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Instantes em sépia com capa de muitas cores (11)

por Maria Dulce Fernandes, em 16.06.19

Ser belo

borboletas-na-barriga.jpg

                                                                                                                           

 

A beleza não é essencial à vista, diz o escritor, mas também é certo que o povo é sábio quando afirma que os olhos também comem... aliás as primeiras impressões, nem sempre são as mais correctas , mas são as que se encontram em primeiro lugar no pódium das considerações que tecemos durante a fugaz lonjura dos dias da nossas vidas.
 
Os teóricos do caos falam do efeito borboleta como o princípio de um encandear de situações que poderá levar à aniquilação total e de como a  fragilidade de uma simples variável adaptada a sistemas dinâmicos e complexos pode influenciar as não-linearidades do conhecimento.
 
Falo do efeito borboleta como um instável mas constante procurar pela exaltação do sublime, numa transformação do grotesco no belo, na apoteose da leve magnificência de um ser efémero que só deixa a suave marca da sua infinita beleza,  num mimetismo polifórmico num mar flutuante de cor.
 
Qualquer um é a lagarta que tece o casulo e se resguarda , que espera pacientemente na crisálida que da pupa  aconteça o imago, que aguarda resignadamente a lenta metamorfose, para num apoteótico clímax de fascínio, mostrar ao mundo o  encanto e a majestade em todo o seu esplendor.
 
É com borboletas no estômago e alegria na alma que nos deslumbramos com a grandiosidade do frágil encanto. Prende-se-nos o olhar e a respiração, sentimo-nos sufocar e deixamo-nos ir,  desvanecendo com os sentidos, enquanto uma voz do fundo dos tempos nos ecoa e aturde, como um alfinete embebido em éter " Quid pro quo, Clarice, quid pro quo".
 
 ( Foto da internet)

Estarei a "cometer um ilícito"?

por Pedro Correia, em 13.02.18

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Perdoem-me a ousadia, mas acho a Cláudia Vieira muito bonita.

arte

por Patrícia Reis, em 16.06.14

Será que ela teria direito a ser uma das "belles toujours"?

por Sérgio de Almeida Correia, em 14.01.14

Tal como Truffaut, também eu nunca me cansarei de apreciar a beleza, a estética ou o encanto de uma mulher. Mas como não discuti isso previamente com o Pedro, não sei se Lady Victoria Hervey com esta indumentária teria direito às "primeiras páginas" dele. De qualquer modo, arrisco dizer que quer o meu amigo Pedro, quer as nossas co-autoras, quer os demais cavalheiros e os leitores deste blogue, concordarão comigo de que este vestido, independentemente de quem o use, é susceptível de provocar torcicolos e engarrafar o trânsito em qualquer cidade, vila ou aldeia.

Para quem quiser copiar o modelo, e, se não se importam, tiver corpo para isso, deixo aqui o link para as outras fotos.


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