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Ivanka Trump e o Banco Mundial

por jpt, em 18.04.19

Isto de Donald Trump ter oferecido à sua filha a presidência do Banco Mundial dirá muito sobre como estão os EUA e o mundo em geral. Mas diz também sobre o estado do jardim à beira plantado e dos seus habitantes. Dei uma volta pelas "redes sociais", secções portuguesas. Nas quais, desde há anos, Trump é visceralmente criticado. E não serei eu quem virá contestar a pertinência de muitas dessas críticas. Mas agora? Encontro, naquilo que vejo, na "rede" egocentrada que me é disponível, um silêncio total. As vozes e teclas mais anti-trumpianas, sempre tão activas na crítica ao presidente americano, distraíram-se e não estão frenéticos nas "partilhas" e "denúncias" desta escandalosa deriva nepotista. Decerto que não por estarem ocupados nas bichas das bombas de gasolina: poderiam ter usado os telemóveis durante as esperas para "denunciar", com redobrado ímpeto, este episódio.

Mas agora não. Convém nem referir o assunto, já basta de falar de redes familiares nos cargos de nomeação política. Mesmo que tão mais importante seja a possibilidade da nomeação da filha de Trump para o Banco Mundial do que mais um primo de Carlos César ser colocado num qualquer posto, ou a rábula do secretário de estado invertido ninfomaníaco que queria o capitão garanhão como motorista. Mas nem essa diferença de escala lhes diminui o silêncio. Não querem parecer "parolos" aos olhos de Augusto Santos Silva, como tal preferem calar-se, preocupar-se com outras coisas. Ou, por outra, antes parecer Trump do que parolo, dirão, fiéis ao perversor ministro.

Gente muito fraquinha. Se gente.

 

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O Parolismo

por jpt, em 10.04.19

Uma entrevista de Augusto Santos Silva, mNE (basta googlar que se encontrará uma versão resumida, com cerca de 10 minutos). Não particularmente interessante, não tanto pelo ministro mas devido ao tom afável e até algo subserviente da entrevistadora - há ali uma nuvem de comunhão de casta, tonitruante no final na partilha de "grande amigo", que abre auto-estrada para que Santos Silva saia incólume e até com louros da entrevista, de facto conversa.

Mas, e para além de algumas afirmações interessantes sobre política externa, ainda que não inovadoras, infelizmente não esmiuçadas, o cabeçalho terá que ser as declarações sobre política interna - já agora, nem uma palavra sobre as eleições europeias e sobre "que Europa?", para além de plácidas considerações sobre defesa comum, mostram o tom demasiado "charmoso" da entrevista. E sobre esta Augusto Santos Silva, reclamando alguma rusticidade lexical que faz ancorar no seu portismo, diz serem "parolos" os que se preocupam com as redes familiares no poder político.

Somos então parolos, prisioneiros do parolismo, quando resmungamos com a política de pleno emprego político na família do presidente do PS, o infausto César. Somos parolos - eu, com toda a certeza - quando nos iramos com o secretário de estado da defesa do consumidor que quer o amante capitão à mão de semear, desgraduado em motorista. Somos parolos quando notamos que no PS, confrontado com tanta festividade empregadeira, a sua secretária-geral adjunta, Ana Catarina Mendes, considera que o seu partido de ninguém recebe lições de ética (conviria lembrar, para o caso de alguém se ter esquecido, que o anterior governo do PS, no qual estavam inúmeros ministros actuais, foi chefiado pelo antigo 44 da penitenciária de Évora, durante anos sufragado por mais de 95 por cento dos congressistas socialistas, entre os quais Costa, Santos Silva e, claro, Ana Catarina Mendes). Assim apresentando diferente doutrina da defendida pelo actual mNE que já declarou que "não faz julgamentos éticos", isto a propósito da trafulhice infecta que foi o anterior governo PS. 

