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Clube do Bolinha na cozinha

por Pedro Correia, em 27.11.18

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A todo o momento se debate, nos mais diversos espaços de opinião, a necessidade de combater assimetrias e desigualdades entre cidadãs e cidadãos. Justíssima causa, ainda com muitos passos a trilhar, e a que dou todo o meu apoio - da igualdade de oportunidades no acesso às carreiras profissionais à urgência em equiparar salários, sem discriminações de género.

Há que reconhecer os progressos registados, nesta matéria, em quase todos os domínios da sociedade portuguesa - incluindo aqueles que outrora permaneciam vedados à participação feminina, como a magistratura, a diplomacia, as corporações policiais e as forças armadas. Se há meio século, por exemplo, era residual o número de mulheres nos cursos de Direito, hoje elas estão ali em esmagadora maioria e já predominam em todos os níveis da magistratura excepto nos tribunais superiores.

Para espanto de alguns, até o futebol feminino está em franca expansão entre nós, com um número crescente de praticantes federadas. Havendo até já jogos que congregam cerca de dez mil adeptos nas bancadas, como aconteceu num recente Sporting-Braga.

 

Mas há um domínio que lhes permanece escandalosamente interdito sem uma palavra de reprovação das figuras bem-pensantes. Refiro-me aos chefes de cozinha, onde parece prevalecer o lema do Clube do Bolinha: "Menina não entra."

Ainda agora registaram-se unânimes coros de júbilo a propósito da atribuição de quatro novas "estrelas Michelin" a chefes de cozinha portugueses. Todos homens. E ninguém parece reclamar por isso, o que muito me admira.

Consulto a lista integral dos chefes galardoados com as referidas estrelas em Portugal: António Loureiro, Vítor Matos, Louis Anjos, Rui Paula, Joachim Koerper, João Rodrigues, Miguel Rocha Vieira, Óscar Geadas, Heinz Beck, Henrique Leis, Sergi Arola, Miguel Laffan, Tiago Bonito, Alexandre Silva, Pedro Almeida, Pedro Lemos, Leonel Pereira, João Oliveira, Luís Pestana, Willie Wurger, Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Benoît Sinthon, Hans Neuner, Ricardo Costa e Dieter Koschina.

Caramba, não se vislumbra uma cozinheira num sector tão emblemático e com tanta projecção mediática. Elas só servirão para lavar os tachos?

 

É algo que me indigna. Quase tanto como o silêncio cúmplice das feministas que passam ao lado deste tema. Algumas, se calhar, até frequentam sem sobressaltos de consciência os restaurantes desta tribo que goza de tão boa imprensa e se mantém irredutível como reduto da desigualdade.

Começo a pensar que sou antigo

por Pedro Correia, em 27.12.16

Quando comecei a desenvolver os neurónios, toda a gente chamava cozinheiros aos cozinheiros. Com alguma lógica, convenhamos.

Depois houve quem passasse a chamar-lhes chefes. Hoje intitulam-se chefs, à francesa.

Sou um bota-de-elástico. Continuo a chamar-lhes cozinheiros.

Agenda dos Sabores

por Helena Sacadura Cabral, em 14.02.16

Frutas e legumes.jpeg

 

Cá venho eu estragar a dignidade do DO e falar de comidazinhas. Mas eu sou assim. Uns estão preocupados com o país e nada podem fazer. Eu estou preocupada com a cozinha, onde posso fazer tudo.

Posso tanto, que criei há um mês, um blogue intitulado AGENDA DE SABORES - agendadesabores.blogspot.com -  onde já se encontram 151 receitas, óptimas, saborosas, que dão alegria só de olhar para elas. Comê-las, então, é o nirvana gastronómico, sobretudo enquanto se discutem as opções do Orçamento!

Ljubomir Stanisic

por Helena Sacadura Cabral, em 19.09.14
O nome é difícil de pronunciar, mas mais difícil ainda é não ficar rendido ao programa de culinária que ele conduz no canal de cabo 24 Kitchen, que se chama Papa Quilómetros. Trata-se de Ljubomir Stanisic, considerado um dos Chef's sensação do momento. 
Depois do programa “Masterchef” e de ter lançado o seu próprio livro, oferece-nos agora na televisão um programa no qual não só investiga como descobre os segredos e as tradições das iguarias nacionais. 
Mas faz mais. Ao percorrer o país em todos os sentidos, presta um serviço digno de registo ao turismo nacional, já que confeciona as suas receitas quase sempre no meio natural, entre paisagens lindíssimas.
Com uma história de vida que, sendo curta – nasceu a 8 de Junho de 1978 em Sarajevo –, é ao mesmo tempo longa, porque começa num sonho de criança cuja musa é Rose, a sua mãe, que apesar de cozinhar batatas todos os dias, conseguiu fazer com que nenhum deles fosse igual ao outro. Quem sabe se não terá sido este o estímulo para a sua imparável criatividade?
Em Belgrado estudou na Universidade Popular Bazidar Adzila e inicia uma carreira que o levaria, no seu país, a sub chefe da Padaria e Pastelaria Skadarilija.
Mas a guerra leva-lo-ia a fugir e, depois de várias peripécias, a vir parar na tranquilidade do Gerês. Mais tarde encontraria Vitor Sobral, com quem fica até que, já bem mais seguro de si, decide forjar o seu destino, com um notável percurso pessoal e profissional, que acumula merecidos prémios.
Será no 100 Maneiras em Cascais que a sua carreira dá um salto e a página do livro da sua vida se vira definitivamente para o sucesso. Sabe internacionalizar-se e anda um ano inteiro com a família, numa auto caravana a tentar descobrir os segredos gastronómicos do velho continente.
Volta, abre mais dois restaurantes com o mesmo nome – o Bistrot e o Nacional - e torna-se um fenómeno televisivo ao qual a Fox International Channels irá, com o seu Papa Quilómetros, dar uma nova dimensão de internacionalização.
Para os amantes de cozinha, ver um estrangeiro falar a nossa língua como muitos de nós não falamos e a dar a conhecer a nossa história, a nossa gastronomia e o nosso país, é motivo de orgulho. E um prazer para quem, como eu, vê na confecção dos alimentos, uma forma de partilha de amizades.

"Chef" mas pouco

por Sérgio de Almeida Correia, em 29.07.14
"Guests at preview of Jamie Oliver's Hong Kong restaurant left starving by miserly morsels"

Rosa, rosae

por Ana Vidal, em 18.12.13

 

Uma rosa é uma rosa é uma rosa. Declarou Gertrude Stein, pintou Magritte, nomeou Umberto Eco, humanizou Saint Exupéry, aprisionou num frasco Coco Chanel. E provei eu, hoje, em forma de uma compota hiper-enjoativa. Sabem que mais? Só os grandes deveriam atrever-se a tocar numa rosa.


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