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Estatísticas e evolução do basquetebol

por João André, em 24.06.19

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Apesar de já algumas vezes ter escrito sobre desporto aqui, habitualmente debruço-me sobre futebol. O curioso é que nunca o joguei de forma oficial, apenas com amigos. O desporto que pratiquei um total de cerca de 10 anos (entre adolescência e depois a partir dos 28) foi o basquetebol. Comecei a jogar basquetebol quando a RTP começou a mostrar aos domingos alguns resumos da NBA, com o seu clipe ao som de Joe Cocker a cantar You are so beautiful e que capturava o fascínio que o desporto e a liga ofereciam. Não comecei a jogar basquetebol por causa disso. Tinha apenas, a convite de um amigo, ir experimentar um treino e fiquei agarrado.

 

 

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Santuários

por Alexandre Guerra, em 01.08.18

marcelo-gutierrez-a-curvar.jpg Marcelo Gutierrez, um dos riders de downhill de topo a nivel mundial, veio em 2016 experimentar um dos trilhos na Serra de Sintra com os riders locais/Fotos: Red Bull

 

Um santuário pode ser um local de culto, de oração, mas pode ser também um refúgio, um sítio onde se encontra tranquilidade e distanciamento daquilo que é o tradicional quotidiano, com as suas rotinas e gentes. Cada pessoa terá o seu próprio conceito de santuário, o local que serve de escape àquilo que é a sua vivência diária, um espaço de índole quase sagrado, onde cada um vai explorar outros limites, viver diferentes experiências com outras pessoas, outras "tribos".

 

“Apanhar” uma onda, escalar uma montanha, descer um trilho, mergulhar nas profundezas do mar ou fazer base jumping, são daqueles momentos pelos quais se anseia durante toda a semana e que assumem uma obrigação quase religiosa que, durante algumas horas, se sobrepõem à realidade diária, ao trabalho, à família, ao círculo dos amigos de sempre… É todo um outro mundo. São tempos de "retiro" físico e também espiritual, onde os cânones da normalidade não se aplicam e o que conta é explorar ao máximo os nossos limites. São aqueles momentos de libertação dos constrangimentos diários e das convenções sociais, dos problemas e das pressões, para dar lugar à adrenalina, a um estado de satisfação quase transcendente.

 

Nesses santuários encontramos outras gentes, normalmente ausentes do nosso circuito do dia-a-dia, mas que naquele contexto quase tribal são companheiros de aventura. Provavelmente, a maioria das pessoas não terá essa necessidade ou o ímpeto intrínseco para procurar outras realidades mais “extreme” que, de certa forma, sejam disruptivas mental e fisicamente com o quotidiano. Nunca perceberão a vontade suprema de uma pessoa, sem qualquer ambição de ser pró seja no que for, se “fazer" a uma onda, ou de pegar no seu skate para sacar umas manobras num qualquer cenário urbano e decadente da cidade, ou ainda de se meter em cima da “bike” e fazer umas descidas serra abaixo. 

 

Globe_Portugal_photo14_750px_2x.jpgRyan Dicenzo, um dos skaters profissionais da equipa da Globe que esteve há uns meses em Lisboa, a sacar um ollie abusado sobre dois lanços de escadas algures num bairro nada turístico da cidade de Lisboa/Foto: Thrasher Magazine/Globe.

 

De certa maneira, tal como um crente procura conforto e uma certa paz interior numa missa de Domingo de manhã, junto de pessoas que naquela circunstância e momento partilham uma ideal comum, também um surfista, um skater ou um rider espera encontrar no seu santuário a serenidade necessária para se transcender para um outro estádio físico e mental. Quando encontramos esse tal santuário, normalmente é uma relação para a vida, porque dificilmente abdicaremos daquilo que nos proporciona sensações únicas. Infelizmente, os santuários não são locais herméticos e podem acabar por ser desvirtuados pelas dinâmicas das próprias sociedades, sendo que, muitas vezes, não há sequer essa consciência da parte de quem “invade” massivamente (com todo o direito, note-se) determinados espaços, que foram locais de conforto para tribos antigas.

