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"O FMI? Não tem que enganar."

por Rui Rocha, em 06.04.16

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O bom trabalho na justiça.

por Luís Menezes Leitão, em 07.01.16

 

Não há nada que eu mais goste do que ver relatórios de pseudo-especialistas, normalmente feitos por encomenda, a dizer disparates sobre coisas de que não conhecem absolutamente nada. Este relatório louva pura e simplesmente o facto de a justiça portuguesa ter passado a ter o nível do terceiro mundo, com elevadíssimas custas judiciais, processos sem quaisquer regras, execuções encerradas sem se conseguir cobrar absolutamente nada, e tribunais a 100 km das populações. Convenientemente omite o colapso do citius, que deixou o país dois meses sem tribunais. Se é este o tipo de justiça de que o FMI gosta, bem podem limpar as mãos à parede. Não é seguramente a justiça de um país desenvolvido no quadro da União europeia. Nos bons velhos tempos, quem apresentasse um relatório destes, enfiava umas orelhas de burro e ia para o canto da sala de aula. Hoje, porém, o direito ao disparate é livre e a propaganda do mesmo também. Se todo o país está triste com o resultado das reformas da justiça, ao menos que o FMI fique satisfeito. Afinal foi seguramente em sua intenção que este desastre foi realizado.

 

Publicado também no Lei e Ordem.

Ó p'ra ela a virar esquerdalha!

por Teresa Ribeiro, em 23.01.15

C:\Documents and Settings\Admin\Ambiente de trabal

 

A Lagarde a fazer a apologia da distribuição da riqueza é... comovente. Fica-lhe tão bem como a gola de Vison que levou para Davos.

O período de nojo ainda foi mais curto do que o de Sócrates

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.03.14

Será que a senhora leu a carta de despedida?

Subir Lall garante que FMI não quer descer salários.

