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Adeus rios, olá estátuas

por Pedro Correia, em 26.08.18

Terminou ontem a série que aqui mantive durante dois meses, dia após dia, dedicada aos rios portugueses. Com 60, no total.

Amanhã começa outra série. Desta vez dedicada às estátuas dos Reis de Portugal. Também uma por dia, previsivelmente.

Espero que gostem.

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O nosso livro

por Pedro Correia, em 12.06.18

 

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 Domingo passado, na Livraria Bertrand da Avenida de Roma, em Lisboa

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Temos um vizinho chamado Platão

por Pedro Correia, em 03.06.18

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Num pavilhão da Feira do Livro, só com obras em segunda ou terceira mão, uma livreira insiste em impingir-me uma treta alegadamente escrita por José Sócrates integrada num pacote "leve dois volumes por cinco euros". Respondo de imediato: «Isso nem de borla levaria.» Várias pessoas em redor exprimem concordância. Vale o que vale, como os políticos costumam dizer das sondagens. 

Deixo a tal treta inerte no escaparate e trago O Último Imperador, de Edward Behr, e A Ponte, de Manfred Gregor: nada mal, por cinco euritos.

 

Como de costume, todos os anos, venho da Feira com a mochila carregada. Com obras de Paul Auster (4321), Evelyn Waugh (Enviado Especial), Karen Blixen (África Minha), Stephen Crane (A Insígnia Vermelha da Coragem), Javier Marías (Negras Costas do Tempo), Branquinho da Fonseca (Rio Turvo), Henry Fielding (Tom Jones) e Elias Canetti (As Vozes de Marraquexe). 

Como sempre também, encontro muita gente conhecida: Júlio Isidro, Francisco Moita Flores, António Araújo, Fernando Sobral, Joaquim Vieira, Maria Inês Almeida, Carlos Rodrigues Lima, Rogério Beltrão Coelho, Margarida Balseiro Lopes. Passa Nuno Artur Silva, em ritmo lento. E Ricardo Araújo Pereira, em trote acelerado, deixando para trás vários suspiros femininos que certamente já não escutou. 

 

Lá em cima à direita, no quarteirão do Grupo Leya, acumula-se uma multidão dentro da multidão: é a fila de admiradores de António Lobo Antunes: o romancista, de caneta na mão, assiste impávido ao desfile de fãs.

O "meu" território encontra-se no quadrante oposto, em baixo à esquerda. O quarteirão da Porto Editora, onde é sempre um prazer cavaquear com o Francisco José Viegas e o Rui Couceiro.

Numa fileira de autores, descobrimo-nos seis tristes adeptos do Sporting (não contabilizo o Francisco, que tem duas costelas leoninas). O mais procurado para autógrafos é Jaime Nogueira Pinto, ali presente com uma reedição do seu Salazar Visto Pelos Seus: qualquer livro com Salazar na capa é sucesso de vendas - seja mau ou seja bom. Este é dos bons.

 

Reparo que a poucos metros está Luis Sepúlveda, compenetrado a autografar várias obras. Pego num exemplar de Patagónia Express, peço-lhe uma dedicatória com determinado nome feminino - oferta especial.

Sepúlveda é o mais "português" dos escritores chilenos: sempre lhe admirei a escrita depurada. Sei bem como é difícil escrever de forma clara, legível e aparentemente simples.

 

Cruzo-me quatro vezes com o embaixador Seixas da Costa, co-prefaciador do mais belo livro em exposição na Feira. E nem de propósito: lá surge ela, a colectânea do DELITO DE OPINIÃO, no tranquilo pavilhão da E-primatur. 

Está muito bem acompanhada: ao lado da República, de Platão. Discípulo de Sócrates - do outro, do genuíno. Há uma diferença abissal entre Platão e Carlos Santos Silva. Desde logo em termos financeiros: não consta sequer que o autor de República tivesse conta bancária.

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Dez livros para comprar na Feira

por Pedro Correia, em 01.06.18

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Livro um: Delito de Opinião, de vários autores

Edição Bookbuilders, 2018

244 páginas

 

Perdoem-me a imodéstia, mas tenho vontade de começar o meu naipe de sugestões para a Feira do Livro de Lisboa com o livro do DELITO. Uma obra que resulta da vontade conjugada de 16 autores deste blogue e também da adesão pronta e calorosa dos leitores, que nos acompanham há quase dez anos.

Este DELITO passado a livro é uma recolha de alguns dos melhores textos aqui difundidos em primeira mão, segundo as opções dos autores que aceitaram integrar esta colectânea: Adolfo Mesquita Nunes, Ana Cláudia Vicente, Ana Vidal, Diogo Noivo, Francisca Prieto, Joana Nave, José Bandeira, José Gomes André, José Navarro de Andrade, Leonor Barros, Luís Naves, Patrícia Reis, Rui Rocha, Sérgio de Almeida Correia e Teresa Ribeiro. Além de mim próprio e do meu querido amigo e compadre João Carvalho, um dos fundadores do blogue, infelizmente falecido em 2013.

Sou insuspeito para me pronunciar sobre esta antologia, que andou a ser preparada durante um par de anos e resultou da subscrição antecipada de quase duas centenas de visitantes regulares do DELITO, muitos dos quais não conheço pessoalmente mas a quem aproveito para reiterar o agradecimento, em nome de toda a tribo que aqui participa com maior ou menor regularidade.

Abro portanto caminho a três olhares insuspeitos: os de Ferreira Fernandes e Francisco Seixas da Costa (que assinam os prefácios) e João Taborda da Gama (autor do posfácio).

O DELITO, observa o director do Diário de Notícias, é «um blogue resistente e vivo». Que «sempre funcionou como uma janela sobre um país digital que me era alheio», revela o embaixador e ex-secretário de Estado dos Assuntos Europeus. Enfim, um «colectivo multiforme, não só política, sobretudo para lá da política», conclui o advogado e ex-secretário de Estado da Administração Local.

Espero que gostem tanto de o ler como nós gostámos de o escrever.

 

 

Sugestão 1 de 2016:

O Islão e o Ocidente, de Jaime Nogueira Pinto (D.Quixote)

 

Sugestão 1 de 2017:

A Máquina do Tempo, de H. G. Wells (Antígona)

 

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Na Feira do Livro de Lisboa

por Pedro Correia, em 30.05.18

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Tinha prometido dar a notícia. Aqui fica, a pedido de vários leitores do blogue: o nosso livro DELITO DE OPINIÃO está já distribuído nas diversas livrarias dos grupos Bertrand, Leya, Almedina e El Corte Inglés. Podendo igualmente ser adquirido num largo número de pequenas livrarias espalhadas pelo País.

A nossa colectânea está igualmente disponível na Feira do Livro de Lisboa, nada menos do que em três pavilhões: D66, D68 e D70. E também irá ao Porto. Em devido tempo darei mais pormenores.

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O nosso livro (18)

por Pedro Correia, em 14.05.18

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«Dos textos reunidos comecei pelos de quem já partiu. Um critério, como qualquer outro.

Brevíssimas páginas. A nossa eterna dúvida, quanto ao que poderia ter sido, ao que esteve talvez quase a acontecer (se não fosse...); as sufocantes e omnipresentes estupidez e pesporrência da administração pública, essa interminável e sempre perdida guerra imposta ao cidadão (ao "contribuinte" que é o que conta) português. Depois, em registo bem mais saudável - os outros, não o sendo, não podem ser nem esquecidos nem branqueados, Antero (ainda que fatalmente triste) e os Açores.

Não me arrependo deste começo de leitura.»

 

Do nosso leitor Costa

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O nosso livro (17)

por Pedro Correia, em 13.05.18

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«Super parabéns ao Pedro Correia e a todo o DELITO, pelo livro acabado de lançar, e que eu ainda não tenho, mas irei ter. Também pelo blogue, onde é visível o esforço de acompanhamento da actualidade política, bem como de outros temas mais específicos mas de interesse geral. Os textos são claramente opinativos, mas não se apoiam no insulto obsessivo, nem na desqualificação desrespeitosa de quem pensa diferente, ou de quem se enquadra noutras latitudes ideológicas, coisa frequente em vários “inferninhos” que proliferam na blogosfera. Agrada-me que o DELITO seja um espaço de vida inteligente, constituído por uma turma heterogénea que transporta diferentes olhares, estimulando nos frequentadores do blogue ângulos de reflexão diversos. Os comentários, frequentemente, contundentes, controversos e irónicos, são, porém, civilizados, sendo isso uma das pedra de toque do DELITO. É, obviamente, um dos meus blogues de referência.»

 

Da nossa leitora Fátima MP

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O nosso livro (16)

por Pedro Correia, em 12.05.18

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«Conheço o Pedro Correia do muito que lhe tenho lido na bloga ao longo de, talvez mais, uma dúzia de anos. Certamente mais anos ainda, contabilizando o que já lhe lia nos jornais.
Isso basta-me para dizer que o conheço e que por ele tenho elevada estima que vai muito para lá de qualquer divergência ideológica ou política o que, aliás, nunca foi condição para que estabeleça laços de amizade.

