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Eurovisão. Fui lá espreitar

por Marta Spínola, em 14.05.18

A Eurovisão para mim é da infância, remete-me para os anos 80 e o video beta que havia lá em casa. Tinhamos alguns festivais gravados e eu via-os de enfiada, cantarolava e dançava o que podia. Lembro-me de algumas músicas improváveis como a da Holanda em 86 (quatro miúdas, na altura mulheres para mim, que pareciam vestidas pela Migacho), ou a Turquia em 85 (Didai didai didai) que eu cantava destemidamente sem pensar se percebia a língua, numa ousadia típica de criança. Já não falo do hinos da minha infância que foram "Sobe sobe, balão sobe", "Playback" e "Bem Bom". 

Não sou, nem vou agora fazer-me passar por pessoa que segue a Eurovisão todos os anos, de há muito tempo para cá. Vou sabendo quem é a música portuguesa, sei depois vagamente quem ganhou, ou no limite, se estou em casa, acompanho a final como barulho de fundo. Claro que o ano passado, até porque me calhou trabalhar nessa dia, vi a vitória do Salvador Sobral cheia de nervos no twitter, onde muita gente como eu, não estava habituada a estas votações com público e tudo.

Falemos das pontuações. Já não há júri a dizer todos os pontos que dá a quem. Ainda há um júri que fala por cada país, mas só referem os ambicionados 12 pontos, twelve points, douze points. O resto é acompanhar no ecran como se puder. E é aqui que começam países a desandar sorrateiramente na tabela se não se estiver antendo. Mas piora quando chegam os pontos do público porque os valores são outros e há concorrentes que dão pulos enormes até ao podium (foi o caso da Itália ontem). O ano passado foi divertido e com muitos nervos porque havia mais gente no twitter com atenção à votação, e quando chegou a esta parte, nós, os que ignorávamos como funcionava, íamos tendo uma síncope. O final, é sabido, foi feliz para Portugal. Foi uma boa noite de twitter.

Mas tudo isto para dizer, que tive oportunidade de ir assisitir in loco à final organizada por Portugal, e gostei muito. Como evento é espectacular. Muita luz e cor, tudo a funcionar ao minuto, um ambiente feliz e de festa, pessoas de todos ou quase todos os países em prova a circular por Lisboa durante a semana. Gostamos muito disto. Ou gosto eu. No Euro2004, na websummit, na Eurovisão, perceber de onde vê e para onde vão.

Uma coisa que pude verificar é que apesar de virem com as cores dos seus países, não torcem necessariamente só por estes. Durante as actuações havia reacções unânimes à música da Austria, da Estónia, de Chipre, Israel, Espanha, Austrália e Reino Unido, por exemplo. Também se verifica este comportamento durante as votações. Há uma diplomacia admirável. Ali estava eu, habituada a escolher o lado e ser-lhe leal até ao fim, meio amudadinha com a falta de pontos para Portugal mesmo gostando de outras canções, e os habitués aproveitavam, aplaudiam, gritavam de exctiação cada vez que alguém se adiantava no primeiro lugar. Saudável esta forma de ver uma competição, sem dúvida. Só quando Montenegro deu 12 pontos, twelve points, douze points à Sérvia se ouviu um "buuuuu" geral, mas até isso foi curioso de perceber. 

No fim como sabemos, venceu Israel com aquele espalhafato todo. Não sou contra, a votação até já conta com o público, e foi o público que catapultou Netta e o seu Toy para o primeiro lugar. Mas dificilmente nos lembraremos das outras 25 daqui a um ano. 

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Piçarra, twelve points?

por Rui Rocha, em 27.02.18

Não é de agora que levar o Diogo Piçarra à Eurovisão é uma aposta de alto risco. Aquela coisa do funcionava bem. Já  não sei, digam vocês.

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GAMAR PELOS DOIS

por Rui Rocha, em 14.05.17

GAMAR.png

Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi p’ra gamar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada p’ra dar

 

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que voltes a querer
Eu sei que não se gama sozinho
Talvez devagarinho me possam voltar a prender

 

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que voltes a querer
Eu sei que não se gama sozinho
Talvez devagarinho me possam voltar a prender

 

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
Meu Carlinhos, posso gamar pelos dois

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Portugal está fora do Festival da Eurovisão 2016.

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O tema da austeridade tem polarizado a discussão política em Portugal. Todavia, um outro igualmente relevante tem ficado, estranhamente, na sombra. Na verdade, se não faltam pungentes chamamentos que sublinham a necessidade de fazer frente à Europa para derrotar as políticas austeritárias (é ver os vibrantes discursos de Sampaio da Nóvoa, de António Costa e dos protagonistas à esquerda, em geral), poucas ou nenhumas vozes se levantam para exigir uma mudança à Eurovisão. E se há matéria em que temos sido humilhados, enquanto Nação, ano após ano, é a do Festival da Canção. Ora isto não é, não pode ser, um fatalismo. O desafio é enorme, mas o estado de coisas pode ser mudado. Aqui, como no tema da austeridade, existe um problema técnico que deve ser resolvido. Se é verdade que a própria configuração da Zona Euro e dos mecanismos da moeda única são, por natureza, desfavoráveis aos países periféricos, exigindo-se medidas que contrabalancem as ineficiências estruturais da União Monetária, é igualmente certo que as regras do Festival da Canção são completamente inadequadas à realidade portuguesa. Para melhor percebermos do que aqui se fala, recorro ao enquadramento teórico das vantagens competitivas de Porter: o que determina a capacidade competitiva de um país não é o que o país produz, mas o quão sofisticado e produtivo é esse país a fazer o que faz. Ora, o problema é que nós não somos competitivos a fazer concursos. As coisas são o que são e os concursos não são a nossa praia, lá está, não são a nossa zona de conforto. Urge, portanto, uma proposta política que ponha as pernas a tremer aos senhores da Eurovisão. Uma voz que exija mudança, que ameace partir os dentes aos burocratas do Festival da Canção. Queremos ser felizes, queremos ver as nossas canções cantadas por essa Europa fora, queremos boas pontuações. E queremos vitórias. Deus, como queremos vitórias. É assim imperioso que o Festival da Canção, tal como o conhecemos, seja substituído de imediato por um modelo com regras novas, adequadas à nossa realidade. É preciso que o actual sistema de concurso dê lugar a um outro em que somos absolutamente proficientes e em que temos cabais provas dadas de capacidade competitiva. Falo, naturalmente, de substituir, de forma irrevogável, o concurso pelo ajuste directo.

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Mas para o ano a vitória no Eurofestival não falha. Temos um concorrente com os atributos necessários

e uma já vasta experiência

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As avózinhas que representam a Rússia no Festival da Canção são uma delícia. E a babushka mais baixinha é mesmo um encanto:

 

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O momento alto

por João Campos, em 12.03.11

 

Lordi (Finlândia), Hard Rock Hallelujah, os vencedores da Eurovisão em 2006. Provavelmente, a actuação mais original e a melhor música da história daquele festival (é por estas e por outras que continuo a dizer que devíamos mandar à Europa os Blasted Mechanism). 

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