O bom, o mau e o vilão

por Helena Sacadura Cabral, em 18.06.13
"À la mi-mars, un étrange incident retenait l’attention de la presse financière : la Troïka, la force d’intervention chargée d’expliquer aux pays en difficulté de la zone euro ce qui est attendu d’eux en échange d’un plan de sauvetage financier, se clivait. Cette tripartite composée de la Commission européenne, de la Banque centrale européenne (BCE) et du Fonds monétaire international (FMI) laissait en présence deux camps antagonistes composés, d’un côté du FMI, de la BCE et de l’Allemagne, et de l’autre, de la seule Commission européenne. On lisait dans le Financial Times en date du 17 mars, ces propos étonnants : « Arrivé à ce point […] la Commission [européenne] avait perdu toute crédibilité à Berlin ».
La publication, le 20 mai, par le FMI, d’un rapport d’évaluation de la politique adoptée durant deux ans à l’égard de la Grèce (*), constitue un second épisode de la guerre intestine qui déchire désormais la Troïka. Témoignage de la profondeur du fossé qui s’est creusé, la réaction violente d’Olli Rehn, économiste en chef de la Commission européenne, exprimant son « désaccord fondamental » avec les conclusions du rapport.
Bien que recourant aux euphémismes d’usage, les reproches qu’adresse le FMI à la Commission européenne sont en effet dévastateurs : incompétence, amateurisme et, plus sérieusement encore, complicité de deux poids lourds jouant contre leur propre camp, tirant parti du rapport de force en leur faveur pour faire payer les pots cassés, non seulement par la Grèce, mais aussi par les pays situés en-dehors d’un axe Berlin-Paris, et par le contribuable européen en général et ceci, au bénéfice exclusif des établissements financiers.
Ce qu’affirme le rapport du FMI pour qui sait lire entre les lignes, c’est que l’Allemagne et la France laissèrent pourrir la situation pour permettre à leurs banques de récupérer les prêts « accordés à la Grèce », l’ardoise étant réglée par la Banque centrale européenne devenue « banque de défaisance » ou « bad bank » comme disent plus crûment les Anglo-Saxons, c’est-à-dire, réglée à l’arrivée par le contribuable européen. Pour que le mistigri puisse ainsi être passé, le FMI a dû contrevenir à ses principes en avançant des fonds à un emprunteur incapable de jamais les rembourser. La justification de la Commission européenne : un « risque systémique exceptionnel », autrement dit, d’effondrement global qui, comme le note amèrement le rapport : « … continua semble-t-il d’être invoqué à chaque réexamen de la question, en dépit du fait que le risque de contagion se réduisait à mesure que la dette souveraine grecque migrait du secteur privé vers le secteur public ».
Selon la Banque des règlements internationaux, au 1er octobre 2010, le bilan des banques allemandes était grevé de dette publique grecque à hauteur de 19,2 milliards d’euros, celui des banques françaises à hauteur de 14,4 milliards et, secteur commercial et public confondus, de 50,6 milliards d’euros pour l’Allemagne, et de 67 milliards pour la France, représentant, à elles seules, 58,1% du total. Le temps passé en tergiversations, interprété par une opinion publique distraite comme une simple marque d’amateurisme de la Commission européenne, avait en réalité pour but de permettre aux banques allemandes et françaises de se délester de ces actifs dévalorisés auprès de la BCE.
Plus de deux ans ont été perdus avant que n’intervienne la restructuration de la dette grecque en février 2012, affirme le FMI. Piqué au vif, Olli Rehn ne peut s’empêcher de rejeter le blâme adressé à la Commission européenne sur l’axe Berlin-Paris, déclarant : « Je n’ai pas le souvenir que Dominique Strauss-Kahn ait appelé de ses vœux en début de période une restructuration de la dette grecque, je me souviens distinctement par contre de Christine Lagarde y étant opposée ». L’époque dont il parle, c’est l’année 2010 : Dominique Strauss-Kahn était alors à la tête du FMI, Christine Lagarde était ministre française de l’économie, des finances et de l’emploi.
Visée dans ce récent rapport du FMI, pourquoi l’Allemagne avait-elle alors conclu à la mi-mars, dans l’affaire de Chypre, une alliance avec celui qui la montre aujourd’hui du doigt ? Parce que l’Allemagne imagine que sa tactique est passée inaperçue et que les commentateurs se contenteront, à l’instar de ce qu’ils font depuis plusieurs années, d’expliquer le comportement de l’Allemagne comme conséquence du seul souci de Mme Merkel de se retrouver à la tête du gouvernement qui résultera des élections législatives du mois de septembre.
Qu’émerge-t-il de tout cela ? L’image d’un axe Berlin-Paris faisant marcher la zone euro au son de sa propre musique, sans grand souci des quinze autres nations qui la composent. La Grèce se trouve bien entendu au premier rang de celles-ci, victime expiatoire toute désignée en raison de ses crimes : exonération criante des grosses et des moyennes fortunes de toute logique fiscale, secteur étatique pléthorique et généreusement rémunéré, enfin, désinvolture non sans arrière-pensées dans la production des statistiques économiques du pays.
Le jeu « perso » de l’Allemagne et de la France aura coûté très cher aux autres membres de la zone euro, et mis le Fonds monétaire international en contravention avec ses propres principes, lequel vient de le signaler au monde entier, tout en rappelant discrètement aux deux intéressées qu’il n’était pas dupe de ce qui s’était passé…"
( in LE MONDE, La « troïka » à hue et à dia, lundi 17 – mardi 18 juin 2013  par Paul Jorion )

(*) Greece : Ex Post Evaluation of Exceptional Access under the 2010 Stand-By Arrangement InternationalIMF Country Report No. 13/156, June 2013
Nota: Em http://www.timtimnotibet.blogspot.pt

Os súbditos do FMI.

por Luís Menezes Leitão, em 19.01.13

 

Já começam a irritar sinceramente estes ataques constantes do FMI à soberania nacional. O país não quer a transferência da TSU dos trabalhadores para os patrões e manifestou-se em 15 de Setembro contra essa medida? Pois o FMI não quer saber das manifestações e continua a insistir nela. O Tribunal Constitucional pode eventualmente considerar inconstitucional o próximo Orçamento. Pois o FMI exige ao Governo que esteja a postos para tornear o acórdão do Tribunal Constitucional. O país já percebeu que Vítor Gaspar falha sistematicamente todas as previsões orçamentais e só tem agravado a recessão? Pois o FMI exige a continuação do programa de ajustamento.