Ontem voltei a encontrá-lo na Almedina do Saldanha na apresentação da primeira colectânea de textos do Blog Delito de Opinião e repetimos o abraço que há uns anos havíamos trocado quando me convidou para a apresentação de um livro da sua autoria sobre o (des)Acordo Ortográfico.

A bloga tem destas coisas e, principalmente, a bloga feita por pessoas que se respeitam nas concordâncias e nas divergências é um meio maior de civilidade e de cidadania.
Vamos para velhos, mas tal como disse o Pedro Correia no breve comentário (até na brevidade do discurso ele demonstrou ser boa gente), nunca seremos velhos do Restelo.

A toda a equipa do Delito deixo um abraço e, já agora, não deixem de comprar a colectânea escrita na linguagem escorreita que há muito nos habituou a trupe do Delito.» 

 

De Luís Novaes Tito, no blogue A Barbearia do Senhor Luís

 

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O nosso livro (15)

por Pedro Correia, em 11.05.18

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«Já chegou ao meu cantinho.»

 

Da nossa leitora  Maria Araújo, no blogue Cantinho da Casa

 

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O nosso livro (14)

por Pedro Correia, em 10.05.18

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Foi bom estar hoje reunido com a tribo "delituosa" na Livraria Almedina, em Lisboa, durante o lançamento do nosso livro DELITO DE OPINIÃO.

Foi óptimo encontrar nesta sessão gente amiga, que contribuiu para o nascimento da colectânea: entre outros, o Luís Novaes Tito, a Joana Santa Marta, o António Cochicho, o João Paulo Palha, o Gonçalo Silvestre. E poder abraçar o José Ribeiro e Castro e o António Rodrigues, que apareceram por lá. E o João Gonçalves, um dos pioneiros da bloga. E o Nuno Roby, o Paulo Carmona. E a Jonas, nossa generosa anfitriã do Sapo, que tão bem soube incentivar-nos quando o DELITO mal passava de projecto.

 

Dos autores da colectânea, estivemos quase todos: a Ana Vidal, a Francisca, a Leonor, a Teresa, a Cláudia, a Joana, o Adolfo, o Luís Naves, o Bandeira, o Zé Navarro, o Diogo e eu. Mais a Ana Lima e o João Villalobos, que também compareceram apesar de não terem textos neste (primeiro) volume.

Gostei de ouvir o nosso dinâmico editor, o Hugo Xavier, dirigir umas palavras iniciais ao auditório. E a Ana lembrar os tempos pioneiros do blogue, há quase dez anos (parece que foi anteontem...). E o Tiago Salazar, que aceitou o convite para apresentar o livro, enaltecer os debates que a blogosfera propicia - sobretudo quando combate o espírito de trincheira. Gostei também muito que tivesse elogiado o contributo para este livro do João Carvalho - um dos nossos da primeira hora, infelizmente desaparecido cedo de mais.

 

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 Tiago Salazar, apresentador do livro

 

Falei breves minutos no final para destacar o clima plural que sempre reinou no DELITO, o protagonismo que fomos concedendo aos leitores - ao ponto de alguns deles se terem tornado autores - e a saudável convivência que mantivemos mesmo contra os Velhos do Restelo. Que diziam não ser possível fundar um blogue com gente tão diversificada, que garantiam que um projecto destes teria vida curta, que juravam ser impossível transformar textos de blogue em livro, que afirmavam peremptoriamente que o modelo de subscrição antecipada da obra seria um fracasso.

Enganaram-se em tudo. É sina dos Velhos do Restelo: confundem o seu eterno pessimismo com a realidade.

Bem fizemos nós: ignorámos o que diziam e seguimos em frente. Cá estamos.

 

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 Durante o lançamento. Ana Lima, Ana Cláudia, Ana Vidal, Leonor, Francisca, Bandeira e eu

 

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Livros e blogues

por Diogo Noivo, em 10.05.18

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Hoje é dia de apresentação do livro deste nosso, e vosso, DELITO DE OPINIÃO. São todos bem-vindos na livraria Almedina, no Atrium Saldanha (Lisboa), às 18h30. Tal como o Pedro Correia, conto estar meia hora mais cedo, no átrio central do edifício (junto ao piano), para conhecer e trocar ideias com todos os leitores que ali possam comparecer.

 

Porém, julgo que é de aproveitar este dia para falar num outro livro, de um blogger nosso vizinho: “Não Respire”, de Pedro Rolo Duarte. Este livro de memórias, que começou a ser escrito quando o autor descobriu que estava doente, discorre sobre 53 anos de vida e mais de 30 de jornalismo. O Pedro – só estive com ele duas vezes, mas fez sempre questão que o tratasse por tu – trabalhou o texto até Novembro de 2017, momento em que o sacana do cancro o levou. Segundo António Rolo Duarte, filho do Pedro e também nosso vizinho no Dorminhoco, o livro “fala muito sobre os amigos, a sua importância e o que eles trazem para a vida que mais nada traz. É livro muito positivo”. Positiva foi, aliás, a maneira como o Pedro recebeu este nosso DELITO em 2009, palavras simpáticas que constam na contracapa da antologia que hoje apresentamos no Atrium Saldanha. Como bem nota o nosso “timoneiro” Pedro Correia na introdução à antologia do DELITO, aqui fizemos sempre questão de citar os outros. Esta prática e atitude fazem parte do espírito da casa. Por isso, no dia em que lançamos o nosso livro, julgo fazer todo o sentido referir o livro de um vizinho estimado ao qual voltaremos sempre.

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O nosso livro (13)

por Pedro Correia, em 10.05.18

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«O DELITO DE OPINIÃO é um excelente blogue colectivo, com uma existência de quase uma década.

 
Para uma antologia de textos que decidiu agora publicar, o “Delito” convidou dois prefaciadores - Ferreira Fernandes e eu próprio - e um pósfaciador, João Taborda da Gama.
 
Eis aqui o meu texto, a que chamei “Palavras liminares”.»

 

 

De Francisco Seixas da Costa, no blogue Duas ou Três Coisas

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Tomem nota: amanhã, às 18.30

por Pedro Correia, em 09.05.18

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A sessão de lançamento do livro DELITO DE OPINIÃO realiza-se esta quinta-feira, pelas 18.30, na Livraria Almedina, situada no segundo piso do edifício Atrium Saldanha (Praça Duque de Saldanha), em Lisboa.

A obra será apresentada pelo escritor e jornalista Tiago Salazar.

Esperamos lá por vós.

Eu estarei meia hora mais cedo, no átrio central do edifício (junto ao piano), para autografar os exemplares de todos os leitores que contribuíram para esta iniciativa e possam ali comparecer. Aos restantes, a quem foi prometida uma dedicatória personalizada, terei todo o gosto de fazê-lo noutra ocasião - mesmo fora da capital - em local e data a combinar.

E a todos renovo os agradecimentos, em meu nome e dos restantes autores. Este livro é nosso. Mas é também vosso.

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O nosso livro (12)

por Pedro Correia, em 09.05.18

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«O livro do DELITO DE OPINIÃO chegou! Fico feliz por saber que o crowdfunding foi um sucesso e que o blog agora passou a livro.

Trazia consigo uns marcadores de livros todos catitas.

Vocês já receberam o vosso?»

 

 

Da nossa leitora Cátia Samora, no blogue Há Mar em Mim

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O nosso livro (11)

por Pedro Correia, em 08.05.18

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«Já tenho o DELITO.
Agora é diferente.
Passo com os dedos sobre as palavras e sinto que também são minhas.
Obrigado.»

 

Do nosso leitor José Vieira

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O nosso livro (10)

por Pedro Correia, em 07.05.18

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«Como ontem fiquei sem "Frases do ano", acabei por me virar para este livro que entretanto recebi na minha morada.

A introdução feita pelo Pedro Correia nesta antologia diz o essencial. As leituras futuras dirão obviamente o resto.

Será uma arte conseguir, em menos de 250 páginas, enfiar 17 autores de enorme talento e com textos tão diferentes e tão bons. A verdade é que conseguiram.

Desde que iniciei as minhas visitas ao blogue Delito de Opinião jamais deixei de, diariamente, o visitar. E algumas vezes de comentar.

Foi outrossim uma honra ter participado naquele espaço através deste texto.

Assim sendo, sinto-me deveras entusiasmado em iniciar a leitura desta antologia.

A gente lê-se por aí.»

 

Do nosso leitor José da Xã, no blogue Lados AB

 

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O nosso livro (9)

por Pedro Correia, em 06.05.18

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«O carteiro pode atrasar mas acaba sempre por aparecer, embora agora, na minha rua só duas vezes por semana, montado numa motorizada e sempre cheio de pressa.

Parabéns ao Pedro e restante autores. Confesso que não acompanho o DELITO com regularidade mas sempre que surge a oportunidade é com muito interesse que acompanho alguns postais e rubricas que por lá vão sendo produzidas, com muita qualidade e pluralidade, pelo que será com todo o gosto e prazer o tempo que dedicarei a ler ou a reler.

