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Delito de Opinião

O socratismo nunca existiu!

jpt, 05.08.20

cancio.jpg

A desfaçatez desta "boca" é espantosa. Mas apenas porque espalha-brasas, avessa ao silêncio que foi sendo imposto. De facto, foi isto que aconteceu. O socratismo nunca existiu! Governantes de pastas relevantes foram-no antes com Sócrates, como se isso nada fosse, e destes últimos alguns deixaram as famílias suceder-lhes no poder. Rodrigues reclamou-o como inspiração e foi a presidente da AR. Na justiça os processos marinam, sendo depurados até à inacção. E decerto que ninguém seguirá para a Tunísia. O Jugular Galamba avançou para os recursos minerais e encolhemos os ombros. Vara cumpre por todos, por uma qualquer minudência, sairá algo acabrunhado para a sua vida. E também vinha de baixo, e "lisboa" até vê com algum prazer o apertão nos arrivistas. Nada se passou, como se poderia saber algo desse nada? Nada se passou, o socratismo nunca existiu! Que raio de país ...

Políticas de identidade: supremacismo ignorante

Tiago Mota Saraiva, 29.07.19

imagem via facebook de Ricardo M. Santos

Fernanda Câncio pode-se enganar? Claro que sim.
O que se sublinha são dois erros de facto. Ninguém, à excepção de Câncio, atribui a Lénine uma das mais emblemáticas frases do Manifesto do Partido Comunista - "Proletários de todo o mundo, uni-vos!" - e poucos serão os que confundem uma categoria de classe social - proletário - com identidade.
O problema destes erros é que Câncio tem escrito frequentemente sobre o comunismo e comunistas a partir de uma posição de superioridade intelectual que não lhe permite errar naquilo que são as mais básicas noções sobre o tema.

Ora, a sua resposta ao coro de críticas coloca a questão noutro plano.
Câncio não entende que deva pedir desculpas públicas mas sim atacar quem se indignou com os seus erros boçais. Tal como outros que vão ocupando os vários "lugares da fala", Câncio pensa que a medida do seu sucesso é o número de partilhas e "followers". Os que a criticam devem ser tratados como autoritários, burros ou machistas de modo a obter a solidariedade militante - quanto mais não seja pelo silêncio - das várias "identidades" em que Câncio diz estar inscrita. Na ansia de visibilidade o que importa é publicar textos sensacionalistas e estridentes na certeza que o erro será esquecido assim que conseguir espoletar nova polémica com muitas visualizações.
Noutros tempos, Câncio estaria protegida por bons revisores de texto que não deixariam passar estes erros gritantes mas nesta época de consumo rápido rareiam proletários para esconder a ignorância das elites.

Que descanse em paz a superioridade moral da Fernanda Câncio

Rui Rocha, 22.04.18

Vamos lá ver. O que está em investigação no Processo Marquês é uma situação gravíssima de corrupção e tráfico de influências. A Fernanda Câncio pode afirmar que não sabia de nada, que não participou em nada. Sim ou não, já veremos ou eventualmente nunca saberemos. Sobre tudo isso, podemos formar um juízo mais ou menos informado, mais ou menos parcial. Agora, há uma coisa sobre a qual não podem existir dúvidas. Num caso destes, a responsabilidade de um cidadão é colaborar com a Justiça. Dizer o que se sabe, responder com seriedade. O papel a que Fernanda Câncio se prestou nos interrogatórios, sonsa sempre, tonta quando lhe conveio, rufia quando lhe faltou melhor, é impróprio de alguém que faz da vida um sermão permanente sobre a sua superioridade moral. Se a toda a hora Fernanda Câncio se proclama séria, nos interrogatórios perdeu uma boa oportunidade de parecê-lo.

No fundo, a versão de Câncio corrobora a tese da investigação

Rui Rocha, 16.05.16

Fernanda diz que estava convencida que o dinheiro era de Sócrates. E a investigação está convencida que o dinheiro era de Sócrates. É provável até que o próprio Sócrates estivesse convencido que o dinheiro era dele. Na verdade, só deve ter "concluído" que o dinheiro era de Santos Silva quando foi detido em Novembro de 2014.