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Interessa é participar

por Marta Spínola, em 25.03.18

Hoje li o seguinte tweet:

 

Twitter 2011: twittava "aula de física mo chato" rolava duas curtida um RT e alguém comenta "é mesmo" Twitter 2018: twitta "aula de física é mó chato" 5k de curtida 2k de RT nos comentários todos brigam sobre a importância da física, te xingam e falam q vc votou no PT

 

Sou utilizadora diária do twitter desde 2009 e confirmo o que ali está. Claro que se trata de um tweet brasileiro, mas o essencial está lá, e aplica-se globalmente: antes lia-se e percebia-se comentando ou não. Agora lê-se e dá-se uma lição. Tento manter-me à margem desta tendência, mas é geral, as redes estão sufocantes com moralismos e filosofia de pacotilha. E como esta não é uma questão de agora, fiz uma busca pelos meus posts no Delito e encontrei este, sobre como nos comentários em geral as pessoas apontam muito rapidamente o dedo, sem pensar muito, importa é participar (da pior maneira possível). 

Tenho pena que o twitter também esteja agora a sofrer com isso. E não, digo já a quem nunca o usou muito, não era assim, a tendência era a inversa. Ali podíamos rir de subtilezas e coceguinhas no cérebro, quem percebia percebia e dava um RT ou interagia, complementava, alimentava uma espiral saudável de boas piadas, quem não percebia passava à frente e ria para a próxima. A timeline seguia o seu curso e pelo meio divertia-me muito. Ainda me divirto, ainda me rio, mas já faço um esforço por procurar o conteúdo e antes não era preciso.

O pior continua a ser o Facebook parece-me (e caixas de comentários de jornais), e nem é preciso procurar. Às vezes vejo o Jogo do Tanso, da Cátia Domingues para crer. É possível que o missing link esteja entre os visados. 

Tenho a convicção de que a saturação com o comentário maldoso vai chegar e teremos o reverso nas redes em geral, ou pelo menos o sossego nas redes. Pode ser só wishful thinking. 

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Anonimato na net

por João André, em 18.12.17

O post da Patrícia toca em vários pontos essenciais. Reflicto abaixo sobre um deles: devemos ou não aceitar comentários anónimos nos nossos posts?

 

Eu permito-os por três razões que deixo em comentário no post dela:

1. Quem queira ser troll não deixa de o ser por causa de ser anónimo. Basta abrir contas falsas e depois espalhar o seu lixo. Mesmo que seja bloqueado nada o impede de abrir mais contas. Bloqueá-lo não muda nada: a revisão de um comentário antes da sua aprovação continua a ter de ser feita.

2. Há pessoas que preferem não abrir contas. Compreendo isso: é mais uma conta para lembrar, mais um destino para spam e mais uma forma de poder ser seguido pelos algoritmos da net. Além disso há comentadores que acabam por assinar na mesma. Lembro-me agora do nosso comentador João de Brito.

3. Um nome, na net, nada significa. Qualquer um de nós pode assinar com o alias que preferir sem que isso signifique seja o que for.

 

Já quanto à "censura" que alguns comentadores clamam quando não aprovamos os comentários, tenho os seguintes pontos.

1. Não é censura. A censura é uma limitação grave da liberdade de expressão. Ao não aprovar um comentário ofensivo, agressivo, ou indecente, não impedimos qualquer liberdade de expressão. O comentador em causa continua a ser livre de colocar o mesmo comentário no Facebook, no Instagram, num blogue pessoal ou, se os donos tiverem estômago para isso, noutros blogues ou em jornais.

2. Limpar comentários nas caixas de cada um dos autores é um acto de higiene. Ninguém pensa que estamos a impedir liberdade de expressão às moscas quando removemos o lixo de nossas casas.

3. A democracia só o é de forma verdadeira quando existe um debate respeitoso. O ruído impede-o e, como tal, comentários ou opiniões agressivos e/ou ofensivos impedem uma discussão correcta. Como tal, numa discussão, ao limparmos eses comentários estamos a promover a democracia. Eu não retirarei o comentário não ofensivo de alguém que proclame a inferioridade de alguém de uma crença específica, mas fá-lo-ei a alguém que posteriormente insulte o autor desse comentário.