Na introdução, o Pedro escreveu algo que julgo ser também muito apropriado, pelo que vou citá-lo: "Uma forma de criar elos com outros, pensem como pensarem." Nada mais evidente no És a Nossa Fé, onde até os benfiquistas são bem vindos. (...)

Termino agradecendo aos redactores destes dois espaços pela força com que, gratuitamente, vão partilhando as suas ideias, opiniões e sentimentos com os leitores.

Cumprimentos, desde a Cidade-Berço.»

 

Do nosso leitor A. Alves

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O nosso livro (8)

por Pedro Correia, em 05.05.18

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«Recebi ontem o meu. É muito bonito. Parabéns!»

 

Da nosso leitora Catarina Duarte

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O nosso livro (7)

por Pedro Correia, em 04.05.18

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«Li prefácios, Introdução, posfácio e notas biográficas dos Autores.

(Re)li na íntegra, e ainda no patamar de entrada do prédio, local onde se encontram as caixas de correio:

- Tocante, Irrepetível, Perpétuo Amor, de Pedro Correia;

- Nove de Abril, de Ana Cláudia Vicente.

Curiosamente, ambas as releituras permitiram recuperar o que pensei por ocasião da primeira leitura.

 

Aproveito a oportunidade para agradecer a todos os autores a partilha que aqui fazem. É de uma inestimável generosidade.

 

Vou reler todos os textos com muito gosto.»

 

Da nossa leitora CAL

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O nosso livro (6)

por Pedro Correia, em 03.05.18

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«Lidos os prefácios e o posfácio, elegantíssimos - e até grafados em bom português (em português, enfim), mesmo de quem isso menos se esperava -, fica deles, e ultrapassando a forma, a elegia. Uma espécie de resignação, de desenganada saudade perante um fim que se antevê e se sabe nada trazer de melhor.

Talvez seja apenas a (magnífica fórmula) "diligente prudência dos desiludidos" invocada no final do prefácio à recente edição d' O Mosteiro. Desiludidos que estejamos - que não com o blogue! - continuemos por aqui.

Todos os dias.»

 

Do nosso leitor Costa

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O nosso livro (5)

por Pedro Correia, em 02.05.18

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«Já recebi o meu exemplar! Já li talvez um texto de cada autor. Gostei do Ouro do Reno, do indomável Bogey, da casa de Saramago na Rua da Esperança... é bom poder ler assim, por autor, por texto, sem perder o fio condutor. Como qualquer bom leitor que se preze, a procura do que ou dos que mais nos apraz ler, apesar de inconsciente, é um facto e na realidade não desaponta, muito pelo contrário.»

 

Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes

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O nosso livro (4)

por Pedro Correia, em 01.05.18

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«O melhor sentimento foi o de assistir a tanta gente inteligente que não estava a pedir licença para dizer o que pensava, violando as regras naturais da oligarquia de disseminação do pensamento publicado em Portugal, gente de várias proveniências e de vários destinos que se foi juntando para praticar, em co-autoria, um delito de opinião. Um delito a que todos na nossa liberdade devemos porventura mais do que ainda agora reconhecemos.»

 

Do posfácio de João Taborda da Gama, intitulado "A Malta dos Blogues"

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O nosso livro (3)

por Pedro Correia, em 30.04.18

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«Com algumas excepções, verifico que o "Delito" é escrito por gente de uma geração bem diferente da minha, creio que, na maioria, já oriundos de experiências anteriores na blogosfera. Para quem, como eu, tinha voltado a viver fora de Portugal, neste caso há mais de uma década, o "Delito", até pelo seu saudável hábito de citar e fazer links para outros blogues, sempre funcionou como uma janela sobre um país digital que me era alheio.»

 

Do prefácio de F. Seixas da Costa, intitulado "Palavras Liminares"

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O nosso livro (2)

por Pedro Correia, em 29.04.18

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«Gosto de lugares de encontro onde se cruzam maduros que, sobre o processo de secessão da Catalunha, têm a opinião correcta, por acaso a minha, com outros de opinião oposta (como é possível?!). Gosto de um tuga que andou por Moçambique a indignar-se com o esquecimento a que foi votado o angolano Ruy Duarte de Carvalho, por acaso nascido português. E gosto de uma mulher que, tendo lá em casa uma dor, não fez dela uma dor, nem um troféu, fez uma filha com réplicas marotas.»

 

Do prefácio de Ferreira Fernandes, intitulado "Uma Forma de Ser Agradecido"

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O nosso livro (1)

por Pedro Correia, em 28.04.18

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Ei-lo, enfim. Começou ontem a ser distribuído por todos os leitores que o reservaram e pagaram com antecedência. Tem 244 páginas, traz a chancela editorial da BookBuilders e resulta de um mecanismo de financiamento colectivo que contou com o apoio entusiástico de quem nos acompanha há vários anos - alguns mesmo do início, há quase dez anos.

 

É a nossa selecção de textos publicados no DELITO DE OPINIÃO desde a fundação, em 5 de Janeiro de 2009. Textos de todos os autores que entenderam participar nesta iniciativa - e passo a citá-los por ordem alfabética: Adolfo Mesquita Nunes, Ana Cláudia Vicente, Ana Vidal, Diogo Noivo, Francisca Prieto, Joana Nave, José Bandeira, José Gomes André, José Navarro de Andrade, Leonor Barros, Luís Naves, Patrícia Reis, Rui Rocha, Sérgio de Almeida Correia e Teresa Ribeiro. Além do João Carvalho, que infelizmente já não se encontra entre nós mas que entendemos homenagear por esta via, e de mim próprio.

 

Dezassete "delituosos" reunidos neste volume que - estou certo - agradará a quem já o adquiriu e por estes dias o receberá. E também a todos quantos poderão adquiri-lo, a partir de agora, em livrarias.

Uma edição enriquecida com prefácios de Ferreira Fernandes ("Uma forma de ser agradecido") e Francisco Seixas da Costa ("Palavras liminares"), e um posfácio de João Taborda da Gama ("A malta dos blogues").

 

Chegou. É nosso. E vosso.

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Nove anos depois: vir para ficar

por Pedro Correia, em 05.01.18

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Nascemos sob o signo do Capricórnio, como ficou sublinhado no momento inicial. Um signo do elemento Terra, com densidade e peso, apreciador da substância e da solidez.

Características que de algum modo conformaram este blogue desde o nascimento. Um blogue que veio para ficar e pegou de imediato: ainda a nossa primeira semana de vida não chegara ao fim e já tínhamos ultrapassado o milhar de leitores. Consulto as mais recentes estatísticas: nos quatro primeiros dias de 2018 superámos as 17 mil visualizações.

 

O que logo muitos prediziam naqueles dias pioneiros de Janeiro de 2009 estava certo: este não era um blogue como então havia tantos outros, de existência efémera e rasto irrelevante. Nem um blogue monolítico, com todos a remar para o mesmo lado.

Este pluralismo está aliás inscrito no nosso estatuto editorial: o DELITO DE OPINIÃO "acredita na diversidade de ideias, sem contemporizar com extremismos de qualquer espécie, e congrega autores oriundos de diferentes formações académicas, múltiplas áreas profissionais e várias zonas do País".

 

Sem delitos de opinião, portanto, este é um blogue onde mais de meia centena de autores já escreveram com regularidade. Um blogue onde quase três centenas de internautas de outros paradeiros vieram escrever, como convidados especiais. Hoje mesmo, com todo o gosto, recebemos mais uma convidada. Que, sendo de fora, não deixa de ser cá de casa.

Porque este foi um blogue que nunca receou a concorrência. Fizemos sempre questão de citar os outros: não passou um só dia sem mencionarmos alguém alheio a nós. Por isso mantemos com orgulho uma profusa lista de endereços de blogues na nossa aba lateral. Por isso criámos desde o início a rubrica Blogue da Semana. Por isso já estabelecemos aqui quase mil ligações directas, recomendando outras leituras, bem diversas da nossa. Por isso nunca perdemos a noção de que o País está muito longe de se circunscrever aos circuitos da capital: cá temos a rubrica De Portugal Inteiro para nos lembrar isso.

Convictos da nossa argumentação mas sabendo escutar os outros. Com ideias fortes mas sem espírito de trincheira. Assumindo opiniões com nome e rosto. Não pedimos licença para pensar como pensamos - e cada um pensa por si - mas mostrando abertura para acolher argumentos alheios. Daí outra rubrica permanente deste blogue: o Comentário da Semana, escolhido à vez por cada autor. Conscientes como estamos de que um projecto como este não faz sentido sem dar voz a quem nos lê.

 

"Primeira escolha da semana em 2009, um blogue novo, um sinal de renovação, ainda que os nomes envolvidos sejam quase todos eles de bloggers bem activos." Palavras do saudoso Pedro Rolo Duarte aos microfones da sua Janela Indiscreta. Foi um dos primeiros a saudar-nos com palavras de boas-vindas, abrindo o caminho a muitos outros. Palavras que nunca esqueceremos. E que nos deram ainda maior incentivo a prosseguir. Sem nunca mutilarmos consoantes: aqui escreve-se sem "acordo ortográfico".