Somos parolos ainda quando nos interrogamos sobre isto do PS nem mesmo depois da trapalhada com Sócrates ter o mínimo de cuidado nestes arranjos familiares - uma ligação cronológica, produtora de "sensações", nada colocada na entrevista, ainda que a entrevistadora até tenha aludido a hipotéticas "sensações" do eleitorado. Somos completamente prisioneiros do parolismo, dirá o douto Silva.

E, mais ainda, somos parolos, do parolismo, quando lemos o letal texto de João Pedro George (1, 2) - que terá continuação na próxima edição da revista Sábado - sobre como funcionam as relações familiares no poder político e na administração pública, como promovem a redistribuição de recursos por uma pequena clique. Eles, os socialistas, os Santos Silvas e Megas Ferreiras (bombardeado sem dó nem piedade no texto de George) são os "cosmopolitas", para usar o termo que ASS usa na entrevista como auto-definitório, de si e do seu partido. Nós somos os "morcões", parolistas.

Ah, quem me dera poder escrever palavrões no blog (e no facebook). 

Adenda: um comentador residente no DO comentou o postal com ligação a um pequeno filme, declarações de Sousa Santos evidentemente a propósito do caso Sócrates - indivíduo do qual ele foi ministro, e com o qual anteriormente foi ministro. 

O interessante é que nesta longa e plácida entrevista concedida ao "Observador", apresenta-se como um cientista social, que é, e reclama essa condição para o seu exercício da política, fundamentando-se em "estudos, sondagens", sendo de tal forma veemente que a entrevistadora se aprestou a apresentar-se como algo diferente, como "intuitiva". Mas para defender Sócrates - em 2015, ainda antes do afastamento da Procuradora-Geral, e bem antes daquele fim-de-semana de 18, no qual o presidente César, a criatura então ainda não-secretário de estado Galamba e a jornalista Câncio, confluiram numa espécie de grito de Ipiranga, querendo apartar o PS do seu sempre aclamadíssimo ex-secretário-geral -, para defender Sócrates, dizia eu, já Santos Silva vituperava a justiça portuguesa, negando as más-práticas tão duradouras do seu antigo chefe, para isso fundando-se num tão intuitivo e nada científico "é o que eu sinto". Como se que a fugir-lhe o pé para a chinela, um deslize parolo, por assim dizer.

Um bocadinho menos de reverência da entrevistadora não lhe teria ficado nada mal ...

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Assis tinha razão

por Pedro Correia, em 13.07.18

No fundo, Augusto Santos Silva vem dizer agora o que Francisco Assis já dissera em 2015: há incompatibilidades genéticas entre os parceiros da geringonça. Face aos compromissos europeus e à gestão das finanças públicas, pedras angulares de qualquer governação.

A grande alteração de contexto é a perda gradual e constante do PS nas intenções de voto, confirmada a cada sondagem de há um ano para cá. Felizmente para António Costa, existe  Rui Rio - sempre incapaz de lhe fazer uma crítica, sempre pronto a amparar-lhe a queda.

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Sermão ministerial a jornalistas

por Pedro Correia, em 21.02.18

A política externa deve dar pouco que fazer ao titular da pasta dos Negócios Estrangeiros. Só assim se explica que Augusto Santos Silva tenha assinado um longuíssimo artigo com 17 mil caracteres na Folha de S. Paulo onde, entre alusões ao populismo e às novas plataformas da comunicação, se permite dar sermões, distribuir ralhetes e apregoar deontologia profissional aos profissionais da comunicação social.

Chega ao ponto de assinalar "a culpa do descumprimento ostensivo da deontologia profissional, que tem sido particularmente evidente e grave no jornalismo, onde todos os dias se repetem infracções descaradas a regras básicas de ética e deontologia, como a separação entre factos e opiniões, o respeito pela intimidade e a vida privada, a obrigação do contraditório ou o dever de prova".

