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Fora da caixa (20)

por Pedro Correia, em 02.10.19

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«Neste momento nenhum homem cava a terra. Daqui a pouco vai ser a terra a cavar o homem.»

Tino de Rans (anteontem, na RTP) 

 

Segue-se uma antologia sumária de frases proferidas no debate da televisão pública, segunda-feira à noite, pelos líderes dos partidos sem representação parlamentar que concorrem à Assembleia da República. São 15 - nada menos. Dez dos quais fundados nesta década e nove surgidos nos últimos cinco anos - pormenor que justifica alguma reflexão. Quando se diz que a política está em crise (sempre ouvi esta frase, tal como «o jornalismo está em crise», «o teatro está em crise», «o ensino está em crise», etc, etc.), ninguém diria ao ver os partidos multiplicarem-se como cogumelos.

Dois destes participantes não são líderes dos respectivos partidos: o Livre fez-se representar não pelo seu fundador e porta-voz, Rui Tavares, mas por Joacine Moreira, cabeça de lista por Lisboa; e o MRPP, decano dos partidos portugueses, esteve representado pela candidata Maria Cidália Guerreiro pois neste momento «não tem líder». A extrema-esquerda portuguesa já não é o que era: antigamente podiam faltar-lhes as bases, mas candidatos a líderes até sobravam...

 

Amândio Madaleno (Partido Trabalhista Português):

«Nós temos um símbolo que representa dois golfinhos à volta do povo a protegê-lo dos tubarões.»

 

André Ventura (Chega):

«Hoje temos 230 deputados. Uns estão a jogar no casino on line, outros estão a pintar unhas, outros estão a fazer o que lhes passa pela cabeça. Nós a pagar, sempre a pagar, os portugueses só servem para pagar.»

 

António Marinho Pinto (Partido Democrático Republicano):

«Se houver algum agricultor digno desse nome em Portugal, não votará PS depois das declarações que o primeiro-ministro fez que nos jantares oficiais, a partir de agora, só comem peixe e não comem carne. Se houver um agricultor digno desse nome, não vote no PS, que é o partido do oportunismo nestas eleições.»

 

Carlos Guimarães Pinto (Iniciativa Liberal):

«Eu estou na política há muito pouco tempo, não estou muito habituado a estas lides televisivas. Ainda para mais pertenco à mesma minoria que a Joacine: também gaguejo.»

 

Fernando Loureiro (Partido Unido dos Reformados e Pensionistas):

«Eu estava lá, com um grupo de quatro pessoas. Não temos mais, infelizmente. Os outros estão todos doentes.»

 

Filipe Sousa (Juntos Pelo Povo):

«Sou presidente de câmara há seis anos e não tenho motorista.»

 

Gil Garcia (Movimento Alternativa Socialista):

«Há praias que já desapareceram. Todo o nosso litoral pode ficar... algumas cidades podem ficar debaixo de água.»

 

Gonçalo Câmara Pereira (Partido Popular Monárquico):

«Ontem foi domingo, foi dia de eu ir à missa, estive com a família, que é a minha primeira preocupação. Como sou católico apostólico romano, fui à missa e passei o dia todo com a família. Fiz 45 anos de casado com a mesma mulher. Foi a minha campanha eleitoral: convencer a família a votar.»

 

Joacine Katar Moreira (Livre):

«Não é necessário nós estarmos no Executivo para nós identificarmos o que é útil e o que é urgente.»

 

José Pinto Coelho (Partido Nacional Renovador):

«Se não nascerem portugueses, Portugal acaba por morrer.»

 

Manuel Ramos (MPT - Partido da Terra):

«O aeroporto de Beja tem apenas um voo por semana actualmente. E tem as moscas, que vão lá também.»

 

Maria Cidália Guerreiro (MRPP-Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses):

«Nós apresentamo-nos com duas palavras significativas: por um novo rumo e por uma sociedade operária e comunista.»

 

Mendo Castro Henriques (Nós, Cidadãos):

«A nossa campanha não é dizer o que nós pensamos: é escutar o que nos dizem.»

