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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 24.03.19

«Exclusão e rebaixamento do outro. Rebaixamento este tanto maior quanto maior for a veneração de um Passado, na maioria das vezes mítico, na maioria das vezes construido à custa do Outro. Aliás a união nacionalista sacrifica o futuro, raiz de toda a decrepitude, no altar do Passado, simbolo da imaculada virtude - venera-se um passado mítico e nunca verdadeiro. Daí o nacionalismo ser o regime da emoção irracional, da adoração fanática de símbolos, de mitos, de figuras irreais - o orgulho nacional provém mais de um Ser imaginado, morto, do que um Real, presente e vivo. O Nacionalismo nasce do Romantismo e como este tem sempre na Morte, no Sacrifício, no Martírio o seu leitmotiv.

Tem sido esse o grande problema português, pois verdadeiramente somos vincadamente nacionalistas pois grande e longo é o nosso Passado, a nossa história, em grande parte mítica, criada por romancistas e não historiadores. Habita ainda no nosso inconsciente colectivo o Portugal Imperial, que amargamente nos serve de comparação ao canto ibérico que somos. E daí advém o nosso insidioso mal-estar. Não sermos capazes de esquecer. Não sermos capazes de andar para a frente sem olhar para trás. Daí o tropeço.»

 

Do nosso leitor Pedro Vorph. A propósito deste texto do Diogo Noivo.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 18.03.19

«Se não concordou, é porque não percebeu o cerne da questão: se forem às aulas não salvam o meio ambiente e os seus netos não terão onde viver no futuro, quanto mais meras aulas; mas se faltarem às aulas agora para chamar a atenção, pode ser que algo mude e salvemos o meio ambiente a tempo dos seus netos ainda poderem ter onde viver em condições.

Próximo passo: boicote ao fabrico de automóveis a combustível fóssil (sim, a Autoeuropa não é uma coisa boa, por mais empregos que "crie" atualmente), greve contra orçamentos que se preocupem mais com o défice do que com investimento em energias renováveis e transportes públicos (porque sem planeta, então é que não se paga dívida nenhuma) e campanhas para diminuir drasticamente o consumo de carne, e já agora de peixe (mais refeições sem esses elementos não são sinal de pobreza, mas sim de consciência).

Se um dia ainda for a tempo de perceber, faça greve também ao trabalho às sextas à tarde. É este o próximo passo deste protesto. É que se forem só os adolescentes, então as mudanças necessárias não serão feitas a tempo da nossa salvação.»

 

Do nosso leitor Carlos Marques. A propósito deste texto do JPT.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 09.03.19

 

«Quanto aos cães... a História da Humanidade é a História do Cão. É tudo o que tenho a dizer sobre o assunto.»

 

Do nosso leitor V. A propósito deste meu texto.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 02.03.19

«Com tudo o que ultimamente vemos, ouvimos, sabemos e nos é imposto tomar conhecimento, tendo cada vez mais a pensar que o animal humano entrou em retrocesso. Acredito que num milénio ou dois poderá muito bem acontecer um regresso aos pântanos, se os protozoários, as algas e os fungos nos permitirem o regresso.
Regressar às cavernas, alagadas com o degelo dos glaciares entupidos numa imensidão de detritos e carcaças putrefactas, não é de todo provável. Regressar às árvores? Quais? Às que cortámos desenfreadamente por ganância? As que queimámos ou que deixamos arder por incúria?
Regressar ao pó? Ao pó de muitas erosões que torneia no ar de um qualquer lugar num tempo mumificado e seco, em que a ideia de água é uma miragem?
Que tipo de animal é capaz de se suicidar lentamente e sem propósito na terra queimada em que tornou um mundo triste e consumido que era o seu?»

 

Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu postal.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 24.02.19

«São agora duas formas de falar o português, de tal forma que já não digo 'Português do Basil', digo Brasileiro, referindo-me à língua. Basta conviver com aquela malta (e o meu genro, papai da minha neta, é um desses casos) para perceber que não percebemos metade do que dizem: autonomizaram-se, e a vastidão do seu território (pensemos assim: a região do Pantanal tem sensivelmente o tamanho de Portugal, e é pouco habitada...) ajuda à vastidão do vocabulário, nomeadamente porque a língua reporta para o que nos corcunda, o que fazemos, etc., e temos realidades absolutamente distintas, donde...

Às vezes, falando com o Fellipe, não percebo metade do que diz, mas ele percebe tudo o que digo.