 

O problema das caixas de comentários é que se tornaram repositórios de frustrações. Eliminar opiniões não faz sentido, até porque isso não é possível (só eliminamos um registo das mesmas). Faz muito mais sentido que apenas sejam retirados os comentários que ultrapassem os limites das regras da sociedade. Já os outros, é sempre melhor que sejam publicados. Primeiro porque é assim que funcionam sociedades livres; segundo porque por vezes são apenas desabafos e nada mais; por último porque ficam registados para o futuro e podem ser usados para confrontar os seus autores.

 

A responsabilidade, ao contrário da opinião, não é um direito. É um dever. De todos.

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Por razões que são fáceis de entender não aprovei a publicação de comentários jocosos ou ofensivos, em especial de comentadores anónimos, relativos a um post interior com este titulo.

Desde o início da minha colaboração com o Delito de Opinião tenho libertado todo o género de comentários, dos mais elogiosos aos mais ofensivos. Hoje decidi que acaba a democracia disfarçada no anonimato e, no caso específico do comentador ou comentadora que me enviou uma mensagem com ameaça implícita, tratando-me por "minha menina", chamando-me à atenção para o meu futuro, agradeço que tenha em conta que eu sou o tipo de pessoa que guarda estas coisas e vai à Polícia Judiciária sem qualquer problema.

Aos restantes, peço desculpa por este post. Sempre considerei o debate essencial. As redes sociais ao abrigo do anonimato não são exercícios de liberdade e de argumentação, são apenas cobardia.

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REGRAS DA CASA

por Inês Pedrosa, em 04.12.17

Cansada de perder o meu precioso tempo a responder a comentários de "Anónimos", detestando a prática da peroração sob camuflagem, seja essa opinião positiva ou negativa, informo que, de hoje em diante, não publicarei qualquer comentário anónimo aos meus posts. A democracia é linda, sobretudo porque não usa burka.  

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Entre os mais comentados

por Pedro Correia, em 31.10.17

Em 22 destaques feitos pelo Sapo em Outubro, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesse dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu 19 menções ao longo do mês.

Incluindo cinco textos no pódio: três primeiros lugares, cinco segundos lugares, dois terceiros.

 

Os textos foram estes, por ordem cronológica:

Hoje é aquele dia em que o Papá Estado nos impõe a lei da rolha (40 comentários)

Fim da linha  (40 comentários)

Turismo eleitoral na Catalunha (36 comentários)

Catalunha: estado de coisas (46 comentários, o mais comentado do dia)

Pensamento da semana (38 comentários)

Pacheco, Sá Carneiro e o PSD (26 comentários)

O que disse Mario Vargas Llosa (100 comentários, o mais comentado do dia)

Catalunha: os dois separatismos (34 comentários)

Fuga em massa (64 comentários, o mais comentado do dia)

A détente com os totalitarismos (37 comentários)

Insensibilidade e mau gosto (46 comentários)

Cento e três (30 comentários)

Nunca é de mais lembrar (38 comentários)

Pensamento da semana (47 comentários)

Marcelo (36 comentários)

"Fogo amigo" contra Ronaldo (58 comentários)

Abriu a época de tiro ao Marcelo (48 comentários)

Dois tabefes da mãe, D. Teresa, e um ralhete da tia, D. Urraca (40 comentários)

Contra o "racismo identitário" (32 comentários)

 

Com um total de 836 comentários nestes dezanove postais, além de 466 gostos no Facebook.

Fica o nosso agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

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Entre os mais comentados

por Pedro Correia, em 01.08.17

Em 21 destaques feitos pelo Sapo em Julho, entre segunda e sexta-feira, para assinalar os dez blogues nesse dias mais comentados nesta plataforma, o DELITO DE OPINIÃO recebeu quinze menções ao longo do mês.