 

Pedro Santana Lopes (Aliança):

«Criou-se em Portugal, depois da tróica, esta obsessão: mesmo quadros qualificados saem das universidades, vão ao primeiro emprego - 650, 700 euros, seja o que for... E as pessoas vão-se embora.»

 

Vitorino Silva (Reagir-Incluir-Reciclar):

«O homem é apenas uma espécie. O homem tem de se humildar. O homem pensa que é o dono disto tudo, mas não é. Temos de respeitar as outras espécies.»

 

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Frases de 2019 (26)

por Pedro Correia, em 26.09.19

«Havia 22% de trabalho precário em 2015, há 22% de trabalho precário em 2019»

Catarina Martins, ontem, em campanha eleitoral em Faro

Frases de 2019 (25)

por Pedro Correia, em 20.09.19

«As corridas de touros fazem parte da História de Portugal. Como faz a Inquisição, a tortura, a pena de morte, o colonialismo.»

André Silva, ontem, em campanha eleitoral no Alentejo

Frases de 2019 (24)

por Pedro Correia, em 19.09.19

«Rui Rio é uma lufada de ar fresco.»

Manuela Ferreira Leite, ontem, em comentário na TVI 24

Frases de 2019 (23)

por Pedro Correia, em 29.08.19

«Os portugueses não gostam de maiorias absolutas.»

António Costa, ontem, em entrevista à TVI 24

Frases de 2019 (22)

por Pedro Correia, em 21.08.19

«Sou uma pessoa obcecada com o sucesso.»

Cristiano Ronaldo, ontem, em entrevista à TVI

Frases de 2019 (21)

por Pedro Correia, em 05.08.19

 

«Estou muito chateado, mas não preocupado.»

Frederico Varandas, presidente do Sporting, depois de ter visto ontem a sua equipa derrotado por 0-5 na Supertaça, frente ao histórico rival Benfica

Frases de 2019 (20)

por Pedro Correia, em 16.07.19

 

«O Presidente da República não é comentador político.»

Marcelo Rebelo de Sousa, falando aos jornalistas no sábado, dia 13

Frases de 2019 (19)

por Pedro Correia, em 06.07.19

«Espero que o PS tenha maioria absoluta.»

Freitas do Amaral, hoje, em entrevista ao semanário Sol

Frases de 2019 (18)

por Pedro Correia, em 24.06.19

«O Bloco de Esquerda não manda na Assembleia da República nem manda no País.»

Carlos César, hoje, em São Pedro do Sul

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Frases de 2019 (17)

por Pedro Correia, em 10.06.19

«A corrupção é um problema real, grave, disseminado. A corrupção não é apenas um assalto ao dinheiro que é de todos nós: é colocar cada jovem de Portalegre, de Viseu, de Bragança, mais longe do seu sonho. O sonho de amanhã ser-se mais do que se é hoje vai-se desvanecendo porque cada família, cada pai, cada adolescente, convence-se que o jogo está viciado, que não é pelo talento e pelo trabalho que se ascende na vida.»

João Miguel Tavares, presidente das comemorações do 10 de Junho, esta manhã, em Portalegre

Frases de 2019 (16)

por Pedro Correia, em 04.06.19

«Portugal não pode dizer que é um país civilizado enquanto tiver touradas.»

André Silva, porta-voz do PAN, em entrevista ao jornal Sol (1 de Junho)

Frases de 2019 (15)

por Pedro Correia, em 27.05.19

«Se deixar de ser só o partido dos gatinhos e dos cãezinhos em marquises, o PAN tem um grande futuro.»

Miguel Sousa Tavares, hoje, no Jornal das 8 da TVI

Europeias (12)

por Pedro Correia, em 21.05.19

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DUAS CADEIRAS VAZIAS

 

Cumprindo as suas obrigações de serviço público, a RTP promoveu no dia 13 de Maio - em sinal aberto, no seu canal generalista - um debate entre os cabeças de lista dos partidos que não têm representação no Parlamento Europeu. Doze, no total.