Daqui resultam duas interrogações. Primeira: quem terá investido Santos Silva nesta autoridade de doutrinador e "controleiro" dos jornalistas? Segunda: será por falta de pachorra para ler prosa tão copiosa que ainda não tomei conhecimento de qualquer resposta dos supostos endoutrinados?

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Só se estragava uma casa

por Diogo Noivo, em 22.03.17

O Ministro que comparou a concertação social a uma "feira de gado" considera infeliz que o presidente do Eurogrupo tenha caracterizado os países do sul como gastadores em "mulheres e álcool". Nascemos para sofrer.

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A propósito do incidente “feira do gado”, protagonizado por Augusto Santos Silva (who else?), o essencial já foi dito pelo Rui Rocha. Falta apenas dizer que o pedido de desculpa foi mais gravoso do que a afirmação que lhe deu origem (a afirmação insultou a concertação social, o pedido de desculpa insultou todos aqueles que têm dois dedos de testa), mas adiante.
Há, no entanto, um argumento que vai despontando nas fileiras de apoiantes do Governo, uma tese segundo a qual se tratava de um momento informal e, por isso, a recolha de som não é legítima. Eram conversas privadas, de gente que, no fundo, é mortal e igual ao cidadão comum. Em suma, gente que tem o direito de soltar umas boçalidades no recato do seu espaço próprio e privado. Parece-me um argumento difícil de defender – era um evento público, com intervenções públicas, para o qual foram convocados jornalistas.
Mas admitamos que sim, que o som foi colhido de forma ilegítima e 'pela calada'. Certo. Significa, portanto, que quem perfilha este argumento condena a gravação da célebre conversa privada entre Vítor Gaspar e Wolfgang Schäuble? E, por maioria de razão, condenarão a divulgação pública das brutalidades cavalares ditas por Donald Trump sobre as mulheres, uma conversa tida à porta fechada, mas apanhada por um microfone aberto? Se sim, não me lembro que esta gente tivesse tantos pruridos quando estes casos fizeram manchetes. Neste Tempo Novo temos então um conceito inovador assente em dois paradoxos: o princípio sacrossanto, mas de aplicação à la carte, de privacidade em eventos públicos.

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A carga de porrada de Ponte de Sor já obrigou o Ministro Santos Silva a manifestar-se, conforme os dias e os órgãos de comunicação social, preocupado, disponível para ajudar a investigação, empenhado em ir até onde for possível, capaz de empreender diligências diplomáticas e, o Diabo seja cego, surdo e mudo, até de avaliar um "eventual talvez possível quem sabe sem precipitações" levantantamento da imunidade. Fico consternado por ver o Ministro tão aperreado com este melindroso assunto num momento do ano que devia ser de descanso e descontracção. Houvesse um módico de Justiça no Mundo e a Providência proporcionaria a Santos Silva um daqueles lampejos de inspiração ocorrendo-lhe que, vai-se a ver, um Código de Conduta para filhos de Diplomatas pode bem ser uma bela solução para encerrar definitivamente o assunto.

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Porte doutoral, mas atira à canela

por Diogo Noivo, em 20.01.16

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Augusto Santos Silva tem a subtileza política de um aríete medieval. Mas foi o que se arranjou para ocupar o Palácio das Necessidades. Talvez esperassem que a função fizesse o homem. Se foi esse o caso, está visto que não o conhecem.

O responsável pela política externa nacional veio a terreiro dar um ar da sua graça no melhor estilo caceteiro. Era uma questão de tempo. Porém, desta vez inovou: à habitual índole rufia juntou-lhe um laivo indisfarçável de pedantismo. Em reacção ao caso da condecoração que França atribuiu ao cantor Tony Carreira, S. Exa. o Ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou:

 

Nunca consegui cumprir um dos meus sonhos sociológicos que foi assistir a um concerto de Tony Carreira, porque me dizem que é um dos acontecimentos que um sociólogo deve observar.”

 

Sempre com o Povo na boca, mas jamais misturado com ele.