Alguns pioneiros deste clã delituoso ficaram pelo caminho. O João Carvalho e o Joaquim Coutinho Ribeiro, companheiros da primeira hora, já cá não estão: serão sempre lembrados com saudade.

Felizmente outros foram chegando. Esta é hoje, como no primeiro dia, uma tribo irreverente e ruidosa, que nunca se toma demasiado a sério nem perde o sentido de humor. As caixas de comentários do DELITO, sempre muito frequentadas, são igualmente prova disso.

 

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Temos um novo desafio pela frente, prestes a concretizar-se: a edição de uma antologia de textos deste blogue. É outra iniciativa só tornada possível pela grande adesão dos nossos leitores. Vocês, que estão desse lado, e que no fundo são como nós: emocionam-se e reflectem, umas vezes alegram-se e outras zangam-se, sabem apreciar tanto um livro como uma bebida ou uma paisagem.

Aqui continuaremos a encontrar-nos - hora a hora, dia a dia, mês a mês. Neste blogue, que é nosso mas também é vosso. No livro, a curto prazo. E na vida, que nunca deve confundir-se com realidades virtuais.

Emitindo opiniões sem delito.

Agora como no primeiro dia, faz hoje nove anos.

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Agradecimentos devidos

por Pedro Correia, em 01.01.18

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Ao Luís Novaes Tito, à Catarina Duarte, à Gabriela, à Luísa, à Joana Marques, à Cátia Samora, ao Pedro Oliveira, ao António Agostinho, ao Filipe Nunes Vicente, ao Carlos Guimarães Pinto, ao  José da Xã, ao  Octávio dos Santos, ao  David Marinho, ao João Espinho e ao nosso JPT no seu blogue pessoal.

 

A estes e a outros, na blogosfera e nas redes sociais, por ajudarem a promover e a divulgar a antologia DELITO DE OPINIÃO, editada em sistema de crowdfunding - espécie de mecenato em que os futuros leitores contribuem para que a obra se torne realidade.

E vai tornar-se mesmo. Com a ajuda de tão bons amigos e de muitos dos nossos leitores. Alguns dos quais já nos acompanham há nove anos, desde o início desta longa caminhada.

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O Pedro Correia reconvidou-me para blogar no Delito ... Avisei os amigos. Que me deixasse de bloguices, "acaba mas é o que estás a fazer", uma empreitada infindável, que me faz Penélope todas as noites. E dias. Não perceberão a coisa. Um tipo participa num sítio assim: está aqui, nesta imagem. Ao quase lado catalunham. E aqui diz-se isto desse catalonismo. E também isto, o seu invés. Digam que é auto-elogio (colectivo), que é mesmo. Pois como se pode resistir ao apelo de uma casa assim?

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Agradecimentos devidos

por Pedro Correia, em 19.12.17

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Ao Luís Novaes Tito, à Catarina Duarte, à Gabriela, à Luísa, à Joana Marques, à Cátia Samora, ao Pedro Oliveira, ao António Agostinho, ao Filipe Nunes Vicente, ao Carlos Guimarães Pinto, ao  José da Xã, ao  Octávio dos Santos, ao  David Marinho e ao nosso JPT no seu blogue pessoal.

 

A estes e a outros, na blogosfera e nas redes sociais, por ajudarem a promover e a divulgar a antologia DELITO DE OPINIÃO, editada em sistema de crowdfunding - espécie de mecenato em que os futuros leitores contribuem para que a obra se torne realidade.

E vai tornar-se mesmo. Com a ajuda destes nossos amigos e de muitos dos nossos leitores. Alguns dos quais já nos acompanham desde o início, há quase nove anos.

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DELITO de blogue a livro

por Pedro Correia, em 16.12.17

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«O DELITO DE OPINIÃO, um espaço que já se transformou numa referência da blogosfera portuguesa.»
Francisco Seixas da Costa, blogue Duas ou Três Coisas
(Agosto 2010)
 
«Dois anos de DELITO DE OPINIÃO, e é bem feito.»
Francisco José Viegas, blogue A Origem das Espécies
(Janeiro 2011)
 
«A melhor reportagem sobre os momentosos acontecimentos da escadaria do Parlamento, encontrei-a ontem num blogue, o DELITO DE OPINIÃO.»
Ferreira Fernandes, Diário de Notícias
(Novembro 2012)

 

Conforme já tinha anunciado, vamos reunir numa colectânea alguns dos melhores textos publicados no DELITO, por escolha exclusiva dos autores que entenderam participar neste projecto. Esta obra surge em resposta a vários apelos de leitores, que queriam passar a ler-nos também em livro. E assinala a entrada, para muito em breve, do décimo ano de existência do nosso blogue.

O sistema que adoptámos para tornar possível esta antologia, que terá cerca de 260 páginas e chancela editorial da Bookbuilders, é o da subscrição. Ou crowdfunding, como agora se diz em "português técnico". Isto implica a existência de um número prévio de leitores inscritos, fazendo reserva de exemplares, para que a obra entre no mercado.

Esperamos um número mínimo de 160 subscritores, que passam a figurar como "apoiantes do DELITO" nesta iniciativa que a partir de agora deixa de ser só nossa e se torna também vossa.

No momento em que escrevo estas linhas, aproximamo-nos dos cem aderentes. Mas queremos que apareçam mais, daí o apelo que faço àqueles que ainda não se inscreveram: podem fazê-lo a todo o momento na loja virtual da Bookbuilders, especificando quantos exemplares pretendem, através de três modalidades de pagamento. Assim garantem o acesso a esta nossa primeira colectânea. E abrem o caminho a que outras apareçam.

Falo por mim e pelos meus colegas aqui representados: todos esperamos que gostem tanto de nos ler em livro como já demonstraram gostar de nos ler em blogue.

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Agradecimentos devidos

por Pedro Correia, em 07.12.17

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Ao Luís Novaes Tito, à Catarina Duarte, ao Pedro Oliveira, ao António Agostinho, ao Filipe Nunes Vicente e ao nosso JPT no seu blogue pessoal. A estes e a outros, na blogosfera e nas redes sociais, por ajudarem a promover e a divulgar a antologia DELITO DE OPINIÃO, editada em sistema de crowdfunding - espécie de mecenato em que os futuros leitores contribuem para que a obra se torne realidade.

E vai tornar-se mesmo. Com a ajuda destes nossos amigos e de muitos dos nossos leitores. Alguns dos quais já nos acompanham desde o início, há quase nove anos.

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DELITO de blogue a livro

por Pedro Correia, em 21.11.17

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Quase a entrar no décimo ano de publicação ininterrupta, o DELITO DE OPINIÃO passa enfim de blogue a livro. Está pronta a nossa primeira antologia de textos escolhidos pelos autores que entenderam participar nesta colectânea, com estilos e temas muito diferentes - afinal aquilo que fez e faz a identidade muito própria deste blogue, que resiste de boa saúde ao "fim da blogosfera" que alguns se apressaram a decretar urbi et orbi num anúncio que nós por cá desmentimos todos os dias.

Como a nossa série dos  blogonautas convidados bem demonstra: noventa já passaram por cá desde Março e vários outros estão a chegar.

Como as estatísticas deste blogue confirmam: ultrapassámos já um milhão de visualizações desde o início do ano ainda em curso.

 

O sistema que adoptámos para este livro, com 260 páginas e chancela editorial da Bookbuilders, é o da subscrição. Ou crowdfunding, como agora se diz em "português técnico". Isto implica a existência de um número prévio de leitores inscritos, fazendo reserva de exemplares, para que a obra entre no mercado.

Esperamos um número mínimo de 160 subscritores, que passam a figurar como "apoiantes do DELITO" nesta iniciativa que a partir de agora deixa de ser só nossa e se torna também vossa.

Contamos portanto com a vossa adesão para muito em breve passarem a ler-nos também em livro. O complemento natural ao blogue.

 

Prometo ir dando mais novidades sobre esta iniciativa. Entretanto podem desde já aderir, enquanto leitores "delituosos", na loja virtual da Bookbuilders. Para garantir o acesso a esta nossa primeira antologia. E abrir o caminho a que apareçam outras. Esperando que gostem tanto de nos ler em livro como já demonstraram gostar de nos ler em blogue.

 

 

ADENDA: neste momento há seis projectos em votação: qualquer deles pode ir por diante. O vosso apoio é fundamental para que o nosso avance. O mecanismo de apoio é simples: basta seguir o link e depois a página da Bookbuilders encarrega-se de explicar os passos necessários. Que tiver alguma dúvida, entre em contacto connosco.

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DELITO: oito anos de vida

por Pedro Correia, em 05.01.17

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O DELITO DE OPINIÃO nasceu a 5 de Janeiro de 2009. Faz hoje oito anos. Assumindo-se como "um blogue apostado na reflexão e na análise dos mais diversos temas relacionados com a actualidade, sem receio de exprimir convicções claras e fortes, nem de confrontar opiniões numa sociedade onde se regista um défice permanente de debate".

 

Continuamos como no primeiro dia: uma equipa plural, irreverente, solidária, robustecida por laços de cumplicidade que transcendem convicções ideológicas e opiniões políticas.

