directas em 2008. O autor? Manuela Ferreira Leite. Porém, uma vez eleita, os apelos à unidade evaporaram-se. A retórica deu lugar aos factos, por sinal em sentido contrário.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «É nas autárquicas que melhor se percebe a fibra e o carisma de um líder. Incluindo dos líderes nacionais que impõem algumas escolhas aberrantes. De outras vezes torna-se patente a falta de jeito dos aspirantes. E confirma-se a de alguns antes consagrados no plano nacional. Todos os políticos profissionais deviam passar o crivo do poder local. As autárquicas são um pequeno laboratório que devia ajudar os partidos a pensar, a salvaguardar erros futuros.»

 

Eu: «Dois nomes apenas numa noite em que houve 308 vencedores. Mas estes não são vencedores como os outros: os triunfos que obtiveram nas urnas transcende em muito as fronteiras dos dois principais concelhos do País. O socialista António Costa e o social-democrata Rui Rio conquistam terreno político que lhes permitirá firmarem-se como líderes alternativos dos seus partidos - o que provavelmente sucederá mais cedo do que ambos julgam.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 11.10.19

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João Carvalho: «Num acto talvez de solidariedade pelo horário duro da lavoura, que nem se permite descansar ao domingo, fico a saber pela televisão que Paulo Portas foi o primeiro líder partidário a votar. Mas madrugar é para quem está habituado, quando não tem alguns custos ao nível das ideias. Certamente por isso, ouço-o falar aos repórteres sobre a importância das "autarquias locais" blá-blá-blá-blá, vistas as vantagens das "autarquias locais" blá-blá-blá-blá. Eu também gosto muito das autarquias locais. Já não posso dizer o mesmo das autarquias nacionais. E nem me falem das autarquias multinacionais.»

 

Leonor Barros: «Um homem foi hoje assassinado quando se dirigia à mesa de voto em Ermelo, Vila Real. Segundo a notícia, o candidato à Junta de Freguesia pelo PS  assassinou com um tiro de caçadeira o marido da candidata pelo PSD ao mesmo órgão autárquico. Nesta altura era esperado que os diferendos não se resolvessem à bala e que se tivesse percorrido um longo caminho que nos distanciasse dos instintos mais primários. Que raio de gente é esta?»

 

Teresa Ribeiro: «Quando passo pela rua dos meus pais, onde vivi mais de vinte anos, não a vejo. É normal. Os olhos, à falta de distracção, seguem apoiando-se vagamente em esquinas e beirais, os mesmos de sempre, com uma indiferença cega.»

 

Vieira do Mar: «Ainda não li nenhuma reacção blogoesférica ao Nobel de Obama, parece que há muita gente contra. Eu, que se fosse norte-americana provavelmente nem teria votado nele,  achei bem. Independentemente daquilo que ainda não fez,  porque não pode, porque não teve tempo ou  porque mudou entretanto de ideias, o homem criou uma vontade unânime de paz, uma boa onda universal, uma consciência colectiva momentaneamente dirigida para o bem. E isso é mais do que alguns dos que já ganharam este prémio se podem gabar.»

 

Eu: «Regresso a Portugal a tempo de votar, na própria manhã das autárquicas, após nove dias sem saber nada da vida política portuguesa. Mal me ponho a par do que foi acontecendo, verifico que permanece tudo na mesma. Sócrates prepara governo a ensaiar a primeira chantagem formal à oposição, a propósito do Orçamento de Estado para 2010. Nenhuma força da oposição se arrisca a propor uma moção de rejeição do programa do novo Executivo no Parlamento. Os inquilinos de Belém e de São Bento, enterrada a "cooperação estratégica", continuam de costas voltadas. Marcelo Rebelo de Sousa agita-se.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 10.10.19

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Leonor Barros: «O meu problema com os livros é que gosto de livros e gostando de livros não me fico apenas pelo mundo que albergam nas letras em carreirinha páginas fora até ao último ponto ou derradeira palavra. Gosto do livro, do objecto, das letras na contracapa, das capas e gosto de me sentir acompanhada por eles. Seria incapaz de viver numa casa sem livros. Caso que me queiram infligir um castigo maior, podem fechar-me num espaço despojado de livros.»

