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Aqua alta

por Paulo Sousa, em 14.11.19
O debate já tem várias décadas, mas a conclusão é clara. O aquecimento global levará ao desaparecimento das principais cidades costeiras e obrigará ao deslocamento de milhões de pessoas.
 
A única forma de interromper, ou pelo menos atrasar, o anunciado fim do mundo passa por:
1 - comprar um carro de mais de 50.000€ equipado com baterias de litio, explorado nos Andes
2 - acabar com o consumo desenfreado do sistema capitalista
 
Quem tiver dúvidas desta verdade já confirmada por 5.500 cientistas (escolhidos um por um de acordo com as suas convicções climatéricas) veja com atenção o que está a acontecer em Itália:
 
Veneza está alagada!!


Imagem Wikipédia do inverno de 1966

 
Tenham medo!! Buuuu!!!
 
PS: Qual terá sido a explicação para este fenómeno em 1966?

Sobre o fim do mundo

por Paulo Sousa, em 17.09.19

O terramoto de 1755 - Pintura de João Glama Strobërle que pertence ao espólio do Museu Nacional e Arte Antiga

 

Se a vida na terra tivesse 24 horas, o ser humano teria aparecido apenas nos últimos minutos. Isto significa que o conceito do "fim do mundo" é geologicamente recente pois só existe desde que o primeiro humano formulou esse pensamento. Antes disso existia apenas mudança permanente e que afinal nunca foi interrompida.

Os equilíbrios da natureza são importantes porque dependemos deles, mas não são estáticos nem são definitivos.

A extinção de espécies é algo que aconteceu regularmente ao longo do comprido dia da vida na terra. Uma imensidão delas nem sequer fósseis nos deixaram e isso coloca-as em pé de igualdade com os dragões que, esses sim, nunca existiram. É triste saber que os ursos polares, uns animais fantásticos, irão provavelmente desaparecer, mas isso aconteceu regularmente desde que existe vida na terra.

Sem o aquecimento global que se verificou há cerca de 10.000 anos o gelo cobriria toda a Europa. A civilização como a conhecemos não teria acontecido e não estaríamos aqui a trocar ideias através da blogosfera, algo cujo conceito seria difícil de explicar há 50 anos.

Alguns ambientalistas criticam a espécie humana por se comportar como se estivesse no centro de toda a vida na terra. No minuto seguinte usam o futuro das próximas gerações de humanos como argumento de defesa das suas convicções. Não fazia mais sentido defender a natureza pelo que ela tem de fantástica?

O ponto óptimo de poluição não é a ausência de poluição. É claro que vivemos muito acima desse ponto óptimo e devemos fazer um esforço para a reduzir. Estou convicto da necessidade de se fazer um esforço para minimizar o impacto na natureza, principalmente porque… esta é extremamente bela.

Na dinâmica do combate às alterações climáticas, que no fundo não é mais do que um combate contra a mudança, existe uma histeria e uma vertente de fé que faz lembrar períodos na história em que se verificaram grandes catástrofes, como o terramoto de 1755 ou a peste negra. Nesses períodos conturbados sempre surgiram os pregadores do fim do mundo. Estas figuras apresentam-se como explicadoras do inexplicável e fonte de conforto a todos quantos queiram ouvir a mensagem de uma entidade superior.

Surgem ora com um sino, ora com um grande crucifixo, ora com os dois e garantem que todos os que almejem salvar a respectiva alma imortal devem deixar de pecar, arrepender-se, devem orar e devem sacrificar-se.

Actualizando a mensagem recomendo que:

Onde se lê deixar de pecar pode ler-se comprar um carro eléctrico.

Onde se lê arrepender-se pode ler-se viver como os Amish.

Onde se lê orar pode ler-se votar no PAN.

Onde se lê sacrificar-se pode ler-se ir de avião semanalmente para Bruxelas mas descarregar a consciência pagando a taxa de compensação pelas emissões de CO2.

Esta é a postura do PAN, da menina Greta e da sua legião de globetrotters passageiros frequentes das companhias de low cost.

Profetas do apocalipse existiram em todos os tempos e em todas as latitudes e sempre tentaram mudar o comportamento dos outros.

Se a mudança é permanente e se de facto estivermos a viver um período especial, o mais ajuizado será estarmos alerta e para tentar ser capaz de, como nos ensinou Darwin, se adaptar. A confirmar-se o que nos garantem os profetas desta nova religião, alguns territórios que agora tem um clima ameno podem vir a tornar-se inóspitos assim como o contrário. A geografia sempre foi um factor determinante no equilíbrio dos povos e das nações e isso não se alterará.

Só falta mesmo esperar pela confirmação das profecias.

Vade retro fim do mundo

por Paulo Sousa, em 11.09.19

O PAN é o partido que nos defende do fim do mundo. Sempre que o PAN avança é o patife do fim do mundo que recua.

A medida nº 1081 do “programa eleitoral” do PAN consistia na realização de uma sessão semanal obrigatória dos criminosos com as suas vitimas, ou com os seus familiares em caso de homicídio, com o sentido de promover a reconciliação.

Bastava que não houvesse excepção nos casos de homicídio para parecer uma medida do PNR ou do Chega.

Mas alguém se terá lembrado que isto ainda podia descambar num cenário aterrador em que, numa eventual condenação futura do Eng. José Socrates, se pudesse aplicar. Considerando que as suas vitimas são todos os contribuintes, o fim do mundo esfregou logo as mãos.