Continuamos atentos ao que se passa em Portugal e no estrangeiro. E atentos também aos nossos colegas: não passou um só dia sem citarmos outros títulos da blogosfera em rubricas permanentes como o Blogue da Semana ou a Ligação Directa (esta já com 933 entradas, cada uma alusiva a um blogue diferente).

Aqui trazemos também todos os dias - sem falhar, há quase quatro anos - uma sugestão literária. E trouxemos ainda 223 convidados especiais, numa iniciativa inédita que se prolongou por mais de um ano: cada um escreveu sobre o que quis, sem condicionamentos de qualquer espécie. Como se fossem qualquer de nós.

 

Alguns que formam hoje esta equipa tão heterogénea e diversificada chegaram como comentadores e não tardaram a integrar o elenco de autores, confirmando a nossa perspectiva inicial de que um blogue é uma espécie de edifício em permanente construção. Este carácter de perpétua infinitude, longe de ser um sintoma de fragilidade, é um sinal de robustez.

Porque um projecto destes só vale a pena se for assim: uma forma de criar elos com outros, pensem como nós ou pensem de modo diferente.

Elo - essa palavra tão portuguesa e simultaneamente tão universal. Três letras capazes de abraçar o mundo.

 

O nosso gosto de comunicar mantém-se incólume, a vontade de prosseguir é maior que nunca.

Creio falar em nome de todos os meus colegas ao fazer um balanço dos oito anos entretanto decorridos com esta frase singela e sincera: valeu a pena.

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1 milhão e 366 mil visualizações

por Pedro Correia, em 31.12.16

Encerramos o ano com 886.111 visitas e 1.366.058 visualizações. Prontos a começar mais um, nesta extensa caminhada que teve início em Janeiro de 2009. Uns vieram, outros partiram, mas o núcleo central permanece.

Aqui, no DELITO DE OPINIÃO, onde o único delito é não ter opinião alguma.

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Flamante Delito

por Rui Rocha, em 07.12.16

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Por ser verdade e me ter sido pedido, deixo nas linhas que se seguem, e para memória futura, público testemunho dos principais pontos analisados, com profundidade desigual mas constante brilhantismo, no jantar do Delito de Opinião que ontem decorreu algures em Lisboa.

Presentes, para além deste vosso servidor, a Teresa Ribeiro, a Ana Vidal, a Isabel Mouzinho, a Francisca Prieto, a Marta Spínola, o Luís Naves, o Diogo Noivo, o Zé Navarro, o Luís Menezes Leitão, o Fernando Sousa e o Pedro Correia. Perguntados, todos aos costumes dissemos nada.

Os trabalhos iniciaram-se com uma sempre salutar comparação entre Lisboa e Porto, as características dos habitantes locais, os modos de vida, os aporrinhamentos e as consumições. Estando algo distraído com a escolha do prato principal, imagino que o Porto tenha aqui obtido larga vantagem. Parece-me bem. Falou-se ainda sobre o Alentejo em geral e sobre uma célebre manifestação em que se exigia a abertura de um teatro em Barrancos. Todavia, vendo o que aconteceu ao Henrique Raposo quando cometeu prosa sobre o tema, entendo que o que a este respeito se passou na mesa ali deve ficar.

Ao contrário, quando se trata de abastecer o depósito, não se deve ficar aqui e nem sequer em Badajoz. O Diogo Noivo, que tem nesta matéria abundante experiência, confidenciou que os postos de combustível raianos alinham os preços pelos que se praticam do lado de cá. Se queremos abastecer bem devemos adentrar o país vizinho e fazer mais uns quilómetros. Com a devida licença do Ministro Caldeira Cabral, o Diogo mandou-nos a Mérida.

E falámos de Sócrates. O veredicto foi claro. O programa do seu 1º governo constituiu um dos melhores diagnósticos das necessidades reais do país. E sim, se não soubéssemos do resto, uma parte substancial do primeiro mandato mereceria uma nota positiva. Todas estas conclusões, que também subscrevi, foram postas em cima da mesa ainda antes de ser aviada pelos presentes a primeira garrafa de vinho, o Luís Lavoura caia já aqui redondo no chão se isto não for verdade.

De Sócrates saltámos para os mass media o que vale por dizer que fomos do lume para a frigideira. Da frigideira foi precisamente de onde nos chegou o bife que despachámos com regimental aprumo e galhardia. O Zé Navarro desenvolveu uma elaborada teoria das fontes jornalísticas. Em resumo, para que brote água é preciso que a fonte queira lixar alguém.

Na vertente internacional, decidiu-se por unanimidade e aclamação que Trump é estúpido, que a Hillary fez uma má campanha e que os americanos não gostam dela. Não foi todavia possível chegar a consenso relativamente ao facto de os resultados das eleições terem sido determinados por os americanos serem intrinsecamente bimbos. Iniciou-se a este propósito uma acesa polémica que evoluiu para uma profunda análise antropológica do homem branco e pouco instruído residente no município de Odivelas. O chamado Homem de Rust-Velas.

Continuou a discussão em direcção a Leste, sempre procurando o necessário equilíbrio geopolítico. Praga ou Budapeste? Pois divisão de opiniões. Que Praga, defendeu a Ana Vidal, não desfazendo. Que Budapeste, insurgi-me eu, creio que acompanhado pelo Luís Naves que tem com a Hungria certa afinidade.   Na dúvida, acabou por assentar-se, até nova ronda negocial, em recomendar-se a visita das duas. Praga no Inverno e Budapeste no Verão. Registe-se, em todo o caso, o voto de vencido do Zé Navarro que entre uma e outra gritava Nápoles.  Por mera coincidência, tais entusiasmos acabaram por ocorrer em momentos em que a baliza defendida pelo Ederson se encontrava em perigo, circunstância que levou o Luís Naves a exigir que se lavrasse protesto escrito pela falta de patriotismo do Zé. Sobre a Hungria e com relevância, ficámos ainda a saber que não há especial inconveniente em entrar num novo ano subidos a uma cadeira desde que o momento seja seguido pela entoação do hino húngaro.

Houve mais? Seguramente. Mas como disse Zeinal Bava a Mariana Mortágua na Comissão de Inquérito, “não me lembro”.  E com dizer “não me lembro”, defende o Zé Navarro, Bava disse tudo para quem o quisesse ouvir. Tal como eu aqui. Agora, que prestámos uma singela homenagem a Fernanda Tadeu pendurando os nossos casacos nas costas das cadeiras, isso não vos posso esconder.

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Acta de um jantar sem azar numa Sexta-feira,13

por Alexandre Guerra, em 14.05.16

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A noite era de sexta-feira,13, mas nem por isso houve qualquer azar ou mau olhado sobre a mesa do restaurante Dieci, Campo Pequeno, onde estavam sentados os onze "delitantes" que responderam ao desafio do Pedro Correia para mais um jantar do Delito de Opinião. Para quase todos os presentes foi o reencontro, mas para mim e para o Diogo Noivo foi a estreia nestes momentos de convívio na qualidade de "caloiros" deste blogue (citando as simpáticas palavras do Pedro). Confesso que ainda tentei negociar a incumbência que me foi dada para fazer a acta deste jantar, mas parece que não fui suficientemente persuasivo para que o Diogo, o outro caloiro, assumisse esta tarefa que, certamente, a faria com mais elegância e interesse do que eu.

 

Sendo assim, cá estou eu a dar uma nota sobre o que se passou e falou ontem ao longo do jantar, que começou por volta das 20 (confesso que cheguei atrasado e a Joana Nave apareceu um pouco depois) e se prolongou até às 23h30. E começo por fazer um apontamento mais pessoal, já que foi um prazer enorme rever o Fernando Sousa, que não via desde 2001/02, altura em que estagiei na grande secção de Internacional do Público (que saudades desse jornalismo) e onde ele era o "expert" em América Latina. E, naturalmente, que me dá sempre gosto rever o Pedro e o Luís Naves, que já conheço há alguns anos de outras andanças e com quem vou estando de tempos a tempos. Quanto aos outros ilustres à mesa, os seus nomes já me eram familiares há muito, mas só ontem tive o prazer de os conhecer pessoalmente e em boa hora isso aconteceu. Aliás, para mim, essa é uma das grandes virtudes destes jantares, porque além de reforçarem conhecimentos e amizades, servem para associar um nome a uma cara. Isso faz toda a diferença quando se está num blogue colectivo como o Delito de Opinião.

 

Simpatia e inteligência, duas palavras que me vieram de imediato à cabeça para caracterizar este grupo, no seio do qual a diversidade de opiniões, de tendências, de ideologias, de opiniões e de idades só podia resultar numa "ementa" variada, mas toda altamente recomendável. O jantar de ontem reflectiu na perfeição aquilo que é o Delito de Opinião, com as conversas e os temas a serem lançados para cima de mesa, às vezes sem ligação aparente, mas debatidos com argumentos válidos e inteligentes e, sobretudo, sempre com respeito pelas outras opiniões, mesmo quando divergentes ou até mesmo contrárias. Exemplo disso, foi a conversa animada sobre a complexa relação entre o Ocidente e o Islão e sobre os fenómenos extremistas nas nossas sociedades, com todos a esgrimirem as suas opiniões, tendo o Diogo, o Luís Menezes Leitão, a Ana Vidal, o Pedro e o Luís Naves estado particularmente activos nessa interessante discussão. Eu próprio dei o meu modesto contributo. Nem todos estávamos de acordo, mas a riqueza de um blogue como o Delito é mesma essa. Ao contrário de outros blogues colectivos, o Delito não é um monolito intelectual nem ideológico. 

