Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Medina na calçada para São Bento

por jpt, em 30.06.20

21849914_HSRFt.jpeg

Nas últimas décadas da história do PS é muito raro encontrar este tipo de críticas internas. Medina confronta-se com o disparatado rumo de tudo isto e "chega-se à frente". Durante a época do confinamento (esse que Costa diz não ter existido) andou por aí em delírio de demagogia a fingir que entregava bilhas de gás, a atrasar distribuição de material médico oferecido para aparecer na fotografia e mariolagens similares. E agora, no pós-confinamento (esse que Costa diz não ter existido), dá o primeiro passo na corrida para o pós-Costa, perdão, para o pós-Covid. Já em Abril batera na pateta DGS, mas agora vem malhar a sério.

 
Mas diz o que se sabe há muito, que "fraco rei faz fraca a forte gente". Muitos fazem para que nos esqueçamos mas Medina vem agora lembrá-lo, coisas da sua agenda própria, e nós agradecemos-lhe o mote: o desatino de Fevereiro e Março, a homohisteria do pusilânime Sousa, no seu desvairado "gozo fininho" de semi-quarentena festiva; esse florentino MNE a preparar a sagrada "presidência" dizendo da inutilidade de fechar fronteiras e agora a apregoar retaliações ... fechando fronteiras; a pateta ministra da Agricultura (como estão as exportações portuguesas que ela prenunciava lucrarem com o Covid?), o desnorte errático da consabidamente incompetente Temido - essa tipa que acha que não devemos "mamar copos" e se vai saracotear desengraçadamente entre as barrascas do Cinco para a Meia-Noite, deslumbrada com a visibilidade que este Covid lhe trouxe - e mais da Dra. Freitas (ide visitar os idosos, sede solidários), catatuando contra a escola das netinhas que encerrava à revelia da inacção estatal. Depois nós, os fascistas/populistas/tóxicos/lusotropicalistas, a resmungarmos que não se fizessem festas políticas diante do boçal Rodrigues a recusar máscaras e contenção, a sinalizar o "degelo" com o afirmar da unicidade sindical na festarola do camarada Sousa, mais o festival "born in usa" dos demagogos da cidade universitária, resquícios putrefactos da imundície socratista, e nisto agora também o mariola do Benfica a pavonear-se, todos unidos no "o que o que é preciso é animar a malta" ...
 
Meses passaram nisto, mas prepararam o tal degelo?, reescalonaram os transportes públicos (Medina pavoneia as suas ciclovias, eu sei, gutural na sua cidade-para-turistas, onde estão os turistas agora?)?, e já agora, onde estão aquelas centenas de ventiladores comprados, já estão disponíveis?, reescalonaram os serviços de saúde pública?
 
Costa, que se rodeia desta pobre gente porque é esta que é fiel - lembrai-vos quando nós populistas/fascistas/tóxicos/lusotropicalistas contestávamos um poder carregadinho de gente das mesmas famílias? - tem agora esta primeira infecção grave. Ele que se cuide, e com antibióticos - isto não é um vírus, é mesmo bactéria residente, estava adormecida. Aloja-se na peçonha, esta estirpe PS.

Palavras para recordar (68)

por Pedro Correia, em 28.06.20

Medina2018.jpg

 

FERNANDO MEDINA

SIC, 20 de Maio de 2019

«Bruno Lage demonstrou ser o homem de quem os jogadores e os adeptos [do Benfica] precisavam.»

A beleza das coisas simples

por Paulo Sousa, em 04.02.20

O nosso colega jpt já aqui postou sobre o maravilhoso salto em frente que Lisboa está a dar.

A beleza das coisas simples, que circula nas veias da máquina do estado, merece hoje e aqui um destaque especial. Veja-se como são belas as regras de acesso à Zona de Emissões Reduzidas Avenida.

"Os residentes poderão receber visitas?