 

Só por piada é que alguém pode chamar a isto "ajuda" externa. O país alienou a sua soberania a uma instituição externa, a quem o Governo obedece docilmente, mesmo quando as medidas propostas arrasam completamente o país. O problema é que não é o FMI que vai a eleições. No final deste programa de ajustamento o país estará pior do que a Grécia: exangue e sem qualquer solução de Governo. Não haverá ninguém com bom senso para evitar este desastre?

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Austeridade vs Reforma

por José Maria Gui Pimentel, em 18.01.13
Ouvia há pouco uma peça noticiosa que retratava a suposta incoerência de um dos autores do polémico relatório do FMI. Este "técnico", que há poucos meses se havia manifestado veementemente contra as medidas de austeridade aplicadas na Europa, vinha agora, despudoradamente, argumentava a reportagem da TVI, defender precisamente mais austeridade.

Não é assim.

O que o relatório do FMI defende não é austeridade: é reforma do Estado. Embora o efeito de ambas no curto-prazo seja o mesmo -- recessão -- não são de todo a mesma coisa. Austeridade são as medidas temporárias que o Governo entende tomar para fazer face a um ciclo adverso; disto são exemplo os "brutais" aumentos de impostos, ou os cortes nos subsídios (se se admitir que são temporários). Já Reforma são as medidas de reestruturação do Estado: permanentes e, mais importante do que isso, inevitáveis. Isto porque se toma essas medidas com a noção de que o Estado, tal como está, é insustentável. 

Sendo esta Reforma inevitável, deve sem dúvida  haver uma discussão séria e detalhada sobre como a levar a cabo. Mas "pintá-la" como um aperto de cinto temporário e evitável é ignorância ou, pior, pura desonestidade intelectual*.

*A não ser que se acredite, com a extrema-esquerda, que existe um método indolor de reestruturar o Estado (atacando o "grande capital", etc...). Nesse caso é apenas ignorância. 

Passos Coelho e a Bíblia.

por Luís Menezes Leitão, em 18.01.13

 

Passos Coelho disse há dias que o relatório do FMI não era a sua Bíblia, mas acaba de citar a verdadeira Bíblia quando diz que o actual Estado Social tem pés de barro. Aqui temos o capítulo II do Livro de Daniel sobre o sonho do Rei da Babilónia Nabucodonozor.

 

No seu sonho, o Rei viu uma grande estátua. "A cabeça dessa estátua era de ouro fino; o peito e os braços de prata; o ventre e as coxas de bronze; as pernas de ferro; e os pés em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.  Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não se podia achar nenhum vestígio deles; a pedra, porém, que feriu a estátua se tornou uma grande montanha, e encheu toda a terra".


Adivinhem qual a interpretação que o Profeta Daniel dá ao sonho do Rei:

"Tu, ó rei, és rei de reis, a quem o Deus do céu tem dado o reino, o poder, a força e a glória; e em cuja mão ele entregou os filhos dos homens, onde quer que habitem, os animais do campo e as aves do céu, e te fez reinar sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.

Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra.

E haverá um quarto reino, forte como ferro, porquanto o ferro esmiúça e quebra tudo; como o ferro quebra todas as coisas, assim ele quebrantará e esmiuçará.

Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo.

E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil.

Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão pelo casamento; mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.

Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; nem passará a soberania deste reino a outro povo; mas esmiuçará e consumirá todos esses reinos, e subsistirá para sempre.

Porquanto viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro, o grande Deus faz saber ao rei o que há de suceder no futuro. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação".


Analisando este texto bíblico a conclusão parece-me evidente. O Governo de Passos Coelho é a estátua que está assente numa coligação de pés de ferro e de barro. Como o ferro não se mistura com o barro, a estátua cairá à primeira pedrada que surgir, com o desfazer da coligação e o fim do Governo. E prevejo que a pedra que for atirada, se calhar já nas autárquicas, dará origem a um novo Governo que terminará com a passagem da soberania deste reino a outro povo. Afinal de contas o destino deste Governo já está profetizado no trecho da Bíblia que Passos Coelho citou.