 

E por falar em ideológico, muito se falou de Salazar e dos militares, de Franco e da Catalunha, de Hitler e da lógica das massas, com as contribuições particularmente sabedoras do Diogo (um homem da Ciência Política) e do Luís Menezes Leitão (com obra de grande envergadura sobre algumas destas matérias). Como não podia deixar de ser, o tema Trump não passou ao lado e o Luís Naves, que há anos se debruça sobre estas matérias, tentou explicar a sua interessante teoria sobre Donald Trump e a forma de como alguma parte do eleitorado está a ser levada numa espécie de "paranóia" e "realidade alternativa". Estranhamente (ou nem tanto), falou-se muito pouco de política nacional (ainda bem). 

 

Não pense o leitor destas linhas que naquela mesa os temas discutidos ficaram circunscritos a estas matérias de grande profunidade intelectual académica e científica. Longe disso. Muito se falou de cinema. O Pedro estava empenhado em saber a nossa opinião sobre qual o melhor filme português de sempre. Um tema que gerou muito entusiasmo, mas que parece ter gerado algum consenso: "O Pai Tirano". Chegámos também à conclusão que os clássicos do cinema português tinham uma qualidade nos diálogos sem paralelo no que se faz hoje em dia. E precisamente sobre a actualidade, falou-se muito de cinema internacional, turco, espanhol, italiano... mas nada americano. Dos Estados Unidos, hoje em dia, o que vale a pena ver são as séries. Todos reconhecemos isso. Ao falarmos no House of Cards, fiquei a saber através do Luís Menezes Leitão e do Diogo que a versão original é inglesa e que vale mesmo a pena ver. Irei seguir essa recomendação. Mas as velhinhas séries da nossa infância ou juventude também não foram esquecidas e até houve mesmo quem falasse no Verão Azul (sim, aquela série espanhola do Chanquete e do Piraña).

 

Conversa animada e cheia de boa disposição, que era também aquilo que eu via estampado nos rostos do João Campos, da Joana, do José Navarro de Andrade e da Teresa Ribeiro, mas que estavam um pouco mais distantes de mim, já que eu estava numa das extermidades da mesa. Reconheço que este apontamento está um pouco incompleto, porque me foi difícil captar as conversas do outro lado e, por isso, deixo aqui o desafio para que esta "acta" possa ser melhorada, porque será com muito gosto que lerei o testemunho de outros "delitantes" sobre o jantar de ontem.   

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5322 visualizações diárias

por Pedro Correia, em 27.04.16

Nos últimos dez dias, o DELITO recebeu 37.225 visitas e 53.225 visualizações. Registamos e agradecemos.

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Duzentos e cinquenta mil

por Pedro Correia, em 26.04.16

Vale a pena registar o número: acabamos de ultrapassar a marca dos 250 mil comentários já publicados no DELITO DE OPINIÃO. Fazem parte integrante do património deste blogue. Que é dos seus autores mas também é dos seus leitores.

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Trinta mil textos

por Pedro Correia, em 15.01.16

Vale a pena assinalar aqui este número redondo: publicámos hoje o texto nº 30.000 no DELITO DE OPINIÃO. Trinta mil.

Permitam-me a imodéstia: é obra.

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Sete anos depois

por Pedro Correia, em 05.01.16

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O DELITO DE OPINIÃO nasceu faz hoje sete anos. Assumindo-se como "um blogue apostado na reflexão e na análise dos mais diversos temas relacionados com a actualidade, sem receio de exprimir convicções claras e fortes, nem de confrontar opiniões numa sociedade onde se regista um défice permanente de debate".

Continuamos como no primeiro dia: uma equipa plural, irreverente, solidária, robustecida por laços de cumplicidade que transcendem convicções ideológicas e opiniões políticas. Continuamos atentos ao que se passa em Portugal e no estrangeiro. E atentos também aos nossos colegas: não passou um só dia sem citarmos outros títulos da blogosfera em rubricas permanentes como o Blogue da Semana ou a Ligação Directa (esta já com quase 900 entradas, cada uma alusiva a um blogue diferente). Aqui trouxemos também 223 convidados especiais, numa iniciativa que se prolongou por mais de um ano: cada um escreveu sobre o que quis, sem condicionamentos de qualquer espécie. Como se fossem qualquer de nós.

Alguns que formam hoje esta equipa tão heterogénea e diversificada chegaram como comentadores e não tardaram a integrar o elenco de autores, confirmando a nossa perspectiva inicial de que um blogue é uma espécie de edifício em permanente construção. Este carácter de perpétua infinitude, longe de ser um sintoma de fragilidade, é um sinal de robustez.

Logo no primeiro dia, recebemos por cá o incentivo de vários colegas que permanecem activos nestas lides ou pontificam nas redes sociais - colegas como a Joana Lopes, o João Severino, o João Távora, o Joaquim Carlos, o Luís Novaes Tito, o Paulo Ferreira e o Rui Bebiano, entre vários outros, a quem dirijo saudações muito especiais. Todas as palavras amigas que fomos recebendo nos calaram fundo, mas estas primeiras mensagens dirigidas a um blogue que mal saíra da casca para gatinhar os primeiros metros de uma longa viagem tornaram-se particularmente inesquecíveis.

Porque um projecto destes só vale a pena se for assim: uma forma de criar elos com outros, pensem como nós ou pensem de modo diferente.

Elo - essa palavra tão portuguesa e simultaneamente tão universal. Três letras capazes de abraçar o mundo.

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Seis mil visualizações diárias

por Pedro Correia, em 19.09.15

Crise na blogosfera? Dizem que há, mas aqui não se nota. Nos últimos dez dias o DELITO DE OPINIÃO registou 41.357 visitas e 61.701 visualizações.

Fica o registo. Com o agradecimento reiterado a quem nos lê.

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Delito de opinião

por Sérgio de Almeida Correia, em 18.09.15

Depois de já ter lido 8 (oito) crónicas do Luís Naves sobre a crise dos refugiados na Hungria, entendi, no passado dia 14 de Setembro,  escrever algumas linhas sobre uma afirmação várias vezes reafirmada naquelas crónicas de que a Hungria era uma democracia. E fi-lo chamando a atenção para a existência de vários modelos de democracia e para um conjunto de factos que em meu entender deviam ser conhecidos dos leitores do Delito de Opinião. E ontem, dia 17, depois de ter ouvido as declarações do Alto Comissário para os Refugiados e de alguns funcionários das Nações Unidas, permiti-me trazer a este blogue alguns outros factos históricos, estabelecendo um paralelo entre o que aconteceu em 1956 e o que está a acontecer em relação ao fluxo de refugiados, dando conta da solução que então foi encontrada. Foram as duas únicas coisas que escrevi sobre a crise dos refugiados na Hungria.

O Luís Naves, que já tinha fica amofinado com o primeiro texto, extraindo dele conclusões precipitadas e que, para além de desajustadas, pouco ou nada tinham que ver com o que lá está (do tipo "uma maioria constitucional, duas maiorias absolutas não contam nesta narrativa", "o homem só tem defeitos (...)", "se a Hungria não é uma democracia deve ser expulsa da UE", "seria preferível fechar os olhos e deixar os traficantes levar toda a gente até à Áustria", "os húngaros serão forçados a fechar a fronteira ou arriscam-se a ficar com 60 mil pessoas em dez dias-se", "o nacionalismo é também um exclusivo dos grandes", "[c]laro que os votos nos pequenos países já não valem nada e a Europa é cada vez mais uma aliança entre grandes potências que não toleram os inúteis gestos de independência dos pequeninos, portanto talvez se encontre uma solução mais expedita"), resolveu ontem voltar à carga a propósito do texto que escrevi sobre os refugiados de 56.  

Em relação às respostas que lhe dei ao comentário que deixou no meu primeiro texto, o Luís Naves nada disse. Por isso, reproduzo aqui o que ali ficou:

"Quanto ao argumento da maioria constitucional e às maiorias absolutas só tenho a dizer que a democracia é antes de mais o respeito das regras do jogo, o respeito pelas minorias, a acomodação da diferença, e não me parece que qualquer maioria absoluta (antes Orbán também teve derrotas) legitimem a alteração das regras.

Só duas linhas relativamente à expulsão, porque quanto ao resto cada um tem a sua opinião e os seus argumentos.

