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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 29.04.15

 

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Prometo Falhar, de Pedro Chagas Freitas

Romance

(edição Marcador, 2014)

"Por vontade expressa do autor, a presente edição não segue a grafia do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

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6 comentários

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De Carlos Faria a 29.04.2015 às 13:11

Só para regressar aos comentários ;-)
Penso que a última frase é desnecessária, a não ser que o Pedro já tenha aceite sugerir também nesta coluna boas obras que, mesmo que infelizmente, sigam a ortografia oficial imposta.
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De Pedro Correia a 29.04.2015 às 18:13

Meu caro, nesta coluna diária - que existe há quase dois anos no DELITO - só figuram livros escritos com a ortografia pré-acordês (a que vigora em Angola, Moçambique, em diversos órgãos de informação portugueses e em quase toda a sociedade civil portuguesa; a que é usada pela esmagadora maioria dos nossos escritores, de várias gerações).
Transcrevo a advertência ao leitor sempre que ela figura explicitamente na ficha técnica da obra. Para deixar ainda mais claro qual é a ortografia que o autor ou o editor ou o tradutor (ou todos eles) pretenderam adoptar.
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De Carlos Faria a 29.04.2015 às 18:54

Fiquei esclarecido sobre a existência da menção em alguns post e outros não, mas confirmou-se a outra ideia que tinha.
Infelizmente, fico com pena que assim sejam excluídas obras importantíssimas da literatura mundial cujos autores nada têm a ver com as decisão política sobre a ortografia nacional e estão alheios às opções editoriais sobre tal polémica. Por exemplo "A condição humana" de Malraux que foi reeditada, embora em acordês, merecia ser recomendação neste blogue, tal como "A Peste" de Camus que segue a ortografia anterior. Isto só para falar de duas obras que comecei a e acabei de ler esta semana.
Sobre a decisão, a verdade é que descubro os seus defeitos à medida que leio livros em acordês, embora tal não me impeça de os ler e de os recomendar, até porque sou estranho à decisão que o impôs.
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De Pedro Correia a 29.04.2015 às 21:10

Aí discordamos, Carlos. Todas essas edições estão aí, à disposição dos leitores portugueses, há décadas. Qualquer frequentador da Feira do Livro de Lisboa sabe isso. Estas edições "novas" são uma fraude: não são novas, mas velhas. Levam um verniz acordista e nada mais. São edições, em parte, com graves problemas da tradução que não ficam resolvidos porque não houve um investimento na actualização dessas traduções. A actualização limitou-se a suprimir as chamadas "consoantes mudas" e a retocar as capas.
Não recomendo nenhuma delas na versão actual. É uma questão de consciência.
Questiono-me, aliás, se Jorge de Sena (que foi o tradutor do romance 'A Condição Humana' - esta, sim, muito recomendável na versão pré-acordês) alguma vez daria luz verde a uma "actualização" destas. Tenho a maior das dúvidas. O cunhado de Sena, Óscar Lopes, foi um dos maiores críticos do chamado "acordo ortográfico". E as obras de Sena que continuam a ser editadas pela Guimarães respeitam a grafia pré-acordo.
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De rmg a 30.04.2015 às 01:40


"É uma questão de consciência", diz o meu amigo e muito bem.
E de bom senso e bom gosto, acrescento eu.

A mim estas coisas já não me complicam o dia-a-dia, só me irritam.
Aos meus filhos também não muito, não têm empregos nem trabalho onde sejam obrigados a seguir "acordos" parvos.

Mas os meus netos adolescentes preocupam-me porque os vejo baralhados e nem me atrevo a sugerir-lhes leituras dos meus livros (e como sabe tenho bastantes...) pois receio que isso lhes traga complicações "escolares" desnecessárias.

E assim uma quantidade maluca de extraordinárias obras lá ficam na estante, suponho que para sempre, não irei certamente comprar as edições em acordês de tanta coisa e eles têm outras prioridades, claro.

Nada que me aflija muito, como sabe teria mais com que me afligir se fôsse dado a "afligir-me", mas não deixa de ser uma sensação estranha.
Estranha e, em especial, muito desagradável.

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De Pedro Correia a 05.05.2015 às 13:05

Sim, meu caro, também é uma questão do mais elementar bom gosto.

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