DELITO há cinco anos

João Pedro Pimenta: «Posso desde já dizer, sem surpresa, que o meu voto, não me reconhecendo em todas as suas ideias, vai para Tiago Mayan. Não fosse ele e não saberia em quem votar.»
JPT: «Sou um verdadeiro democrata. Ou seja, nunco digo "gripe chinesa". Mas preocupo-me com a " variante inglesa". Ainda irei a interseccionalista... abissal.»
Maria Dulce Fernandes: «Ter tempo é estar vivo e estar vivo é cada vez mais um luxo.»
Pedro Belo Moraes: «Entre o Marcelfie, o táctico afectuoso, o calceteiro com Tino de nome, a Ana péssima em campanha Gomes, o Tiago dos cartazes melhores que ele, o Ventura das atoardas lançadas da mesa do café, a Marisa maior que o partido que a apoia mas também ela em queda, o João da cassete PC Ferreira, uns maus outros piores, entre todos eles e a sempre eterna Isabel II, Carlos XVI Gustavo, o rei dos Suecos ou Rama X, soberano da Malásia, preferirei os nomes do primeiro grupo. Afinal, e em bom rigor, nos do segundo nem poderia votar, só levar com eles. Ser-me-iam impostos. Não teria escolha e a minha opinião de nada valeria. A poucos dias de ir escolher o Chefe de Estado de Portugal não imagino pior e mais triste pesadelo.»
Eu: «Chegou mais um processo eleitoral, anunciado com cinco anos de antecedência. O País vive desde Março debaixo de sucessivos estados de emergência, agrilhoado pelo coronavírus que matou mais de mil pessoas só na semana passada. O Governo, como barata tonta, manda-nos ficar em casa em nome do cumprimento dum dever cívico e manda-nos sair de casa em nome do cumprimento doutro dever cívico. Tudo ao mesmo tempo.»