 

Teresa Ribeiro: «Ao anunciar estas condenações, desencorajam os opositores do regime [iraniano] e revelam desprezo pela comunidade internacional. Têm uma fábrica de enriquecimento de urânio, know how para produzir uma bomba nuclear e muito ódio por Israel e pelo ocidente. Alô, Obama. Estás aí?»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 09.10.19

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Adolfo Mesquita Nunes: «Sendo verdade que sou militante do CDS, não falo pelo CDS nem ando ao serviço do CDS na blogosfera. Cinco anos de blogosfera falam aliás por mim, e se há coisa que eu não faço são fretes ao meu partido, como aliás já tive várias oportunidades para o demonstrar.»

 

João Carvalho: «Vou aproveitar este último minuto para vos avisar... Ah! Já passou. Agora já não posso. Paciência. Reflictam sozinhos.»

 

Jorge Assunção: «Nobel da Paz vai para Barack Obama. Parece-me óbvio que o Comité Nobel não quer premiar o mérito de Obama na promoção da paz, mas antes fazer política pura e dura, tentando condicionar a actuação do presidente norte-americano no futuro.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 08.10.19

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Adolfo Mesquita Nunes: «Seria preferível que o PS, respeitando os resultados eleitorais e a vontade expressa pelo povo, se preparasse para ceder no seu programa eleitoral em vez de fazer-se de virgem ofendida de cada vez que alguém profere a palavra compromisso. É que, desta vez, e muito enganado posso eu estar, o ónus da governabilidade recai sobre o governo e não sobre qualquer um dos partidos da oposição.»

 

Ana Vidal: «Detenho-me numa frase do livro Jesusalém - belíssima prosa poética de Mia Couto - que fica a tilintar-me nos ouvidos como um eco de sinos tibetanos: "Todo o silêncio é música em estado de gravidez." O livro está cheio de frases felizes, mas acho esta de uma clarividência própria de uma alma em estado de graça. Como o silêncio, afinal.»

 

João Carvalho: «Fátima Felgueiras, Ferreira Torres, Isaltino Morais e Valentim Loureiro são alguns dos melhores exemplos de iniciativa privada que merecem especial destaque. Todos eles começaram a trabalhar por conta de outrem, empregados neste ou naquele partido, e representam hoje casos de sucesso crescente. Qual é o segredo? Muito simples: estabeleceram-se e passaram a trabalhar por conta própria.»

 

Luís M. Jorge: «Sim, amigos. Estamos a falar de Cavaco Silva. Cavaco. O Cavaco. Nada de confusões com aquele tipo vertical e amante das liberdades, que impõe a sua ética rigorosa aos amigalhaços e nos vai legar um défice de 7 ou 8 por cento neste ano de todas as disputas eleitorais.»

 

Paulo Gorjão: «Não é a primeira vez que, perante o risco potencial de uma epidemia, são elaboradas listas prioritárias para vacinamento. A mais recente abrange 5% da população. Neste caso o tema nem tem merecido grande atenção da população -- até porque as pessoas não interiorizaram a situação como sendo especialmente grave -- mas parece-me que seria útil uma reflexão mais aprofundada.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Ontem vi Manuel Carvalho da Silva dar o seu apoio a António Costa na corrida para a Câmara Municipal de Lisboa. Acreditei no gesto e nas palavras. Fiz mal. Esta manhã, o Diário de Notícias vem dizer que o apoio só durou três horas. É que, segundo o DN, entretanto, o mesmo Carvalho da Silva enviou um documento para a Comissão Coordenadora da CDU a justificar a sua posição e a esclarecer que o apoio dado ao candidato do PS não punha em causa "o apoio claro e inequívoco à CDU". Pode ser que os eleitores de Lisboa entendam este discurso dubitativo e a multiplicação de apoios a forças que estão em concorrência directa pelos mesmos lugares. Eu não entendo.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 07.10.19