 

Os textos foram estes, por ordem cronológica:

Quero lá saber se é mais fácil para a Ministra ficar ou sair (25 comentários)

Medina Carreira (47 comentários)

Venezuela: repressão e silêncio (34 comentários)

Jorge Coelho (30 comentários)

Duplicidade ética (44 comentários)

General Solnado (36 comentários)

Exemplo prático de mais-valia (42 comentários)

Ludibriar os portugueses (48 comentários)

Não pode valer tudo (80 comentários)

Do fanatismo (48 comentários)

O eucalipto e a luta de classes (68 comentários, o mais comentado do dia)

Os mortos não são números (42 comentários)

As vítimas secretas (20 comentários)

Pensamento da semana (38 comentários)

Tsipras? We don't know him (46 comentários)

 

Com um total de 648 comentários nestes quinze postais, além de 464 gostos no Facebook.

Fica o nosso agradecimento aos leitores que nos dão a honra de visitar e comentar. E, naturalmente, também aos responsáveis do Sapo por esta iniciativa.

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Ainda os eucaliptos

por Sérgio de Almeida Correia, em 01.07.17

O meu amigo A.J.M., que não é do PS (eu tenho amigos em vários quadrantes, caso ainda não tenham dado por isso), fez um comentário off-the-record ao texto que abaixo coloquei. Com sua autorização publico-o aqui (para que possam continuar a comentar):

 

"Cuidado com as manobras de diversão: os eucaliptos ardem por serem combustíveis, como qualquer outra espécie arbórea, e há pinheiros com mais poder de ignição e devastação.

As monoculturas são péssimas por arrasarem a biodiversidade mas as diferentes espécies, eucalipto incluído, têm lugar e valor numa gestão florestal sustentável.

Quanto aos incêndios, é facto comprovável que tem ardido área de eucaliptos em menor proporção que a "floresta" afectada - em termos lógicos, de racionalidade e bom senso, isto basta para refutar a diabolização do eucalipto - quer dizer, há outras razões - e boas - para se diabolizar, não o eucalipto mas a sua exploração em monocultura desordenada. Outro facto irrefutável é que onde há combinação e profissionalização de prevenção e combate a incêndios, a floresta não arde nestas proporções desmedidas, a bem dizer quase não arde - quem investe a sério em floresta, ou seja no que for, não deixa arder, pois também investe em meios adequados à defesa do seu património.

Portanto, embora o monoeucaliptal - e o monotudo - seja de evitar, o inimigo obviamente não deve ser o eucalipto. Há já inimigos bastantes e mais poderosos: a ignorância, o abandono, a desertificação, o "logo se vê" tão portuguesinho, o desprezo político persistente e obstinado pelo conhecimento dos técnicos.

Relembro aqui o que sucedeu ao Código Florestal, um dia aprovado (DL 254/2009) pelo Governo Sócrates com autorização legislativa da AR: acto contínuo, uma bela "reapreciação parlamentar do diploma governamental", tal como já tinham feito aos Governos minoritários de Guterres, em que o Parlamento alterava o artigo 2º - âmbito - e fulminava os Decretos e a governação do País. Desta feita, a Lei 116/2009, de 23 de Dezembro "suspendeu" por 365 dias a entrada em vigor do dito Código... Lei 1/2011, de 14 de Janeiro, repete a brincadeira e prorroga por um ano o prazo de entrada em vigor do Código Florestal...