Uma das coisas que tem sido salientada por alguns autores, e isso já era referido em 2011 pelo JW Muller, é que "European governments have been too preoccupied with the fate of the euro and their own economic woes to pay much attention to small neighbors about which many Europeans know next to nothing. (...) Brussels itself began to scrutinize the media law, and it nowseems sure that Hungary will amend it in response to criticisms from the EU. Still, it has become painfully obvious that the Union has many instruments and incentives to get countries outside its borders to adopt liberal democracy but precious few for changing the behavior of governments on the inside. In the wake of the failed EU Constitution, the focus has all been on respecting national differences, emphasizing Europe’s internal political diversity, and avoiding tough common European political standards. Tellingly, the latest European treaty—the quasi-constitution—has a provision for a member state to leave voluntarily, but no mechanisms for ejecting a country that has ceased to be democratic. True, there is the possibility of withdrawing voting rights from states that have violated the EU’s “fundamental values,” but no leading politician has even mentioned that possibility yet."

Um outro autor Ulrich Sedelmeir - London School of Economicas (JCMS, vol 52, 2014) escreveu: "Although the Commission made the debatable claim that the Media Law breached the EU media directive, it decided not to use infringement procedures.Instead, Commissioner Neelie Kroes was satisfied that the Commission’s concerns had been addressed in an exchange of letters with the Hungarian government, which promised to ease rules for foreign media and to soften the rules against ‘unbalanced’ coverage and ‘offensive’ Internet content. After the Hungarian Constitutional Court declared some elements of the Media Law unconstitutional, the controversy reignited when the Media Council withdrew the frequency for Klubradio, the main independent radio channel in the country, leading to criticism from the Commission, although there was no EU law that allowed it to act. A Budapest court granted a temporary relief for Klubradio to stay on air, but according to a Council of Europe expertise on the Hungarian Media Law, the government’s changes still do not meet European human rights standards. Freedom of the press remains problematic since the Media Council ‘still controls the entire broadcast sector and has [. . . the] legal power to reregulate print and online media’ (Bánkuti et al., 2012). In sum, the EU’s use of social pressure to achieve greater plurality and independence of the media was largely ineffective.
In January 2012, the Commission started infringement procedures against Hungarian legislation in three issue areas that had a separate basis in EU law. The lowering of the retirement age of judges (...) infringed Directive 2000/78/EC on equal treatment in employment. Measures to restrict the independence of the national data protection supervisory authority and of the Hungarian central bank, respectively, breached Article 16 TFEU and Directive 95/46/EC on data protection and Article 130 TFEU. Moreover, concerning the independence of the central bank, the EU not only used the infringement procedures – with the threat of financial penalties by the ECJ – but also used issue linkage. In April 2012, the Commission declared itself satisfied with the changes (...)"

Concluo que a UE não foi mais longe porque Orbán fez marcha-atrás, corrigindo o que foi obrigado a corrigir. Tal como a Roménia também fez. As maiorias de nada lhe valeram. Se todos os problemas fossem liminarmente resolvidos com a expulsão talvez já não houvesse UE."

Ontem, o Luís voltou à carga. E que diz ele, de relevante, em relação ao que eu escrevi: que o meu primeiro texto está "cheio de preconceitos" e que o segundo é "injusto", para depois concluir que a comparação com 56, "insinuando a insensibilidade e a ingratidão dos húngaros, revela a tese sentada no conforto do camarote". 

A partir daqui, fazendo uso destes elevadíssimos argumentos, atira com uma série de questões que com toda a propriedade deviam ser dirigidas aos responsáveis da União Europeia e das organizações internacionais que estão no terreno. Reparar-se-á que eu nunca coloquei em causa os relatos que o meu colega de blogue faz, não procurei sequer dar resposta às perguntas que ele foi atirando para o ar nas suas crónicas, nem sequer contestei as conclusões que foi extraindo em defesa do que foi afirmando.

Eu só tenho a dizer ao Luís Naves que não percebo onde está o "preconceito", que aliás ele não desenvolve em relação aos factos que são apresentados e que ele também não refuta. Como também não desenvolve onde está a injustiça da comparação relativamente à situação dos refugiados em 1956 e em 2015. E vem dizer que eu venho insinuar a "insensibilidade e a ingratidão dos húngaros", revelando "a tese sentada no conforto de camarote".

Em relação a este último ponto, inclusivamente, eu remeti os leitores para declarações prestadas por um refugiado de 1956 e para o filho de um outro refugiado da mesma época. Se há o apontar de um sentimento de insensibilidade e ingratidão em relação ao que está a acontecer, isso estará nas declarações dos próprios húngaros que criticam a acção do seu governo. E sobre isso o meu colega nada diz. Aliás, o que diz a oposição interna húngara e as várias ONG que se queixam da acção de Orbán, o Luís Naves também ignora. Para o Luís, a narrativa do governo húngaro é que é a correcta, por isso não há nada a dizer.    

Quanto aos números dos refugiados, o Luís Naves escreveu em 5 de Setembro "que só este ano, já entraram na Hungria 167 mil migrantes. Amanhã, a soma dará 170 mil". Bom, mas em 1956 na Áustria entraram 180.000. Em três semanas de Novembro terão entrado 113.000. E ainda lá estavam 150.000 da II Guerra. E a Áustria ao tempo não fazia parte de nenhuma União Europeia. E a situação resolveu-se sem muros, sem vedações de arame farpado, sem usar gás pimenta e gás lacrimogéneo, meios de que ainda ontem a Sérvia se queixou, por terem sido utilizados pela polícia húngara em relação a refugiados que se encontravam do outro lado na fronteira, no seu próprio território. Ah, pois, estavam a tentar entrar na Hungria porque por ali a volta é mais curta... 

Vá lá que no texto a que agora se responde, o Luís Naves já vem admitir que, afinal, o Viktor Orbán "tem defeitos: é um conservador populista com visão exagerada do seu país, tem tendência para a franqueza pouco diplomática e para o que considera ser a defesa intransigente dos interesses nacionais". É um princípio, mas logo a seguir o Luís Naves justifica isso, normal, com a oposição de extrema-direita e a oposição de esquerda pós-comunista, acrescentando ainda, não vão os seus leitores ficar confusos, oposição "que levou a Hungria à falência". Bem sublinhado. Esta última  nota deverá ser, pois, um dado essencial para se compreender a acção de Orbán, para justificar a sua actuação, a sua democracia musculada e o discurso populista. O Luís Naves devia explicar um pouco melhor estas coisas, bem como a história dos juízes do Tribunal Constitucional ou as alterações às leis da comunicação social que os restantes países da União Europeia obrigaram a Hungria a emendar. E já agora dizer quantos países, com excepção da Áustria por uma vez, foram obrigados a acatar recomendações da UE a esse nível. Está visto que o governo de Orbán e o Fidesz são "pequeninos" mas atrevidos. Fossem eles "grandes" e davam uma lição de democracia aos restantes europeus.

Para além disso, o Luís disse coisas tão extraordinárias como que "a vedação é uma medida paliativa", que "ninguém os impede de apanhar o primeiro comboio para a Alemanha" e colou o Jobbik (o partido de extrema-direita) a Putin, quando aquele com quem Putin faz acordos, tal como faz com a Síria de onde os refugiados vêm, é com Orbán. O refúgio insistente no zeloso cumprimento dos Acordos de Schengen, perante a gravidade e excepcionalidade da situação, só me fez lembrar um manga-de-alpaca que com todo o zelo recusava requerimentos por serem dirigidos ao Chefe da Repartição de Finanças, que estava de férias, quando deviam ser endereçados ao "Chefe da Repartição de Finanças (Substituto)".   

O Luís também não esclarece a questão dos juízes, mas é pena, porque provavelmente poderia dar-nos a conhecer os argumentos que faltaram a Orbán para seguir em frente com a reforma do Tribunal Constitucional húngaro, fazendo calar os tontos de Bruxelas. Num dos seus textos até diz que "estamos a assistir a uma campanha organizada (por quem?) que visa exercer pressão política sobre os países do grupo de Visegrad". Pois é, o mundo está cheio de malandros que querem tramar a Hungria... 

O Luís gostaria que eu entrasse num jogo de ping-pong, mas confesso que tenho pouca paciência (e tempo) para isso. Não gosto de ver jogos de ping-pong. A maior parte das vezes a bola só é vista pelos jogadores e pelos árbitros. Tão pouco estou interessado em dar lições aos leitores ou a ele. Não tenho esse atrevimento.

Aliás, só escrevi o que ficou registado sobre a democracia húngara porque a determinada altura, tanta era a insistência do Luís em mostrar que a Hungria é uma democracia (num dos rankings dos indicadores de democracia estava em 36.º lugar, muito abaixo de Portugal), que comecei a ter a estranha sensação de que Orbán seria um reincarnação do Senhor, a UE uma cambada de malandros a fazerem um uso reprovável do seu poder sobre um pequeno país, e que o Luís Naves foi o escolhido para escrever cartas para os pastorinhos. Como não me chamo Jacinto, Marta ou Lúcia achei por bem marcar a minha posição, fazendo uso da minha liberdade de crítica, o que fiz, sublinho, apenas em relação às questões que eu considero essenciais para os leitores poderem, se quiserem, reflectir e sem que para tal fosse contrariar os factos e as conclusões, algumas sub-liminares, que o Luís apresentou. E repare-se que logo no primeiro texto que escrevi não contestei que a Hungria fosse uma democracia, embora fizesse notar, e foi esse o propósito, a existência de vários modelos e de algumas coisas "estranhas" que se passavam nessa democracia. E escrevi: "importa referir meia-dúzia de outros aspectos que não têm feito parte dos relatos do Luís Naves, e por isso não têm tido resposta, para que as pessoas não pensem que a democracia húngara é igual à alemã, ou à inglesa, ou à francesa, ou à espanhola, à italiana, à belga, à holandesa, e por aí fora, até à portuguesa".