Foi um bom modelo de debate, que só não permitiu uma verdadeira discussão de ideias devido à notória inépcia de alguns candidatos, impreparados e recorrendo a chavões inconsistentes.

Destaque, pela positiva, para a competente moderação da jornalista Maria Flor Pedroso, directora de informação do canal público.

Destaque, pela negativa, para a ausência de dois cabeças de lista. Um, por aparente amuo, recusou comparecer. Outro preferiu discutir bola, à mesma hora, noutro canal - peculiar noção de prioridade cívica por parte de quem gasta muita saliva a apregoar responsabilidade e ética.

Só ontem pude assistir a este debate. Fica uma breve resenha do que lá se disse - e do que ficou por dizer.

 

André Ventura (Basta). Preferiu palrar sobre futebol, à mesma hora, na CMTV.

 

António Marinho e Pinto (PDR). Não compareceu por discordar do «critério editorial» da RTP. Aparentemente, este eurodeputado que em 2014 foi eleito sob a sigla MPT desejaria ter participado num debate entre os partidos já representados no Parlamento Europeu. Esteve muito bem o canal público, uma vez que o PDR - partido que nem existia há cinco anos - se candidata pela primeira vez a uma eleição europeia. 

 

Fernando Loureiro (PURP). Quer aproximar os salários das pensões. Não explicou como.

Era o mais velho neste debate. E foi o único candidato que esteve sempre de esferográfica na mão.

A frase: «Setenta e cinco por cento das pessoas ligadas à política são altamente corruptas. E não devo estar a exagerar.»

 

Francisco Guerreiro (PAN). Quer assegurar uma licença de maternidade de um ano em todo o espaço europeu. Como? Com verbas do orçamento comunitário, desviando dinheiro hoje atribuído ao investimento na actividade pecuária.

Foi o único candidato a aparecer com uma argola na orelha.

A frase: «Se todos os europeus consumissem como um português, nós teríamos consumidores para dois planetas.»

 

Gonçalo Madaleno (PTP). Quer uma «bolsa de arrendamento», à escala europeia, para assegurar «habitação digna para todos». Não explicou como.

Estudante de Direito, é o candidato mais jovem. E era também o mais nervoso.

A frase: «A sociedade é composta de seres humanos.»

 

João Patrocínio (PNR). Afirmou-se defensor de «uma política de natalidade». Sem entrar em pormenores, eventualmente embaraçosos. 

Foi o candidato que elevou mais a voz.

A frase: «Esta Europa está moribunda.»

 

Luís Júdice (MRPP). Quer Portugal fora da União Europeia a partir de agora para «ganharmos soberania». Não chegou a citar a célebre frase «orgulhosamente sós», mas andou lá perto.

Foi o único a aparecer todo vestido de preto.

A frase: «Trabalharemos afincadamente para a dissolução da União Europeia e para a dissolução do euro como moeda única»

 

Paulo Morais (Nós, Cidadãos). Quer uma entidade externa - supostamente paga por dinheiros públicos - a «fiscalizar os eurodeputados», em nome da transparência. Mas quem fiscalizaria por sua vez a referida entidade?

Foi um dos dois candidatos a usar gravata (o outro foi Paulo Sande).

A frase: «Os cidadãos europeus, e os portugueses em particular, têm todo o direito de saber para onde vai o dinheiro dos seus impostos.»

 

Paulo Sande (Aliança). Quer «aproximar a Europa dos portugueses». Como? A Assembleia da República deve «ter muito mais a dizer sobre políticas europeias». Na «coesão», por exemplo. Provavelmente, nem todos os telespectadores terão entendido.

Foi um dos dois candidatos a usar gravata (o outro foi Paulo Morais).

A frase: «Os extremos à esquerda e os extremos à direita tocam-se em quase tudo. A moderação é hoje quase um novo radical.»

 

Ricardo Arroja (IL). Quer «menos burocracia, menos impostos, mais liberdade.» Como? Aumentando a concorrência. «Há que questionar se as leis da concorrência têm vindo a ser aplicadas em Portugal.»