 

Um dos exemplos desta realidade tem a ver com o recente fenómeno “trendy” dos “trail runners”, cuja massificação se faz sentir de forma particularmente intrusiva naquele que sempre foi o meu santuário na Serra de Sintra, tido há muitos anos como um dos melhores spots em Portugal e na Europa para a prática de BTT nas vertentes Enduro e Downhill. Desde sempre, houve uma relação harmoniosa entre a tribo local e o ambiente, com a aventura a iniciar-se no mesmo ponto de encontro, aos primeiros raios de sol dos sábados e domingos, juntando alguns riders, num clima sereno, mas devoto à aventura. Foi assim durante anos. Custa agora ver ali uma mudança praticamente imparável.

 

download.jpgO brasileiro Gabriel Medina na final do Meo Rip Curl Pro Portugal de 2017, em Peniche 

 

Aquele que foi um ponto de encontro sagrado dos riders nativos, é agora alvo de uma invasão massiva de carros que despejam dezenas de “trail runners”, muitos deles em grandes grupos, por vezes, ruidosos e demonstrando um entusiasmo histriónico na descoberta de um mundo novo, acabando por desrespeitar, de forma inconsciente, é certo, as tribos ali instaladas há muitos anos. É um pouco como no turismo de massas em Lisboa, no qual se reconhece o seu direito e algumas virtudes, mas é impossível negar o custo que isso implica na vivência das comunidades autóctones e na descaracterização dos locais. Os tais santuários que sempre foram local de culto ficam comprometidos.

 

Esta questão, no entanto, merece um olhar mais sociológico. Ao contrário daquilo que são as actividades mais “extreme” de carácter tribal que, por natureza, são disruptivas com o quotidiano e irreverentes com as normas sociais instaladas, o fenómeno do “trail running” resulta precisamente da aceitação das normas, numa lógica urbana e cosmopolita, associada a um estilo de vida regulado e organizado, dotado de um certo “status”. Não é por isso de estranhar que o “trail running” tenha surgido de rompante como uma tendência de massas, como tantas outras que surgem nestes tempos onde impera a ditadura do politicamente correcto e dos hábitos “saudáveis”, ao contrário de modalidades como o surf, o skate ou o BTT, que nos seus primórdios apareceram como elementos de contra-corrente ou contra-cultura.

 

Compreende-se, por isso, que o “trail running” esteja muito instalado em quadros de empresas e organizações, como elemento agregador e modernizador. Também no seio dos amigos e famílias, é uma actividade socializante e potenciadora de práticas “saudáveis”. No fundo, e é aqui que reside a grande diferença com as actividades de matriz “subversiva” ou "irreverente", o “trail running” acaba por ser uma extensão social das vivências diárias, de uma lógica “mainstream”, fruto das novas tendências urbanas e cosmopolitas. Não é que isso tenha algum mal, até porque a prática do desporto é sempre louvável, mas para quem sempre ansiou pelo fim-de-semana, de modo a pegar na bike e ir ao santuário para se reunir com a tribo, é uma desolação espiritual começar a manhã rodeado de carros e pessoas, pondo em causa o equilíbrio de um ambiente que devia ser sagrado e imune à “contaminação” pelos hábitos e comportamentos das vivências diárias da urbe e das cenas “trendy” da sociedade cosmopolita.

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Vencer com paixão

por Alexandre Guerra, em 09.09.17

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No desporto há dois tipos de vencedores: aqueles que, de acordo com as suas competências e capacidades, vão gerindo a sua carreira de forma metódica e cuidada, com muito trabalho e empenho, apoiando-se e confiando numa equipa para alcançar os seus êxitos; e há aqueles que, para lá disso tudo e do talento que é sempre preciso ter, emanam uma forte paixão, uma estética intangível, uma irreverência e um espírito combativo destemido, muitas vezes em desafios quase condenados ao fracasso. São aqueles atletas que arriscam sempre, que vão contra tudo e contra todos. São aqueles atletas que emocionam, que fazem sonhar, que levam crianças e adultos a chorar pelos seus feitos ou desaires. Alberto Contador é um desses atletas. O que se viu este Sábado na penúltima e decisiva etapa da Vuelta na subida ao mítico Alto do Angliru foi grandioso e memorável, daqueles momentos que ficam na memória de todos os que gostam de desporto, em geral, e de ciclismo, em particular. Era o último desafio de Contador antes de terminar a sua carreira, com o fim da Vuelta este Domingo. Ele sabia que tinha de chegar em primeiro ao topo do "inferno" do Angliru. Todos nós esperávamos isso, como se tratasse de um final épico cinematográfico. Contador atacou logo ao início da subida e foi passando por todos os ciclistas à sua frente. Paixão, sacrifício, talento, arte... deixou tudo na estrada, ao mesmo tempo que era retribuído pela euforia de milhares de pessoas em delírio. No fim, ganhou. O desporto assim, é simplesmente belo.

