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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 20.02.18

2018___A_Honra_Perdida_do_Trabalho_1_1024x1024[1].

 

  A Honra Perdida do Trabalho, de Robert Kurz

Prefácio de Bruno Lamas

Tradução de Lumir Nahodil

Ensaio

(edição Antígona, 2018)

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5 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 20.02.2018 às 10:57

Dos temas que mais me interessam. Obrigado, Pedro. O trabalho como expiação e castigo.

Aliás, fazendo de futurologista, caminhamos para uma sociedade em que o Cidadão será substituído pelo Contribuinte. Em "Salões de Leitura e muita bebida" já ouvi a tese que defende que quem não trabalha não deve votar, nem ter acesso ao Estado Social. Como se o não trabalhador perdesse a qualificação de pessoa. Um sub-humano.

Na mesma linha deixo uma outra sugestão :

De Servidão Moderna

https://youtu.be/xAVYFYMFAag

A servidão moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais. Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é dado, se demonstram estar suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. Para que esta tragédia absurda possa ter lugar, foi necessário tirar desta classe a consciência de sua exploração e de sua alienação. Aí está a estranha modernidade da nossa época. Contrariamente aos escravos da antiguidade, aos servos da Idade média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia frente a uma classe totalmente escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber. Eles ignoram o que deveria ser a única e legítima reação dos explorados. Eles não conhecem a rebelião, que deveria ser a única reação legítima dos explorados. Aceitam sem discutir a vida lamentável que se planejou para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.

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De Vlad, o Emborcador a 20.02.2018 às 11:02

Existem dois tipos de pobres. Os que têm empregos e os que desistem de os ter. A diferença entre uns e outros é que os últimos são mais livres e honrados. Não deveremos confiar em quem a tudo se submete.
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De Beatriz Santos a 20.02.2018 às 18:09

A acção é a única forma de lutar contra as teorias vazias e de afirmar outras que permitem transformar a realidade. Nesse sentido amplo, o trabalho não é apenas exploração e alienação, contribui para a realização e preenche um campo da necessidade humana.
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De Vlad, o Emborcador a 20.02.2018 às 19:41

A maioria desaprendeu a fazer seja o que for fora do trabalho. Tirem -lhes o trabalho e eles deixam de saber quem são.

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De Beatriz Santos a 21.02.2018 às 19:49

Não me referia apenas a trabalho profissional, remunerado, com o qual cada um se sustenta na viva. E julgo mais ou menos o contrário, há muito interesse fora do campo profissional, até me parece que a maioria das pessoas gosta mais dos fins de semana que da semana:). Claro, há também esse género que diz, que não sabem fazer mais nada. Que pena!

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