Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 20.01.19

 

«Há aqui dois pontos passíveis de consideração:
- o primeiro é o aumento da frequência com que contactamos com línguas estrangeiras: viagens, permanências no estrangeiro, trabalho em multinacionais, operadores turísticos, uso dos media. O processo de captação e domínio de outras línguas passa também por esse aspecto de confusão e troca de vocábulos, tanto mais nítido quanto menos sólida e extensa tiver sido a formação na língua materna.
- há também a nobre tradição do jargão académico, pujante nas nossas universidades e já indissociável de campos do saber como o Direito, em que a vontade de não se fazer compreender aliada à necessidade de se cumprir metas de número de caracteres nos ensaios a entregar acaba por descambar em invenções vocabulares dignas de constar no Guinness.»

Do nosso leitor Sampy. A propósito deste meu texto.

 

..................................................................................

 

«O episódio não tem nada a ver com política, nem com esquerda versus direita, nem com a pergunta feita ou a resposta obtida, nem com Mário Machado ou o que pensa ou deixa de pensar. É simplesmente um momento de uma guerra comercial entre estações de televisão que lutam pelas audiências e que usam todos os meios ao alcance para se superiorizarem à concorrência. Mas, claro, o português pacóvio depois vai atrás da inflamação política da treta, encenada por todos os intervenientes para distrair a populaça, com assuntos que estão a léguas do tema principal. O telefonema de Marcelo Rebelo de Sousa para a jovem Cristina que se passou da TVI para a SIC e depois para o coitado do Roberto Leal são outro tanto da mesma coisa. Entretenimento para a populaça se distrair do essencial. Migalhas de pão e muito circo, com animais daqueles que falam e tudo... paupérrimo.»

 

Do nosso leitor João Gil. A propósito deste texto do João Pedro Pimenta.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 13.01.19

«"O alheamento quase total desta cidade que anda de costas ostensivamente viradas para a cultura." Esta frase tocou no ponto e fiquei triste com o post... Lisboa tornou-se demasiado fútil de repente (é claro que como reflexo de tudo no geral), e por isso é que agora, passados doze anos lá, me vim embora. Perdeu-se a essência da cidade (que era mais do que cultural), mas também as pessoas perdem valores a cada dia que passa, e por opção. Vão exclusivamente aonde se tira a fotografia mais fashion  para exibir, e é óbvio que o tempo a publicá-la e a trabalhar o seu "fake self" online será prioridade em relação a ler um livro. É claro que cada um sabe de si e tem o direito a gastar a vida como entende, mas os resultados ficam à vista enquanto sociedade. E acho que ainda nem se viu nada... Também lamento, para dizer o mínimo.»

 

Da nossa leitora Isabel Pinto. A propósito deste meu texto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 23.12.18

«Reconheço na iniciativa da Magda e do David um gesto de enorme altruísmo. Porque isto deve ter dado um trabalhão... Mas acima de tudo porque dão a conhecer outros espaços, alguns deles bem interessantes.
Obviamente que votei no DELITO, que continuo a pensar que é um exemplo na blogosfera. Pela pluralidade de opiniões, pela qualidade dos textos e acima de tudo pela enormíssima capacidade de diálogo entre os escritores e comentadores.
Um justo prémio para todos os delituosos. Estão todos de parabéns!»

 

Do nosso leitor José da Xã. A propósito deste meu postal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 15.12.18

 

«Quem nunca leu Homero e Platão não sabe sequer ler.»

 

Do nosso leitor André Miguel. A propósito deste meu postal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 09.12.18

«A raiva que atravessa as jacqueries resulta de uma má consciência provinda do vislumbre dessa insignificância, desse desperdício, em que se atolaram as suas próprias vidas. Mais que os combustíveis, é a frustração, pelo futuro atrasado, a sua matéria inflamante - e como está anda distante a próxima Black Friday!
Mais que revoluções exteriores, precisamos de reformas interiores. Esgotam-se em lutas etéreas, acabando-as na convicção cansada do cansaço. Numa sensação penosa e adormecida de ter valido alguma pena….
Para alguns se sentirem vivos, é necessário, de vez em quando, o grito e o esbracejar de quem se afoga em morte viva. O beliscão já não serve, pois fazem da tristeza diária a sua maior alegria.
Não se gritam hoje mais palavras de ordem que não a de frustrações.»