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Sporting foi a votos

por Pedro Correia, em 05.03.17

 

A tripla vitória de Bruno de Carvalho.

Teve o resultado que mereceu

 

 

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Alucinante

por Alexandre Guerra, em 24.10.16

 

Mais uma edição do Red Bull Rampage nas montanhas do Utah. Alucinante a run do vencedor. 

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E o tempo de Jogos Olímpicos e já tenho andado a ver nas redes sociais e nos jornais os comentários habituais às prestações de atletas portugueses. Em resumo, que é uma vergonha, que andamos a pagar para eles fazerem isto (seja lá o que "isto" for), que não trazem medalhas, que se é para baterem recordes nacionais também o podem fazer em casa (li em tempos um comentário do género salvo erro a Eduardo Pitta), etc e tal. Alguns dos comentários mais recentes debruçaram-se sobre o quinto lugar de João Pereira que não chegou a ser uma medalha, nos resultados dos canoístas que não chegaram lá e nos nossos triplistas em que pelo menos Nélson Évora é desculpado porque no passado já foi ouro.

 

Uma das respostas padrão passa por perguntar quem mais pode dizer que é dos oito melhores do mundo ou sequer o melhor português naquilo que faz. Outra passa por dizer que quem questiona não sabe do que fala (que será verdade na maioria das situações). Eu prefiro uma outra opção: respeite-se antes de mais o esforço de quem chegou àquele nível (passando por muitos sacrifícios pessoais ou não) e de quem estava a cumprir a sua função. É o mesmo respeito que é devido a um empregado de balcão, a um médico, a um varredor de ruas, a um padre, a um operário, a um ministro ou a um polícia. É o respeito devido a quem faz o seu trabalho.

 

Há no entanto a necessidade de dissecarmos as prestações por duas perspectivas: a) em comparação com as expectativas e, b) como resultado de um investimento no atleta. Farei isso abaixo.

 

 

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Li esta notícia ontem. Anuncia que Portugal terminou os Primeiros Jogos da Trissomia, em Itália, com 33 medalhas, seis delas de ouro, numa espécie de Olimpíadas que juntaram cerca de 750 competidores de 36 países.

Confesso que a princípio achei que estava no meio de um skech dos Gato Fedorento, tipo ah e tal, agora até os trissómicos portugueses são melhores do que os outros, querem lá ver. Mas depois pareceu-me óbvio o motivo que está por detrás deste sucesso.

Portugal é um dos países mais avançados em termos de integração. Neste momento, virtualmente todas as crianças com trissomia 21 frequentam sistema regular de ensino. E, a par com isso, praticam actividades em ambiente não exclusivo. Lá vão para a natação, para o judo, para os escuteiros, para o pingue-pongue, para a ginástica, ou seja lá para onde for, treinar em conjunto com crianças perfeitamente normais.

Isto torna a fasquia alta. Faz com que cada um deles, não obstante as suas dificuldades, se paute pela normalidade.

E este ambiente, que só é possível porque quer os pais, quer os treinadores, acreditam que eles são capazes, faz com que consigam realmente superar qualquer expectativa. É este ambiente que faz deles campeões.

Na maior parte dos países, mesmo nos mais avançados, estas crianças são colocadas em ambientes exclusivos. É perfeitamente defensável dizer que há vantagens nessa opção: trabalham com professores mais preparados, fazem desporto adaptado às suas dificuldades e convivem na maior parte do seu tempo com os seus pares. Mas, do meu ponto de vista, são menos desafiados. É como se criássemos escolas para crianças tímidas para não correrem o risco de sofrerem bullying. Seria certamente mais confortável, mas muito menos enriquecedor na preparação para a vida.