Depois, há que perder, de uma vez por todas, a aura do Portugal colonizador, essa bela porcaria, quando o Brasil é uma miscelânea absoluta: posso pegar no nome do meu genro, por exemplo: origens? portuguesas, africanas, alemãs, italianas, francesas e, motivo de muito orgulho, neto de uma pura Tupi-Guarani (não é à toa que defendo cada vez mais a miscelânea das gentes, que, aliás, produz belos espécimes: a minha neta tem um olhar asiático, a pele clara, um sorriso de desmaiar e, claro, fala incongruências lindas, aos 11 meses, mas seguramente terá o melhor dos mundos - muito mundo - dentro de si).

Ninguém se desviou do tema, que o tema é uma mescla (não será à toa que os brasileiros riem de ventre para cima com a treta do AO-Coiso).»

 

Da nossa leitora Alexandra G. A propósito deste meu texto.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 16.02.19

«Um governo de maioria é mais responsabilizado politicamente pelo (in)sucesso governativo do que um minoritário. Se o resultado da governação não decorrer conforme o desejado pode ser usado "o bode expiatório" das exigências da oposição, ou culpar as "forças de bloqueio" pelo insucesso governativo. Quanto às cativações nos governos minoritários, são um instrumento orçamental frequente, apenas, se os parceiros de coligação/de negociação orçamental forem fracos, desleais com o seu eleitorado (daí o termo geringonça se encaixar que nem uma luva ao actual pacto parlamentar). A preocupação primeira do BE e do PCP, ao aprovarem sucessivos orçamentos "aldrabados/cativados" do PS, é a de manter afastado do Poder o PSD, e não a implementação, no orçamento, de politicas que traduzam as preocupações reais do seu eleitorado. Só assim se percebe que não mujam nem tussam com as frequentes cativações a que temos assistido, conducentes à degradação da administração pública, sector tão caro dos partidos de extrema esquerda. ( imaginemos, perante o actual caos nos serviços do Estado e a falta de investimento público, a gritaria, no Parlamento, da extrema esquerda não democrática, se no governo estivesse um partido de Direita democrática) . Em qualquer outra coligação, dita séria e não numa geringonça, a cativação recorrente seria um instrumento que poria em causa a aprovação de um orçamento negociado e por isso uma medida de excepção. Não se pode obviamente concluir que nas coligações as cativações possam ser um instumento para fazer aprovar um orçamento, bem pelo contrário. Ao fazerem-se cativações não se cumpre o acordado com os parceiros de coligação parlamentar.Hipócritas.....também eu me desvinculei no final do ano passado.»

 

Do nosso leitor Pedro Vorph. A propósito deste meu postal.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 10.02.19

«É lamentável que o autor do post venha aqui heroicizar o comportamento machista de seu irmão, acabando por perpetuar estereótipos de paternalismo verdadeiramente nocivos para a causa do empoderamento das mulheres.
Ao contrário do que aqui se insinua, a verdade é que nenhuma mulher precisa que um qualquer homem a defenda, a proteja, ou tome por ela partido (para isso é que existem as leis, a justiça, e as autoridades). Há que exterminar de vez esse pensamento condescendente doentio e vexatório que continua a discriminar o sexo feminino na sociedade hodierna. Abaixo o patriarcado ocidental e o machismo benevolente indecentemente disfarçado de cavalheirismo. Vivam as mulheres fortes, independentes e superiores!»

 

Do nosso leitor Sampy. A propósito deste texto do JPT.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 03.02.19

«Em 2017 o crédito pessoal, excluindo habitação, foi de 6.192 milhões de euros. De 2018 ainda não há dados oficiais, mas sabe-se que aumentou. Entre 2007 e 2017, com a crise pelo meio, o total de crédito ao consumo foi de 73.964 milhões. Mais ou menos 21 vezes a capitalização bolsista do BCP. O malparado ronda os 5% para o período, ou seja, 3.698 milhões, o que não é mau, embora seja um BCP inteiro - digamos que os portugueses até são cumpridores.

Os números são de molde a criar problemas se acontecer uma situação adversa. O crédito pessoal, crédito ao consumo, é quase irrecuperável, só com penhora de salários, o que implica defaults no crédito à habitação. Há outros números difíceis de contabilizar, porque para os bancos é preferível refinanciar do que reconhecer o malparado, e esses dados não são fáceis de encontrar. O malparado real é decerto muito superior aos 5%.