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Adolfo Mesquita Nunes: «É verdadeiramente extraordinário que os que ponderam ponderar candidatar-se a presidente do PSD continuem sem explicar ao certo ao que é que vêm e o que é que correu mal nestes últimos anos no partido e prefiram análises estratégicas e não programáticas.»

 

Ana Vidal: «Fico, uma vez mais, "agarrada" ao filme A Raiz do Medo, que já vi e revi mais do que uma vez. Há filmes que nos marcam indelevelmente, este é um dos meus: fez-me descobrir uma paixão irredutível por Edward Norton, um dos mais geniais actores de sempre, na minha modesta opinião. E até me fez reconciliar, de certa forma, com Richard Gere, actor com quem sempre embirrei e que nunca tinha respeitado como tal. Dizer que o argumento é excelente e que nos traz ensinamentos preciosos, ou que o momento em que o Barco Negro (na voz da Dulce Pontes) nos afaga os tímpanos portugueses, é apenas acrescentar cerejas ao topo de um bolo já de si irresistível.»

 

João Carvalho: «Digam-me lá se isto não é uma parvoíce. Eleger o coitado do Smart original como o pior carro da década, só mesmo do outro lado do Atlântico. Afinal, para os europeus, o único defeito dele é ser caro para carro de bolso.»

 

Paulo Gorjão: «As opiniões mudaram muito entre 2005 e 2009. Trata-se apenas de uma pequena amostra. Aposto que se fosse consultar os jornais da altura de forma mais atenta e sistematizada encontrava muito mais. Todos somos reféns das nossas circunstâncias. É a vida.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «O inesperado apoio (e daí talvez não) de Carvalho da Silva a António Costa na corrida à Câmara de Lisboa, para além do próprio apoio em si, pode significar algo mais. Militante comunista, líder de uma importante força sindical, inteligente, simpático e capaz de congregar apoios fora das baias do PCP, Carvalho da Silva veio dizer que o voto útil em Lisboa não é em Ruben de Carvalho e na CDU.»

 

Teresa Ribeiro: «Limpam pelas frentes como mulheres a dias incompetentes que querem mostrar serviço com um mínimo de esforço: arruamentos, canteiros de jardins, tudo o que salta à vista na via pública e é de rápida solução  anda num virote. Até domingo. Nesse dia hão-de vir, de mão estendida, para receber.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 06.10.19

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Adolfo Mesquita Nunes: «Num jantar em Alcobaça em que se debruçou sobre o próximo governo, Manuela Ferreira Leite veio colocar o ónus da governabilidade nos outros partidos. Cabe ao CDS, PCP e Bloco, segundo ela, assegurar as condições de governabilidade do país. Engraçada esta teoria de Manuela Ferreira Leite que parece esquecer que, no espectro político português, o partido que menos afastado está do PS é o PSD, distância essa que é atravessada unicamente por um TGV.»

 

Ana Margarida Craveiro: «Ontem, no seu discurso de comemoração da República, Cavaco Silva insurgiu-se contra a lamúria, esse desporto nacional, pelo "dever de participação" na coisa pública (cito de cor). Nada de mais errado: a participação na esfera pública é um direito, uma opção nossa, e não um dever. O dever é o inverso, está na reserva por parte da esfera pública de se imiscuir nos nossos interesses privados. O governo representativo, tal como o conhecemos, significa precisamente esse esforço de reserva.»

 

João Carvalho: «O que importaria é saber como garantir melhor governação. E isso não vejo como depende do Chefe de Estado. Porque, afinal, o mais alto representante do Estado, seja ele Rei ou Presidente, é precisamente isso e não outra coisa. Que vantagens um ou outro traz para a qualidade dos governos, que é a preocupação dos povos? Nenhuma, a meu ver.»