Como tenho um projecto de vida para a minha filha, que passa por muito mais do que assumir a sua deficiência e cruzar os braços, defendo ferozmente a integração.

Quero para ela o que quero para os outro filhos: que seja autónoma e feliz. Sei que, no caso dela, a rota é diferente e que vai tendo de ser adaptada. Mas tenho a certeza de que se não a puser a olhar para cima, ela não vai saber onde tem de chegar.

 

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Estes também merecem comendas

por Pedro Correia, em 18.07.16

 

Portugal conquista sete medalhas na Taça do Mundo de Canoagem.

 

Primeira medalha portuguesa de natação ao fim de 31 anos.

 

Katarina Larsson, do Sporting, campeã europeia de triatlo.

 

Surfista portuguesa Teresa Bonvalot campeã europeia de juniores

 

Ciclismo: Ivo Oliveira sagra-se vice-campeão europeu de perseguição.

 

Portugal vence campeonato internacional de columbofilia.

 

Moscatel roxo de Setúbal traz título mundial para o nosso país.

 

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Jogadores preferidos

por João André, em 24.05.16

Um intróito a despropósito: no outro estaminé tenho nova série (como sempre infrequente): jogadores preferidos.

Também devo ter adicionado algo mais à outra série que vou escrevendo quando dá: equipas de sonho.

 

Publicidade terminada, siga a leitura.

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Equipas de Sonho - Dream Team 1992

por João André, em 14.04.16

Relembrando uma equipa de sonho. Fora do futebol

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Chamam-lhe informação...

por José António Abreu, em 22.02.15

Há pouco mais de uma hora, no Jornal da Tarde, a TVI noticiou que Fernando Alonso sofreu um acidente esta manhã, nos treinos para o Grande Prémio de Espanha. Isto quando o campeonato de Fórmula 1 ainda nem começou (trata-se de uma sessão de testes de pré-temporada). Talvez seja preferível os canais de televisão generalistas limitarem-se a falar de futebol, tema para o qual parecem dispor de várias centenas de especialistas.

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Faz hoje trinta anos

por Pedro Correia, em 12.08.14

 

Era já madrugada e nós seguimos

quilómetro a quilómetro a corrida

Era já madrugada e nós corríamos

com aquele que levava ao peito as quinas

Era já madrugada e nós não víamos

o loiro Menelau e as belas crinas

dos imbatíveis cavalos do Atrida.

 

Era só Carlos Lopes que nós víamos

e com ele ganhámos a corrida

aquela madrugada e toda a vida.

 

Manuel Alegre

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Quem alisca um plognóstico?

por Rui Rocha, em 14.02.14

No Open do Kuwait em ténis de mesa, na modalidade de pales femininos, a poltuguesa Fu Yu e a sueca Fen Li deflontam nos oitavos de final as chinesas Meng Chen e Yuling Zhu. Espelemos que ganhem as meloles.

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The times they have a-changed