Sim, mesmo que o próprio residente não tenha automóvel e desde que esteja registados no sistema. Mas atenção que o carro tem se ser posterior a 2000. Cada residente pode receber até um máximo de dez visitantes por mês. Terão de avisar previamente, indicando a matrícula do respectivo veículo, o que poderá acontecer através de uma app criada para o efeito ou por telefone. Para estacionar, é que só poderão fazê-lo num dos parques da zona. Por outro lado, os cuidadores de residentes também podem entrar (tem de ser requerida uma autorização prévia), mas só poderão estacionar nos parques de estacionamento."

Qualquer sílaba, ou mesmo vírgula, a mais criaria um desequilíbrio na métrica desta quase poesia.

Não fosse a app, que dá um ar modernaço e não emite carbono, podia ser uma tradução de um edital na RDA.

Assim se gere a coisa pública

por Pedro Correia, em 03.07.19

9086.png

Metro de Arroios, encerrado há dois anos

 

Faz agora dois anos, a 19 de Julho, que a estação de metropolitano de Arroios - numa das zonas mais movimentadas de Lisboa - fechou para obras de "remodelação e beneficiação". Um encerramento destinado, no essencial, a alargar a plataforma da estação para que pudesse receber mais carruagens.

Estas obras, especificou na altura o loquaz ministro do Ambiente, iriam durar 18 meses. Um prazo que parecia razoável, embora certamente demasiado longo para os utentes habituais daquela estação, com destaque para quem mora ou trabalha em Arroios. E, sobretudo, para os comerciantes ali estabelecidos.

Aproveitou-se a ocasião para a habitual sessão de propaganda, enfeitada com estatísticas futuras: «O alargamento do comboio deverá permitir um aumento de 37% dos lugares disponíveis por hora, 128% no corpo do dia e 49% na hora de ponta à tarde.»

 

Passaram os 18 meses, em Janeiro de 2019 - a promessa, como tantas outras, deu em nada. Nessa data, faltaria concluir 80% da obra. «Só para montar o estaleiro» a empreitada demorou «quatro ou cinco meses», como denunciou um deputado municipal comunista. Em Fevereiro foi lançado um novo concurso, face ao incumprimento do primeiro contrato, e anuncia-se agora que a estação não reabrirá antes de 2021. Com o consequente aumento da despesa para os contribuintes: curiosa noção de "serviço público". E de manifesto empobrecimento do comércio privado: até Maio de 2018, pelo menos dez estabelecimentos tinham ali encerrado as portas.

O loquaz ministro não se tem pronunciado sobre o tema. O presidente da Câmara de Lisboa limita-se a sacudir responsabilidades: «Esta é uma obra de uma empresa que é gerida pelo Estado, não pela câmara. Não posso mais do que partilhar o meu lamento quanto ao atraso.»

É o mínimo que Fernando Medina pode fazer, quando se demora quatro anos para remodelar só uma estação de metro. E já que proclama a intenção de proporcionar uma «verdadeira alternativa de mobilidade, assente na disponibilidade do transporte público» na capital, onde entram 370 mil veículos por dia. Como será isso possível, com uma oferta tão medíocre e limitada?

 

Felizmente para o Governo, passou a moda dos buzinões, das "marchas lentas" e dos cordões humanos: o ministro do Ambiente e o primeiro-ministro (que já foi presidente da Câmara de Lisboa) podem, portanto, dormir descansados. 

A Câmara de Lisboa e o país

por jpt, em 03.07.19

safe_image.jpg

Fernando Nunes da Silva. ‘Manuel Salgado é o verdadeiro presidente da CML’. (I, 12 de Setembro de 2018)

Fernando Nunes da Silva, "Os negócios imobiliários vão ganhar milhares de milhões com a expansão do metro". (II, 19 de Setembro de 2018)

Ontem foi o meu aniversário, o 55º. E o Facebook deu-me uma prenda. Melhor dizendo, algumas das minhas ligações-FB ("amigos" diz-se, sobre pessoas que não se conhecem, uma aberração linguística) deram-me uma prenda: chamaram-me a atenção para esta entrevista. Trata-se de um verdadeiro documento, um "corte geológico" da Câmara de Lisboa. Mas também, se extrapolando, do poder municipal. E, mais do que tudo, sobre o que é o Partido Socialista.