Pardon my portuguese

por Pedro Correia, em 12.01.13

Insuspeito de me identificar com o PCP, devo no entanto prestar homenagem aos comunistas: só eles reagiram ao facto de o Fundo Monetário Internacional ter elaborado um relatório sobre Portugal que chegou ao nosso País sem uma tradução em português. Como se fizesse parte dos deveres constitucionais cá da pátria dominar o idioma do Tio Sam. "Os deputados da República [Portuguesa] têm como língua de trabalho o português", declarou o comunista Manuel Tiago na Assembleia da República, lembrando o óbvio, que por vezes parece esquecido. Poderia ter até acrescentado que o artigo 11º, nº 3, da nossa lei fundamental especifica que "a língua oficial é o Português". Porque um país como o nosso, com uma identidade cultural sedimentada há nove séculos, não pode ser confundido com uma empresa exportadora ou uma companhia aérea.

Acresce a isto o facto de Portugal ser desde 1960 membro do FMI e seu contribuinte líquido, o que bastaria para exigirmos ser tratados com a devida consideração.

As ordens do FMI.

por Luís Menezes Leitão, em 09.01.13

Através do Jornal de Negócios chegam notíficas frescas sobre o que é que quem efectivamente governa o país exige aos tugas cá do bairro. Aí vão:

 

FMI diz que chegou a hora das reformas "inteligentes"

 

Função Pública volta a ser a mais visada no corte de quatro mil milhões

 

FMI sugere cortes até 20% nas pensões e subida da idade da reforma

 

Subsídio de desemprego continua demasiado longo e elevado

 

Cortes na Função Pública devem atingir salários mais baixos e serem permanentes

 

Dois anos na mobilidade especial pode conduzir ao despedimento 

 

FMI admite dispensa de 50 mil entre professores e pessoal auxiliar

 

Governo tem margem para voltar a subir taxas moderadoras na Saúde

 

FMI sugere delegação de competências de ensino nos privados

 

FMI aponta baterias a forças militares e polícias portugueses

 

Gosto especialmente da última parte em que o FMI aponta as baterias às forças militares portuguesas. E a nossa tropa fica-se? Contra o FMI, marchar, marchar.

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Este país não é para crianças

por Leonor Barros, em 19.07.12

Um texto breve. Uma resposta curta. Uma ou duas frases e teriam respondido ao que era pedido. Quando adolescentes entre os 15 e 17 anos foram questionados sobre como gostariam que os pais agissem perante eles, correram rios de tinta e as respostas alongaram-se em lamentos, aspirações e confissões. Embora conviva numa base diária com adolescentes dessa idade e sinta que muitos deles o que desejam ardentemente são minutos de atenção exclusiva, alguém que se sente ao lado deles e ali fique, explicando, ouvindo, ali apenas para eles numa súplica velada de atenção, os textos apanharam-me de surpresa. Eram sinceros, sentidos e um grito de desespero por aquilo a que todas as crianças e jovens devem ter direito: alguém que os ouça, um ombro, alguém que os faça sentir menos sós na selva contemporânea de umbiguismo, obsessão pelo sucesso profissional e horários desumanos que retiram tempo ao que nos deve ser verdadeiramente importante com todo o valor do mundo mas sem custo que se lhe possa atribuir.

E vem esta conversa a propósito desta proposta do FMI. Ao que parece, 'os dados mostram que Portugal já é o País onde as mães mais trabalham a tempo inteiro e também o que tem mais casais com filhos empregados'. A natalidade está a decrescer e os apoios a quem tem filhos são praticamente nulos. Tendo em conta a situação actual, configura-se que para muitas mães esta possibilidade de ter contrapartidas para regressar ao mercado de trabalho antes do tempo consagrado na lei não seja sequer uma opção mas uma inevitabilidade. Se as crianças clamam por atenção, imagine-se com uma medida deste calibre. O melhor é deixá-las logo na maternidade, se ainda restar alguma por aí, e regressar no dia seguinte, dois dias depois talvez, ao trabalho. E livrem-se de ter partos complicados e outros contratempos. Que maçada essas coisas de mulheres. Tirem as vossas conclusões quanto ao trabalho destes senhores sobre o nosso país.