Sérgio, em particular, nota que as sucessivas reapreciações parlamentares do Código repuseram em vigor as seguintes normas:
a) A Lei n.º 27667, de 24 de Abril de 1937;
b) A Lei n.º 1971, de 15 de Junho de 1938;
c) A Lei n.º 2069, de 24 de Abril de 1954;
d) Os n.os 2 e 3 do artigo 7.º da Lei n.º 33/96, de 17 de Agosto;
e) A Lei n.º 158/99, de 14 de Setembro;
f) A secção III da Lei n.º 30/2006, de 11 de Julho;
g) O Decreto -Lei n.º 13 658, de 20 de Maio de 1927;
h) O Decreto -Lei n.º 13 658, de 23 de Maio de 1927;
i) O Decreto -Lei n.º 28 039, de 14 de Setembro de 1937;
j) O Decreto -Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938;
l) O Decreto -Lei n.º 28 468, de 15 de Fevereiro de 1938;
m) O Decreto -Lei n.º 38 273, de 29 de Maio de 1951;
n) O Decreto -Lei n.º 38 630, de 2 de Fevereiro de 1952;
o) O Decreto -Lei n.º 39 931, de 24 de Novembro de 1954;
p) O Decreto -Lei n.º 41 033, de 18 de Março de 1957;
q) O Decreto -Lei n.º 43 464, de 4 de Janeiro de 1961;
r) O Decreto -Lei n.º 145/72, de 3 de Maio;
s) O Decreto -Lei n.º 129/88, de 20 de Abril;
t) O Decreto -Lei n.º 139/88, de 22 de Abril;
u) O Decreto -Lei n.º 173/88, de 17 de Maio;
v) O Decreto -Lei n.º 174/88, de 17 de Maio;
x) O Decreto -Lei n.º 175/88, de 17 de Maio;
z) O Decreto -Lei n.º 139/89, de 28 de Abril;
aa) O Decreto -Lei n.º 180/89, de 30 de Maio;
bb) O Decreto -Lei n.º 423/89, de 4 de Dezembro;
cc) O Decreto -Lei n.º 327/90, de 22 de Outubro, alterado pela Lei n.º 54/91, de 8 de Agosto, pelo Decreto-Lei n.º 34/99, de 5 de Fevereiro, e pelo Decreto-Lei n.º 55/2007, de 12 de Março;
dd) O Decreto -Lei n.º 276/97, de 8 de Outubro;
ee) O Decreto -Lei n.º 20/98, de 3 de Fevereiro, alterado
pelo Decreto -Lei n.º 253/98, de 11 de Agosto;
ff) O Decreto -Lei n.º 224/98, de 17 de Julho;
gg) O Decreto -Lei n.º 528/99, de 10 de Dezembro, alterado
pelo Decreto -Lei n.º 147/2001, de 2 de Maio;
hh) O Decreto -Lei n.º 169/2001, de 25 de Maio, alterado
pelo Decreto -Lei n.º 155/2004, de 30 de Junho;
ii) O Decreto -Lei n.º 316/2001, de 10 de Dezembro;
jj) O Decreto de 24 de Dezembro de 1901;
ll) O Decreto de 24 de Dezembro de 1903;
mm) O Decreto de 9 de Março de 1905;
nn) O Decreto de 11 de Julho de 1905;
oo) O Decreto n.º 12 625, de 9 de Novembro de 1926, alterado pelo Decreto n.º 12 793, de 30 de Novembro de 1926;
pp) O Decreto n.º 20 985, de 7 de Março de 1932;
qq) O Decreto n.º 26 408, de 9 de Março de 1936;
rr) O Decreto n.º 28 040, de 14 de Setembro de 1937;
ss) O Decreto n.º 28 517, de 11 de Março de 1938;
tt) O Decreto n.º 31 002, de 24 de Dezembro de 1940;
uu) O Decreto n.º 44 625, de 13 de Outubro de 1962;
vv) A Portaria n.º 11 070, de 22 de Agosto de 1945;
xx) O n.º 2 da Portaria n.º 23 526, de 8 de Abril de 1968;
zz) A Portaria n.º 513/89, de 6 de Julho;
aaa) A Portaria n.º 528/89, de 11 de Julho."

De uma penada, os iluminados deputados fizeram o País recuar a 1937 - o mundo mudou: a tecnologia, o clima, o sector primário (e os outros) mas o País dá-se ao luxo de amargar com o enquadramento regulatório florestal de 1937... e a culpa é só do eucalipto?

Azar..."

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 26.03.16

«Tenho saudades do espaço Schengen, pois faço muitas vezes a viagem de carro entre a Alemanha e Portugal. Desta vez (há cerca de uma semana) não notámos tanta diferença como estávamos à espera. As fronteiras entre a Alemanha e a Holanda (perto de Venlo) e entre a Holanda e a Bélgica (em Maastricht) estavam abertas, mas, ao entrarmos em França, perto de Valenciennes (vindos da Bélgica), deparámos com uma fila de outros tempos, devido ao controlo. Na passagem de França para Espanha (País Basco) havia controlo no sentido contrário, mas penso que por outras razões, que não o perigo islâmico. Por outro lado, quem sabe... Pode bem ser que a França controle todas as entradas no país, sejam elas quais forem.