Vem num discurso claro, com conhecimento interno do que se vem passando. Dizendo coisas "incríveis" ainda que credíveis. Demonstrando o "estado da arte" do que é o PS. É a isto, à rejeição deste descalabro anti-democrático, que Inês Pedrosa, Miguel Sousa Tavares, Fernando Rosas, Seixas da Costa e outros painelistas chamam "populismo" (já ninguém diz pujadismo), o antes dito "neoliberalismo" ou mesmo "fascismo". No que são secundados por inúmeros menos-conhecidos, funcionários públicos professores, jornalistas avençados ou mesmo meros facebuquistas/bloguistas mui ciosos deles mesmos. A cortina que impõem é tão grande que esta entrevista - com tudo o que poderia ser letal para uma clique no poder - passa praticamente despercebida (é de Setembro de 2018) e dela saem incólumes os dirigentes partidários.

As pessoas, estas tantas que apoiam esta tralha toda, não prestam. Nada prestam.

O delfim.

por Luís Menezes Leitão, em 12.02.18

Há muito que se sabe que Fernando Medina é o delfim de António Costa e que o PS o anda carinhosamente a preparar para assumir uma futura liderança. Precisamente por esse motivo Medina beneficia de um espaço televisivo semanal e o parlamento está sempre disponível para aprovar todos os disparates que ele propõe, como a lei de salvaguarda de lojas históricas à custa dos proprietários dos imóveis. A verdade, no entanto, é que quem decide a viabilidade dos estabelecimentos, históricos ou não, é o mercado, como o parlamento acaba de comprovar ao assistir ao encerramento da sua própria papelaria. Mas, como é típico de qualquer socialista, desde que sejam os outros a pagar está tudo bem. Como bem salientou Margaret Thatcher, o problema do socialismo é que ele acaba quando acaba o dinheiro dos outros.

 

É por isso que Fernando Medina, que à sua responsabilidade decidiu inventar uma absurda e inconstitucional taxa de protecção civil, que o Tribunal Constitucional prontamente chumbou, agora diz que quer processar o Estado pela taxa que ele mesmo decidiu criar. Para Fernando Medina, uma lei que lhe permite lançar taxas por serviços prestados na protecção civil é uma lei que lhe permite cobrar uma taxa mesmo sem prestar serviço algum. E é óbvio que a responsabilidade pelo que aconteceu é do Estado, uma vez que a lei tinha sido criada "ad usum delphini", pelo que o delfim nunca pode ser responsabilizado pelo (mau) uso que dela faz.

 

E assim se consegue atingir o esplendor do socialismo. Se a Câmara de Lisboa abusou dos seus munícipes, cobrando-lhes uma taxa ilegal e inconstitucional, é óbvio que a responsabilidade por esse buraco de 80 milhões de euros tem que ser passada para o Estado. E até é provável que o parlamento e o governo, tão amigos que são de Fernando Medina, lhe venham a dar razão, fazendo assim com que sejam os munícipes de todo o país, desde o Corvo a Bragança, e incluindo o Porto, Coimbra, Faro, etc., etc., cujos municípios nunca lançaram qualquer taxa de protecção civil, a pagar as pseudo-taxas inventadas pelo autarca de Lisboa. É por isso que Fernando Medina é o melhor candidato a futuro líder do PS, uma vez que sabe ficar com o dinheiro dos outros como ninguém. Se os munícipes de Lisboa, que o elegeram para presidir à sua câmara, não estão dispostos a pagar as suas pseudo-taxas, chamem-se os munícipes do resto do país para pagar a factura. O delfim Fernando Medina é um verdadeiro socialista.