 

Do nosso leitor Pedro Vorph. A propósito deste texto do JPT.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 25.11.18

«O país, coitado, dá-nos o que pode e o que não pode; nós é que temos no sangue o espírito de embarcadiços - e se antes eram caravelas e sextantes, agora são redcarpets e modas. O que faz falta é embarcar a malta.»

 

Da nossa leitora Sarin. A propósito deste texto do Fernando Sousa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 17.11.18

«A revolta do passado era incitada pela oposição, pela comunicação social e pelas conversas das pessoas, austeridade passou a ser a palavra de ordem, não se falava de outra coisa, gerou-se uma onda de negativismo e as pessoas só sabiam reclamar da austeridade porque toda a gente reclamava.
Hoje, as pessoas continuam a acreditar no que se diz e a mensagem que passa é que a austeridade ficou no passado, supostamente vivemos dias prósperos e o optimismo é geral, mas se perguntarmos o motivo de as pessoas acharem que estão melhor, não sabem responder, acham que estão simplesmente porque lhes dizem que estão.
A juntar a estes factos existem outros que se começam a notar lentamente, o mercado interno está a abrandar, as pessoas começam a retrair-se, as empresas começam a ter menos encomendas, é uma questão de tempo para que se perceba que não estamos bem financeiramente.
Entretanto, até lá, é esperar que o dano não seja grande e ter esperança, tenho pouca, que a próxima crise traga as reformas de que tanto necessitamos.
O povo engana-se com papas e com bolos e nunca esta expressão fez tanto sentido em Portugal.»

 

Da nossa leitora Psicogata. A propósito deste texto do Diogo Noivo.

 

..................................................................................

 

«Na verdade, só nascemos para as realidades do mundo depois de "velhos". A inocência da infância e a inconsciência da juventude conferem-nos a maravilhosa despreocupação da brisa que sopra numa noite de Verão. Independentemente dos medos, perigos, das aventuras ou da segurança, seja qual for a realidade que nos envolve, não aprendemos nem apreendemos a sua verdadeira substância. São os anos que nos ensinam a esbracejar e chapinhar para ficar à tona da travessia do oceano temporal da nossa passagem. Por mais complicado que se nos afigure o cruzar das ondas, ninguém deseja sinceramente chegar ao outro lado, aquela margem que nos devolve ao pó e solta na luz. Tudo o que queremos é adormecer com um sorriso e ir ao sabor da corrente ao encontro da paz.»

 

Da nossa leitora Maria Dulce Fernandes. A propósito deste meu postal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 11.11.18

«Eu a julgar que os sérvios tinha lutado pela Grande Sérvia, os franceses pela Alsácia-Lorena, os ingleses para acabar com a indústria pesada alemã e ficar com os melhores bocados do Império Otomano, os italianos por Trento, Trieste e a Dalmácia, os romenos pela Transilvânia, os russos por Deus e pelo Czar (até se fartarem de ambos). E que nós apenas declarámos guerra aos alemães para (na tese oficial) não perdermos as colónias ou (na realidade) para reforçar o precário regime que então nos governava – duas razões que se aplicam à Guerra 1961-1974, que, francamente, não consta que tenha sido uma “luta pela compreensão contra o ódio, a liberdade contra a opressão, a justiça contra a iniquidade, a Europa aberta contra a Europa fechada, o mundo solidário contra o mundo dos egoísmos, das xenofobias e das exclusões”...»

 

Do nosso leitor JPT. A propósito deste texto do JPT.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Os comentários da semana

por Pedro Correia, em 03.11.18

«Só um pequeno desabafo em relação às redes sociais. Quem viu nascer a internet decerto se lembra do espirito de comunidade e entreajuda dos primeiros tempos. Prometia ser uma coisa boa. Tornou-se basicamente uma lixeira coberta de publicidade. É triste.»

Do nosso leitor António. A propósito deste texto do Alexandre Guerra.

 

..................................................................................