Por sorte o André não imprimiu programas para adiar o fim do mundo. Bastou editar o documento - a medida 1082 vem logo depois da 1080 - fazer novo upload e já está. Mais um prego no caixão do fim do mundo. Respiremos de alívio.

Nada se passa enquanto nada se passar

por José Navarro de Andrade, em 22.12.12

Kamrooz Aram, "O fulgor do primeiro raio do dia"

 

De modo que o mundo pode muito bem ter acabado ontem sem darmos por isso. Não era a primeira vez que acontecia. Por exemplo, daqui a quatro dias vamos celebrar o nascimento fictício de um bastardo judeu, num dos piores momentos políticos da história hebraica, com a terra prometida ocupada por um enfastiado império de Roma e quem diria, então e durante um bom para de séculos seguintes, o que estava prometido para aquela criança que pelos vistos nem um burro ou uma vaca teve para agasalhá-la? E já agora quem diria que os romanos, e por acréscimo os latinos, não iriam predominar para todo o sempre?

Quem diria também que se fosse preciso escolher uma data para marcar o ocaso da Europa ela bem poderia ser 30 de Janeiro de 1933? E que ainda hoje, tantos anos passados, há quem acredite – porque é uma crença – nas promessas do nosso futuro? Afinal, não vimos todos do futuro, como diria ajuizadamente Eduardo Lourenço, desse futuro projetado para onde caminhamos agora?

Cá por mim nada mudou e de nada sinto falta, mas não será isso prova cabal que o mundo acabou mesmo à revelia da minha compreensão?

Lá ao fundo as luzes continuam ligadas de noite, devem ser automáticas.

Está na hora de encarar a realidade

por Rui Rocha, em 21.12.12

O mundo não acabou e vamos continuar a ter de gramar o Prós & Contras.

Documentos oficiais revelam que o governo tinha intenção de adjudicar a operação de liquidação de activos relacionada com o fim do mundo ao BES.

"É urgente restaurar a credibilidade"

por Rui Rocha, em 21.12.12

João Galamba, Teixeira dos Santos e a equipa do Sapo Astral exigem investigação rigorosa ao falhanço das previsões Maias.

Fontes bem informadas revelam que o fim do mundo falhou porque os cavaleiros do apocalipse decidiram voltar para trás.

Novas considerações sobre profecias

por Rui Rocha, em 21.12.12

De entre todos os profetas da desgraça, o único que tem apresentado uma taxa muito aceitável de acertos é Pedro Passos Coelho.

O fim está próximo:

por Rui Rocha, em 21.12.12

Fim.

Cá para nós que ninguém nos ouve

por Rui Rocha, em 21.12.12

Esta coisa do fim do mundo parece ter sido organizada pelo Efromovich.

Já é dia 21 na Austrália

por José António Abreu, em 20.12.12

Mais um fim do mundo

por Ana Vidal, em 07.12.12

"Meus caros companheiros australianos, o fim do mundo está a chegar. Afinal, o calendário Maia estava certo. Independentemente se o fim vier com zombies comedores de carne, bestas demoníacas ou o triunfo total do K-Pop, saibam que vou sempre lutar por vocês, até o final".

 

Eis o estranho sentido de humor, ou o ainda mais estranho faro político, da primeira-ministra australiana. Os tempos não estão para brincadeiras deste género, e Julia Gillard parece desconhecer que as pessoas tendem a tomar como certas as notícias catastróficas. Assim como parece desconhecer um antecedente famoso: foi com uma destas graças que Orson Welles aterrorizou a América. O alvoroço tem sido tão grande que a Nasa, depois de milhões de telefonemas e mails desesperados, já teve que desmentir, pública e formalmente, possuir quaisquer informações secretas que confirmem a veracidade da célebre previsão Maia.

 

Por cá, a habitual ignorância confunde os Maias com a Maya, que com toda a certeza não se importa nada com a inesperada publicidade. Mas não é a única a ganhar com a histeria geral: as agências de viagens registam picos nunca vistos de viagens vendidas para o México nesta data, e justificam o boom dizendo que as pessoas querem estar perto dos locais sagrados dos Maias quando chegar o dia D, ou porque acreditam que uma força qualquer as livrará do destino fatal, ou simplesmente porque querem morrer perto deles. Ou talvez, acrescento eu, porque acham que o dinheiro não lhes fará falta nunca mais e, assim-como-assim, sempre ganham uma corzinha nas praias de Cancun para a grande viagem.

 

E la nave va, como diria o sábio Federico.

Absolutamente ridículo

por Rui Rocha, em 28.11.12

Décio Antônio Colla, prefeito da cidade de São Francisco de Paula, no Rio Grande do Sul, aconselhou a população a preparar-se para o fim do mundo, contrariedade que, de acordo com o autarca (que se baseia no calendário Maya), terá lugar no próximo dia 21 de Dezembro. Preocupado com a população, aconselhou o armazenamento de lenha, fósforos, lanternas, alimentos e água. Em declarações a órgãos de comunicação social, afirmou que fez o alerta porque pretende que os habitantes não sofram ou sofram o menos possível. Ora, tudo isto é absolutamente ridículo. E, embora seja de saudar que um eleito demonstre preocupação pelo destino dos que o elegeram, é preciso denunciar este tipo de comportamentos alarmistas que podem, ainda que involuntariamente, dar origem a situações de pânico sem jutificação. Afinal de contas, toda a gente sabe que o fim do mundo ocorrerá, apenas, no dia 23 de Dezembro.


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