Reavaliação do consenso fiscal.

por Luís Menezes Leitão, em 17.01.18

Lisboa nunca deve ter tido um presidente pior do que Fernando Medina, que coloca a cidade permanentemente em obras inúteis que, depois de realizadas, só complicam a vida aos lisboetas. Como se isso não bastasse, os lisboetas são constantemente esmifrados com impostos e falsas taxas, que só a muito custo conseguem eliminar, como se viu com a tardia declaração de inconstitucionalidade da taxa de protecção civil, que toda a gente sabia ser inconstitucional. Agora, com um rombo de 80 milhões em perspectiva, Medina diz que "quer reavaliar o consenso fiscal em Lisboa". E se ele reavaliasse antes a sua própria presidência da Câmara?

Cartão amarelo para Medina

por Pedro Correia, em 03.10.17

naom_5527d9b3b47c4[1].jpg

 

Fernando Medina apareceu, já a horas tardias, na noite eleitoral com o sorriso que costuma ostentar em todas as estações do ano. Apesar de beneficiar da bem oleada máquina socialista e de ter contado na campanha com inesperados brindes propagantísticos da  Standard's & Poor e do Fórum Económico Mundial, o alcaide alfacinha (nado e criado no Porto) tinha muito menos motivos para sorrir do que Rui Moreira, que sem aparelhos partidários dignos de nota revalidou o mandato na Câmara Municipal do Porto, conseguindo desta vez maioria absoluta.

Com Medina foi ao contrário: o actual autarca herdou o cadeirão presidencial na Praça do Município dispondo de uma confortável maioria absoluta, obtida por António Costa em 2013, e acaba de dizer-lhe adeus: perdeu três vereadores e cerca de 10 mil votos neste escrutínio. Herdou 11, restam-lhe oito.

Passa a depender de outras forças políticas para gerir a câmara, perdendo terreno à esquerda e à direita: o CDS conquistou-lhe dois mandatos no executivo municipal e o Bloco de Esquerda - que apresentou um bom candidato, Ricardo Robles - ganhou o terceiro, passando enfim a ter representação na mais emblemática edilidade do País.

O eleitorado de Lisboa revelou-se sábio nestas escolhas. O cartão amarelo a Medina foi bem merecido. Porque tem gerido a capital muito mais em função de quem nos visita do que em função de quem cá vive ou aqui trabalha, deixando a pressão turística condicionar por inteiro o mercado imobiliário, sem correcções nem ajustamentos.

Sempre considerei que o actual presidente da câmara merecia ser desafiado por um adversário com sérias hipóteses de o derrotar nas urnas. Um adversário que o questionasse sobre o trânsito caótico, as obras intermináveis, os transportes entupidos, as derrocadas de prédios degradados, o parque habitacional caríssimo e cada vez mais inacessível para os lisboetas, a quantidade infindável de taxas e taxinhas.

O PSD, no entanto, abdicou de lhe dar luta, rendendo-se antes do confronto. Se houve algo imperdoável nestas autárquicas, por bandas do maior partido da oposição, foi precisamente isto.

O grande vencedor?

por João Pedro Pimenta, em 02.10.17

 