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Seis opiniões socialistas

por Pedro Correia, em 20.02.13

«Sou do tempo em que um estudante em Coimbra foi impedido de falar perante o Presidente da República [em 1969]. Não sou do tempo nem quero ser do tempo em que estudantes impedem professores ou membros do Governo de falar.»

Augusto Santos Silva, TVI 24

 

«Perguntei-me se o caminho para mudar o estado de coisas passa por impedir os Ministros - ou as oposições, tanto faz - de falarem nas Universidades, lugar por excelência da liberdade. Quem vai decidir quem pode falar? Quem tiver mais cartazes, insultar e gritar mais?»
Paulo Pedroso, Banco Corrido

 

«Uma das coisas que mais me tem preocupado na vida política portuguesa é o tom da discussão e a linguagem utilizada. Não fico nada satisfeito - pelo contrário, fico profundamente preocupado - quando vejo o primeiro-ministro a ser sistematicamente apupado. Isso é mau, é negativo.»

Francisco Assis, Rádio Renascença

 

«O boicote arruaceiro de discursos ministeriais não é aceitável nem é tolerável numa democracia. O direito de manifestação tem regras e não pode sobrepor-se à liberdade de palavra. Ninguém é obrigado a ouvir um ministro; ninguém tem o direito de o impedir de falar. Por mais malquistos que sejam, os ministros integram um órgão de soberania, legitimado pelo voto dos portugueses, não podendo estar sujeitos à "acção directa" de pequenos bandos mais ou menos anarquistas. Isto devia ser uma "linha vermelha" para todos os partidos institucionalistas, no governo ou na oposição.»

Vital Moreira, Causa Nossa

 

«O protesto é legítimo e tem um espaço na democracia. Quem governa tem de estar preparado para enfrentar todas as críticas. Considero todavia que há limites que põem em causa a democracia e a governabilidade nos regimes democráticos. E esses limites atingem-se quando se impede o outro - quem quer que seja - do uso da palavra.»

Maria de Lurdes Rodrigues, SIC Notícias

 

«Não aceito que se estabeleça o princípio de que o País está num estado anormal e que, portanto, a reacção também pode ser anormal. Fora de um quadro democrático, toda a violência é legítima. Dentro de um quadro democrático, nenhuma violência é legítima. E a violência não é só física: é também a que coage o outro quando o impede de exercer a sua palavra.»

António Costa, SIC Notícias

 

(acrescentei os depoimentos de VM, MLR e AC aos três iniciais)

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Socialistas que vale a pena escutar

por Pedro Correia, em 04.12.12

«As eleições em democracia são de tantos em tantos anos exactamente porque um governo não pode estar dependente da popularidade do momento, porque senão ninguém fazia política nem ninguém tomava as medidas que por vezes é necessário tomar e que são circunstancialmente impopulares - e depois podem vir a revelar-se virtuosas e as pessoas a posteriori até acharem que se fez muito bem. Veja-se o caso do governo do Bloco Central: foi odiadíssimo enquanto esteve em funções [1983-85] e agora é quase idolatrado. O infelizmente falecido Prof. Ernâni Lopes e o Dr. Mário Soares são quase idolatrados como salvadores da pátria. A opinião pública é volúvel. Não podemos pôr sobre os políticos uma espada de Dâmocles que os ameace dia-a-dia.»

Augusto Santos Silva, TVI 24 (27 de Novembro)

 

«É preciso explicar aos portugueses que os sacrifícios valem a pena. (...) Já fizemos outros ajustamentos no passado em circunstâncias também muito difíceis. Não devemos destruir a imagem que o País tem no contexto internacional. (...) Fiz parte do Governo do Bloco Central. Hoje já se pode dizer isto em Portugal sem correr grandes riscos. Houve uma altura em que ter participado nesse governo era quase criminoso. (...) Não há interesse para o País numa crise política.»