por José António Abreu, em 13.08.13
Mesmo os que, por defeitos de idade, não viram em directo se lembram de Rosa Mota cortando a meta para a vitória na maratona dos Jogos Olímpicos de Seoul, em 1988. Pequenina, magrinha, ar simpático, braços bem erguidos de justificado orgulho, sovacos por depilar. Rosa Mota já conquistara o bronze nos Jogos Olímpicos de 1984 e, em 1987, fora Campeã do Mundo em Roma (para além de ter conseguido vários títulos europeus e vencido uma mão-cheia de maratonas importantes). Mas convenhamos que, grande atleta que indiscutivelmente era, nunca o termo «sensual» se lhe aplicou. Pior um nadinha: Rosa, como Carlos Lopes, Aurora Cunha, Fernando Mamede, os gémeos Castro ou, na verdade, ainda vários dos atletas portugueses da actualidade, revelava um país mais parecido com os tempos de Salazar (esforçado mas pobrezinho, ligeiramente digno de pena) do que com o país em que, poucos anos volvidos, os portugueses gostavam de se imaginar a viver.
Mas isto não é sobre Portugal. É sobre algo muito mais importante e cem por cento internacional: mulheres. Atletas, mais exactamente. Assistia eu ontem à sessão da tarde dos Campeonatos do Mundo de Atletismo, a disputar-se em Moscovo, quando as atletas do heptatlo me fizeram pestanejar e arregalar os olhos. Várias vezes. Mais de uma dúzia de raparigas altas, esbeltas, giras. Algumas com características inteiramente adequadas a protagonismos de anúncios de produtos de beleza – que, lá no país delas, podem bem ser uma realidade. Claro que sempre houve raparigas atraentes no atletismo. Por virtude de idade, lembro-me bem da relação amor-ódio que Heike Drechsler me inspirava (amor porque era um bocadinho mais gira do que a grande rival, Jackie Joyner-Kersee, ódio porque competia pela RDA). Por virtude de não assistir apenas a futebol na televisão, sei igualmente que existem hoje raparigas atraentes em muitas disciplinas do atletismo (e de outros desportos) para além do heptatlo. Basta pensar nos olhos e na boca de Blanka Vlasic. Ou nos olhos e no resto de Yelena Isinbayeva. E fosse ela menos gira (e simpática e boa conversadora) e os azares de Lolo Jones nos Jogos Olímpicos (queda em 2008 quando liderava destacada os 100 metros barreiras, quarto lugar na mesma prova em 2012) não teriam doído tanto. Finalmente, por virtude de ser bom a extrapolar conclusões a partir de amostras minúsculas, também estou ciente de que uma significativa parte da população mundial tem andado a ficar mais atractiva. Mas o quadro de participantes no heptatlo deste Mundial é assim a modos que um ridículo concentrado de boa aparência num sector onde a boa aparência não costumava abundar. E garanto que as fotos acima, uma selecção retirada do site oficial da Federação Internacional, estão longe de fazer justiça às raparigas.

Agora desculpem mas vou ver a sessão desta tarde, que deixei a gravar. A Lolo não está em Moscovo (snif) mas o heptatlo acabou hoje.

 

Nas fotos, da direita para a esquerda e de cima para baixo: Dafne Schippers (Holanda); Ellen Sprunger (Suíça); Ganna Melnichenko (Ucrânia); Grit Šadeiko (Estónia); Györgi Farkas-Zsivoczky (Hungria); Ida Marcussen (Noruega); Karolina Tyminska (Polónia); Katarina Johnson-Thompson (Grã-Bretanha); Kristina Savistkaya (Rússia); Laura Ikauniece (Letónia); Mari Klaup (Estónia); Nadine Broersen (Holanda); Nafissatou Thiam (Bélgica); Sharon Day (EUA); Yasmina Omrani (Argélia).

 

Adenda: Em nome da igualdade de género, gostaria de salientar que este arrazoado poderá quase de certeza aplicar-se também a atletas do sexo masculino. Mas outra pessoa qualquer que trate dessa parte. Não vou ser eu a colocar aqui fotografias de Renaud Lavillenie.

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Uma (en)cruz(ilh)ada eterna

por João André, em 08.08.13

Na última semana tem-se falado intensamente das revelações sobre o programa estatal de doping na Alemanha Ocidental. Depois de se saber que tais programas existiam na Alemanha Oriental (e noutros países, especialmente do bloco de leste), estas revelações (que vão continuando) têm abalado o desporto alemão.

 

Isto não me surpreende de todo. Há uns meses vi uma exposição sobre a história da Alemanha no pós-guerra. Um dos aspectos aflorados era o desporto, o qual era visto não só como uma forma de aproximação das duas Alemanhas mas também como uma espécie de "proxy war", onde os próprios países iam para a guerra mas o faziam de forma amigável, sob a égide dos Jogos Olímpicos. Não é por isso estranho que vários países tivessem programas estatais de dopagem e muitas suspeitas nesse sentido existem.

 

Nos dias de hoje, quando o orgulho das medalhas nacionais é mais fugaz, os programas estatais poderão desaparecer lentamente, mas as pressões para a dopagem mantêm-se. Dwain Chambers, sprinter inglês, explicou que se dopava porque precisava disso para se manter entre os 5 melhores do mundo e que isso lhe trazia muito mais dinheiro. O escândalo da Balco, de Armstrong e outros são conhecidos. A questão é quais não o são.