Ao ver as capas dos jornais, dir-se-ia que o grande vencedor destas autárquicas é Fernando Medina. Que é o PS no seu conjunto não restam quaisquer dúvidas e só alguém muma dimensão paralela o poderá negar. Que Medina ganhou também não. Mas ser o grande destaque? Medina perdeu a maioria absoluta e 9% em relação a há 4 anos, mas parece que todos se esqueceram disso (e Assunção, sem o PSD, apenas juntando o PPM ao CDS e MPT, teve quase tanto como Fernando Seara em 2013). Além do mais, teve todas as facilidades e mais algumas, entre apoios, divisão dos adversários, boas notícias para o Governo, etc. Entretanto, Rui Moreira não só voltou a ganhar... como subiu até aos 44% e conquistou a maioria absoluta. Teve um caminho muito mais espinhoso, não tinha os meios nem os apoios que Medina teve, em termos de partidos apoiantes só contava com o CDS e o MPT a seu lado, e para mais, até as sondagens lhe foram adversas - as mais favoráveis ficaram aquém do resultado real. No entanto, parece que a única matéria de destaque é o seu discurso. E o PS, que teve um extraordinário resultado no Grande Porto (tirando a perda de Vila do Conde), fica arredado da governação da cidade por culpa do pecado da gula da sua direcção nacional. Ao mesmo tempo, o PSD, que até há 4 anos governou esta cidade com maioria absoluta, teve um resultado irrisório. E diga-se o que se disser das crí­ticas de Moreira, a culpa não cabe só a Álvaro Almeida, que realmente, e para o bem ou para o mal, não tem um perfil muito político. Por outro lado, os partidos mais à esquerda tiveram também fracas percentagens: a CDU por pouco ficava pela primeira vez fora do executivo. Talvez seja a altura de se ir renovando, pese o bom currículo de Ilda Figueiredo. O BE subiu um bocadinho, mas como sempre ficou fora. Pela 4ª vez, Teixeira Lopes ficou à  porta da vereação. Também aqui deviam pensar em fazer algumas mudanças, até porque dá ideia que o Bloco no Porto só tem actores ou sociólogos.

 

Ainda sobre as sondagens e seus erros: trabalhei muitas vezes para as sondagens do CESOP da UCP, de urna às costas ou de computador à  ilharga, por terras remotas e por subúrbios que desconhecia. Conheço os métodos rigorosos que utiliza, e por isso é que as suas previsões são as mais certeiras (foram os únicos a prever o triunfo de Moreira há 4 anos, e também os primeiros a prever a revalidação da maioria cavaquista em 1991). Desta vez, ao dar empate com o PS, falharam redondamente. Prova-se que as crí­ticas de Moreira tinham razão de ser. Espero que tenha sido um percalço sem continuidade e que voltem ao rigor e exigência que sempre tiveram.

 

Foto de João Pedro Pimenta.

 

O que eu quero é o que vos desejo

por Rui Rocha, em 19.09.17

Saúde, amor e uns sogros como os do Medina.

Com amigos assim…

por Luís Menezes Leitão, em 18.09.17

 

Costuma dizer-se que a vingança é um prato que se come frio. Neste caso está a ser servido gelado. Sócrates tem há muito tempo velhas contas a ajustar com o PS de António Costa, que lhe tirou completamente o tapete e o deixou sozinho e ignorado. Por isso Sócrates aparece agora a "apoiar" Medina, desde há muito o delfim de Costa, pretendendo misturar na opinião pública o seu caso com o dele, em plena campanha eleitoral. Imagine-se isto como slogan de campanha: "Sócrates e Medina, a mesma luta". Com amigos assim…

Um dó li tá

por Pedro Correia, em 13.09.17

 

12 de Setembro:

Tony Carreira e Bagão Félix apoiam Medina

 

13 de Setembro:

PGR investiga compra e venda de casas de Medina

 

13 de Setembro:

Ministério Público acusa Tony Carreira de plagiar 11 músicas

 

Taxa turística, habitação, falsa partida

por Tiago Mota Saraiva, em 06.09.17

Na semana passada assisti aos primeiros debates entre candidatos aos municípios de Lisboa e Porto. Não escreverei sobre os debates, mas sobre uma proposta que ambos os cabeças de lista do Bloco de Esquerda - Ricardo Robles (Lisboa) e João Teixeira Lopes (Porto) – defenderam a uma só voz: Taxa Municipal Turística de dois euros e aplicação da receita na resolução do problema de habitação dos dois municípios.

