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Costa e a "diletância"

por Pedro Correia, em 18.02.19

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António Costa falou há pouco no Palácio de Belém, onde assistiu à posse dos novos ministros e secretários de Estado, na quarta remodelação governamental ocorrida nesta legislatura. Aproveitando o local e a ocasião para fazer propaganda política, já a pensar na eleição de 26 de Maio, que permitirá aos portugueses escolher os nossos próximos eurodeputados. No dia em que, segundo uma sondagem da Aximage, a sua avaliação é a mais negativa, aos olhos dos portugueses, desde que assumiu o cargo de chefe do Executivo.

Confrontado pelos jornalistas, acabou por dizer aquilo que talvez não pensasse inicialmente, omitindo o respeito institucional que lhe deve merecer o Parlamento Europeu. Pronunciando-se, ainda por cima, na sede do representante máximo do poder político português - que não é ele, como sabemos.

«É saudável que haja membros do Governo que estejam disponíveis a servir o País no Parlamento Europeu. O Parlamento Europeu não pode ser só um local de diletância política e de sound bites», declarou o primeiro-ministro. Pouco lhe faltou para apelar, ali mesmo, ao voto em Pedro Marques e Maria Manuel Leitão Marques, os ministros que acabam de sair para concorrerem ao órgão legislativo que tem sede em Bruxelas e Estrasburgo.

Vão substituir, no elenco de candidatos do PS, os eurodeputados Francisco Assis (que foi o cabeça-de-lista em 2014) e Ana Gomes. Ambos "diletantes", presume-se. E especialistas em sound bites. Terá sido por isso que Costa lhes passou guia de marcha? Devem estar ambos satisfeitíssimos por receberem estes doces qualificativos, da parte de quem por cá manda, na hora do regresso à pátria.

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O melhor discurso do congresso

por Pedro Correia, em 27.05.18

Ana Gomes, ontem, na reunião magna do PS:

 

«Errámos deixando que o pântano atolasse o País.»

«Não vale a pena varrer para debaixo do tapete o que do passado nos pode enraivecer e envergonhar.»

«Contra a corrupção, tráfico de influências, portas giratórias entre Estado e consultadorias privadas, contra a impunidade, exige-se acção.»

 

(Só conseguiu falar enquanto decorria a final da Liga dos Campeões)

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Frases de 2018 (23)

por Pedro Correia, em 04.05.18

«Sócrates não faz falta nenhuma.»

Ana Gomes, hoje, na Antena 1

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Pós-eleitorais (6)

por Pedro Correia, em 02.02.16

De todos os lamentos pós-eleitorais oriundos da área do partido do Governo, o mais original foi este veemente desabafo da inconfundível Ana Gomes: «Teria gostado que o PS tivesse apoiado claramente um candidato», disparou a eurodeputada. Bem prega Frei Tomás: muitos socialistas teriam gostado que Ana Gomes começasse por clarificar a sua própria posição em matéria de campanha presidencial. Foi ela quem lançou Maria de Belém como candidata para depois apoiar Sampaio da Nóvoa. Todo um modelo de coerência.

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Grécia antiga (9)

por Pedro Correia, em 25.05.15

«Eu torci pela vitória do Syriza para ver afinfar nos talibãs austeritários o murro encaixado por Dijsselbloem, o holandês que preside ao Eurogrupo, na conversa com Varoufakis, seu novo colega grego. (...) A reforma é precisa e Portugal vai fazê-la. Passos passará. Mas pela Grécia passa, antes, a salvação da Europa.»

Ana Gomes, no Sol (6 de Fevereiro de 2015)

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Paz e concórdia.

por Luís Menezes Leitão, em 10.02.15

Há uma coisa que sempre admirei no PS, que é a profunda paz e concórdia entre os seus militantes. Pode haver velhos conflitos, que eles são sempre encerrados, ficando todos amigos de novo. Se há uma coisa que tem de se reconhecer a António Costa é a sua enorme capacidade de conciliar e criar harmonia no seu partido.

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Batalha naval

por Rui Rocha, em 09.02.15

Tiro na chalupa.

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Pudor

por Pedro Correia, em 08.01.15

Há sempre um sociólogo pronto a invocar causas "sociais" como factor atenuante para os autores dos crimes mais sórdidos. Se o sociólogo estiver de folga, avança o psicólogo de plantão, evocando os traumas sofridos na infância como caução moral dos actos criminosos cometidos na idade adulta.

Na ausência episódica de ambos, logo emerge uma voz oriunda da classe política a dizer não importa o quê numa resignada complacência perante a barbárie. Ontem, nesta ronda, coube o turno à eurodeputada Ana Gomes. A responsabilidade dos homicídios que semearam o terror em Paris, garante a intrépida socialista, dilui-se nas "políticas de austeridade anti-europeias".

Ainda nauseados pelos ecos do brutal atentado perpretado no coração da pátria do racionalismo por elementos da guarda avançada do terror, testemunhamos o protagonismo de quem se aproveita dos cadáveres de mártires da liberdade de expressão para difundir a demagogia mais rasteira.

Nestes momentos em que somos confrontados com a face do mal no seu horror absoluto apetece implorar a certas vozes que se calem em nome do mais elementar, recomendável e misericordioso pudor.

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Fulgores da noite

por Gui Abreu de Lima, em 20.07.13

A Ana Gomes quase me rebenta o televisor.

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