António Vitorino, TVI 24 (27 de Novembro)

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Governo em sintonia com o País

por Pedro Correia, em 27.11.10

"Devemos ser muitos cuidadosos para não fazer declarações que enfraqueçam a posição nacional." Palavras do ministro da Traulitada, Augusto Santos Silva. Só em aparente resposta à entrevista de Pedro Passos Coelho hoje publicada no Expresso. No fundo, Santos Silva visava seguramente o seu colega Luís Amado, que há duas semanas declarou ao mesmo jornal: "O País precisa de uma coligação já", sob pena de Portugal "sair da zona euro". Visava também o seu colega Teixeira dos Santos, que há 12 dias confessou ao Financial Times existir um "elevado risco" de o País pedir auxílio financeiro ao FMI. E talvez visasse ainda o secretário de Estado da Justiça, João Correia, há um ano apresentado como trunfo do recauchutado governo socialista e que afinal surgiu hoje de malas feitas, por opção própria, antecipando a inevitável remodelação que aí vem. No momento da saída, entre outras frases dignas de realce, em entrevista ao i, deixa esta admirável farpa a José Sócrates: "Eu mal conheço o primeiro-ministro."

Fantástico. Por uma vez, o Governo está em sintonia com o País: foi invadido por uma massa de ar muito fria.

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Saudades de malhar

por João Carvalho, em 02.02.10

Para Augusto Santos Silva, que já teve a tutela da comunicação social no anterior Executivo, «não merece nenhum crédito» a ideia de que o primeiro-ministro e dois ministros tenham tecido críticas ao jornalista Mário Crespo: «Não sei como é que se consegue fazer informação a partir de intromissão em conversas privadas».

Fica por saber por que motivo aquilo não há-de merecer crédito, mas presume-se que as conversas só são privadas quando os envolvidos as conservam na privacidade. Fica também por saber o que leva o actual ministro da Defesa a prestar informação sobre créditos que desconhece, mas igualmente se presume que Santos Silva já andava com saudades de sair do seu retiro para malhar em qualquer coisa que visse mexer.

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O percurso portuense...

por João Carvalho, em 23.10.09

... do antigo jovem da Ramada Alta descobre-se aqui (via 31 da Armada). Augusto apoiante de Otelo a Presidente da República nos idos do PREC, vai agora para a Defesa. Não será fácil passar da defesa ao contra-ataque no combate político que se segue. Mas, com aquele percurso, não há-de ser nada.

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Outros tempos (2)

por Jorge Assunção, em 25.06.09

O PS «estranha» a «rapidez» com que a PT vendeu a Lusomundo Media à Olivedesportos. O deputado socialista Augusto Santos Silva disse ao PortugalDiário que esta «época de transição política não é a mais indicada» para avançar com um negócio desta dimensão, manifestando «estranheza» pelo «tempo escolhido».

 

É trocar vendeu por comprou e Olivedesportos por TVI e a situação é a mesma. Talvez algum jornalista queira perguntar a Augusto Santos Silva se «estranha» o negócio que agora está em cima da mesa.

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A má estratégia de Santos Silva

por João Carvalho, em 25.04.09

Que eu desse por isso, entre todos os que andaram a fazer apreciações aos discursos no Parlamento, o único que só se centrou na intervenção de Paulo Rangel para dizer 'cobras-e-lagartos' foi Augusto Santos Silva. Tem o mesmo direito que os outros para opiniar o que lhe convier, é evidente. Mas não parece seguro que a apreciação seja conveniente à sua função partidária interna, como também é evidente. Mostrar tanto nervosismo denota fraqueza. E denotar fraqueza é má estratégia. E má estratégia é meio caminho para perder uma batalha. E se a perder terá uns meses para dar largas ao seu nervosismo.

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Já repararam?

por Paulo Gorjão, em 03.04.09

O ministro da Justiça, Alberto Costa, não existe. Sobre o Caso Freeport não abre a boca.

Quem é que vem para a linha da frente abordar o Caso Freeport como se se tratasse de uma questão estritamente política? Os suspeitos do costume: Augusto Santos Silva (Assuntos Parlamentares) e Pedro Silva Pereira (Presidência).