Começo por declarar que partilho com os dois candidatos a ideia que o problema da habitação deve ser central nestes debates autárquicos. Daí a relevância de perceber o que se propõe. Ora, como creio que Robles e Teixeira Lopes saberão, a taxa turística não pode ser aplicada na resolução do problema da habitação. A explicação é simples. Uma taxa implica a prestação de um serviço, pelo que a sua aplicação tem de ser, necessariamente, afecta à actividade turística. Repare-se que nunca estive em desacordo com a taxa municipal turística – que Robles, ainda em Julho de 2015 na AML, propunha anular - e também sou favorável a um imposto - que não existe e que inicialmente julguei, erradamente, ser o que se propunha -, cuja receita pudesse ser investida na minimização da pegada turística e, aí sim, na resolução dos problemas da habitação.
É certo que se poderia gastar os 13,5 milhões de euros arrecadados em 2016 pelo município de Lisboa em obras estruturais que estimulassem o fruir da cidade e a sua coesão territorial, beneficiando turistas e moradores. Discordo que, como defende Fernando Medina, estas verbas sejam aplicadas nas obras de conclusão do Palácio da Ajuda (um processo obscuro sobre o qual já aqui escrevi) ou na criação do Museu Judaico que irá carregar ainda mais o Largo de S. Miguel. Ao invés, parecer-me-ia mais interessante fazer derivar esta receita para políticas de acessibilidade e mobilidade ou para um plano de alargamento dos territórios turísticos da cidade.

Não me incomoda que Ricardo Robles sempre tenha defendido o fim da taxa que agora pretende duplicar o valor. Corrigiu a sua posição. Ainda bem. O que muito me incomoda é que, tendo o BE muito e boa gente com conhecimento sobre o problema da habitação, se apresente a eleições em Lisboa e no Porto com uma medida de alavancagem financeira que sabem que nunca se poderá aplicar. Espero que cheguem a tempo de corrigir esta falsa partida.

Altice no país das maravilhas.

por Luís Menezes Leitão, em 16.07.17

Confesso que a preguiça me tem impedido de fazer o que qualquer consumidor responsável deveria estar sempre a fazer: comparar os preços e os serviços dos diversos operadores de telecomunicações. Não estou por isso em condições de avaliar qual é o melhor operador do mercado. Mas, depois de ter visto António Costa a fazer propaganda no parlamento contra a Altice, cheguei à conclusão de que esta deve merecer claramente a preferência dos consumidores. Isto porque vai cumprir o serviço patriótico de comprar a TVI, para assegurar uma verdadeira televisão independente, que não faça fretes ao PS, como é a escandalosa oferta de poiso semanal a Medina, num óbvio favorecimento da sua campanha eleitoral. Não admira, por isso, que António Costa esteja tão preocupado com esta operação e até queira prorrogar o mandato da ERC, que tem que aprovar a aquisição. Na verdade, nada melhor que seja a mesma ERC, que tem fechado os olhos a todos estes fretes, que venha analisar este negócio, se necessário com o mandato prorrogado. Neste ponto Passos Coelho está cheio de razão. O Portugal da geringonça tornou-se um país terceiro-mundista, a fazer lembrar a Venezuela de Maduro que, não por acaso, até é objecto de manifestações de solidariedade com a presença da banda do exército. A Altice vai cair na toca do coelho e entrar no país das maravilhas. Vamos ver se a Rainha de Copas lhe consegue cortar a cabeça.