Em 2007 a taxa de esforço das famílias era superior a 100%. Não sei como está hoje. Se os bancos estiverem a fazer o que sempre fizeram, a empurrar potenciais defaults para o futuro, e se criar uma conjuntura adversa, então sim, o crédito para tvs, smartphones, nintendos, e afins, só por si é suficiente para despoletar uma crise, pois arrasta o crédito à habitação e o contrair da economia arrasta o crédito às empresas.

A economia normalmente quebra no elo mais fraco, que são os consumidores. Se a culpa é deles ou dos bancos, é um tema a debater. Pessoalmente, vi uma pessoa fazer um crédito para compra de um perfume, e digo que isso mina a minha confiança no juízo dos meus compatriotas.»

 

Do nosso leitor António. A propósito deste meu postal.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 26.01.19

«Vivo a 300 metros deste bairro. Fui durante vários mandatos autarca no Seixal. Este bairro é um esqueleto no armário da CDU. Podiam ter resolvido o problema com o primeiro PER (anos 90?), primaram pela inércia. Em tempos quiseram realojar estas pessoas numa zona de quase-ninguém o que motivou protestos dos poucos moradores das vivendas assustados com a construção de um bairro social, depois disso o silêncio...
Em muitos orçamentos da Câmara Municipal do Seixal a quantia para habitação social era absolutamente irrisória.
As oposições no Seixal foram impotentes, porque minoritárias, para resolver o problema. O PCP/CDU deixou apodrecer o bairro no meio de muita retórica e promessas não cumpridas. Porquê?
Na Jamaica vivem pessoas pobres e trabalhadoras na sua maioria. Pessoas revoltadas porque aquele bairro, com a sua extrema falta de condições, é um péssimo cartão de visita para os bancos, para os empregos, para os colegas... Mais do que a cor da pele, é o bairro e a pobreza a ele associada que é factor de discriminação.»

 

Da nossa leitora Catarina Tavares. A propósito deste meu texto.

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Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 20.01.19

 

«Há aqui dois pontos passíveis de consideração:
- o primeiro é o aumento da frequência com que contactamos com línguas estrangeiras: viagens, permanências no estrangeiro, trabalho em multinacionais, operadores turísticos, uso dos media. O processo de captação e domínio de outras línguas passa também por esse aspecto de confusão e troca de vocábulos, tanto mais nítido quanto menos sólida e extensa tiver sido a formação na língua materna.
- há também a nobre tradição do jargão académico, pujante nas nossas universidades e já indissociável de campos do saber como o Direito, em que a vontade de não se fazer compreender aliada à necessidade de se cumprir metas de número de caracteres nos ensaios a entregar acaba por descambar em invenções vocabulares dignas de constar no Guinness.»

Do nosso leitor Sampy. A propósito deste meu texto.

 

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«O episódio não tem nada a ver com política, nem com esquerda versus direita, nem com a pergunta feita ou a resposta obtida, nem com Mário Machado ou o que pensa ou deixa de pensar. É simplesmente um momento de uma guerra comercial entre estações de televisão que lutam pelas audiências e que usam todos os meios ao alcance para se superiorizarem à concorrência. Mas, claro, o português pacóvio depois vai atrás da inflamação política da treta, encenada por todos os intervenientes para distrair a populaça, com assuntos que estão a léguas do tema principal. O telefonema de Marcelo Rebelo de Sousa para a jovem Cristina que se passou da TVI para a SIC e depois para o coitado do Roberto Leal são outro tanto da mesma coisa. Entretenimento para a populaça se distrair do essencial. Migalhas de pão e muito circo, com animais daqueles que falam e tudo... paupérrimo.»

 

Do nosso leitor João Gil. A propósito deste texto do João Pedro Pimenta.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 13.01.19

«"O alheamento quase total desta cidade que anda de costas ostensivamente viradas para a cultura." Esta frase tocou no ponto e fiquei triste com o post... Lisboa tornou-se demasiado fútil de repente (é claro que como reflexo de tudo no geral), e por isso é que agora, passados doze anos lá, me vim embora. Perdeu-se a essência da cidade (que era mais do que cultural), mas também as pessoas perdem valores a cada dia que passa, e por opção. Vão exclusivamente aonde se tira a fotografia mais fashion  para exibir, e é óbvio que o tempo a publicá-la e a trabalhar o seu "fake self" online será prioridade em relação a ler um livro. É claro que cada um sabe de si e tem o direito a gastar a vida como entende, mas os resultados ficam à vista enquanto sociedade. E acho que ainda nem se viu nada... Também lamento, para dizer o mínimo.»

