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Cobardia

por Cristina Torrão, em 18.08.19

Uma média de 22 crianças e jovens por mês foram vítimas de violência sexual, durante os últimos três anos.

80% das vítimas de violência sexual são meninas.

Mais de metade destes crimes aconteceu no seio da própria família.

Mãe ou pai (19,8%), padrasto ou madrasta (11,7%), avós (5,8%), tios (5,2%), irmãos (2,3%) ou ainda outros familiares (9,3%).

Quando deixaremos de fechar os olhos a estes números assustadores?

Quando serão feitas campanhas de sensibilização e de competência para lidar com a situação, junto de professores, treinadores desportivos, ou outras pessoas que lidam com crianças, incluindo médicos? Porque é esse o grande problema: o fechar os olhos, o ignorar, o não se querer meter em chatices. Na verdade, os adultos que se apercebem ou desconfiam, sentem-se incapazes de lidar com a situação e deixam a criança sem ajuda. Isto é igualmente válido para pediatras! São necessárias campanhas que ensinem a reconhecer os sinais, a saber como agir e a quem se dirigir.

Agredir os mais fracos, ou abusar deles, seja de que maneira for, tem um nome: cobardia.

 

Nota: O artigo citado refere que os casos dispararam nos últimos três anos - pode ter a ver com o facto de que, hoje em dia, se denuncia mais facilmente (digo eu).

A seriedade não se legisla

por Tiago Mota Saraiva, em 01.08.19

Imagine o leitor que o pai de quem vos escreve era empresário e que fazia a sua vida a fornecer e instalar cadeiras de auditório. Muito provavelmente mais de 70% do seu negócio seria com o Estado o que, de acordo com o Código de Conduta que o governo aprovou, me tornaria inelegível para as funções de Secretário de Estado das Pescas. Imagine agora que eu estou desavindo com a minha filha, que não conversamos há anos, para aceitar qualquer cargo num governo com este Código de Conduta, teria de refazer relações para perceber o que faz ela e a sua família mais próxima de modo a cumprir com tranquilidade as minhas funções públicas.
Entenda-se uma coisa, o problema das relações familiares promíscuas não se resolve com legislação ou códigos de conduta mas com a escolha de pessoas sérias para os lugares. Não tem problema nenhum que o meu pai continue a vender cadeiras de auditório se eu não tiver qualquer influência na sua escolha. Legislar sobre a ética republicana ou sobre a seriedade das pessoas é terreno fértil para a trafulhice pois dá a matriz para quem quer fintar o sistema e tem tendência a misturar na lama quem desempenha as suas funções com seriedade e verticalidade.

Deixa lá isso

por Patrícia Reis, em 06.06.14

Os filhos podem ser mais intrusos ou mais íntimos. Depende de cada um, da personalidades da fase em que estão (na adolescência é para esquecer). Hoje, o meu filho mais novo disse-me que a vida seria diferente se as pessoas fossem diferentes. Menos auto-centradas, foi o que ele disse e respondi Deixa lá isso. Depois compreendi que o meu adolescente é um quase-homem, o mundo roda, a vida atrapalha, o tempo corre. E tudo passa.


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