 

A verdade é que, hoje, com a quantidade de suplementos que um atleta recebe sem levantar questões, é fácil para um treinador/massagista/nutricionista dopar um atleta promissor, muitas vezes desde tenra idade. É por isso que as sanções não resultam. Os responsáveis técnicos, se deixados livres, apenas escolhem nova vítima. Se quisermos um mundo sem doping, o caminho terá de passar por retirar retroactivamente todos os títulos e prémios (inclusive monetários) de quem se dopou, além de atribuir suspensões ao atleta e aos técnicos (bastante superior no caso destes últimos). A par disso, será necessário começar a testar sem piedade e a publicar todos os resultados de todos os testes (inclusive negativos).

 

Há demasiado dinheiro a correr no desporto para que o doping não seja um caminho apetecível (interessante artigo da Economist aqui). Se a opção for por um desporto limpo, então há que gastar dinheiro em mantê-lo como está. De outra forma mais vale permitir o doping. Pelo menos os milagres das nações que recebem os Jogos Olímpicos poderão ser mais facilmente explicados...

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Michelle, ma belle

por Pedro Correia, em 27.06.13

 

Michelle Larcher de Brito (131ª na tabela das melhores tenistas mundiais) derrota Maria Sharapova (terceira na mesma tabela) em Wimbledon

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A pergunta de todos os benfiquistas

por João Campos, em 04.06.13

Como já se sabe, o Benfica sagrou-se campeão europeu de hóquei em patins no fim-de-semana passado. Um título europeu, portanto. A pergunta é: conta para exorcisar a maldição do Béla Guttman, ou a coisa pede mesmo menos rodas e uma bola maior?

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Caramba, até já sabem conduzir...

por José António Abreu, em 18.02.13
Danica Patrick (o link é para o site oficial mas, rapazes, se forem apreciadores de AC Cobras, ide antes aqui) obtém a pole position para as 500 Milhas de Daytona.

 

(É que serem melhores em medicina, direito e investigação científica um tipo ainda encaixa, agora ao volante... Bom, mantenhamos a calma: uma oval é uma pista fácil, com poucas curvas – e todas para o mesmo lado.)

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Lauberhornrennen

por José António Abreu, em 18.01.13

Fiquei na dúvida se as duas senhoras de sessenta e tal anos que, numa manhã fresca de finais de Maio de 2010, passeavam com um cão (ou passeavam ocão?) nas ruas de Wengen seriam britânicas (pelas feições e sotaque, pareciam) e também se seriam lésbicas (pormenores desse género tendem a passar-me ao lado mas havia qualquer coisa que o sugeria). Em resposta à minha pergunta, uma delas voltou-se e apontou-me na encosta a zona de meta da pista de downhill.

(Fossem ou não inglesas lésbicas, é uma imagem curiosamente aconchegante, a de duas estrangeiras sexagenárias, suavemente apaixonadas uma pela outra, vivendo, na companhia de um cão, mais ou menos exiladas numa fria mas pitoresca povoação situada nas montanhas da Suíça Central. Acho eu. Mas avancemos.)

Fanáticos de futebol não considerariam completa uma primeira deslocação a Madrid sem uma visita ao Santiago Bernabéu. Do mesmo modo, fãs de desporto automóvel não se sentiriam bem dispensando, quando em viagem pela zona Oeste da Alemanha, uma visita ao Nürburgring Nordschleife. Encontrando-me em Wengen e ainda que, tal como sucede com quase todos os indivíduos nascidos e criados junto ao sopé da Serra da Estrela, nem sequer faça esqui (é entretenimento de fim-de-semana para lisboetas e portuenses), eu precisava de saber onde ficava a pista de downhill. Uma das duas mais famosas do mundo (a outra chama-se Streif e é – tinha de ser – na rival Áustria; mais exactamente na montanha Hahnenkamm, em Kitzbühel).