 

«Primeiro sozinhos. Depois a família. Depois a tribo e o clã. Finalmente a cidade. Depois o Reino. Posteriormente a Nação. A seguir o Império. O mercantilismo. Depois o mercado livre. Surgem os movimentos emancipatórios, como reconhecimento de uma identidade comum. De uma dignidade humana comum. Vêm então as instituições supranacionais que visam mitigar os desarranjos arcaicos de fronteira - os ódios primatas de bando.
O sentido histórico, o progresso histórico, têm reforçado o aumento das fronteiras do grupo a que pertencemos. Cada vez são mais os outros que reconhecemos como iguais - todos sonham, todos sofrem. E oxalá um dia ninguém fique de fora por ser diferente. 
Quando saio para fora da nação histórica sinto-me em casa. Pois a minha nação é o horizonte. É aquilo que vejo quando olho para cima. Para um mar comum, ou um bosque virgem. Na bandeira vejo um trapo. Mas é de noite, que sei onde fico.»

 

Do nosso leitor Pedro. A propósito deste meu texto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 27.10.18

jeronimo-de-sousa.jpg

 

 

«Exmo Sr Jerónimo de Sousa,

É com muito prazer que lhe escrevo sobre as reformas antecipadas, mas permita-me primeiro cumprimentá-lo pela sua coerência batendo-se pelo melhor daqueles que muito trabalharam.

Actualmente estou reformado, com 64 anos e com uma carreira contributiva de 49 anos de descontos. Leu bem: 49. Apesar de não ter tido penalização mensal de 0.5 /mês, tenho a penalização do factor de sustentabilidade. Assim, espero que V. Exa. faça reverter a situação, já que, para o ano de 2019, vão permitir reformas antecipadas sem cortes, incluindo o factor de sustentabilidade. Agradeço que tenha em consideração este assunto de modo a ficar também contemplado com o respectivo valor.

Aqueles com 60 de idade e 40 anos de descontos ou 63 de idade e 43 de descontos não terão qualquer corte na reforma. E eu, com 64 anos e 49 anos de descontos? Comecei a trabalhar aos 11 anos.

Fico grato pela sua atenção e aguardarei com a maior expectativa a resolução a favor dos que, como eu, muito contribuíram para podermos ter uma reforma condigna.

Receba um abraço.»

 

Do nosso leitor António Roque Ribeiro. A propósito deste meu texto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 21.10.18

«Exageros à parte, o que eu detesto são os marias-vão-com-as-outras.
Os dizes-tu, os depende, os tanto-faz, os da pós-verdade...
Abomino os que estão sempre de acordo, mesmo comigo, sobretudo comigo, naquela implícita num vago sorriso - não me chateies, não estou para te aturar.
Valorizo muito mais uma convicção errada do que uma cedência estratégica e cínica.
Denuncio que é precisamente uma sociedade parda e aparvalhada que convém àqueles poucos que manipulam todos os restantes em benefício próprio.
Àqueles a quem interessa difundir informação a mais e facultar formação a menos (atente-se nos sistemas de ensino).
Não sendo crente, ainda assim reconheço que a Bíblia nos transmite sólidos ensinamentos.
Um deles, o maior de todos, é "Amai-vos uns aos outros..."
Um outro é "Aqueles que não são peixe nem carne, vomitá-los-ei..."»

 

Do nosso leitor João de Brito. A propósito deste meu texto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 07.10.18

«As palavras amáveis e os mais simples gestos de civilidade e bonomia têm a sua fonte na capacidade de empatia. Quando se aterrou essa fonte com toneladas de narcisismo e se entronizou a "emoção" e o "sentimento" como o alfa e o ómega das relações em sociedade, caminhamos para a dissolução da argamassa que mantém unida essa mesma sociedade. Somos seres emocionais? Certamente. Mas somos também seres racionais e a empatia é sentimento e Razão a um mesmo tempo. É ela, no fundo, a ferramenta que nos permite ler os outros e nos faz dar um passo em frente no sentido de compreendê-los. Se a emoção/sentimento me faz sorrir e dar os bons dias ao meu vizinho pela manhã, quando estou bem disposto, já a mesma emoção/sentimento far-me-á ignorá-lo, quando acordo às avessas. A empatia assumida e praticada obriga-me (e eu dela sou um grato e voluntário cativo) a sorrir e a saudar pela manhã quem como eu é humano, se sente grato por estar vivo e com estoicismo carrega o fardo de ser humano e perecível.»