Foi o que falou em tom mais cordato.

A frase: «Temos de reconhecer, no espaço da UE, todas as categorias profissionais.»

 

Rui Tavares (Livre). Quer «uma esquerda verde e europeísta» que possa implantar uma «rapidíssima transição energética» na «maior democracia transnacional do mundo». Não ficou bem claro como pretende criar «milhões de empregos» na «economia verde», cor que parece ter substituído o vermelho no imaginário de certa esquerda contemporânea.

Foi o candidato que usou mais palavras por minuto.

A frase: «O novo Pacto Verde é um Plano Marshall da nossa geração.»

 

Vasco Santos (MAS). Quer criar um «salário mínimo europeu» de 900 euros, tendo como referência o que existe em Espanha. Sem esclarecer como.

É o candidato mais magrinho. Ou elegante, para usar um eufemismo em voga.

A frase: «Se continuarmos desta maneira, a espécie humana não tem futuro possível.»

Europeias (10)

por Pedro Correia, em 20.05.19

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TEMPOS DE ANTENA: ALGUMAS FRASES

 

«Queremos dizer "não" a todas as visões nacionalistas, xenófobas, racistas, sexistas, especistas, homofóbicas e transfóbicas.»

André Silva, deputado do PAN

 

«Chega desta miséria humana política em que nos encontramos.»

André Ventura, cabeça de lista da coligação Basta

 

«Vamos derrotar a política do ódio.»

António Capelo, actor e mandatário nacional do BE, em voz off 

 

«Sois vós, jovens de Portugal, que tereis de denunciar e derrubar os novos bezerros de ouro com que praticamente todos os governos e todos os partidos políticos parlamentares têm enganado as gerações actuais.»

António Marinho e Pinto, cabeça de lista do Partido Democrático Republicano

 

«A dignidade do ser humano é inviolável e deve ser respeitada e protegida.»

Dario Fonseca, candidato do Partido Unido dos Reformados e Pensionistas

 

«Alguns dirão que sou demasiado jovem. Todavia, considero que a idade me proporciona uma outra visão e sentido prático de contribuir para a resolução dos problemas.»

Gonçalo Madaleno, cabeça de lista do Partido Trabalhista Português

 

«Procurem descobrir as diferenças entre PS, PSD e CDS.»

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP

 

«Para nós, não há géneros. Há meninos e meninas. E há sexos.»

João Patrocínio, candidato do PNR

 

«Estamos presos a um euro que nos empobrece ano após ano.»

José Preto, advogado e candidato independente na lista do MRPP

 

«O CDS é a única escolha possível para quem é de direita em Portugal.»

Nuno Melo, cabeça de lista do CDS

 

«Vamos pugnar por uma Europa e um Portugal mais transparentes.»

Paulo de Morais, cabeça de lista do Nós, Cidadãos

 

«Queremos melhor Europa e mais Portugal.»

Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD

 

«Propomos uma eleição nacional feita por voto electrónico.»

Paulo Sande, cabeça de lista da Aliança

 

«É incrível. Se nós conseguirmos que estes filhos do nosso país regressem [a Portugal], já ganhámos.»

Pedro Marques, cabeça de lista do PS

 

«A Europa precisa de um 25 de Abril.»

Rui Tavares, cabeça de lista do Livre

 

«Nós fizemos uma revolução neste país para acabar com o fascismo. Eles querem ressurgir a tortura, a prisão, o DELITO DE OPINIÃO.»

Vasco Santos, assistente operacional no Hospital de Barcelos e cabeça de lista do Movimento Alternativa Socialista

 

«É hora de liberalizar. Olha que vais gostar.»

Voz off, cantando, no tempo de antena da Iniciativa Liberal

Há muitas coisas belas na terra

por Pedro Correia, em 14.05.19

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Às vezes é quanto basta. Abrimos um livro, lemos a frase inicial e logo ela nos agarra, despertando-nos a atenção para ler as frases seguintes, sem desgrudar da obra até ao fim.