Se não faço esqui, gosto de velocidade. E de um pouco de loucura. E de cenários grandiosos. Vejamos: quatro quilómetros e meio (a mais longa prova da taça do mundo de esqui) para descer dos 2315 até aos 1290 metros de altitude a uma velocidade média superior a 100 km/h (máxima acima dos 140, recorde de 158). Uma secção estreita em os esquiadores passam sob a linha férrea de cremalheira que sobe de Wengen para Kleine Scheidegg (onde se pode mudar para outro comboio e trepar por dentrodo Mönch e do Eiger até Jungfraujoch, estação situada a cerca de 3500 metros de altitude, num trajecto totalmente desaconselhado a claustrofóbicos). O Hundschopf, um dos mais famosos saltos de todas as pistas de downhill (assim designado por – dizem – ter formato de cabeça de cão). Uma curva interminável chamada «canto dos canadianos» por vários canadianos lá terem caído há umas décadas. Um ponto conhecido como «o buraco dos austríacos» por – what else? – quase todos os austríacos em prova ali terem caído em 1954 (para grande satisfação dos suíços, certamente). E depois há o resto. A presença imponente dos picos Eiger, Mönch e Jungfrau (costumam ver-se bem na televisão, mesmo antes dos esquiadores chegarem ao Hunsdchopf). O tal comboio de cremalheira (a foto que aqui coloquei na Quarta-Feira passada foi tirada através de uma das suas janelas). O covil de Blofeld no filme de 007 Ao Serviço de Sua Majestade(aquele em que Bond era George Lazenby, casava e não ficava com grandes recordações de Portugal), no Schilthorn, do outro lado do vale. Um teleférico que sai de Wengen e, em 1656,9 metros de trajecto, sobe 947,5. Em 5 minutos.
A Lauberhornrennen (que é como quem diz «a corrida na Lauberhorn») disputa-se desde 1930 e, graças à neutralidade suíça, nem a Segunda Guerra Mundial impediu a sua realização (mas, como seria de esperar, quase só esquiadores suíços participaram nesses anos). Em 1991 houve uma morte e, ao longo das décadas, muitas pernas e braços partidos. É possível que certos desportos sejam demasiado perigosos para mentes com um grau sensato de sensatez. Esqui alpino, e especificamente a disciplina de downhill, só pode estar na lista: visualizem-se colocando a cabeça de fora da janela do carro na auto-estrada; considerem que estão quinze graus negativos; imaginem que a auto-estrada tem um declive médio de 23%; agora substituam o carro por um par de esquis. Que avanço já levam em relação à sensatez?

A Lauberhornrennen acontece amanhã de manhã, se o nevoeiro ou a queda de neve não complicarem. Dá no Eurosport às 11:30, com comentários de um senhor bem intencionado mas que diz sempre as mesmas coisas. Antes, às 9:30, com transmissão no Eurosport 2, realiza-se o downhill feminino de Cortina d'Ampezzo, outra pista espectacular (talvez a mais espectacular do sector feminino). E, já agora, dentro de uma semana ocorre o tal outro downhill mítico, na Streif de Kitzbühel, onde em 2008 o americano Bode Miller conseguiu imitar o Keanu Reeves sem recurso a efeitos especiais.

 

 
Para terminar, o vídeo da prova do vencedor de 2012, o suíço Beat Feuz, que este não participará por se encontrar lesionado. O Hundschopf é o primeiro salto, após a longa curva à esquerda. Ken Read, um canadiano que venceu em 1980, explicou uma vez que é preciso travar a fundo – pouco antes, segue-se a cerca de 130 km/h – e abordá-lo com muito cuidado porque é «como cair num poço de elevador».
 
(Republicado com alterações.)

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De volta à rotina ou welcome back, Rui Santos

por José António Abreu, em 12.08.12

E agora, durante quatro anos, dezenas de modalidades desportivas ficam novamente remetidas à obscuridade. Sendo que se alguma coisa os Jogos Olímpicos demonstram é que, em termos de espectacularidade, o futebol está longe de justificar a hegemonia de que goza na maior parte do planeta. Como os norte-americanos costumam referir, trata-se de uma modalidade em que nada acontece durante a maior parte do tempo e é também das poucas onde se pode verdadeiramente jogar para o empate – com frequência, a zero.

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