 

José Gomes André: «O republicanismo permite escolher os mais competentes para a acção governativa ou para exercerem funções de soberania (e substituí-los caso se revelem inaptos), enquanto um modelo hereditário submete os destinos do povo a um acaso (a existência putativa de um soberano capaz). No primeiro caso, a virtude política é seleccionável; no segundo, resume-se a uma eventualidadeIt's that simple

 

Leonor Barros: «Depois do negócio do sabão azul e branco, desinfectantes, antibacterianos, álcool em gel, gel em álcool, toalhitas e toalhetes ter aumentado exponencialmente, eis que surge mais uma oportunidade de negócio. Este simpático bicho de pelúcia é, nada mais nada menos, o vírus da gripe do nosso descontentameno e da felicidade de alguns. Pode ser adquirido pela módica quantia de sete dólares e noventa e cinco centavos e constitui a última idiotice no que respeita à pandemia.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 05.10.19

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Ana Vidal: «Esta mulher de fibra que não deixa ninguém indiferente - mesmo os seus críticos lhe reconhecem a ousadia e a coragem com que sempre deu o peito às balas - tem sabido, apesar da frontalidade que a caracteriza, manter uma inteligente e saudável equidistância na gestão pública desta delicada situação familiar. Com total êxito, como o atestam a amizade e admiração evidentes que Paulo e Miguel Portas demonstram um pelo outro.»

 

Leonor Barros: «Se pensarmos em Outubro como a extensão natural de Setembro não se pode ignorar 2666 de Roberto Bolaño, tão amado e odiado pela blogosfera, um novo Roth e um Sepúlveda que andam à solta. Dispenso o Roth e supeito faltar-me tempo ou paciência ou ambos para me atirar ao 2666. Vou dedicar-me ao último Lobo Antunes, espreita-me já ali do lado, enquanto espero por Caim de José Saramago. Tantos livros e tão pouco tempo.»

 

Paulo Gorjão: «No seu discurso de hoje, o Presidente da República apelou à ética republicana e à transparência na vida pública. Estamos a falar do mesmo Cavaco Silva que mantém na Presidência da República Fernando Lima, em circunstâncias que não são claras, depois do que se passou nas últimas semanas. Que Cavaco Silva não perceba o quanto esta situação mina a sua credibilidade é algo que me faz confusão. Muita confusão.»

 

Teresa Ribeiro: «Não sei se o novo romance de Giscard d'Eistang é uma catarse ou a fantasia de um octogenário. No primeiro caso estamos perante uma inconfidência, nem mais nem menos deselegante do que qualquer inconfidência colorida por tintas romanescas assinada pelos astros de Hollywood. Se é de fantasia que se trata, pior ainda, pois insinua um caso amoroso que nunca aconteceu com uma figura pública que já cá não está para o desmentir.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 04.10.19

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João Carvalho: «"Os sintrenses e as sintrenses." "Os portuenses e as portuenses." "Os votantes e as votantes." "Os jovens e as jovens." Chega. Pela minha parte, candidato que recorra a estes preciosismos baratos da imensa bacoquice que inunda a política pode esquecer o meu voto. Mesmo que o substantivo tenha género: "Os cidadãos e as cidadãs." Também é para esquecer. Mesmo que o candidato seja educado: "As eleitoras e os eleitores." Esqueçam. Não contem comigo. Se odeio a parolice, abomino a carneirada. Que raio de modas! Já é insuportável ouvir permanentemente estas coisas. Acabem com isso, senhores. E senhoras.»