Alegro-me cada vez que me acontece. Sucedeu há dias, ao abrir um exemplar do romance As Pessoas Felizes, de Agustina Bessa-Luís, em boa hora regressado aos escaparates no âmbito do lançamento da obra completa da grande escritora que tem vindo a ser conduzido por Francisco Vale na editora Relógio d' Água.

«Há muitas coisas belas na terra, mas nada iguala a recordação de um dia de Verão que declina, e temos onze anos e sabemos que o dia seguinte é fundamental para que os nossos desejos se cumpram.» Começa assim, da melhor maneira, este romance de Agustina, muito menos (re)conhecido do que merece. 

Superado o primeiro teste, logo avanço na leitura. Um grande escritor avalia-se, desde logo, pela sua capacidade de nos seduzir pela palavra, sua ferramenta de eleição. É o caso de Agustina. Tal como sucede com Jorge de Sena, na magnífica frase de arranque do seu Sinais de Fogo: «Ramon Berenguer de Cabanellas y Puigmal já era célebre quando, por fusão de duas turmas, passou a ser meu colega no 6.º ano dos liceus.»

Ou Cardoso Pires, n' O Anjo Ancorado: «Num dia de Abril de 1957, pela hora da tarde, apareceu em certa aldeola da costa um automóvel aberto, rápido como o pensamento.» Ou Vergílio Ferreira, nesse fabuloso romance intitulado Alegria Breve: «Enterrei hoje minha mulher – porque lhe chamo minha mulher?»

Saber escrever, saber captar a atenção de quem nos lê - eis o desafio supremo, ao alcance de poucos. Aprendamos com os mestres da palavra a trabalhá-la. Como se fosse terra fértil lavrada por um camponês, como se fosse pedra esculpida por um escultor, como se fosse filigrana nas mãos de um ourives.

Escrever é muito mais do que alinhavar palavras. Como durante anos ensinei aos meus estagiários em jornalismo, para escrever bem nada melhor do que ler muito. Enquanto leitores, aprendamos com quem sabe. Com Camus, que nos introduz no reino mágico da ficção - «a mentira através da qual se diz a verdade». Com Simenon, que em apenas três palavras nos transmite uma das melhores lições: «Escrever é cortar.»

Para escrever bem, há que apelar à sensibilidade e ao intelecto em simultâneo, o que não está ao alcance de qualquer um. Como Agustina demonstra na obra que nos foi legando. «Há qualquer coisa de premonitório neste romance. Pelos costumes das pessoas, pelos sentimentos, pelas relações entre parentes e familiares, percebe-se que já muita coisa mudou ou está em mudança antes mesmo de a revolução acontecer», observa António Barreto no prefácio à novíssima reedição d' As Pessoas Felizes.

Há muitas coisas belas na terra. E algumas experiências sem substituição possível, como o prazer único que só a leitura nos proporciona. Ao rasgar-nos horizontes e ao elevar-nos vários palmos acima do chão.

Frases de 2019 (14)

por Pedro Correia, em 09.05.19

«Sinto-me envergonhada. Não estamos a respeitar quem está em casa. Não é por se gritar mais alto que se tem mais razão.»

Marisa Matias, ontem, no lamentável debate entre alguns cabeças-de-lista às eleições europeias (mal) organizado pela TVI 24

Frases de 2019 (13)

por Pedro Correia, em 07.05.19

«Se o Dr. Sá Carneiro não tivesse feito um partido, eu se calhar tinha ido para o PS.»

Rui Rio, presidente do PSD, no jantar do 45.º aniversário do partido

Frases de 2019 (12)

por Pedro Correia, em 26.04.19

«Se [as eleições] fossem amanhã, não tinha dúvidas.»

Eduardo Ferro Rodrigues, presidente da Assembleia da República, admitindo votar Marcelo Rebelo de Sousa nas próximas presidenciais

Frases de 2019 (11)

por Pedro Correia, em 17.04.19

«Fala-se mesmo que, perto de 2050, as reformas passem a situar-se não muito longe dos 80 anos.»

Cavaco Silva, ex-Presidente da República, em entrevista à Rádio Renascença


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