 

Da nossa leitora Isabel Pinto. A propósito deste meu texto.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 23.12.18

«Reconheço na iniciativa da Magda e do David um gesto de enorme altruísmo. Porque isto deve ter dado um trabalhão... Mas acima de tudo porque dão a conhecer outros espaços, alguns deles bem interessantes.
Obviamente que votei no DELITO, que continuo a pensar que é um exemplo na blogosfera. Pela pluralidade de opiniões, pela qualidade dos textos e acima de tudo pela enormíssima capacidade de diálogo entre os escritores e comentadores.
Um justo prémio para todos os delituosos. Estão todos de parabéns!»

 

Do nosso leitor José da Xã. A propósito deste meu postal.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 15.12.18

 

«Quem nunca leu Homero e Platão não sabe sequer ler.»

 

Do nosso leitor André Miguel. A propósito deste meu postal.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 09.12.18

«A raiva que atravessa as jacqueries resulta de uma má consciência provinda do vislumbre dessa insignificância, desse desperdício, em que se atolaram as suas próprias vidas. Mais que os combustíveis, é a frustração, pelo futuro atrasado, a sua matéria inflamante - e como está anda distante a próxima Black Friday!
Mais que revoluções exteriores, precisamos de reformas interiores. Esgotam-se em lutas etéreas, acabando-as na convicção cansada do cansaço. Numa sensação penosa e adormecida de ter valido alguma pena….
Para alguns se sentirem vivos, é necessário, de vez em quando, o grito e o esbracejar de quem se afoga em morte viva. O beliscão já não serve, pois fazem da tristeza diária a sua maior alegria.
Não se gritam hoje mais palavras de ordem que não a de frustrações.»

 

Do nosso leitor Pedro Vorph. A propósito deste texto do JPT.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 25.11.18

«O país, coitado, dá-nos o que pode e o que não pode; nós é que temos no sangue o espírito de embarcadiços - e se antes eram caravelas e sextantes, agora são redcarpets e modas. O que faz falta é embarcar a malta.»

 

Da nossa leitora Sarin. A propósito deste texto do Fernando Sousa.

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Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 17.11.18

«A revolta do passado era incitada pela oposição, pela comunicação social e pelas conversas das pessoas, austeridade passou a ser a palavra de ordem, não se falava de outra coisa, gerou-se uma onda de negativismo e as pessoas só sabiam reclamar da austeridade porque toda a gente reclamava.
Hoje, as pessoas continuam a acreditar no que se diz e a mensagem que passa é que a austeridade ficou no passado, supostamente vivemos dias prósperos e o optimismo é geral, mas se perguntarmos o motivo de as pessoas acharem que estão melhor, não sabem responder, acham que estão simplesmente porque lhes dizem que estão.
A juntar a estes factos existem outros que se começam a notar lentamente, o mercado interno está a abrandar, as pessoas começam a retrair-se, as empresas começam a ter menos encomendas, é uma questão de tempo para que se perceba que não estamos bem financeiramente.
Entretanto, até lá, é esperar que o dano não seja grande e ter esperança, tenho pouca, que a próxima crise traga as reformas de que tanto necessitamos.
O povo engana-se com papas e com bolos e nunca esta expressão fez tanto sentido em Portugal.»

 

Da nossa leitora Psicogata. A propósito deste texto do Diogo Noivo.

 

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«Na verdade, só nascemos para as realidades do mundo depois de "velhos". A inocência da infância e a inconsciência da juventude conferem-nos a maravilhosa despreocupação da brisa que sopra numa noite de Verão. Independentemente dos medos, perigos, das aventuras ou da segurança, seja qual for a realidade que nos envolve, não aprendemos nem apreendemos a sua verdadeira substância. São os anos que nos ensinam a esbracejar e chapinhar para ficar à tona da travessia do oceano temporal da nossa passagem. Por mais complicado que se nos afigure o cruzar das ondas, ninguém deseja sinceramente chegar ao outro lado, aquela margem que nos devolve ao pó e solta na luz. Tudo o que queremos é adormecer com um sorriso e ir ao sabor da corrente ao encontro da paz.»