 

Teresa Ribeiro: «Vi há pouco na televisão um friso de focinhos capazes de derreter os corações mais empedernidos. Em Lisboa sei que estão no Jardim da Estrela e junto à Torre de Belém à espera de ser adoptados, mas pelo resto do país existem certamente iniciativas do género, já que hoje se comemora o Dia Mundial do Animal.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 03.10.19

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J. M. Coutinho Ribeiro: «Os lados conflituantes conversaram durante 45 minutos. E disse Sócrates que foi uma conversa "boa". E disse Cavaco também que sim, que a conversa foi "boa". Tudo na maior, portanto, o pessoal preocupou-se à toa, a conversa foi "boa". Coragem, meus amigos. E optimismo. Tudo como dantes. O país? Ora, que interessa isso, quando a conversa é "boa"? Por falar nisso: alguém a escutou?»

 

João Carvalho: «Para José Sócrates, é «uma grande notícia» que os irlandeses tenham maioritariamente dito 'sim' ao tratado pró-constitucional europeu, o chamado Tratado de Lisboa, nesta insistência do segundo referendo lançado por Dublin para o efeito. Sócrates declarou sem pestanejar que foi uma resposta «clara e livre». Se pestanejou, foi por se lembrar de que nos prometera também um referendo sobre o tratado e faltou à promessa.»

 

Paulo Gorjão: «O resultado em Lisboa é indiferente para o futuro de Manuela Ferreira Leite na liderança do PSD. Mais. O resultado do PSD nas autárquicas é irrelevante para o futuro de Ferreira Leite. Sejamos claros: a sua liderança terminou no dia 27 de Setembro. O resto são paliativos que não alteram o diagnóstico global. Utilizando uma imagem de Ferreira Leite, a vitória ou a derrota de Santana Lopes apenas altera os metros de profundidade em que o PSD se encontra. Não evita o afogamento. O afogamento ocorreu no dia 27 e é irreversível.»

 

Eu: «A 28 de Agosto [de 1939], Joachim von Ribbentrop - o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, que viria a ser executado em 1946 por decisão do tribunal de Nuremberga - voara para Moscovo. E ali, após dois dias de negociações, fechou um acordo com os soviéticos, concedendo-lhes, em nome de Hitler, o domínio da Polónia do Leste e também da Lituânia. "Foi o próprio Estaline quem desenhou a nova fronteira no mapa, que em seguida assinou", escreve Martin Gilbert no seu livro, de 1080 páginas. Em troca, o ditador de Moscovo comprometia-se a fornecer à Alemanha 300 mil toneladas de petróleo por ano - promessa que cumpriu.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 02.10.19

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João Carvalho: «Júlio Verne foi um visionário de grande gabarito, como todos sabemos. Recordo-o aqui por me ter lembrado de uma das suas obras mais empolgantes: Sete Mil Lecas Submarinas. Actualmente, dá qualquer coisa como 34 milhões de euros (1 leca = 1 milhão de contos).»

 

Sérgio de Almeida Correia: «De repente chegou a calmaria. De ontem para hoje só houve sorrisos, conversas agradáveis, boas conversas, conversas profundas, conversas esclarecedoras e conversas úteis. Não sei se me está a escapar alguma coisa. Dir-se-ia que passou por lá um tornado. Cooperação estratégica, dizem eles. É só mais uma semana e pouco e volta tudo ao normal. Não desesperem. Os cínicos e os hipócritas também costumam ser pacientes.»

 

Teresa Ribeiro: «Nunca fui cavaquista, mas sempre o reconheci como um homem cujo principal activo era a sua integridade. Agora especula-se: será que ele nos andou a enganar durante 20 anos? Tenho dúvidas. O tecido da política é demasiado poroso para que tal seja possível. Não querendo desculpá-lo, parece-me cada vez mais que o que aconteceu foi uma trama urdida pela gente de quem se rodeou. Afinal Humphreys há muitos. Não foi por acaso que aquela série fez tanto sucesso quando passou. Diziam os políticos que a seguiam que retratava os bastidores da política tal como são.»