O novo menino de ouro do PS.

por Luís Menezes Leitão, em 25.06.17

Segundo nos informa hoje o Público num artigo absolutamente isento e imparcial, e que nada tem de propaganda, Fernando Medina é o novo "menino de ouro" do PS, que agora vai mostrar o que vale nas eleições autárquicas. O PS adora meninos de ouro, sendo que o último que me lembro que teve esse qualificativo foi o nosso querido José Sócrates, que atirou o país para a bancarrota. Mas este menino de ouro não precisa nada de provar o que vale em eleições, pois já demonstrou o que vale na Câmara: lançamento de taxas inconstitucionais, até na opinião do Provedor de Justiça e do insuspeito Vital Moreira; obras intermináveis, quedas de viadutos e de gruas, que deixam o trânsito num caos, etc, etc. Se o centro-direita tivesse tido a inteligência de arranjar candidaturas minimamente consistentes este menino de ouro, na verdade com muita lata, iria mas é pregar para outra freguesia. Assim, é bem provável que a vida dos lisboetas continue a ser o inferno em que ele a quis tornar.

Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 25.05.17

«Fernando Medina foi criticado por se ter deslocado ao hotel de Madonna, para lhe dar as boas-vindas e ajudá-la a encontrar casa. Há quem diga que se subjugou aos caprichos da cantora, que ela é que devia ter ido à Câmara. Discordo: foi golpe de génio. Se Madonna tivesse de ir do Ritz à praça do Município, demorava três horas só para se desembaraçar da rotunda do Marquês. Provavelmente, desistia de morar numa cidade tão caótica. E perdíamos a honra de ter entre nós a Miley Cyrus dos anos oitenta.

Até há pouco tempo, o sítio onde tivera mais dificuldade em orientar-me fora a medina da cidade de Fez. Agora é a cidade que Medina fez.»

 

José Diogo Quintela, no Correio da Manhã

Ano de autárquicas (2)

por Pedro Correia, em 10.01.17

Fernando Medina paga até 700 mil euros a empreiteiros para que as obras em Lisboa acabem mais cedo do que o previsto.

Os valores oscilam entre 1% e 10% do valor total da adjudicação.

Há alguém muito baralhado no Reino de Lisboa

por Diogo Noivo, em 21.11.16

FMedinaAlSissi.jpg

 

Durante a Web Summit, a Câmara Municipal de Lisboa decidiu criticar Donald Trump. Fê-lo usando fundos e recursos públicos, de forma presunçosa e com erros ortográficos, mas enfim, a crítica é legítima e a Trump não lhe faltam características merecedoras de censura.
O que já é difícil compreender é que se critique Trump e, acto contínuo, se atribuam as chaves da cidade a Abdel Fattah al-Sissi, o presidente do Egipto. Critica-se o presidente eleito de um Estado de Direito Democrático, um Chefe de Estado e de Governo cujo poder está limitado por um sistema de freios e contrapesos. Mas dão-se as chaves da cidade a um ditador que chegou ao poder por via da força, interrompendo um processo de transição democrática que, apesar das vicissitudes normais, avançava.
Temo que no município de Lisboa alguém ande a limpar os pés às cortinas e a tapar as janelas com os tapetes de entrada.

Lisboa, bandeira do mundo livre

por Rui Rocha, em 10.11.16

medina.jpg 

Leio que anda por aí alguma indignação (não muita, na verdade, que o promotor da coisa é de esquerda e goza da presunção universal da virtude original) contra a iniciativa de Fernando Medina de colocar cartazes anti-Trump na zona onde decorre o Web Summit: Lisboa como bandeira do mundo livre e local onde o cidadão em busca de justiça pode construir o seu futuro. Meia-dúzia de mal intencionados perguntam: "quem é o gajo para estar agora a fazer juízos de valor sobre o resultado das eleições americanas?". Estas vozes, claro, não perceberam nada. Medina tem consigo a legitimidade absoluta do voto livre dos cidadãos que o elegeram a ele, de forma pessoal e intransmissível, para o cargo que ocupa. Quem é que esse tal Trump pensa que é?

Agradecimento.

por Luís Menezes Leitão, em 20.10.16

Agradeço a Fernando Medina o seu valioso contributo para a promoção da cidade de Lisboa no estrangeiro.


O nosso livro



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.




Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2020
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2019
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2018
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2017
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2016
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2015
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2014
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2013
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2012
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2011
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2010
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2009
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D