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E viva a monarquia!...

por Fernando Sousa, em 07.11.13

Bom dia, princesa, Mem-Martins

Ainda os Graffiti. A minha contribuição.

por Ana Lima, em 28.09.11

Isto de só ter tempo para os blogues tarde e a más horas é o que dá. Corro o risco de vir já um pouco fora de contexto (agora que a discussão está praticamente encerrada). Mas porque este é um tema que me interessa e sobre o qual já estudei algumas coisas pensei que poderia meter a minha colher.

 

Terão razão os dois “Luíses”. Cada um, dentro de uma perspectiva diferente. Eu concordo com o Luís Menezes Leitão em alguns aspectos e com o Luís M. Jorge noutros. E, ponto prévio, gosto, de uma forma geral, de graffiti.

 

Há quem considere as pinturas e gravuras rupestres a primeira forma de graffiti, confundindo-se, assim, com a primeira forma de arte. Mesmo não indo tão longe é unanimemente aceite que o graffiti se tornou fundamental na civilização romana uma vez que não havia parede que não fosse aproveitada para inscrever, a carvão (daí o nome), os protestos, as ordens, os acontecimentos públicos, aquilo que se queria dizer a alguém sem se denunciar a autoria. (Se se lembrarem da série “Roma” era assim que as paredes apareciam e os historiadores dizem que é um retrato fiel daquela altura). Ao longo dos séculos nunca deixou de se escrever e desenhar nas paredes. Passando para um tempo bem mais perto de nós, quando, em  Maio de 68, os muros serviram de suporte das mensagens era a transgressão que contava. Foi essa transgressão que levou muitos a adoptarem os muros e os comboios das cidades norte americanas, nos anos 60 e 70 do século passado, como as telas onde eram desenhadas imagens e mensagens de protesto, utilizando já não o carvão mas materiais mais recentes como eram as tintas em spray. Foi esse movimento que se estendeu a todo o mundo, tornando-se uma forma de arte urbana. O muro de Berlim foi durante anos estudado, os artistas mais emblemáticos (Jean-Michel Basquiat, por exemplo, ou mais recentemente Banksy) foram alvos de teses. Também os grandes museus do mundo fazem exposições de obras de graffiters. Em Portugal o Museu Efémero foi uma iniciativa interessante no Bairro Alto, em Lisboa. Ainda agora, de vez em quando, aparecem, naquele bairro, obras de artistas “consagrados” no meio.  E a exposição do ano passado, no museu do CCB, dos “Gémeos” brasileiros estava muito bem conseguida.

 

E os “Gémeos” trazem-me à actualidade. São eles os autores dos graffiti que a Câmara de Lisboa autorizou nos edifícios da Av. Fontes Pereira de Melo. Neste momento vale a pena dizer que a terminologia associada a esta arte urbana é imensa e que distingue vários tipos de inscricões e vários tipos de graffiters. Mas mesmo não falando dessa questão aqui, não se pode deixar de distinguir o que é a complexidade de um graffiti, de um conjunto sem nexo de tags, as malfadadas assinaturas, que aparecem na primeira fotografia do Luís Menezes Leitão (na R. Diário de Notícias, parece-me) e que são, normalmente, feitas apenas para marcar um território ou meramente com a intenção deliberada de sujar. (Em Portugal não se utiliza tanto mas no Brasil distingue-se completamente entre graffiti e pichação). Nem podemos pensar que qualquer parede poderá servir de suporte aos graffiti. Os “verdadeiros graffiters” normalmente seleccionam criteriosamente esses suportes.

 

Então o que podem ou devem fazer as câmaras? Não é por nunca terem pensado no assunto que ele não é resolvido. Algumas autarquias reprimem, pura e simplesmente o que, até agora, não se tem revelado eficaz. Os graffiters são transgressores e o risco de ser apanhado faz parte das condições de realização dos trabalhos. O principal debate está em saber se se deve dar um enquadramento legal, disponibilizando espaços onde os artistas possam desenhar com o compromisso de o fazerem apenas nesses locais. A Galeria de Arte Urbana, em Lisboa, ou as pinturas de viadutos e túneis no município de Oeiras são disso exemplo. Mas, dentro da comunidade de graffiters, muitas são as vozes que entendem que essa situação é uma subversão completa do espírito do graffiti que inclui sempre o elemento transgressor e que a sua institucionalização não faz qualquer sentido.

 

No Porto não sei se já foi feita alguma coisa neste âmbito mas em Lisboa optou-se por uma situação mista. Ao mesmo tempo que se põem à disposição espaços próprios (os painéis na Calçada da Glória, por exemplo), avançam-se acções de limpeza de fachadas.  Quem conhece o Bairro Alto sabe que, de há uns meses a esta parte, tem sido feita uma campanha de remoção de graffiti, limpeza e repintura de paredes que, em algumas ruas, tem feito uma enorme diferença. A ideia da autarquia era estender a acção a outros bairros. Mas o contrato com a empresa acabará e a fiscalização, que hoje em dia é diária e tem corrigido as situações que todas as manhãs surgem, não poderá ser feita eternamente. A fiscalização policial também existe mas, tal como em tantos outros casos, não é, nem nunca será, suficiente. Falou-se nas câmaras de vigilância que podiam ajudar a esse controle mas também não chegaram a ser instaladas. Os moradores estão satisfeitos com o esforço mas as verbas para o efeito são limitadas e para a câmara é um verdadeiro trabalho de Penélope. 

Isto não ficaria melhor com um boneco? (1)

por Luís Menezes Leitão, em 27.09.11

 

Como é que este edifício pode ter as paredes tão vazias? Que é feito da arte urbana?

De facto, venha para Lisboa

por Luís Menezes Leitão, em 27.09.11

 

Não é necessário fazer nenhum apelo para que os grafiteiros venham para Lisboa, pois eles já cá estão há muitos anos. Há muito que sabemos que a Câmara de Lisboa é amiga dos grafiteiros. Não é amiga é do povo de Lisboa. É por isso que é isto que vemos em toda a Lisboa. Alguns graffitis podem ter alguns laivos artísticos, mas isso não justifica a utilização da propriedade alheia sem consentimento dos seus donos. A esmagadora maioria dos graffitis é pura e simplesmente horrível, gerando um ambiente degradado. Por mim, é Rui Rio que pode descer a Lisboa que faz cá muita falta.

Os graffitis nas nossas cidades.

por Luís Menezes Leitão, em 27.09.11

 

Rui Rio tem toda a razão. É absolutamente inaceitável que a propriedade alheia e o espaço público sejam constantemente vandalizados por graffitis que só servem para dar uma imagem degradada das nossas cidades a quem as visita. A incapacidade do Estado em reprimir estes actos de vandalismo é um sinal claro da decadência da sociedade em que vivemos. Para quando uma política de tolerância zero em relação aos graffitis?

Graffiti (5)

por Paulo Gorjão, em 04.02.09

 

Graffiti (4)

por Paulo Gorjão, em 02.02.09

 

Graffiti (3)Graffiti (2)Graffiti (1).

Graffiti (3)

por Paulo Gorjão, em 24.01.09

Graffiti (2).

Graffiti (1).

Graffiti (2)

por Paulo Gorjão, em 21.01.09

 

Graffiti (1).

Graffiti (1)

por Paulo Gorjão, em 08.01.09


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