 

Eu: «Diabolizar o adversário, transformando-o numa espécie de monstro causador de todos os males, é uma péssima táctica política: ninguém é tão bom que consiga ser assim tão mau. Cavaco Silva ganhou eleições contra a esquerda por causa disso. Alguma direita sofre de amnésia crónica.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 01.10.19

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João Carvalho: «O responsável na Casa Branca pela segurança pessoal apresentou hoje a demissão a Barack Obama. Cheira-me que há uma rede de espionagem presidencial internacional.»

 

Jorge Assunção: «A sua ascensão política no PSD terá sido das poucas coisas boas que a liderança de Ferreira Leite deixa ao partido. Num partido com tantas derrotas eleitorais no passado recente, ter alguém que já demonstrou saber ganhar eleições é uma mais-valia. O PSD, nestes tempos difíceis e recheados de mediocridade, não se pode dar ao luxo de manter Paulo Rangel "exilado" em Bruxelas.»

 

Paulo Gorjão: «Em que partido terá votado Aníbal Cavaco Silva nas eleições legislativas?»

 

Sérgio de Almeida Correia: «O Presidente da República falou aos portugueses como quem cavaqueia num café com os amigos e não como um Chefe de Estado que se dirige à Nação, formulando perguntas ingénuas e de resposta óbvia, pouco consentâneas com a responsabilidade do cargo que ocupa e colocando-se num patamar onde é alvo fácil da crítica e do enxovalho.»

 

Eu: «A Constituição devia impedir o Presidente da República de fazer alocuções às oito da noite

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 30.09.19

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Adolfo Mesquita Nunes: «Sentindo-se vigiado, eventualmente pelo Governo, Cavaco Silva foi apanhado com a boca na botija a tentar resolver o assunto através da pequena intriga jornalística. A sua declaração de ontem mais não foi do que a desesperada tentativa de fazer sobressair as suas desconfianças e de camuflar a desastrada e pouco digna forma como procurou fazer-lhes face. Vitimizar-se, no fundo. E dizer-se cercado pelo Governo.»

 

José Gomes André: «Há coisa de ano e meio, Cavaco Silva decidiu entrar claramente no jogo político, inventou a história das escutas (talvez motivado pela episódio do putativo "espião do PS" na Madeira) e deu ordens a Fernando Lima para levar o pseudo-caso para os jornais, na esperança de que a sua amiga de longa data Ferreira Leite chegasse ao poder. Deu-se mal porque o episódio veio a público, envolvendo o seu nome. E desde aí, Cavaco mais parece aquela pessoa que tenta corrigir um erro cometendo pelo menos mais três no caminho.»

 

Leonor Barros: «Aquela mania de falar de si como o Presidente da República, como se fosse outro que não ele próprio, muito vincada na primeira parte do discurso, é profundamente irritante. Mesmo sendo um recurso estilístico –como estou benemérita - para se aproximar passo a passo da verbalização na primeira pessoa e modificar a perspectiva não lhe fica bem e soa a conversa de jogador de futebol. Não gosto.»

 

Luís M. Jorge: «Não cabe ao Presidente comentar comentadores ou responder a notícias de jornais.»

 

Paulo Gorjão: «"When you're in a hole, stop digging." O Presidente da República ignorou por completo esta frase célebre de Denis Healey. O resultado está à vista. O buraco institucional é cada vez mais profundo e não se vislumbra forma fácil de o ultrapassar.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Por inépcia política, mau aconselhamento e falta de visão de Estado, o Presidente da República colocou-se numa posição vulnerável, expôs-se, deixou que a disputa institucional assumisse contornos sul-americanos e hipotecou todas as condições de governabilidade numa altura de grave crise ecónomica e social, mostrando não estar à altura do cargo para  que foi eleito.»