 

Do nosso leitor Rui Henrique Levira. A propósito deste texto da Ana Cláudia Vicente.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 30.09.18

«Há um artista português que me confunde - o grande Leonel Moura, que recentemente deu Ina Fundação Soares dos Santos, e autor do lema "A Esquerda Não Tem Que Ser Pobre".
Leonel Moura inventou um robôs que pintam, diz ele que com Inteligência Artificial. São umas coisinhas com rodinhas que se passeiam pela tela despejando tinta e mais ou menos conseguindo não esbarrar muito umas nas outras, e não caírem da tela.
Sabendo que o estado da arte no que à Inteligência Artificial diz respeito ainda implica armazéns repletos de torres de processamento, e reclamando o grande Leonel Moura que as suas caixinhas de sapatos pintoras são Inteligência Artificial, claramente o homem devia estar na IBM - ou parar de dizer asneiras.
Mas num mundo onde uma selfie dum macaco levantou a magna questão sobre a quem pertenciam os direitos de autor da foto, com muitos a dizerem que eram do macaco, o grande Leonel Moura não devia perder os direitos das obras para as suas caixinhas de sapatos pintoras?
Se ele mesmo se gaba de não ser o autor, porque recebe os proventos?»

 

Do nosso leitor António. A propósito deste texto do Luís Naves.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 09.09.18

«Optimismo e pessimismo são os updates laico-millenials da redenção e culpa (ou fé e desesperança) que a religião nos legou, temperados (e algoritmisados) por um certo determinismo mágico (ai! a "sorte"..) pós-jacobino de moda.
A falha nestas dicotomias é a simplificação que parece fazer de estados de alma a única força motriz, como se fazer e sequenciar escolhas (mesmo que limitadas) fosse negligenciável nesta gestão daquilo que os zens referem como busca de "paz interior".

Ao perder isto de vista, arrisca-se não só a dissonância cognitiva - como aquela exemplarmente narrada por Rubem Fonseca referindo uma mulher que confessa perante o senhor padre ter cometido adultério, ao que o padre lhe pergunta (recordo de memória) "Minha filha, foi contra seu livre-arbítrio?"; "Não, foi contra o muro" - como se vai perdendo a capacidade de vislumbrar possibilidades e virtualidades ao longa das jornadas.

Antes como Corto Maltese que, confrontado com a leitura das suas mãos que indicava uma quase ausência da 'linha da sorte', i.e. a premonição que o destino lhe seria pouco grato, pegou numa lâmina e na sua mão sulcou uma 'linha da sorte" apropriadamente dimensionada.»

 

Do nosso leitor Jorg. A propósito deste texto da Teresa Ribeiro.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 02.09.18

250x[1].jpg

 

«É a própria autora, se bem recordo texto seu ou entrevista sua, quem se coloca razoavelmente à margem do tempo presente e a ele prefere, como referência, esse final do século XIX. Tendo em conta o que foi o século XX português (e não apenas) e o que está a ser o século XXI, pelo menos quanto aos líderes e ao geral e arrogante triunfo da estupidez, do embrutecimento, da venalidade e da superficialidade, essa opção: uma visão oitocentista - sem ignorar as imensas insuficiências e injustiças desse tempo, e sem esquecer o que a evolução tornou básico -, não é necessariamente inferior.

Há evidentemente preconceitos, ideológicos desde logo, que (e será legítimo tê-los) podem barrar liminarmente, resistindo a qualquer argumentação, a aceitação de um autor ou de uma obra. E há a visão portuguesa do antigo - patente por todo o país, nas mentes e no visível - que o toma não como legado, património que enforma também o presente e revela pistas para o futuro, mas como "velho", coisa na melhor hipótese inútil e mero estorvo. E um povo (voluntariamente) sem passado e entregue à bola e pouco mais é coisa que dá imenso jeito.

Há muito século XIX e século XX até essa década de 70 (e até depois), nesse livro? Há, sim senhor. Mas não vem mal ao mundo, creio, em conhecer um pouco mais desses períodos, de gentes desses tempos e da interpretação que deles faça a autora. E concordar e discordar onde isso se nos imponha.

Não será certamente pior do que ignorar, tomando por velharia sem préstimo o que desses tempos nos seja revelado.»