Tarde piaram...

por Helena Sacadura Cabral, em 17.07.12


"Nos três países da zona euro com programas suportados por financiamento da União Europeia e do FMI, o ajustamento está a prosseguir, mas a recente deterioração do clima político e económico na Grécia serve de aviso para a possibilidade de se estar a dar início a uma ‘fadiga do ajustamento', o que é uma ameaça à continuidade da implementação dos programas".

 

O que surpreende é que só agora o FMI tenha acordado para uma realidade destas, para a qual a maioria dos economistas já tinha alertado!

E não se tenha qualquer dúvida que o risco será ainda maior se eventuais medidas adicionais de austeridade  vierem a ser tomadas pelo lado da receita fiscal, nomeadamente impostos sobre o rendimento, seja de trabalho ou de capital.

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FMI impõe austeridade

por Helena Sacadura Cabral, em 16.06.12

O FMI pede ao governo espanhol de Mariano Rajoy que reduza os salários dos funcionários públicos, aumente o IVA e acelere as privatizações.

Onde é que eu já ouvi isto? Ando mesmo desmemoriada...

Ai Christine, ai!

por Helena Sacadura Cabral, em 31.05.12

 

A Directora Geral do FMI, Christine Lagarde, tem um vencimento anual de 372 mil euros livres de impostos, a que se somam mais de 66 mil euros de despesas de representação.

No final de cada ano Christine arrecada 438 mil euros e não paga qualquer taxa ao Estado. A ser verdade, é natural que os gregos não a entendam. E as crianças africanas ainda menos...

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Uma pergunta muito simples

por Pedro Correia, em 19.05.11

Porque tarda o Governo em disponibilizar aos portugueses a tradução oficial do memorando que assinou com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional?

Legislativas (7)

por Pedro Correia, em 16.05.11

 

UM HOMEM DE PALAVRA

 

Prometeu que não governaria com o FMI, de Dominique Strauss-Kahn. Porque mudou de ideias?

Para defender o estado social. Porque a oposição chumbou o PEC IV.

Agora está disponível para governar com o FMI. Porquê?
Para defender o estado social. Porque a oposição chumbou o PEC IV.

Já disse que não é pessoa para virar a cara à luta. O que o faz correr?

Defender o estado social. Porque a oposição chumbou o PEC IV.

O que o distingue fundamentalmente dos partidos à sua direita, que também subscreveram o memorando com a Comissão Europeia e o FMI?

A defesa do estado social. Eles chumbaram o PEC IV.

Se voltar a vencer as eleições qual será a sua prioridade?

A defesa do estado social. Porque a oposição chumbou o PEC IV.

Do que mais se orgulha de ter feito nestes seis anos?

Da defesa do estado social. E do PEC IV, que a oposição chumbou.

Admite ter cometido algum erro?

Dei o meu melhor. Na defesa do estado social. Até a oposição ter chumbado o PEC IV.

Já pensou o que irá dizer à senhora Merkel quando voltar a estar com ela?

Digo-lhe que defendi o estado social. E que a oposição chumbou o PEC IV.

Tem horas que me diga?

Defendo o estado social. A oposição chumbou o PEC IV.

Uma pergunta muito simples

por Pedro Correia, em 05.05.11

Depois disto, que constitui um autêntico programa de Governo, ainda poderemos considerar Portugal um país soberano?

Manso é a tua tia, pá

por Pedro Correia, em 05.05.11

Na hora de anunciar as alegadas "boas notícias" (uma das quais, sobre a Caixa Geral de Depósitos, logo desmentida pelos factos), ele apareceu a "falar ao País" em directo, no intervalo de um jogo de futebol. Na hora de confirmar as más notícias, mandou outro falar por ele. Uma atitude que o define. Ainda melhor do que já sabíamos.

Uma pergunta muito simples

por Pedro Correia, em 04.05.11

 

Como é que um primeiro-ministro que faz hoje um mês jurava aos portugueses que não governaria com o FMI por isso ser contrário aos interesses nacionais se congratula agora, em comunicação ao País, por ter celebrado um "bom acordo" com o FMI?


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