 

Eu: «Previsões: Maria de Lurdes Rodrigues vai fora. Mário Lino também. Jaime Silva, idem; Severiano Teixeira, idem aspas. E Alberto Costa. E Pinto Ribeiro. E Mariano Gago. Nunes Correia nem cheguei a saber quem é.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 29.09.19

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Luís M. Jorge: «Dois dias após as legislativas, o Departamento Central de Investigação e Acção Central fez buscas em quatro escritórios dos advogados presumivelmente envolvidos na compra de submarinos quando Paulo Portas era ministro da Defesa. Eis uma infeliz coincidência que, com alguma sorte, talvez se transforme num auspicioso incentivo ao diálogo com o partido da maioria.»

 

Sérgio de Almeida Correia: «Paulo Portas e o CDS-PP fizeram com poucos meios uma campanha de grande nível. Concentraram a mensagem, apostaram num discurso directo e sem subterfúgios, ainda que com os habituais laivos populistas. Ainda assim, levaram a carta ao destino, ultrapassando os dois dígitos e humilhando as sondagens. Resta saber o que irão fazer com os dois dígitos e se o seu grupo parlamentar estará à altura do resultado obtido ou se vai continuar a ser o eco do líder.»

 

Eu: «Faltam 16 meses para as próximas presidenciais. À direita, só conheço uma personalidade que tem bons motivos para revelar satisfação com esta desastrada recta final do mandato de Cavaco Silva em Belém: Marcelo Rebelo de Sousa. Não tardaremos a saber porquê.»

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DELITO há dez anos

por Pedro Correia, em 28.09.19

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Adolfo Mesquita Nunes: «O PSD sofre neste momento as vicissitudes de ser, enquanto social-democrata, um partido a mais no sistema partidário. Esta originalidade portuguesa, de ter dois partidos sociais democratas a ocupar 70% do eleitorado, não poderia, nem poderá, durar muito tempo.»

 

André Couto: «Jerónimo de Sousa foi o grande derrotado da noiteO histórico partido que durante décadas deteve o monopólio da oposição e da luta à esquerda do PS viu-se ultrapassado por um pujante Bloco que promete com os anos reduzir o PCP a cinzas. Desta feita até para o desapoiado PCTP/MRPP de Garcia Pereira o PCP perdeu votos, temendo certamente o que este fará com os €173.000 que receberá de subvenção.»

 

João Carvalho: «Saiba o PS reaprender a prática democrática, para responder à oportunidade que lhe foi oferecida por quem exige que se corrija. Se o fizer, talvez o que agora parece possível venha a ser desejável.»

 

Jorge Assunção: «Sócrates perdeu a maioria e deverá necessitar do apoio do PSD ou do CDS/PP para governar. O BE deverá ter muito menos influência na decisão das questões fundamentais para o país do que aquela que Luís Fazenda assumiu quando fez a primeira declaração da noite.»

 

José Gomes André: «O reconhecimento desta vitória não deve fazer esquecer o óbvio: o PS foi penalizado pelos eleitores, perdeu 500 mil votos (o meu foi um deles), disse adeus à maioria absoluta e teve o seu pior resultado em legislativas desde 1991.»

 

Paulo Gorjão: «Não creio que Manuela Ferreira Leite tenha condições para continuar à frente do PSD por muito mais tempo. Estou seguro que a líder do PSD o sabe melhor do que ninguém. Resta-lhe fechar o ciclo eleitoral. Felizmente não faltam soluções ao PSD, oriundas dos mais diversos quadrantes. Altura, portanto, para começar a preparar um futuro que se espera melhor.»

 

Teresa Ribeiro: «Posso ser old fashioned, mas fez-me alguma confusão perceber, através de uma reportagem da TV, que na festa do PS, no Largo do Rato, se tocava Coldplay.»

 

Eu: «A arrogância no Governo custou meio milhão de votos - e o adeus à mais sólida maioria do PS de todos os tempos. A incompetência na oposição custou mais uma derrota eleitoral ao PSD - a quarta das últimas cinco eleições legislativas.»

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