A factos contrapus outros factos e clarifiquei fontes, socorri-me de textos de académicos, de notícias, de registos conhecidos. Os leitores se quiserem podem informar-se. Já o tinha feito anteriormente quando vi a defesa que o Luís fez de algumas teses em relação à Grécia, sendo certo que não tenho nem manifestei particular simpatia pelo Syriza em nenhuma ocasião. Como várias vezes tenho feito e inclusivamente aqui escrevi uma vez, a provocação é um direito. E a ironia nunca fez mal a ninguém. Eu prefiro ter leitores que contrariem as minhas teses, que apresentem outras versões, que me critiquem e se necessário me corrijam, como alguns por vezes têm feito, do que ter uma carneirada a aplaudir o que escrevo, a insultar anonimamente os vizinhos de blogue com referências indirectas e meias-palavras e a publicar as críticas nos comentários dos textos dos outros porque foram por mim censurados devido aos seus inaceitáveis termos, muitas vezes em relação a terceiros e claramente xenófobos, anti-semitas e racistas. 

Aqui não há "narrativas", o mundo não é visto a preto e branco, de um lado não estão os bons e do outro os maus, não há grandes e "pequeninos", e eu não dou aulas de catequese a neófitos. Registo as minhas opiniões, as minhas posições, factos que entendo deverem ser registados. E cada um que tire as suas conclusões, que faça as críticas, de preferência sem atacar o vizinho, sem insultar quem escreve, sob pena dos comentários não serem publicados. Lá porque há quem queira "desancar" no vizinho, com quem até posso não simpatizar, o que nem sequer é o caso, não vou permitir que se publiquem nos comentários aos meus textos considerações que possam ser consideradas ofensivas para ele ou para qualquer outro dos meus colegas que aqui escreve. Tenho pena, mas o Delito de Opinião ainda não é a Hungria de Orbán. E se um dia for seguramente que me avisarão com antecedência, porque nesse dia a opinião deixará de ser livre.

Tenho pena, mas é assim que vejo as coisas, Luís. 

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António Galamba (PS) diz-se excluído por delito de opinião.

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...

por Leonor Barros, em 04.07.15

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Hoje ao fim de tarde. A alma cheia de gente que me faz mais feliz e a quem estarei eternamente grata. 

 

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Delito de opinião

por Sérgio de Almeida Correia, em 09.01.15

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Beck

por Sérgio de Almeida Correia, em 03.01.15

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 A sociedade do risco é também a sociedade da responsabilidade e da consciência individual. A Europa não é um risco, é uma opção.

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O Delito de Opinião

por Helena Sacadura Cabral, em 03.11.14

Já uma vez aqui disse que não percebia muito bem porque é que me tinham convidado para escrever nesta casa. E, na altura, o Delito ainda falava de outras coisas para além do futebol e de política. É verdade que eramos menos e talvez a intimidade fosse diferente. 

Por razões que não vêm ao caso, este fim de semana dediquei-me a ler com atenção uns post's que, por versarem esse tipo de matérias, me interessaram menos e havia deixado para leitura posterior. Fiquei impressionada. O núcleo duro deste blog é mesmo a política. O que, para quem goste, não será um mal maior. Mas descobri algo que, a mim, me pareceu novo. É que o Delito se transformou numa plataforma de pré campanha eleitoral. Não entro em detalhes nesta análise porque todos os "delituosos" me merecem igual respeito. Todavia e a meu ver, existe um começo de "excesso". Talvez seja eu que esteja errada. Mas, confesso, gostava mais do DO de quando entrei!

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Lista de Presenças - Almoço Delito

por Adolfo Mesquita Nunes, em 14.01.13

 

Não sei quem foi o primeiro, aquele por quem esta acta deveria começar. Mas, se tivesse de fazer um palpite, diria que foi a Leonor a primeira a entrar naquele princípio de verde que é a casa da Ana. Uma pessoa entra, imaginemos a Leonor, de tarte de lima na mão e determinação no gesto, e dá de caras com a serra. Poderia ser uma parede de serra, daquelas que nos trava, mas não: é um começo de serra e de verde, mesmo.

 

Mas voltemos aos restantes autores do Delito, que chegaram enquanto eu, aliviado, discutia Hélia Correia com a Ivone, e ela, compreensiva, me dava a conhecer a Teresa Veiga. Quem chegou depois? Depois, talvez para temperar aquele sobressalto que a Leonor não disfarça, deve ter chegado a Teresa, que trouxe bolo de caramelo, imagino que para nos convencer, sem sucesso, que a doçura lhe tinha escorrido toda para o bolo. A Teresa e a Leonor as primeiras a chegar, é o que imagino, numa espécie de equilíbrio que terá confortado a Ana: tudo no seu lugar, o céu e o inferno em paz, o Delito em começo de festa. E estava tudo no seu lugar, de facto.

 

O Pedro, porque se sente responsável, não deve ter demorado muito mais. Há ali uma liderança que se pressente e que o antecede. Poderíamos chamar-lhe de carisma mas nós temos por hábito chamá-lo de Pedro. E ele, que não sabe da confusão do nome próprio com o substantivo, nem dá pela coisa, distraído talvez com a determinação do Luís, que lhe fez companhia. E é bom ter o Luís por perto nestes almoços. Por vários motivos e por mais este: o sossego de saber que há quem já tenha pensado e concluído sobre como vai este país (era o senhor contente ou o senhor feliz?).

 

Se o Zé Navarro só chegasse depois de compilar tudo o que sabe, não teria sido o seguinte. Nem teria chegado a tempo, sequer. Mas deve ter sido ele a entrar, logo a seguir ao Pedro e ao Luís. Não por competição, mas porque as histórias que o Zé tem para contar não cabem num fim de tarde e convém chegar cedo. Se quiserem ver o Delito em movimento, convidem o Zé. São dezenas de posts, um a um, a surgir à nossa frente, num convite ao plágio. O Zé André, que publica posts, e livros daqueles a sério, resiste bem a isso do plágio. E até aos seus próprios temas, que ficaram em suspenso, para nos fazer lembrar, vem daí lamechice, que é bom ver alguém feliz, e não necessariamente pelo pleno 'árvore, livro e filho'.

 

E foi este o grupo que, com uma hora de viagem, eu e a Ivone encontrámos. Pontualíssimos, apesar de tudo, porque lá estávamos para receber a Gui. A nossa caloira, sem a timidez dos caloiros, arranjou logo forma de escapar à praxe. De igual para igual, sem espaço para hierarquias. E nós fomos na conversa, que acabámos a oferecer ao Zé Maria, que chegou depois, o estatuto de caloiro. Não que a idade não justificasse e os recados trazidos da mãe não provocassem, mas a verdade é que nos deixámos levar pela mestria da caloira. E ficou assim: Gui 1, Zé Maria, também Gui, 0.

 

Vá lá que o Gui caloiro trouxe arroz doce, daqueles que poderiam ter dizeres a canela: Delito de Opinião, por exemplo. Mas não tinha, por causa de uma desculpa qualquer. De qualquer forma, os dizeres alinhados a canela não teriam durado outro tempo que não o de exibição, que o João Campos, embalado pelas raízes do Alentejo, atacaria o dito sem vergonha, entre a ficção científica e o liberalismo clássico (curiosa combinação, bem sei). E assim começou mais um almoço do Delito.

 

Do que se falou e de quem por lá passou, naquele dia de Reis, prometeu-se o segredo, que agora cumpro, deixando esta acta confundir-se com uma mera lista de presenças em casa da vital Ana. E que isto sirva de lição aos faltosos. Acabou-se isso de faltar e ficar a saber tudo pelas actas.

 

Ah. E o almoço foi um caril, que estava daqui.

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Viva Nós! Votem em nós!

por Leonor Barros, em 09.01.13

Deve ter sido por acabar de ver o nosso menino d' ouro agorinha na televisão à minha frente e contagiada pela falta de modéstia do jovem narciso mais o belo par de pernas que a D. Dolores lhe deu, abençoada mãezinha. Neste país há muito que a vergonha se foi e também eu, adaptando uma das citações mais famosas da História, quero ter os meus cinco minutos de sem vergonha. Venho por este meio, despudorada e descaradamente, informar que aqui o nosso delicioso Delito foi nomeado pelo Aventar para blogue do ano. Não se acanhem, amigos e comentadores, ide lá e colocai a cruzinha. E agora, vou-me, acabei de esgotar a minha quota de pedinchice desavergonhada. 

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You talkin' to me?

por Rui Rocha, em 28.10.12

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