 

Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu postal.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 11.11.18

«Eu a julgar que os sérvios tinha lutado pela Grande Sérvia, os franceses pela Alsácia-Lorena, os ingleses para acabar com a indústria pesada alemã e ficar com os melhores bocados do Império Otomano, os italianos por Trento, Trieste e a Dalmácia, os romenos pela Transilvânia, os russos por Deus e pelo Czar (até se fartarem de ambos). E que nós apenas declarámos guerra aos alemães para (na tese oficial) não perdermos as colónias ou (na realidade) para reforçar o precário regime que então nos governava – duas razões que se aplicam à Guerra 1961-1974, que, francamente, não consta que tenha sido uma “luta pela compreensão contra o ódio, a liberdade contra a opressão, a justiça contra a iniquidade, a Europa aberta contra a Europa fechada, o mundo solidário contra o mundo dos egoísmos, das xenofobias e das exclusões”...»

 

Do nosso leitor JPT. A propósito deste texto do JPT.

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Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 03.11.18

«Só um pequeno desabafo em relação às redes sociais. Quem viu nascer a internet decerto se lembra do espirito de comunidade e entreajuda dos primeiros tempos. Prometia ser uma coisa boa. Tornou-se basicamente uma lixeira coberta de publicidade. É triste.»

Do nosso leitor António. A propósito deste texto do Alexandre Guerra.

 

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«Primeiro sozinhos. Depois a família. Depois a tribo e o clã. Finalmente a cidade. Depois o Reino. Posteriormente a Nação. A seguir o Império. O mercantilismo. Depois o mercado livre. Surgem os movimentos emancipatórios, como reconhecimento de uma identidade comum. De uma dignidade humana comum. Vêm então as instituições supranacionais que visam mitigar os desarranjos arcaicos de fronteira - os ódios primatas de bando.
O sentido histórico, o progresso histórico, têm reforçado o aumento das fronteiras do grupo a que pertencemos. Cada vez são mais os outros que reconhecemos como iguais - todos sonham, todos sofrem. E oxalá um dia ninguém fique de fora por ser diferente. 
Quando saio para fora da nação histórica sinto-me em casa. Pois a minha nação é o horizonte. É aquilo que vejo quando olho para cima. Para um mar comum, ou um bosque virgem. Na bandeira vejo um trapo. Mas é de noite, que sei onde fico.»

 

Do nosso leitor Pedro. A propósito deste meu texto.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 27.10.18

jeronimo-de-sousa.jpg

 

 

«Exmo Sr Jerónimo de Sousa,

É com muito prazer que lhe escrevo sobre as reformas antecipadas, mas permita-me primeiro cumprimentá-lo pela sua coerência batendo-se pelo melhor daqueles que muito trabalharam.

Actualmente estou reformado, com 64 anos e com uma carreira contributiva de 49 anos de descontos. Leu bem: 49. Apesar de não ter tido penalização mensal de 0.5 /mês, tenho a penalização do factor de sustentabilidade. Assim, espero que V. Exa. faça reverter a situação, já que, para o ano de 2019, vão permitir reformas antecipadas sem cortes, incluindo o factor de sustentabilidade. Agradeço que tenha em consideração este assunto de modo a ficar também contemplado com o respectivo valor.

Aqueles com 60 de idade e 40 anos de descontos ou 63 de idade e 43 de descontos não terão qualquer corte na reforma. E eu, com 64 anos e 49 anos de descontos? Comecei a trabalhar aos 11 anos.

Fico grato pela sua atenção e aguardarei com a maior expectativa a resolução a favor dos que, como eu, muito contribuíram para podermos ter uma reforma condigna.

Receba um abraço.»

 

Do nosso leitor António Roque Ribeiro. A propósito deste meu texto.

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 21.10.18

«Exageros à parte, o que eu detesto são os marias-vão-com-as-outras.
Os dizes-tu, os depende, os tanto-faz, os da pós-verdade...
Abomino os que estão sempre de acordo, mesmo comigo, sobretudo comigo, naquela implícita num vago sorriso - não me chateies, não estou para te aturar.
Valorizo muito mais uma convicção errada do que uma cedência estratégica e cínica.
Denuncio que é precisamente uma sociedade parda e aparvalhada que convém àqueles poucos que manipulam todos os restantes em benefício próprio.
Àqueles a quem interessa difundir informação a mais e facultar formação a menos (atente-se nos sistemas de ensino).
Não sendo crente, ainda assim reconheço que a Bíblia nos transmite sólidos ensinamentos.
Um deles, o maior de todos, é "Amai-vos uns aos outros..."
Um outro é "Aqueles que não são peixe nem carne, vomitá-los-ei..."»

 

Do nosso leitor João de Brito. A propósito deste meu texto.

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