Estava habituada a atravessar cinco fronteiras sem notar (não fossem as placas com o nome do país onde se entrava). Numa situação destas, há uma certa revolta, a mesma revolta que alimenta as demagogias dos partidos da extrema-direita. É triste.»

 

Da nossa leitora Cristina Torrão. A propósito deste texto do Luís Menezes Leitão.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 19.05.15

«Gostei do seu comentário "de bonne guerre". De facto, como não vivo de Acordo à ilharga, com frequência (que falta nos faz o trema, não é?) me foge a tecla para o vício antigo. Escrevo o Verão com maiúscula porque gosto do sol-e-praia (com o Acordo, perdem-se estes hífens), desse tempo de "não fazer a ponta de um chavo", como se diz na minha terra. Já o outono, mês da nostalgia da malta das rimas e do início da chatice da gabardine, esse merece amplamente ser amesquinhado com a minúscula. E, na minha liberdade de cidadão, continuarei muitas vezes a dar deliberados pontapés na gramática nova. Como, por exemplo, a acentuar, orgulhosamente o A (como a porta 10A) na frase "ninguém pára o Sporting". Pode não ser verdade, mas é assim.»

Do nosso leitor Francisco Seixas da Costa. A propósito deste texto do Sérgio de Almeida Correia.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 18.01.15

«Pergunto-me baixinho para que ninguém oiça como serão todos os charlies de ultima hora caídos do céu, nos círculos restritos onde se movimentam a par e passo. Em família, no trabalho, no desporto, nas colectividades, na politica e mesmo à mesa do café. Será que perante chefes e subordinados, pais, filhos e companheiras, parceiros de mesa ou de esquina, nos confrontos políticos, como no desporto ou em assembleias de bairro, são assim tão apreciadores e respeitadores, senão mesmo acérrimos defensores do direito à liberdade de expressão que tanto se cansaram agora em apregoar? A democracia como a liberdade não são apenas para exibir autocolante em dia de montra enfeitada, mas inquestionavelmente mais para praticar nas rotinas diárias de relacionamento com os outros quando na ausência dos holofotes. Qual é o senhor que nos pode perdoar?»

 

Do nosso leitor Marquês Barão. A propósito deste meu post.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 30.08.14

«A norma, bem ou mal, fez-se em 1911. A questão deveria ter ficado terminada aí; não ficou porque o Brasil, com o seu habitual chauvinismo, não gostou de ser excluído de tal questão por um país soberano que estava a legislar sobre assuntos internos. Desde então se tenta fazer o impossível, isto é, unificar a ortografia de dois países que continuarão a mudar a ritmos diferentes e que têm díspares níveis de alfabetismo, com todas as consequências que isso causa na estabilidade da norma - no caso do Brasil, com um vertiginoso nível de analfabetismo funcional, onde se escreve como se ouve, isso significa que a ortografia será sempre mais instável do que num país razoavelmente alfabetizado como Portugal, pelo que nenhuma norma pode servir ambos países ao mesmo tempo.
Todos os acordos desde o de 1911 têm sido inúteis e nocivos; apenas resultam na obsolescência de manuais escolares e livros e em gastos de actualização de milhares de palavras em montras, repartições, estabelecimentos, ministérios, etc., pelo país fora. Quanto se gastará, por exemplo, a converter cada Direcção-Geral numa Direção-Geral? Quem fez estudos sobre isso? Qual será a factura? Alguém quer saber, alguém se interessa por isso?
Melhor teria sido se cada país tivesse aceitado que, estando separados geográfica, política, cultural e economicamente, as suas normas seguirão por sendas diferentes, a ritmos diferentes e ao sabor dos condicionalismos que cada um tem de enfrentar, e que não havia nada a fazer senão respeitar a diferença de cada. Nada mais justo, nada mais tolerante. Mas justiça e tolerância não são virtudes estimadas pelas elites políticas luso-brasileiras.»

 

Do nosso leitor Miguel. A propósito deste meu texto.

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