José Sócrates não poderia ser mais claro. As opções falam por si.

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Ainda o caso do ministro-comentador

por João Carvalho, em 20.03.09

Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva

Depois do que o Pedro Correia escreveu aqui sobre a participação do ministro Augusto Santos Silva num programa regular da TVI, tudo indica que o caso está a adensar-se. O ministro tinha sido muito crítico relativamente à deontologia jornalística praticada na estação televisiva, pelo que já era estranho ter aceitado ser comentador no mesmo canal. Mas agora a TVI vai mais longe: promete dar luta à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), que também já se referiu a «várias queixas» sobre «a alegada violação de princípios éticos ou legais» da estação.

José Eduardo Moniz diz-se disposto a «um combate sem quartel» se os membros da ERC «alguma vez aceitassem ser cúmplices do amordaçamento da comunicação social ou servos do poder», numa alusão às críticas de que tem sido alvo por parte do poder político, o que inclui o próprio ministro e novo colaborador-residente do canal.

Independentemente do episódio que se seguir, há-de valer a pena ver a cara com que Santos Silva irá apresentar-se no próximo frente-a-frente da TVI em que participa com Morais Sarmento. A vida não está fácil para quem é membro do governo, comentador televisivo e crítico de televisão...

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A 'deontologia' do ministro

por Pedro Correia, em 19.03.09

Nem queria acreditar quando vi, uma noite destas, Augusto Santos Silva protagonizar um frente-a-frente com Nuno Morais Sarmento no novo canal de notícias da TVI. Dizem-me que este programa tem carácter regular, o que torna o ministro dos Assuntos Parlamentares colaborador permanente da estação de José Eduardo Moniz. E não queria acreditar porquê? Porque este é o mesmo Santos Silva que ainda há dias, em entrevista ao DN e à TSF, dizia o pior possível desta estação. "A TVI, designadamente no seu Jornal Nacional da sexta-feira, viola sistematicamente os princípios da profissão de jornalista e o Código Deontológico dos Jornalistas", bradou o ministro. É verdadeiramente inexplicável que Santos Silva aceite colaborar com uma estação televisiva que "viola sistematicamente" os princípios do jornalismo. Já que ele tanto gosta de falar em deontologia, apetece-me perguntar-lhe se não há uma grave falha deontológica em tudo isto. Da parte dele, não da parte da TVI.

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Cane Come Noi

por Pedro Correia, em 17.03.09

Nas últimas semanas, Augusto Santos Silva tem-se desdobrado em entrevistas e declarações: raras vezes me lembro de um ministro com uma presença tão assídua nas televisões, rádios e jornais. Mas os resultados não são brilhantes - longe disso. Aqui, obsequioso, dizia que Manuel Alegre era bem vindo ao congresso socialista. Aqui, castigador, sugeria que Alegre devia sair das listas dos deputados. Aqui, de novo obsequioso, voltava a afirmar que o PS tinha todo o gosto em incluir o poeta nos seus candidatos ao Parlamento. Há quem diga que Santos Silva é um dos ideólogos do Executivo socialista. Se o 'ideólogo' anda nesta maré de contradições, imagine-se como não andarão todos os outros. Tudo por causa de Manuela Ferreira Leite? Nem por sombras. Tudo por causa de Alegre, o verdadeiro líder da oposição, como aqui escrevi em Junho de 2008. Agora é António Costa, o número 2 do PS, a sugerir que a solução para uma próxima maioria governativa passa por uma espécie de 'coligação' entre o partido e Alegre. Admitindo implicitamente que este é já uma entidade exterior ao PS.

Confusos? Isto ainda não é nada: esperem pela próxima entrevista de Santos Silva. Entretanto Alegre tem mais em que pensar: o seu excelente livro Cão Como Nós acaba de ser lançado em Itália numa sessão com sala cheia que registou a presença do autor.

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O nosso livro






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