 

Do nosso leitor Costa. A propósito deste meu postal.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 26.08.18

«Na passada semana fui passar quatro dias à capital lusa. Praticamente em todas as lojas da Baixa o/a empregado/a dirigia-se a mim com um "português" escorreito "May I help you?"... que me irritava solenemente
Num restaurante, em primeiro lugar perguntei se poderia comer, responderam-me que sim e que tinham lugar na esplanada, caso preferisse. Preferi, lá perguntei se podia ser em qualquer mesa vazia, responderam-me que sim. A seguir trazem-me a ementa na língua de Molière e depois perguntam-me se já escolhera, também como se fosse um francês... ou seria um canadiano do Quebeque?
É preciso ser-se assim tão desprezível com a nossa língua para se singrar no turismo? Porque será que ninguém costuma falar comigo de início em língua estrangeira nas cidades atafulhadas de turistas em Itália?»

 

Do nosso leitor Carlos Ernesto Faria. A propósito deste meu texto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 05.08.18

«Por qualquer obtusa razão não consegui ler o artigo para que aponta o post. Também não sei o que disse Madonna e pouco me interessa porquê: dado o andar da carruagem e a vassalagem habitual e submissa com que foi recebida em Portugal, espero qualquer coisa que, tenho a certeza, não será boa para nós.

Os media, em vez de a porem no lugar, cavalgam a onda. E é tudo tão triste que bem me parece que este ano a silly season está perigosa e não apenas silly. Andamos a copiar os USA, silly and dangerous, com a diferença de que sempre nos apoucamos e eles, por via de serem mandantes consagrados, levantam a garimpa.

É tudo uma desolação. Não sei onde se perdeu a humanidade e a inteligência.

Mas em frente. E o escaldar da manhã talvez me esteja a influenciar o neurónio. Pudesse eu e não me mexia da bolha de ar condicionado.»

 

Da nossa leitora Bea. A propósito deste texto do Luís Menezes Leitão.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 29.07.18

«Ora aqui está uma boa pergunta sobretudo para tanto sabichão deste país, a maioria deles com altos cargos mas que, coitados, de floresta percebem tanto como eu de pilotar aviões. O problema maior em qualquer país não são as florestas nem o calor, porque sempre o houve, mas sim os incendiários - que, pelos vistos, em nome da liberdade tão apregoada por esta Europa, e não só, acabam com tudo, até com o direito à vida dos demais: será antes um caso para a justiça. Temos actualmente meios de comunicação e vigilância como não existiam há décadas e nunca me recordo de haver fogos desta dimensão. Por outro lado temos o abandono dos terrenos, o que não existia antes: são uma pasta de material inflamável. Portanto, o mais eficaz será sempre a prevenção e a manutenção dos terrenos com uma severa vigilância e mão pesada para os infractores. 

 

Do nosso leitor Vasco Lopes. A propósito deste meu texto.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 21.07.18

«Os livros de ficção fazem-nos mais cultos e sábios. Os livros académicos não nos ensinam a conhecer os meandros da alma humana...»

 

Da nossa leitora Maria Antonieta. A propósito deste postal do Bandeira.

Autoria e outros dados (tags, etc)

O comentário da semana

por Pedro Correia, em 15.07.18

«Mas afinal quem é que privatizou a EDP? Quem é que foi o campeão das privatizações em Portugal? Foi o Cavaco, dirão alguns; desinformados, digo eu. Não, não foi o Cavaco, o campeão das privatizações em Portugal foi o Guterres, que privatizou a maioria da banca, dos seguros, dos cimentos, a EDP, a Galp, a PT, a Brisa e tutti quantti. Há quem jure que Guterres fez 48 mil milhões em privatizações! O que é que ele fez com esse dinheiro, continua a ser um mistério. Sabe-se que uma pequena parte, por imposição de Sousa Franco, foi para a divida publica e o resto não se sabe. Sabe-se apenas que não serviu para investir.
Quanto ao Passos Coelho, privatizou o capital que restava nas mãos do estado, pouco mais de 20%, cuja mais-valia estava associada à golden share, que teria de acabar mais cedo ou mais tarde porque era ilegal.»

 

Do nosso leitor Alexandre Policarpo. A propósito deste texto do Diogo Noivo.

Autoria e outros dados (tags, etc)


O nosso livro






Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2019
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2018
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2017
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2016
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2015
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2014
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2013
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2012
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2011
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2010
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2009
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D